quarta-feira, 27 de maio de 2026

DEATH ANGEL relançará em vinil o álbum “The Evil Divide” que celebra 10 anos

 As lendas do thrash metal da Bay Area, Death Angel, vão celebrar o 10º aniversário de seu aclamado oitavo álbum de estúdio, The Evil Divide, com uma reedição especial em vinil que chega no dia 24 de julho pela Nuclear Blast Records.

Lançado originalmente em 27 de maio de 2016, The Evil Divide marcou mais um capítulo triunfante na consagrada trajetória do grupo, capturando a ferocidade, a precisão e a energia implacável que definem o Death Angel há mais de quatro décadas. Sob o comando do renomado produtor Jason Suecoff nos estúdios AudioHammer, o álbum consolidou ainda mais a posição da banda na elite do gênero, sendo amplamente elogiado por suas composições explosivas, intensidade técnica e performances carregadas de emoção.


A edição comemorativa em LP trará a faixa bônus “Wasteland”, a poderosa versão do Death Angel para o clássico de 1986 originalmente gravado pelo The Mission. Antes disponível apenas em edições limitadas de CD digipak fora dos Estados Unidos (lançado em formato acrílico no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast AQUI), a música agora faz sua estreia em vinil e também chega às plataformas de streaming do mundo todo pela primeira vez.

Aproveite para revisitar The Evil Divide assistindo ao videoclipe do single “Lost“.

Este relançamento chega em um momento especial, enquanto o Death Angel segue celebrando outro marco histórico de sua carreira com uma turnê norte-americana que comemora os 35 anos do emblemático álbum Act III, de 1990.




O DEATH ANGEL é uma banda pioneira de thrash metal norte-americana formada em 1982 em Daly City, Califórnia, sendo uma das forças vitais do lendário movimento de thrash da Bay Area. Tendo surgido como prodígios na adolescência, o grupo rapidamente construiu sua reputação baseada na velocidade avassaladora, precisão técnica, composições destemidas e apresentações ao vivo ferozes — qualidades que continuam a defini-los mais de quatro décadas depois.

Formado pelos primos Rob Cavestany (guitarra), Dennis Pepa (baixo) e Andy Galeon (bateria), ao lado do vocalista Mark Osegueda e do guitarrista Gus Pepa, o Death Angel começou a mostrar a que veio em clubes locais antes de estourar no cenário internacional com seu álbum de estreia, The Ultra-Violence, de 1987. Gravado quando Galeon tinha apenas 14 anos, os arranjos complexos e a energia explosiva do disco os destacaram imediatamente na cena da Bay Area. Na sequência, lançaram Frolic Through the Park (1988), que trouxe o single de sucesso “Bored”, um dos favoritos da MTV que chegou a render à banda o papel de apresentadora do icônico programa Headbangers Ball. Em 1990, a estreia em uma grande gravadora com Act III (Geffen Records) revelou uma dimensão mais dinâmica e melódica do grupo, sem perder a intensidade do thrash. Com videoclipes em alta rotação na MTV para “Seemingly Endless Time” e “A Room With A View”, além de uma matéria na revista People, o álbum consolidou o status do quinteto como um dos atos musicalmente mais ousados do gênero.

Após se reunirem em 2001, o Death Angel deu início a um poderoso segundo capítulo — um período que se tornaria uma das fases mais sólidas de sua carreira. Em vez de se apoiarem na nostalgia, eles entregaram uma sequência de lançamentos aclamados que fundiram a agressividade clássica da Bay Area com composições mais maduras e uma produção moderna. Começando com The Art of Dying (2004) e passando por Killing Season (2008), Relentless Retribution (2010), The Dream Calls for Blood (2013), The Evil Divide (2016) e Humanicide (2019), a banda refinou seu ataque enquanto expandia sua dinâmica musical. Ao longo desses discos, riffs intrincados, andamentos acelerados e letras de forte conscientização social tornaram-se marcas registradas de sua era moderna. Inclusive, Humanicide rendeu ao Death Angel uma indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal, solidificando ainda mais sua posição entre as forças mais relevantes e respeitadas do thrash metal contemporâneo.

Em 2025, a banda revelou dois singles inéditos, marcando seu primeiro material novo em vários anos e sinalizando a próxima fase de sua evolução. “Wrath (Bring Fire)” trouxe uma avalanche de alta velocidade firmemente enraizada na ferocidade clássica da Bay Area, enquanto “Cult of the Used” surgiu como um hino afiado e socialmente carregado, impulsionado por riffs precisos, uma cozinha rítmica estrondosa e vocais imponentes. Juntos, os lançamentos reafirmaram o momento criativo e a intensidade intransigente do grupo.

Para celebrar o 35º aniversário de Act III, o Death Angel deu início a uma turnê comemorativa especial tocando o álbum na íntegra. A série de shows combinou a execução completa do disco com clássicos selecionados de todo o seu catálogo, oferecendo aos fãs de longa data uma experiência rara e imersiva. A turnê passou pelos principais mercados dos EUA e contou com diversas apresentações na terra natal da banda, a Bay Area — incluindo dois shows esgotados com antecedência no lendário The Fillmore —, reforçando o impacto duradouro do álbum. A Act III Anniversary Tour continua ao longo de 2026 e 2027, com novas datas a serem anunciadas.

A formação atual — Mark Osegueda (vocal), Rob Cavestany (guitarra), Ted Aguilar (guitarra), Damien Sisson (baixo) e Will Carroll (bateria) — permanece intacta há quase duas décadas, constituindo uma das configurações mais estáveis e formidáveis da história da banda. Essa longevidade se traduz de forma poderosa nos palcos, onde o Death Angel continua excursionando intensamente por América do Norte, Europa, América do Sul, Ásia e Austrália, participando dos maiores festivais do planeta e liderando shows em clubes e teatros, mantendo firme sua reputação como um dos shows ao vivo mais eletrizantes do metal.
Siga DEATH ANGEL:


fonte: RoadieCrew.com

“Não é estranho, depois de 25 anos de carreira, que ninguém soe como o Lamb of God? Por quê?”, questiona Mark Morton

 

Mark Morton, guitarrista do Lamb Of God, concedeu uma entrevista a Sam Dunn, da Banger TV, para discutir sobre o mais novo trabalho da banda, o álbum “Into Oblivion”, lançado em 13 de março de 2026 pela Century Media Records. Perguntado se ele acha que o novo material enveredou por um caminho diferente dos discos anteriores ao experimentar uma nova sonoridade, Mark Morton respondeu:

“Vou ser bem direto com você, Sam. É muito estranho ter que falar sobre o nosso processo criativo a cada poucos anos. E essas publicações, pelas quais eu aprecio a plataforma, o tempo e o investimento que dedicam para divulgar nossa música, mas a verdade é que ter que caracterizar isso de uma nova maneira, com novos pontos de discussão, a cada três anos, é um pouco como bater a cabeça contra a parede. E eu sei por que esses escritores, jornalistas e plataformas querem que façamos isso: porque facilita a comunicação do que está acontecendo de forma concisa, rápida e eficiente, para que possam dizer: ‘O novo álbum tem esse caráter e essa personalidade.

Agora eles estão fazendo isso. Isso é o que torna o novo álbum empolgante. Mas a verdade é que, para mim, o que é empolgante no novo disco, desta vez, é que realmente não sentimos nenhuma pressão ou obrigação de fazer nada além de compor músicas juntos e decidir quais gostamos. E este conjunto é o que escolhemos

 E soa pretensioso dizer isso, mas não há nenhuma história por trás, além de ser o nosso décimo disco. Quando você acumula uma obra como a nossa, se existe alguma responsabilidade, é com essa obra. Se eu me sinto responsável perante alguém, é perante a obra do Lamb Of God, porque não quero corrompê-la. Então, será que acho que todas as músicas que já lançamos, todos os álbuns que lançamos, são tão bons quanto este? Claro que não. Mas se vamos fazer algo agora, precisa parecer honesto e importante para nós, e este realmente parece.”

Para Mark, a banda não se distanciou tanto da produção musical que vinha apresentando em outros trabalhos:

“Estou completamente satisfeito, aliás, mais do que satisfeito, estou muito feliz que possa simplesmente soar como Lamb Of God. Vamos deixar que soe como Lamb Of God. E soa. E quem mais consegue?”


 Mark acrescentou:

“Não é estranho, depois de 25 anos de carreira, que ninguém simplesmente soe como o Lamb of God ? Por quê? Parece que deveriam. E quero dizer isso sem parecer arrogante. É só algo que tenho pensado, tipo, por que ninguém nunca simplesmente nos copiou descaradamente? Porque, sejamos sinceros, tivemos bastante sucesso e vendemos muitos discos. Não somos a maior banda de heavy metal do mundo, mas somos uma banda grande. É incrível. Estou me divertindo muito. Ainda assim, eu adoro. Sou muito grato. Digo isso com a maior gratidão. Mas ninguém soa como nós. Por quê? Não sei. Ou talvez ninguém queira. Não sei. Então, quando penso nisso, é nisso que penso. Claro, agora o som é um pouco retrô, de uma época específica. Mas houve épocas, 10 anos atrás, em que eu ficava tipo, como assim… Ninguém nos roubou descaradamente?”

Fonte: Mundometalbr.com 

Bruce Dickinson anuncia “The Mandrake Project: Year Two” e mergulha ainda mais no surrealismo fantástico



A primeira parte da saga em quadrinhos criada por Bruce Dickinson para acompanhar o lançamento de seu mais recente álbum solo, The Mandrake Project”, conquistou fãs de música e HQs ao unir horror psicológico, ficção científica e elementos sobrenaturais em uma narrativa intensa e provocativa. O projeto rapidamente se transformou em um dos trabalhos paralelos mais ambiciosos do vocalista do Iron Maiden, com foco no universo conceitual apresentado no disco.

Enquanto cruzava a América do Norte durante sua turnê solo de 2025, Bruce Dickinson também mergulhava na produção da continuação da história. Em parceria novamente com a editora Z2, o músico desenvolveu “The Mandrake Project: Year Two”, novo capítulo que promete expandir drasticamente os eventos apresentados no primeiro volume.



Enquanto cruzava a América do Norte durante sua turnê solo de 2025, Bruce Dickinson também mergulhava na produção da continuação da história. Em parceria novamente com a editora Z2, o músico desenvolveu “The Mandrake Project: Year Two”, novo capítulo que promete expandir drasticamente os eventos apresentados no primeiro volume.

Uma continuação mais sombria e alucinante

De acordo com as informações divulgadas pela Z2, a nova HQ leva a trama para um território ainda mais surreal. A narrativa acompanha o personagem Necropolis após uma experiência de quase morte que o transporta para uma realidade paralela. Nesse cenário, ele descobre segredos obscuros ligados à própria linhagem familiar, enquanto tenta entender se conseguirá escapar de um ciclo de autodestruição alimentado pela ambição ou se apenas faz parte de uma engrenagem cósmica manipulada por forças sobrenaturais.

O próprio Bruce Dickinson antecipou o tom da nova fase da história com entusiasmo. “Segurem seus chapéus proverbiais… porque dessa vez a coisa fica REALMENTE estranha!”, comentou o cantor. Já o roteirista Tony Lee entrou na brincadeira e afirmou que, se o primeiro livro já parecia controverso, a continuação elevará tudo a outro nível.

Equipe criativa reforça o peso do projeto

Além de Tony Lee, o novo volume conta novamente com o trabalho artístico de Piotr Kowalski, ilustrador conhecido por títulos como “The Witcher”“Wolfenstein” e “Marvel Knights: Hulk”. A publicação também reúne contribuições do artista Bill Sienkiewicz, vencedor de múltiplos prêmios Eisner e responsável por obras icônicas como “Moon Knight” e “Elektra: Assassin”.

Outro nome envolvido é John Devilman, artista multifacetado que estreia no universo dos quadrinhos ao lado da equipe de “The Mandrake Project”. A combinação desses profissionais reforça o caráter experimental e visualmente agressivo da obra, algo que já havia marcado o primeiro lançamento da saga.

Livro terá edições luxuosas e material extra

Com 184 páginas, “The Mandrake Project: Year Two” também funcionará como um registro da turnê solo de Bruce Dickinson em 2025. O material inclui entrevistas, ensaios e bastidores sobre o desenvolvimento da HQ e do álbum, oferecendo uma visão aprofundada do processo criativo por trás do universo de Necropolis e Dr. Lazarus.

A publicação ainda ganhará versões deluxe e platinum em formato 12″x12″, acompanhadas por slipcase especial, acabamento metálico nas páginas, cartões colecionáveis e um medalhão inspirado no artefato utilizado por Dr. Lazarus na trama. Já uma edição menor em capa dura será distribuída em lojas parceiras e grandes varejistas. Muitas das edições especiais autografadas por Bruce Dickinson já aparecem como esgotadas em pré-venda, sinalizando a enorme procura dos fãs e colecionadores. Quem pretende garantir uma cópia das versões limitadas terá que correr antes que o restante do estoque desapareça. Clique AQUI para comprar.

Equipe criativa reforça o peso do projeto

Além de Tony Lee, o novo volume conta novamente com o trabalho artístico de Piotr Kowalski, ilustrador conhecido por títulos como “The Witcher”“Wolfenstein” e “Marvel Knights: Hulk”. A publicação também reúne contribuições do artista Bill Sienkiewicz, vencedor de múltiplos prêmios Eisner e responsável por obras icônicas como “Moon Knight” e “Elektra: Assassin”.

Outro nome envolvido é John Devilman, artista multifacetado que estreia no universo dos quadrinhos ao lado da equipe de “The Mandrake Project”. A combinação desses profissionais reforça o caráter experimental e visualmente agressivo da obra, algo que já havia marcado o primeiro lançamento da saga.

Livro terá edições luxuosas e material extra

Com 184 páginas, “The Mandrake Project: Year Two” também funcionará como um registro da turnê solo de Bruce Dickinson em 2025. O material inclui entrevistas, ensaios e bastidores sobre o desenvolvimento da HQ e do álbum, oferecendo uma visão aprofundada do processo criativo por trás do universo de Necropolis e Dr. Lazarus.

A publicação ainda ganhará versões deluxe e platinum em formato 12″x12″, acompanhadas por slipcase especial, acabamento metálico nas páginas, cartões colecionáveis e um medalhão inspirado no artefato utilizado por Dr. Lazarus na trama. Já uma edição menor em capa dura será distribuída em lojas parceiras e grandes varejistas. Muitas das edições especiais autografadas por Bruce Dickinson já aparecem como esgotadas em pré-venda, sinalizando a enorme procura dos fãs e colecionadores. Quem pretende garantir uma cópia das versões limitadas terá que correr antes que o restante do estoque desapareça. Clique AQUI para comprar.



Influências místicas e teorias controversas

Seguindo a tradição estabelecida no primeiro volume, a continuação também explora referências filosóficas e ocultistas que ajudaram a moldar o universo da série. Um dos destaques será um extenso artigo sobre Wilhelm Reich, sociólogo e místico cuja trajetória controversa terminou de maneira trágica após perseguições do FBI nos anos 1950.

Segundo o editor-chefe da Z2Rantz Hoseley, o novo livro deixa claro que não existem limites para a imaginação de Bruce Dickinson dentro desse universo. O executivo afirmou que a sequência amplia radicalmente o alcance da narrativa e conduz a saga para caminhos ainda mais imprevisíveis.

Embora seja mundialmente conhecido como vocalista do Iron MaidenBruce Dickinson construiu ao longo das décadas uma trajetória artística e profissional extremamente diversificada. Além da carreira musical, o cantor atuou como piloto de avião comercial, apresentador de rádio, escritor, roteirista, podcaster, empresário e até competidor internacional de esgrima.

Segundo o material promocional divulgado pela editora, o conceito de “The Mandrake Project” começou a ser desenvolvido por Bruce Dickinson há mais de dez anos, o que ajuda a explicar o nível de detalhamento e profundidade do universo criado pelo artista.








Fonte: Munfometalbr.com




terça-feira, 26 de maio de 2026

Andreas Kisser defende Sepultura com Derrick: "Fizemos shows maiores que com o Max"

 Andreas Kisser defendeu a relevância do Sepultura com Derrick Green, rebatendo a percepção de que a banda teria estagnado após a saída de Max Cavalera. O guitarrista, em entrevista à Metal Hammer España, destacou que, embora uma parte do público tenha "desconectado" do grupo nos anos 90, uma nova e gigante base de fãs foi construída nas últimas décadas.


Há uma parte que esqueceu o Sepultura, mas há outra parte gigante que começou a escutar a banda por causa do Derrick", afirmou o músico. Ele destacou que os números da banda em turnês recentes provam que o grupo cresceu em alcance: "Fizemos shows maiores do que tocamos com o Max no 'Roots'. A turnê na Europa que fizemos há dois anos foi incrível".


O guitarrista acrescentou que a opinião alheia sobre qual formação é melhor não afeta o trabalho do grupo. "A opinião dos outros não importa. Por que isso vai me importar? Se gostam mais do Max, do Paulo ou do Andreas… 'who cares'? As pessoas gostam de falar e que seja. […] A parte do Sepultura que gostas, é parte de uma história da banda que, no entanto, tocamos ao vivo. Representamos todos os discos do Sepultura. O Sepultura é tudo, do 'Bestial Devastation' até 'The Cloud of Knowing', é um respeito que temos com os fãs, mas se não querem ouvir ou comprar, está tudo bem, vão escutar outras coisas", finalizou.



Fonte: Whiplash.net

Kreator resgata a violência Thrash dos anos 80 com setlist especial e raro no Maryland Deathfest

 

Poucas bandas veteranas do universo do Thrash Metal conseguem atravessar décadas mantendo relevância artística sem depender exclusivamente da nostalgia. O Kreator faz parte desse seleto grupo. A fase iniciada com “Violent Revolution” reposicionou os alemães no topo do gênero e criou uma nova geração de fãs que acompanha atentamente cada lançamento do grupo liderado por Mille Petrozza. Desde então, discos modernos como “Phantom Antichrist”, “Gods Of Violence” e o recente “Krushers Of The World” passaram a ocupar espaço privilegiado nos shows da banda.

Por conta disso, o Kreator raramente constrói apresentações voltadas exclusivamente ao material clássico dos anos 80. Pelo contrário: em muitos momentos, os fãs mais antigos chegam até a sentir certa ausência de composições fundamentais daquela fase brutal e caótica que ajudou a moldar o Thrash Metal alemão. Justamente por isso, o show realizado no Maryland Deathfest 2026 acabou se tornando um acontecimento especial dentro da trajetória recente da banda.

Uma celebração completa da fase mais extrema do Kreator

Aproveitando o contexto do festival norte-americano — tradicionalmente voltado ao Metal extremo — o Kreator decidiu montar um repertório praticamente inteiramente dedicado aos seus trabalhos mais agressivos da década de 1980. O grupo mergulhou de cabeça no Thrash com faixas de álbuns como “Endless Pain”, “Pleasure To Kill”, “Terrible Certainty”, “Extreme Aggression” e “Coma Of Souls”, deixando de lado quase toda a produção moderna.

O resultado foi um setlist recheado de faixas cultuadas pelos fãs mais antigos, incluindo várias músicas que raramente aparecem nas turnês convencionais da banda. Assim, em alguns momentos, o show assumiu um clima quase de culto underground, remetendo diretamente ao período em que o Kreator ajudava a consolidar o Thrash Metal europeu ao lado de nomes como Sodom, Destruction e Tankard.

O repertório executado pelo Kreator no festival foi o seguinte:

  1. “Ripping Corpse”
  2. “Awakening Of The Gods” (primeira metade)
  3. “Love Us Or Hate Us”
  4. “Extreme Aggression”
  5. “Riot Of Violence”
  6. “Total Death” (primeira metade)
  7. “People Of The Lie”
  8. “Betrayer”
  9. “When The Sun Burns Red”
  10. “The Pestilence”
  11. “Terrible Certainty”
  12. “Endless Pain”
  13. “Tormentor”

Além da escolha das músicas, chamou atenção a ausência quase completa de faixas recentes. Sendo assim, para muitos fãs presentes no festival, o show funcionou como uma viagem direta aos anos mais violentos e sombrios da carreira do grupo alemão.



Mesmo olhando para o passado, o Kreator segue vivendo grande fase

Curiosamente, esse mergulho nostálgico aconteceu justamente em um momento extremamente positivo da carreira do Kreator. O décimo sexto álbum de estúdio da banda, “Krushers Of The World”, chegou ao mercado em janeiro de 2026 através da Nuclear Blast e inegavelmente recebeu ótima repercussão entre público e crítica especializada.

O trabalho foi gravado no Fascination Street Studios, na Suécia, sob produção de Jens Bogren, colaborador conhecido dos discos “Phantom Antichrist” e “Gods Of Violence”. Já a capa ficou nas mãos do artista polonês Zbigniew Bielak, famoso por trabalhos com o Ghost.

Antes do lançamento do álbum, o grupo apresentou singles como “Seven Serpents”, “Tränenpalast” e “Satanic Anarchy”. A faixa “Tränenpalast” ainda contou com participação especial de Britta Görtz, reforçando inclusive a conexão do Kreator com a nova geração do Metal extremo.

Na sequência, a banda embarcou em uma grande turnê europeia ao lado de Carcass, Exodus e Nails, passando por 20 países diferentes. Depois disso, os alemães seguiram para uma nova excursão pelos Estados Unidos, incluindo festivais como Welcome To Rockville, Sonic Temple, bem como o próprio Maryland Deathfest.

Fora dos palcos, o nome de Mille Petrozza também segue em evidência. O documentário oficial da banda, “Hate & Hope”, estreou em 2025 no Munich International Film Festival, enquanto a autobiografia do músico, “Your Heaven, My Hell – Mein Leben, Heavy Metal Und Wie Das Alles Passieren Konnte”, chegou às livrarias alemãs no mesmo ano.


Fonte: Mundometalbr.com

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dimmu Borgir lança o vídeo de ‘As Seen In The Unseen’ do novo álbum

 


s noruegueses do black metal sinfônico DIMMU BORGIR lançaram um videoclipe cinematográfico para “As Seen In The Unseen”, o single mais recente de seu novo álbum, “Grand Serpent Rising”, que chegou na sexta-feira (22 de maio) através da Nuclear Blast Records.



Gravado em Gotemburgo, Suécia, com o aclamado produtor Fredrik Nordström — o arquiteto por trás dos álbuns marcos do DIMMU BORGIR “Puritanical Euphoric Misanthropia” e “Death Cult Armageddon” — o novo disco entrega treze faixas punitivas, mas incrivelmente diversas, que elevam a extremidade sinfônica da banda a novas alturas imponentes.

O vocalista do DIMMU BORGIR, Stian “Shagrath” Thoresen, comenta sobre o lançamento do álbum: “‘Grand Serpent Rising’ captura tudo o que o DIMMU BORGIR foi e se tornou — é mais sombrio, mais brutal, mas melódico e diverso. Ele resume todas as nossas fases; algumas músicas são fortemente inspiradas por nossos primeiros anos, enquanto outras avançam. Nós tornamos o álbum mais dinâmico, com a orquestração usada de forma mais deliberada. O resultado é um disco mais intenso e impactante.”


O guitarrista do DIMMU BORGIR, Sven “Silenoz” Kopperud, acrescenta: “Com ‘Grand Serpent Rising’, nós deliberadamente revisitamos o espírito e a atmosfera que moldaram nossa identidade nos primeiros anos. Nós queríamos que este álbum parecesse uma jornada através da ruína, renascimento e transcendência. Depois de todos esses anos, o fogo ainda queima mais forte do que nunca — Este álbum é tanto uma reflexão quanto um novo despertar para o DIMMU BORGIR.”


Fonte: Rockbrigade.com.br

“Não quero morrer no palco”: Gary Holt reflete sobre o futuro do Exodus e aposentadoria das turnês

 

O guitarrista Gary Holt, do Exodus, abriu o jogo sobre o futuro da veterana banda de Thrash Metal durante entrevista à revista Fistful Of Metal. Além de comentar a possibilidade de um eventual encerramento das atividades do grupo, o músico também relembrou momentos emocionantes ao lado do Slayer. Ainda assim, falou sobre sua visão atual da vida e da carreira.

Durante a conversa com Oran O’Beirne, Holt comentou sobre a chance de o Exodus seguir um caminho semelhante ao do Megadeth. Esta que, recentemente, anunciou sua turnê de despedida. O guitarrista respondeu de forma sincera e bem-humorada, além de ter refletido sobre a própria mortalidade:

“Bem, eu não quero morrer no palco (risos). Passei muito tempo pensando sobre minha própria mortalidade, mas preciso de pelo menos mais vinte e cinco anos ao lado dos meus filhos e netos. Estou fazendo tudo o que posso para chegar a esse ponto, já que estou sóbrio há cinco anos. E, se o Exodus chegar naquele momento em que soubermos que é hora, talvez sigamos o caminho que nossos amigos tomaram ou estão tomando, ou talvez simplesmente encerremos tudo. Quem sabe?”

Gary Holt sobre passagem no Slayer e peso emocional da música em sua carreira

Além disso, Gary Holt relembrou sua longa trajetória com o Slayer, banda com a qual toca desde 2011, inicialmente substituindo Jeff Hanneman nos shows e assumindo oficialmente a posição de guitarrista em 2013. O músico revelou o impacto emocional do último show da banda, realizado em novembro de 2019, em Los Angeles.

“Com o Slayer, eu vi homens adultos desabarem em lágrimas no show final. Eu também comecei a chorar enquanto tocava os momentos finais do meu solo em ‘Angel Of Death’ naquele último grande show em Los Angeles.”



 Por fim, Holt destacou o peso emocional que a música carrega em sua vida e deixou claro que ainda não pensa em parar tão cedo.

“Isso é uma parte enorme das nossas vidas. Quando chegar o dia em que eu não puder mais fazer isso, terei muitas grandes memórias. Tenho certeza de que vamos celebrar da maneira certa quando esse dia chegar, a menos que aconteça algo drástico, como eu perder os dois braços em algum acidente agrícola absurdo. Mas, por enquanto, o Exodus está mais forte do que nunca, e este álbum prova que ainda temos muito combustível no tanque.”

Enquanto a banda desfruta de seu novo álbum “Goliath“, com direito a resenha na nave-mãe AQUI, o Exodus continua como um dos nomes mais respeitados da história do Thrash Metal. Especialmente a sua grande influência direta sobre a cena da Bay Area e por clássicos que ajudaram a moldar a agressividade e velocidade do gênero desde os anos 1980.


Fonte: Mundometalbr.com