terça-feira, 13 de outubro de 2026

The Gathering lança “Echoes Of Mandylion” com formação clássica incluindo Anneke van Giersbergen

 

O The Gathering lançou nesta segunda-feira, 12 de outubro, “Echoes Of Mandylion”, novo álbum ao vivo que documenta o reencontro da formação responsável por “Mandylion”. O registro chega justamente durante as comemorações pelos 30 anos do clássico de 1995 e poucos dias antes da passagem da banda pelo Brasil.

Diferentemente de “Live At Dynamo Open Air”, registro histórico de 1996 que recebeu edição própria anteriormente, “Echoes Of Mandylion” é efetivamente o novo lançamento do grupo em 2026.

O álbum foi registrado durante os cinco shows especiais realizados no Doornroosje, em Nijmegen, na Holanda, entre 27 e 31 de agosto de 2025. A sequência marcou as primeiras apresentações em 11 anos daquela formação reunida no palco.

Reunião que deveria ser pequena acabou crescendo

O reencontro surgiu de maneira muito mais simples do que se poderia imaginar.

Em entrevista recente ao programa TV War, do Metal Hammer Greece, Anneke van Giersbergen contou que ela e René Rutten passaram a se encontrar para tomar café e conversar sobre a vida, música e os velhos tempos. Em uma dessas conversas, surgiu naturalmente o fato de “Mandylion” estar completando três décadas.

A ideia inicial era fazer apenas uma ou duas apresentações. Anneke explicou que não havia uma grande estrutura empresarial tentando montar uma reunião lucrativa. A motivação era muito mais simples: reencontrar os antigos companheiros e celebrar um álbum do qual todos ainda sentem orgulho.

O plano cresceu, aqueles primeiros shows se multiplicaram e acabaram se transformando em um ano inteiro de celebrações.



“Mandylion” inteiro e muito mais

Apesar do título, “Echoes Of Mandylion” não se limita às oito músicas do disco de 1995. O álbum possui 16 faixas e ultrapassa uma hora e meia de duração. Sendo assim, além de todo o material de “Mandylion”, aparecem músicas de outros momentos importantes da era Anneke, incluindo “Great Ocean Road”, “Probably Built In The Fifties”, “Analog Park”, “Travel”, “Saturnine”, “Broken Glass” e “Waking Hour”.

A seleção funciona, portanto, não apenas como uma comemoração de um álbum específico, mas também como uma viagem por diferentes momentos da fase mais celebrada comercialmente do The Gathering.


Confira abaixo a arte de capa e o tracklist de “Echoes Of Mandylion”:




Mandylion

  1. Eleanor

  2. Fear The Sea

  3. In Motion I

  4. On Most Surfaces (Inuit)

  5. Broken Glass

  6. Waking Hour

  7. Great Ocean Road

  8. Probably Built In The Fifties

  9. Analog Park

  10. In Motion II

  11. Leaves

  12. Sand And Mercury

  13. Strange Machines

  14. Travel

  15. Saturnine

O lançamento está disponível atualmente em formato digital exclusivamente pelo Bandcamp oficial do The Gathering.

Anneke admite surpresa com impacto de “Mandylion” 30 anos depois

Durante a mesma entrevista, Anneke reconheceu que nem ela nem seus antigos companheiros imaginavam que “Mandylion” continuaria despertando tamanha reação três décadas depois.



“Sabemos que as pessoas ainda ouvem o álbum e ainda ouvem The Gathering, mas não esperávamos que isso acontecesse.”

Segundo a cantora, existe certamente uma energia especial entre os músicos, algo que também chega ao público.

“É igualmente legal estar no palco juntos, como irmãos e irmãs, e tocar essas músicas antigas.”

Para Anneke, perceber que os músicos estão se divertindo novamente acaba criando uma espécie de troca: a banda transmite essa energia à plateia, assim como recebe a mesma empolgação de volta.






Mas a reunião não significa álbum novo

A boa relação entre os músicos também inegavelmente despertou uma pergunta: o The Gathering poderia gravar novas músicas com Anneke?

Por enquanto, a resposta é não. Sendo assim, a vocalista afirmou que o assunto sequer foi discutido entre eles. A intenção desde o início foi manter a reunião como algo especial, concentrando toda a energia nas comemorações de aniversário e nos shows.

Anneke explicou que o ciclo termina com uma grande apresentação em Amsterdam, em janeiro de 2027, e que dessa forma depois cada um seguirá seus próprios caminhos. Isso não significa rompimento — os músicos continuam amigos —, mas não existem planos atuais para um novo álbum dessa formação.

Brasil verá a formação nesta quinta-feira

Para os fãs brasileiros, o lançamento não poderia chegar em momento melhor.

O The Gathering se apresenta nesta quinta-feira, 15 de outubro, na Audio, em São Paulo. A apresentação faz parte justamente da turnê comemorativa de “Mandylion”, que será executado na íntegra

A reunião conta com os músicos associados à formação clássica do período e tem Anneke van Giersbergen novamente à frente do repertório que marcou sua entrada no grupo.


.Fonte: Mundometalbr.com

sábado, 10 de outubro de 2026

Ian Hill anuncia a aposentadoria e Davey Rimmer assume o baixo no Judas Priest

 A banda inglesa de heavy metal Judas Priest anunciou nesta sexta-feira (9 de outubro) a aposentadoria de seu baixista, Ian Hill. A decisão foi motivada por problemas de saúde, como o músico explicou em comunicado publicado nas redes sociais do grupo, reproduzido a seguir.


Há muito tempo, quando me perguntam 'até quando você pode continuar?', minha resposta sempre é 'até que minhas apresentações sejam prejudicadas'. Odeio dizer isso, mas esse momento chegou."


"Há alguns anos, venho lutando contra o início de uma terrível artrite, que agora está em estágio avançado no ombro esquerdo e na mão direita, além de afetar o ombro direito e ambos os joelhos. Tenho combatido isso com analgésicos, géis e, recentemente, com injeções de cortisona no ombro e na mão."


Ian também afirmou que conseguiu contribuir com o próximo disco do Judas Priest. No entanto, as dúvidas sobre sua capacidade de se apresentar com a banda fizeram com que Davey Rimmer, do Uriah Heep, fosse chamado para substituí-lo.


Embora eu tenha conseguido compor as linhas de baixo para as músicas do novo álbum, havia dúvidas se eu conseguiria completar a recente turnê europeia sem problemas. Então, pedimos ao nosso grande amigo Davey Rimmer, do Uriah Heep e, claro, do Elegant Weapons, que aprendesse o repertório para me substituir caso eu precisasse cancelar, o que de fato aconteceu no show de Londres."


"Isso ocorreu porque rompi um tendão no ombro esquerdo (como se eu já não tivesse problemas suficientes com ele!) pouco antes do bis, durante o show em Bruxelas, dois dias antes. Isso fez com que eu não conseguisse levantar o braço o suficiente para alcançar o braço do meu baixo. Então, tivemos que chamar Davey para me substituir, e ele fez uma apresentação incrível com tão pouco tempo de aviso!"


Em seu comunicado, Ian explicou que decidiu se aposentar para dedicar mais tempo à família. Ele também desejou boa sorte ao substituto.


"Diante disso tudo, e do fato de ter negligenciado minha vida familiar por cinquenta e sete anos, decidi me aposentar e passar os anos restantes compensando isso e fazendo coisas com eles antes que um deles precise me empurrar em uma cadeira de rodas."


"A escolha óbvia para me substituir é Davey. Ele é um ótimo baixista e um cara genuinamente legal, que se encaixará perfeitamente no trabalho, e desejo a ele muita sorte!"


"Não há um dia que passe sem que eu agradeça pela incrível jornada que vivi, e só me resta dizer que amo todos vocês e agradecer pela vida que me permitiram viver."


Baixista original do Judas Priest, Ian Hill fez parte da formação por mais de 50 anos. Ao longo de sua trajetória, gravou clássicos absolutos do metal, como "Sad Wings of Destiny" (1976), "British Steel" (1980), "Screaming for Vengeance" (1982) e "Painkiller" (1990).


Fonte: Whiplah.net

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Kerry King e Tom Araya, do Slayer, serão DJs da rádio de Metal em GTA VI

 

O universo de Grand Theft Auto VI terá uma estação de rádio dedicada ao Heavy Metal, e a Rockstar Games escolheu dois nomes bastante familiares para comandá-la: Kerry King e Tom Araya, do Slayer.

Batizada de The Chamber, a rádio terá apresentação do DJ Kerry e DJ Tom e terá como proposta tocar “Metal esmagador dos anos 1980 em diante”, segundo a própria descrição oficial da Rockstar.

Sendo assim, a primeira prévia confirmou três faixas de peso: “I”, do Black Sabbath, “I’m Broken”, do Pantera, e “Raining Blood”, do próprio Slayer.

A participação possui um detalhe curioso para os fãs mais antigos da franquia.

“Raining Blood” já havia aparecido em Grand Theft Auto: Vice City, lançado em 2002, dentro da clássica estação V-Rock. Ela aparecia ao lado de músicas de Megadeth, Anthrax, Iron Maiden, Judas Priest, Ozzy Osbourne, Mötley Crüe e outros nomes do Hard Rock e Metal.

Agora, mais de duas décadas depois, o Slayer deixa de aparecer apenas na programação para assumir também a apresentação da própria rádio de Metal.



Kerry King e Tom Araya como locutores

A Rockstar ainda não revelou toda a programação da The Chamber, mas já disponibilizou uma pequena prévia da estação.

Kerry e Araya aparecerão como locutores entre as músicas, seguindo uma tradição antiga da franquia de colocar artistas reais interpretando DJs fictícios.

Um dos exemplos mais conhecidos aconteceu em Grand Theft Auto: San Andreas, quando Axl Rose, do Guns N’ Roses, deu voz ao personagem Tommy “The Nightmare” Smith, apresentador da rádio de Classic Rock K-DST.


No caso de GTA VI, a Rockstar nem tentou esconder a identidade dos músicos: os personagens simplesmente se chamam
DJ Kerry e DJ Tom.

A trilha de GTA VI será enorme

A The Chamber é apenas uma das estações já anunciadas.

A Rockstar afirma que GTA VI terá sua maior e mais variada seleção de rádios e podcasts já criada para um jogo da série, passando por Metal, Classic Rock, música latina, pop, rap, country e música africana.

Entre os demais apresentadores confirmados aparecem nomes como Bad Bunny, RaiNao, Burna Boy, Robyn, Lana Del Rey, Morgan Wallen, Trick Daddy e Trina.

Para o público do Metal, no entanto, a presença de Kerry King e Tom Araya provavelmente será uma das mais interessantes de toda a programação.




Uma escolha que combina com o momento do Slayer

A participação também chega em um momento particularmente movimentado para o Slayer.

A banda vem celebrando os 40 anos de “Reign In Blood”, com apresentações especiais e diferentes ações relacionadas ao álbum lançado originalmente em 1986.

Por isso, não deixa de ser simbólico que justamente “Raining Blood”, provavelmente a música mais conhecida daquele disco, apareça entre as primeiras confirmadas para The Chamber.

Ainda não sabemos se outras faixas do Slayer entrarão na seleção final ou se Kerry e Tom participarão apenas como apresentadores.

GTA VI chega em novembro

Grand Theft Auto VI será lançado em 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

O jogo acompanha Jason e Lucia em Leonida, estado fictício inspirado na Flórida, com Vice City novamente ocupando papel central na história.

E, considerando a importância que as rádios sempre tiveram na identidade de Grand Theft Auto, a escolha de dois integrantes do Slayer para comandar a estação de Metal dificilmente poderia ser mais apropriada.

Depois de tocar em Vice City nos anos 2000, Kerry King e Tom Araya agora voltam ao lugar não apenas como músicos da trilha sonora, mas como os próprios responsáveis por apresentar o Metal aos jogadores de GTA VI.



 Fonte: Mundometal.br.com

Memoriam inicia despedida com “Nothing More To Say”, primeiro single do último álbum da carreira

 


O Memoriam lançou nesta sexta-feira, 9 de outubro, “Nothing More To Say”, primeiro single de “Endgame”, sexto e último álbum de estúdio da banda britânica. O disco será lançado em 29 de janeiro de 2027 pela Reaper Entertainment e encerrará oficialmente uma trajetória de dez anos.

O Mundo Metal já havia noticiado o anúncio de “Endgame” em setembro. Assim, “Nothing More To Say” oferece a primeira amostra concreta do capítulo final do grupo de Karl Willetts, ex-vocalista do Bolt Thrower.

A faixa também abre o álbum, algo que torna seu título ainda mais simbólico diante da decisão da banda de encerrar a carreira em estúdio.

“Existe algo profundamente comovente nesse título”

Ao comentar o novo single, Karl Willetts destacou justamente o peso que o nome “Nothing More To Say” ganhou dentro desse contexto.

Segundo o vocalista, o título ultrapassa o significado da própria música porque representa o começo da última etapa da banda.

“Sabendo que este é nosso último álbum, essas palavras ganham um significado que vai muito além da música em si.”

Willetts lembrou que o Memoriam se tornou um espaço para expressar raiva, luto, frustração e esperança, sentimentos que estiveram presentes na proposta da banda desde sua criação.

O músico também agradeceu aos fãs que acompanharam o grupo ao longo da última década.

“Ainda há algo a dizer. Isto é ‘Endgame’.”



Peso tradicional do Memoriam com Dirk Verbeuren na bateria

Musicalmente, “Nothing More To Say” mantém boa parte das características que definiram o Memoriam.

A faixa trabalha com riffs pesados e cadenciados, atmosfera opressiva e os vocais graves de Karl Willetts, mas chama atenção também pela bateria de Dirk Verbeuren, do Megadeth.

O músico participa de todo “Endgame” e traz uma abordagem mais agressiva para algumas das composições, incluindo blast beats que adicionam velocidade a uma banda normalmente conhecida por valorizar riffs mais arrastados e monumentais.

A formação utilizada no disco traz ainda Scott Fairfax na guitarra e Frank Healy no baixo.

Russ Russell encerra parceria com a banda

A produção ficou novamente nas mãos de Russ Russell, responsável por boa parte da identidade sonora do Memoriam ao longo de seus últimos trabalhos.

“Endgame” marca o encerramento dessa parceria e também mantém outra tradição visual do grupo: a capa foi criada por Dan Seagrave, artista que assinou os artworks dos discos anteriores da banda.

A imagem dá continuidade à estética clássica do Death Metal que acompanha o Memoriam desde o início.


Último álbum abordará guerra, política e mortalidade

Tematicamente, “Endgame” seguirá explorando assuntos recorrentes na carreira da banda.

As letras abordarão guerra, manipulação política, divisão social, degradação ambiental e a incapacidade humana de aprender com os próprios erros, mas também acrescentarão reflexões sobre mortalidade, legado e encerramento de ciclos.

Esse último aspecto ganha um significado diferente agora que sabemos que o disco foi concebido como despedida.

A própria banda afirma que não pretende transformar o álbum em um exercício de nostalgia. A ideia foi encerrar a trajetória da mesma forma como ela começou: sem concessões.

Confira abaixo a arte de capa e o tracklist de “Endgame”:




Nothing More To Say

  1. The Trench

  2. At The Point Of No Return

  3. March Of Time

  4. Another Battle Won

  5. The Frontline

  6. Close The Skies

  7. The Final War

  8. Endgame

A edição digipak incluirá ainda “Psychological Scars” como faixa bônus. Já o box especial terá um compacto de 7″ com “No Tyrants Survive” e “Damage Done”.

Dez anos de Memoriam chegam ao fim

O Memoriam surgiu em 2016 a partir da amizade entre músicos veteranos da cena britânica e do desejo de voltar a fazer música após diferentes perdas pessoais e profissionais.

Ao longo de uma década, o grupo lançou cinco álbuns antes de “Endgame”, construindo uma identidade própria dentro do Death Metal britânico, ainda que inevitavelmente carregasse a presença de Karl Willetts e sua história com o Bolt Thrower.

Agora, “Nothing More To Say” abre literalmente o último capítulo.

A decisão de encerrar as atividades em estúdio não significa que a música desapareça ou que o legado seja apagado. Mas “Endgame” foi pensado para ser o ponto final oficial da discografia. E talvez por isso o título do primeiro single funcione tão bem.


Fonte: Mundometalbr.com