sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Forbidden lança seu álbum homônimo, o primeiro em mais de 15 anos

 A veterana banda californiana de thrash metal Forbidden lançou seu álbum homônimo nesta sexta-feira (23 de outubro). Sexto disco da discografia, o trabalho dá continuidade a "Omega Wave", lançado em outubro de 2010.



"Fazer 'Forbidden' foi mais como uma odisseia do que um processo de gravação típico", afirmou o guitarrista Craig Locicero. Ele complementou: "Nosso objetivo era criar um disco que lembrasse às pessoas por que elas se apaixonaram por thrash e heavy metal, abraçando a energia bruta, a melodia e as imperfeições que dão à música pesada sua personalidade".

O novo disco do Forbidden foi gravado por Norman Skinner (vocal), Craig Locicero (guitarra), Jeremy Von Epp (guitarra), Matt Camacho (baixo) e Chris Kontos (bateria). Brann Dailor, baterista e vocalista do Mastodon, participa de "Sycophantasy", oitava faixa do trabalho.


"Forbidden" tem 11 músicas e está disponível nas principais plataformas digitais. O disco pode ser ouvido pelo Spotify no player a seguir.


Ouça Aqui !


Forbidden - Forbidden (2026) | Full Album


Fonte: Whiplash.net

Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"

  



O death metal possui bandas que você escuta poucos segundos e já consegue identificar quem é graças a sua singularidade: assim acontece com os vocais do Obituary, o clima carregado do Morbid Angel, a violência do Krisiun e por aí vai. Se tem um grupo nesse meio que possui uma marca própria, sem dúvidas, é o nova-iorquino Immolation.


Mesmo sem estar muitas vezes associado aos grandes nomes do death metal como os citados acima - injustiça histórica - o grupo não abaixa a guarda e continua lançando bons discos atrás de bons discos. A história se repete com seu décimo segundo e assombroso "Descent" (2026), quinto lançamento do grupo no Brasil graças à parceria Shinigami Records com a Nuclear Blast Record


Constância continua sendo para mim uma das palavras que melhor se encaixam ao que o Immolation faz: sua brutalidade, técnica e temáticas permanecem inabaladas, mas há um elemento a mais em "Descent" (2026): a afirmação de que o homem falhou e que isso irá lhe custar em breve, muito caro. "Quando olhamos para a história e vemos como as coisas eram no passado, pensamos: 'Nossa, como isso aconteceu? Como é possível?' E agora vemos isso acontecendo bem diante dos nossos olhos, então é uma sensação muito frustrante, mas também de pânico. Acho que o mundo inteiro está sob esse manto de medo e incerteza."


 A mensagem do disco é clara: guerras, cobiça, avareza, fanatismo religioso, imposição e dominação de povos sobre outros povos estão levando o homem a sua rápida e iminente autodestruição. Adicione tudo isso a música extrema feita pelo grupo e você terá a sensação desconfortante de que não adianta, dias melhores não virão. "A humanidade está fadada ao fracasso, e é uma situação muito triste ter esse sentimento. Acho que esse é o espírito da época que predomina no momento, essa sensação avassaladora de desespero e falta de esperança, e acho que a arte da capa transmite isso perfeitamente", disse Robert Vigna. A imagem, que pode até remeter a alguma obra antiga no estilo John Martin, foi criada especialmente para esse disco pelo israelense Eliran Kantor. O medo e terror estampado no olhar do anjo atinge em cheio quem o encara.


O sempre elegante Vigna, ao lado de Alex Bouks, faz com que as guitarras sigam afiadíssimas. Ross Dolan impõe seus vocais guturais. Mas o maior destaque é Steve Shalaty: extremamente habilidoso, o baterista fez uso de tempos diferentes, ritmos quebrados e dos tom-tom, deixando as músicas mais dinâmicas, fora do caminho válido, mas comum, do blast beat indiscriminado.



"Descent" (2026) é outro degrau que o Immolation supera e eu continuo me perguntando, disco após disco: como é que uma banda desse quilate é frequentemente esquecida, mesmo lançando trabalhos muitas vezes acima dos seus pares mais famosos? "These Vengeful Winds", "God's Last Breath", "Bend Towards The Dark", "False Ascent" e "Descent" nos lembram porque o death metal é um estilo pouco amigável para boa parte do público metal: violentas, intensas, ameaçadoras.


O disco não coloca o Immolation no rol dos grandes nomes do death metal, ele ratifica seu lugar ali, pobres das almas que ainda ignoram o que essa seminal banda faz. Uma pontinha de luz no fim do túnel: o Immolation retornará ao Brasil em dezembro desse ano junto do Testament e Municipal Waste. Não perca, afinal, estamos a caminho do fim...


Ouça Aqui !



Fonte: Whiplash.net

Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"

 


O Immolation não é do tipo de banda que precisa viver das glórias do passado. Quando o assunto é Death Metal, a instituição forjada em Yonkers, Nova York, no final dos anos 1980, sempre manteve uma regularidade na discografia. Ao lado de nomes como Suffocation e Incantation (formando o trio "tion"), eles pavimentaram o som extremo da Costa Leste americana com uma assinatura inconfundível: os vocais abissais de Ross Dolan, uma cozinha pesadíssima e os clássicos riffs dissonantes e "tortos" de Robert Vigna. E agora, batendo a marca do 12º álbum de estúdio, os caras deixam claro que a fonte de brutalidade está longe de secar, mesmo quase batendo nos 40 anos de estrada.



Diferente da pegada levemente mais expansiva vista no antecessor "Acts of God" (2022), o novo disco tende a ir direto na jugular. É um disco compacto e que vai direto ao ponto. A sensação geral é de pura claustrofobia musical do primeiro ao último acorde. É um tipo de "caos controlado", por assim dizer.


Um dos grandes trunfos aqui é a produção, assinada por Zack Ohren. O som passa longe daquela plasticidade artificial que tem matado muito disco de Metal extremo recente. A gravação é orgânica e suja na medida certa. Você consegue ouvir perfeitamente o estalar do baixo de Dolan liderando a massa sonora, enquanto a bateria de Steve Shalaty atua como um motor enlouquecido, alternando blast beats ríspidos com quebras de andamento cadenciadas e precisas. Nos momentos mais lentos, como em "God's Last Breath", o peso é maciço.

O play abre com "These Vengeful Wings", com pequenos dedilhados, intercalando quebradeira cadenciada com velocidade e um ótimo trabalho do baterista Steve, que não poupou nos arranjos com bumbos. Faixas como "Adversary" e "Bend Towards The Dark" são pedradas frontais, onde a dupla de guitarristas Vigna e Alex Bouks despeja uma parede de riffs caóticos sem dó. Para engrossar ainda mais o caldo, a lenda viva Dan Lilker (Nuclear Assault, Anthrax, Brutal Truth) aparece destilando vocais na música "Host" (ótima entrada de bateria) e na faixa-título, gerando um duo letal com os urros cavernosos de Ross Dolan.

Sabendo exatamente como dosar o ritmo de um álbum, o grupo incluiu a penúltima faixa, "Banished", um tema instrumental soturno que serve apenas para criar um ambiente antes da hecatombe final com "Descent", que encerra o petardo. Tudo isso muito bem embalado por uma capa matadora assinada por Eliran Kantor. Aliás, Kantor é o Andreas Marschall dos dias atuais, tamanha inspiração que embala cada capa. Vale destacar que, curiosamente, Marschall já assinou diversas artes da banda, inclusive dos primeiros discos.


Embora eu nunca tenha sido um fã ardoroso do grupo, admito que o Immolation faz aquilo que domina como poucos: Death Metal asfixiante, ríspido e brutal, sem espaço para tendências de momento. "Descent", simplesmente passa por cima do ouvinte como um tanque de guerra. Um lançamento - via Shinigami Records - obrigatório para fãs da banda e de Death Metal em geral.


Ouça Aqui!


Immolation - Decent 

Sonia Anubis denuncia abusos no Burning Witches: "Tratam músicos como lixo; pior que a Dogma"

 Sonia Anubis é conhecida do público brasileiro por sua passagem pela Crypta entre 2019 e 2022 e pelo Cobra Spell, banda que fundou em 2019 e que retornará ao Brasil como uma das atrações do Bangers Open Air 2026.

Antes de integrar a Crypta, a guitarrista fez parte do grupo feminino Burning Witches, com o qual gravou os álbuns "Hexenhammer" e "Dance With The Devil". Ao responder a uma sessão de perguntas em seus stories no Instagram, Sonia compartilhou experiências traumáticas vividas durante sua passagem pelo grupo suíço. Os relatos levaram fãs a traçarem paralelos com a banda Dogma, outro grupo formado somente por mulheres que recentemente se envolveu em polêmicas após acusações de abuso contra seu empresário.


Confira abaixo a transcrição dos relatos feitos por Sonia Anubis.


"Eu nunca fui paga pelo Burning Witches como membro oficial e nunca soube a razão - talvez vocês devam perguntar para a banda. Eu me comprometi integralmente e fui forçada a fazer várias coisas, como:


- Eu não tinha permissão para me apresentar sem maquiagem; o empresário delas dizia que eu ficava feia sem ela e faria papel de idiota.


 Eu era forçada a tocar de pé o tempo inteiro, inclusive em vídeos pessoais de guitarra.


- Eu era proibida de dar entrevistas porque diziam ser ruim falar das minhas influências, pois não estavam alinhadas com as delas.


- Era tratada de uma forma muito rude e ofensiva - ao ponto de passar muitos momentos chorando nos bastidores.


- Eu não tinha permissão de usar meu nome artístico.


- Nunca fui paga pelas minhas gravações nos álbuns dos quais fiz parte.


A lista continua e eu nunca falei a minha verdade na Internet pelo medo que me causaram. Luto diariamente com a experiência horrível que tive no Burning Witches. Elas destruíram o que era meu entusiasmo juvenil. Elas zombaram da minha felicidade. Cada parte única que me fazia brilhar era uma ameaça para elas - sempre encontravam um jeito de me quebrar e me dimin


Estou lutando diariamente para recuperar isso. E eu vou à terapia por isso.


Talvez isso ajude muitos de vocês a entenderem o motivo de eu relutar em tocar em bandas lideradas por outra pessoa. Tenho muitos traumas com isso e não consigo mais fazê-lo por causa de como estou assustada e traumatizada por isso.


Eu continuarei tocando na minha própria banda e/ou em carreira solo porque me sinto segura. A música é muito significativa para mim - e eu só não quero mais o risco de ser machucada."


Questionada por um fã se a situação do Burning Witches era similar à do Dogma, Sonia foi enfática: "Burning Witches é pior. As integrantes do Dogma ao menos foram pagas e tinham um contrato que verbalizava seus termos. Eu não tinha nada. (Apenas) uma guitarra Jackson que comprei com o dinheiro que juntei do meu trabalho de desenvolvedora web e uma quantidade infinita de paixão e motivação".

A guitarrista postou também uma foto da Burning Witches tocando no festival alemão Wacken Open Air, afirmando não ter sido paga por esse show ou "inúmeros outros". "Isso não era uma banda 'novata' que 'não tem como pagar'. Isso era uma banda corrupta que trata músicos sensíveis como lixo", concluiu.


Até a publicação desta matéria, a banda Burning Witches ou seus representantes não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações de Sonia Anubis.


Fonte: Whiplash.net

BENEDICTION: DEVASTANDO A AMÉRICA LATINA

 

Lendas do death metal britânico fazem 5 shows no Brasil com Kam Lee (Massacre) nas próximas semanas

Desde seus primórdios, o death metal pode ser dividido em duas “escolas” de som – as bandas mais rápidas e técnicas, e as mais brutais e vagarosas. Para lá do Atlântico, na Europa, poucos grupos conseguiram aperfeiçoar este lado mais “simples” do estilo quanto o Benediction, que vem representando a Inglaterra no metal extremo há mais de 35 anos. O amor deles pelo Brasil não é segredo. Já tocaram em todo canto por aqui, desde Caruaru ao palco do Summer Breeze Brasil (atual Bangers Open Air) e entre este mês e o próximo voltam com mais uma sequência de shows. Ravage of Empires, lançado em abril do ano passado, segue na linha de Scriptures, que chegou ao mundo no meio da pandemia, marcando um retorno à sonoridade tradicional do grupo, bastante influenciada pelo retorno de Dave Ingram aos vocais. A turnê atual tem como fim justamente a divulgação deste álbum, mas com um pequeno pesar. Em maio deste ano, Ingram anunciou que teria que encerrar suas atividades com a banda por conta de uma artrite em estágio avançado. Então, nesta turnê o lendário Kam Lee, voz do Massacre, estará assumindo o microfone. Conversamos com Peter Rew, guitarrista e membro fundador, que nos contou um pouco de suas expectativas para a tour, relembrou histórias de vindas passadas ao Brasil e até falou um pouco sobre o futuro da banda. Confira!



Vocês já estiveram quatro vezes aqui no Brasil, então já conhecem bem nosso público. Assim, quais são as expectativas para a turnê desta vez?


Peter Rew:
Da última vez em que viemos, quando tocamos no Summer Breeze, vários fãs disseram que não iam conseguir nos ver, então desta vez quisemos tocar em mais cidades, fazendo shows menores. O Brasil é, e sempre será, um dos nossos países favoritos, vocês são muito gentis com a gente. Espero que desta vez seja a mesma coisa, shows incríveis.

A última turnê que vocês fizeram pela América Latina contou com essa passagem pelo Summer Breeze Brasil (atual Bangers Open Air), sendo a banda que inaugurou o Ice Stage. Como foi essa experiência?


Peter:
Foi muito bom! Se não me engano, foi relativamente cedo, o sol estava quente, que não é o ideal para um show de metal, mas mesmo assim nos divertimos bastante. Os fãs curtiram e foi uma honra poder tocar lá. Lembro que foi um dos melhores da turnê!

Além dos palcos de grandes festivais, vocês também já tocaram em lugares que muitas bandas geralmente nem chegam perto, como em sua turnê de 2013, que passou pelo Norte e pelo Nordeste do país. Tem alguma lembrança destes shows?


Peter:
O calor! Lembro que Belém era extremamente quente, Fortaleza também! Mesmo assim, o público foi incrível, ficaram muito gratos pelo show. Como disse, o Brasil é um país incrível, as pessoas aí realmente se divertem nos shows. Enquanto banda, queremos tocar na maior quantidade de lugares possível; se tem fãs, queremos tocar para eles. Sei que no Brasil o custo de vida nem sempre é muito favorável, muitos metaleiros não têm dinheiro para viajar pelo país só para ver shows, então quisemos dar esta oportunidade para os fãs do Norte e do Nordeste. Tocamos num festival em Santa Catarina também, mas para nós, não importa o tamanho do show, queremos apenas oferecer a melhor experiência possível para quem vai nos assistir! O Benediction é uma banda ao vivo, é isso que gostamos de fazer.


Levando isso em conta, o que você diria que mais diferencia o público brasileiro do resto?


Peter:
Não sei, mas parece que vocês apreciam o metal mais do que os outros. Viajei pelo mundo tocando metal, mas nunca vi nada como a América Latina. Os alemães também gostam bastante de metal, mas um metaleiro é um metaleiro, independentemente de onde ele venha. Acho que esse é um dos grandes diferenciais do nosso estilo: somos todos irmãos, independente do lugar. As pessoas que não curtem metal geralmente nem entendem muito esta dinâmica quase familiar.

Fora isso, tem mais alguma história de que você se lembre quando pensa nas vindas ao Brasil?


Peter:
Lembro que estávamos lá no norte, era uma parte difícil da cidade, não podíamos ir muito longe de noite, e minha esposa me ligou. Assim que eu atendi, ela me perguntou: ‘O que é esse barulho?’ Respondi: ‘Ah, são tiros.’ Sabe o que ela fez? Aumentou o meu seguro de vida! (risos) Sei como é o Brasil, tem suas áreas mais complicadas, mas precisamos tratar todos com o mesmo respeito. No Rio foi parecido, as casas de show geralmente não eram nos lugares mais bonitos, mas não seria por isso que deixaríamos de tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Todos aí sempre nos trataram muito bem.

Com a saída do Dave Ingram, vocês já fizeram shows tanto com Oscar Rilo (Dark Embrace) quanto com Dave Hunt (ex-vocalista, 1998-2019). Agora excursionaram com Kam Lee. Como foi feita a escolha por ele?


Peter:
Conhecemos Kam há um bom tempo, então quando Dave saiu, pensamos: quem poderia ocupar o lugar dele? É um lugar que não é fácil de ocupar. Kam foi uma escolha óbvia e quando ele topou, a primeira coisa que fez foi pedir permissão ao Dave, já que são amigos de longa data. Conseguimos fazer alguns ensaios com ele, fizemos uns shows na Irlanda agora, e tudo rolou direitinho. Ele é um monstro no palco! Tive até alguns momentos de fã dividindo o palco com ele, mas ele gostou muito! Ele quer continuar com o Massacre, mas também já disse que quer fazer o máximo possível conosco.



Minha próxima pergunta era exatamente sobre isso: vocês já fizeram uma série de shows com ele pela Irlanda, e inclusive até tocaram Biohazard, do Massacre!


Peter:
Este cover era para ser surpresa, mas agora todo mundo sabe! (risos) Vamos tocar uma, sim, muito provavelmente essa!

Em relação à América Latina, o que podemos esperar do setlist dos shows? Um foco maior em Ravage of Empires e Scriptures ou mais clássicos?


Peter:
É sempre bom tocar músicas novas ao vivo, porque estivemos tocando as mesmas músicas há quase 40 anos, então é bom mudar um pouco. Por isso, devemos nos concentrar nos últimos dois discos, que funcionam muito bem ao vivo, mas, mesmo assim, ainda jogaremos alguns clássicos ali no meio. Você vai ter que ir no show para descobrir! Com Kam morando nos Estados Unidos e nosso baterista (Giovanni Durst) na Itália, não é sempre que conseguimos ensaiar, então nosso repertório não é gigantesco, mas estou animado!

Ainda sobre o disco novo, agora, um ano e meio depois de seu lançamento, onde diria que ele entra na história do Benediction?


Peter:
Sempre tentamos ser a melhor versão possível do Benediction, não estamos aqui para reinventar a roda, somos uma banda old school que toca o death metal que gostamos de ouvir, sem blast beats, como deveria ser. Diria que o disco é uma evolução natural, as composições estão melhorando bastante, especialmente nesse último, temos vários riffs que realmente te fisgam. Dave foi excelente quanto a isso. Queremos que as pessoas nos conheçam, e a meta é inspirar as gerações futuras a tocarem o nosso estilo. Vida longa ao metal!

Os últimos dois álbuns representam um retorno à sonoridade mais tradicional da banda. Você diria que foi por conta do retorno de Ingram ou foi um movimento mais natural?


Peter:
Acho que tivemos um pouco de sorte, porque tudo se alinhou. Ele voltou e trabalhamos também com Scott Atkins, do Grindstone Studios, que é um grande fã da banda e quis produzir os novos álbuns. Ele fez um trabalho excelente ao nos trazer aos tempos modernos, mas sem perder nossa essência.

Seguindo nesta linha, muito mudou no metal desde então. Como você vê o momento atual do estilo?


Peter:
É um pouco estranho, porque ele passa por fases, alguns estilos saem de moda, mas alguns anos depois voltam, tudo é muito cíclico. No death metal, há muitas bandas fazendo a mesma coisa, aquele som rápido e técnico, e acho justo, cada um com seu cada qual, tudo tem seu lugar, mas muitas bandas soam parecidas. Tem o crossover com o metalcore também, tudo está evoluindo muito rápido. Os vocais extremos, aquelas vozes de porco, não estou dizendo que está certo ou errado, mas vai de cada um. O Benediction não vai mudar muito, você já sabe o que vai ouvir, só tentamos melhorar isso em cada disco.

Sabendo disso, e visto a sobrevida que o death metal old school teve nos últimos anos, qual você diria que é o legado do Benediction?


Peter:
Não sei ao certo… Fico até emocionado com tudo isso, sabe? Sou apenas um cara que gosta de tocar guitarra. Eu e Darren somos caras parecidos que só gostamos de tocar metal. Fico emocionado com o tanto que as pessoas gostam e se sentem influenciadas por nós, nem sei responder esta pergunta direito.

Pelo jeito, 2027 será um ano bastante produtivo para vocês, com vários shows pela frente. O foco do ano que vem será a estrada?


Peter:
Sim! Já temos alguns shows planejados, não vou entrar em muitos detalhes porque não foram anunciados ainda, mas tentaremos jogar a composição e a gravação do próximo disco para o final do ano. Tem muita coisa pela frente, então vamos dar um passo de cada vez, mas acho que será um ótimo ano para nós!

Ia fechar com uma pergunta justamente sobre isso: está cedo demais para discutir a possibilidade de material novo com Kam?


Peter:
Sim! Já temos umas 5 ou 6 músicas prontas, só precisamos dar aqueles últimos tapas e mandar para Kam, ver o que ele consegue fazer com isso! Tenho certeza de que ele vai tirar de letra! Acho que ele está bem animado com a possibilidade de participar do material novo. Não somos uma banda em tempo integral, mas ele vive disso, então espero que role de fazer o Benediction e o Massacre coexistirem.

Agora, o espaço é seu para mandar uma última mensagem para o seu público latino-americano e para os leitores da ROADIE CREW!


Peter:
Só queria dizer que quem não for aos shows vai perder! Vão ser especiais, estaremos lá com o imbatível Kam Lee, uma união dos sonhos do death metal old school! 




 Fonte: Roadiecrew.com

Overkill, lenda do thrash, voltará ao Brasil em março de 2027

   

Uma das bandas que ajudaram a erguer o thrash metal norte-americano no início dos anos 1980 e se mantém relevante até o presente, o Overkill voltará ao Brasil em março de 2027 com a turnê Burning Up Latin America.

A banda tocará em 04 de março, em Curitiba (Tork n’ Roll); 06 de março, em São Paulo (Carioca Club), como atração principal do 4º Overload Beer Fest; e 07 de março, em Belo Horizonte (Mister Rock). A realização é da Overload.

Nas três cidades, o convidado especial é o The Troops of Doom, banda de Jairo “Tormentor” Guedz, guitarrista da formação original do Sepultura. Em São Paulo, a noite ainda terá shows das nacionais Trovão, Whipstriker e Sadistic Messiah.

O Overkill chegará ao país num período de estrada intensa. Em 2026, a banda tocou em festivais como o Sweden Rock, fez uma turnê pelos Estados Unidos ao lado de Testament e Destruction e encerra o ano como convidada especial do Kreator em uma turnê pela Europa e Eurásia.

Ao mesmo tempo, o conjunto prepara o sucessor de Scorched (2023), seu vigésimo primeiro disco de estúdio, com lançamento previsto para fevereiro ou março de 2027. Será o primeiro álbum completo com o baterista Jeramie Kling, que entrou na banda em agosto de 2024.

Trajetória

O Overkill nasceu em 1980, em Old Bridge, Nova Jersey, fundado pelo baixista D.D. Verni e pelo baterista Rat Skates, com o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth chegando logo depois. O nome veio do segundo disco do Motörhead, depois que a banda descartou opções como Virgin Killer.

Em 1983, a demo Power in Black circulou no circuito de troca de fitas com impacto comparável ao das demos de Exodus e Testament, e em 1986 o Overkill se tornou uma das primeiras bandas de thrash a assinar com uma grande gravadora, a Atlantic Records.

A estreia veio com Feel the Fire (1985). Taking Over (1987) levou a banda pela primeira vez à Billboard 200, e Wrecking Crew e In Union We Stand, desse disco, aparecem em praticamente todos os shows da banda até hoje.

Under the Influence (1988), The Years of Decay (1989) e Horrorscope (1991) consolidaram a fase clássica. Em I Hear Black (1993), o Overkill se aproximou de um peso mais arrastado, na linha do Black Sabbath, e W.F.O. (1994) marcou a volta ao thrash veloz e o último lançamento pela Atlantic. Fora da grande gravadora, a banda seguiu gravando e excursionando, com presença forte principalmente na Europa e no Japão.

O segundo grande momento começou em 2010. Ironbound, primeiro disco pela Nuclear Blast, foi o primeiro do Overkill a entrar na Billboard 200 em 17 anos. The Electric Age (2012) estreou na 77ª posição da parada americana, e White Devil Armory (2014) alcançou o 31º lugar, a melhor marca da carreira.

Na Alemanha, The Grinding Wheel (2017) entrou no 10º lugar, então a melhor posição da banda no país, recorde superado logo depois: The Wings of War (2019) estreou em 5º lugar na parada oficial alemã. Lançado em 2023, Scorched é o 20º disco de estúdio do Overkill e foi mixado por Colin Richardson e Chris Clancy, com capa de Travis Smith.

SERVIÇO
Overkill em Curitiba
Convidado especial: The Troops of Doom
Data: 4 de março de 2027 (quinta-feira)
Abertura da casa: 19h30
Início: 20h
Local: Tork n’ Roll
Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba (PR)
Vendas: clubedoingresso.com/evento/overkillcuritiba
Classificação: 18 anos

Overload Beer Fest 2027 em São Paulo
Bandas: Overkill, The Troops of Doom, Trovão, Whipstriker e Sadistic Messiah
Data: 6 de março de 2027 (sábado)
Abertura da casa: 17h
Início dos shows: 18h
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo (SP)
Como chegar: metrô, Estação Faria Lima
Vendas: bilheteria do Carioca Club e clubedoingresso.com/evento/overload-beerfest2027
Classificação: 18 anos

Overkill em Belo Horizonte
Convidado especial: The Troops of Doom
Data: 7 de março de 2027 (domingo)
Abertura da casa: 18h30
Início: 19h
Local: Mister Rock
Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte (MG)
Vendas: clubedoingresso.com/evento/overkillbelohorizonte
Classificação: 18 anos



Fonte: Rockbriz.com.br

Bruce Dickinson relança “Accident Of Birth” com nova mixagem e afirma: “Um dos meus melhores trabalhos”

 

Um dos álbuns mais celebrados da carreira solo de Bruce Dickinson ganhou uma nova versão nesta sexta-feira, 23 de outubro. Originalmente lançado em 1997, Accident Of Birth foi totalmente remixado pelo produtor Brendan Duffey, que já havia trabalhado com o vocalista do Iron Maiden em The Mandrake Project (2024). A nova edição apresenta mixagens em estéreo e Dolby Atmos, buscando atualizar a experiência sonora sem alterar as composições originais.

O lançamento também representa uma oportunidade para revisitar um dos períodos mais importantes da trajetória de Dickinson fora do Iron Maiden. Após experimentar sonoridades alternativas em Skunkworks (1996), o cantor retomou uma abordagem mais próxima do Heavy Metal tradicional. Ele se reuniu com o guitarrista Roy Z e voltou a trabalhar com Adrian Smith, seu antigo companheiro de banda.

A parceria resultou em um repertório que inclui músicas como “Road To Hell”, “Darkside Of Aquarius”, “The Magician”, “Man Of Sorrows” e a faixa-título, composições que ajudaram a consolidar Accident Of Birth como uma referência na discografia solo do vocalista.


Bruce Dickinson destaca importância do álbum

Ao comentar o relançamento, Bruce Dickinson ressaltou que revisitar seu catálogo solo ao lado de Brendan Duffey tem sido uma experiência bastante positiva. Sobre Accident Of Birth, afirmou:

“Foi um verdadeiro prazer revisitar meu catálogo solo nos últimos dois anos com Brendan Duffey, remixando tudo para Dolby Atmos e atualizando completamente a sonoridade dos álbuns.”

O vocalista também destacou a importância pessoal do disco:

“Accident Of Birth foi um álbum muito importante para mim na época e acho que contém alguns dos meus melhores trabalhos. Reacendeu minha paixão, especialmente como compositor, e foi uma ótima oportunidade de trabalhar com Adrian novamente. Estou muito orgulhoso deste disco, e estas novas mixagens soam fantásticas.”

O reencontro com Adrian Smith teria continuidade em The Chemical Wedding (1998), outro trabalho amplamente reconhecido entre os admiradores da fase solo de Dickinson. Pouco depois, em 1999, os dois retornariam ao Iron Maiden, encerrando um período que hoje ocupa um lugar especial na história de ambos os músicos.      


 Fonte: Mundometalbr.com



Burning Witches anuncia saída de Laura Guldemond após sete anos e prepara mudança nos vocais



A banda de Heavy Metal Burning Witches anunciou nesta sexta-feira (23 de outubro) a saída da vocalista Laura Guldemond, que integrou o grupo por sete anos. Para os próximos compromissos ao vivo, a cantora Jennifer Gruber, da banda Fireborn, assumirá temporariamente os vocais, enquanto as integrantes procuram uma substituta permanente. Em comunicado publicado nas redes sociais, o grupo confirmou que os shows já anunciados acontecerão conforme o planejado.

Em sua declaração, o Burning Witches compartilhou a notícia com os fãs:

“Querida família das Witches, é com o coração pesado que precisamos anunciar que Laura Guldemond decidiu deixar o Burning Witches.

Conversamos sobre tudo e fizemos o nosso melhor para encontrar uma maneira de seguir em frente juntas, mas, no fim, precisamos respeitar e aceitar sua decisão. Até as jornadas mais mágicas às vezes chegam ao fim.

Queremos agradecer à Laura, do fundo do coração, por todos os shows fantásticos, pelos álbuns incríveis e pelas lembranças inesquecíveis que criamos juntas ao longo dos anos. Esses momentos farão para sempre parte do legado do Burning Witches!

Mas o fogo continua aceso — e as Witches continuarão voando alto!

Queremos tranquilizar todos os nossos fãs: todos os shows anunciados acontecerão conforme o planejado! O espírito do Burning Witches permanece inabalável — continuamos unidas!

Para nossos próximos shows no fim do ano, nossa querida amiga e fantástica vocalista Jennifer Gruber, do Fireborn, subirá ao palco conosco! Somos imensamente gratas pelo apoio dela e mal podemos esperar para liberar juntas uma verdadeira magia do Metal! Enquanto isso, já estamos realizando audições para encontrar uma nova vocalista permanente que nos ajude a levar o Burning Witches ao próximo nível!

Um novo capítulo começa — o coven permanece unido! A bruxaria continua, as chamas estão subindo e estamos mais determinadas do que nunca a levar a tocha adiante!”

Laura Guldemond explica sua decisão

Em uma declaração separada, Laura Guldemond também se dirigiu aos fãs e explicou os motivos de sua saída:

“À família do Burning Witches e aos fãs de Metal do mundo inteiro: depois de sete anos incríveis, tomei a decisão, de coração, de deixar o posto de vocalista da banda.

Esses últimos anos foram uma jornada fenomenal. Tenho imenso orgulho de tudo o que realizamos, dos quatro álbuns pesados que fizemos juntas, e guardarei para sempre as lembranças inesquecíveis que criamos ao longo do caminho.

Desejo sinceramente tudo de melhor ao Burning Witches daqui para a frente e peço gentilmente a vocês, fãs, que respeitem essa decisão por consideração a todas as pessoas envolvidas. Não há ressentimentos — às vezes, simplesmente chega a hora de mudar quando as visões já não estão totalmente alinhadas.

Daqui em diante, estou animada para me dedicar integralmente à minha própria música e abraçar as empolgantes aventuras criativas que surgirem. Isto não é uma despedida da música — é apenas o começo de um novo capítulo!”



Próximo show acontece em novembro

A próxima apresentação do Burning Witches está marcada para 7 de novembro, durante o festival Metal At Lust, em Malta. A saída de Laura encerra uma trajetória iniciada em junho de 2019, quando ela entrou para o grupo suíço após deixar a banda holandesa de Metal Sinfônico Shadowrise. Na ocasião, substituiu Seraina Telli e fez sua estreia ao vivo com as novas companheiras no Sweden Rock Festival, realizado naquele mesmo mês em Sölvesborg, na Suécia.

O sexto álbum de estúdio do Burning Witches, “Inquisition”, chegou ao público em agosto de 2025 pela Napalm Records. O trabalho teve produção de Damir Eskic, do Destruction, e V.O. Pulver, do Little Creek Studio, conhecido por trabalhos com Pro-Pain e Destruction. A composição ficou a cargo da guitarrista fundadora Romana Kalkuhl. 


Fonte: Mundometallbr.com