O Benediction confirmou que Kam Lee se juntará à banda para a turnê pela América Latina no final do ano. O vocalista é membro atual do Massacre, além de ter sido frontman do Mantas, que posteriormente se tornaria o Death. O cantor acompanhou Chuck Schuldiner e o guitarrista Rick Rozz nos primórdios.
A única apresentação no Brasil aconteceria dia 31 de outubro na Burning House, em São Paulo. Ingressos já estão à venda através da plataforma 101 Tickets. Será a quinta visita do grupo ao país. A mais recente aconteceu em 2023, com apresentação exclusiva no festival Summer Breeze – atual Bangers Open Air.
Kam substitui Dave Ingram, que anunciou recente sua saída devido a problemas de saúde. Ele ainda fará alguns shows na tour europeia como forma de se despedir e agradecer aos fãs. Outros cantores, como Oscar Rilo e Dave Hunt, também o substituirão em diferentes partes da tour.
Poucas bandas atravessaram tantas turbulências quanto o Metal Church. Desde sua fundação, em 1982, o grupo norte-americano enfrentou mudanças constantes de formação, crises internas, oscilações no mercado fonográfico e até períodos de inatividade. Ainda assim, a banda sempre encontrou forças para se reinventar e seguir relevante dentro do universo do Heavy Metal tradicional.
Voltando alguns anos no tempo, após a saída do vocalista Ronny Munroe em 2014, a banda apostou no retorno de Mike Howe, cantor que marcou época no próprio Metal Church em álbuns clássicos como “Blessing In Disguise” (1989) e “The Human Factor” (1991). A volta foi recebida com entusiasmo pelos fãs, principalmente graças à qualidade de trabalhos como “XI” (2016) e “Damned If You Do” (2018), discos que recolocaram o grupo em evidência na cena headbanger.
Infelizmente, a trajetória sofreu mais um duro golpe em 2021, quando Mike Howe faleceu tragicamente. O acontecimento abalou profundamente a banda, que chegou a reconsiderar sua continuidade no cenário musical.
Reformulação e novo começo
Mesmo diante da perda, o grupo decidiu seguir em frente. Em 2023, lançou o competente “Congregation Of Annihilation”, já com Marc Lopes assumindo os vocais. Embora o álbum tenha agradado parte do público, os bastidores continuavam conturbados. A situação culminou em uma reformulação drástica promovida pelo líder e guitarrista Kurdt Vanderhoof, que anunciou em 2025 uma formação praticamente inédita. Dos integrantes anteriores, apenas ele e o guitarrista Rick van Zandt permaneceram. Para completar o lineup, entraram Ken Mary na bateria, o ex-MegadethDavid Ellefson no baixo e o talentoso vocalista Brian Allen.
Reformulação e novo começo
Mesmo diante da perda, o grupo decidiu seguir em frente. Em 2023, lançou o competente “Congregation Of Annihilation”, já com Marc Lopes assumindo os vocais. Embora o álbum tenha agradado parte do público, os bastidores continuavam conturbados. A situação culminou em uma reformulação drástica promovida pelo líder e guitarrista Kurdt Vanderhoof, que anunciou em 2025 uma formação praticamente inédita. Dos integrantes anteriores, apenas ele e o guitarrista Rick van Zandt permaneceram. Para completar o lineup, entraram Ken Mary na bateria, o ex-MegadethDavid Ellefson no baixo e o talentoso vocalista Brian Allen.
Peso, agressividade e nostalgia
Com o álbum completo finalmente disponível, restava saber se a qualidade apresentada nos singles se manteria durante a audição. Felizmente, a resposta é positiva e com pouquíssimas ressalvas. Mais do que sustentar o alto nível, o grupo entrega na maior parte do tempo composições com enorme potencial para se tornarem favoritas dos fãs e, dessa forma, marcando presença nos futuros shows ao vivo.
A abertura com “Brainwash Game” e “F.A.F.O.” funciona como uma verdadeira descarga de energia. Os riffs são inspirados, pesados e extremamente bem construídos, enquanto Brian Allen impressiona ao remeter, em vários momentos, ao saudoso David Wayne. Sua performance vocal adiciona identidade e personalidade às faixas, sem soar como mera imitação.
Na sequência, a faixa-título “Dead To Rights” surge como um dos pontos mais altos do disco. Mais cadenciada e carregada de peso, a música evidencia o excelente trabalho de baixo de David Ellefson, além de apresentar um refrão forte e memorável, daqueles feitos para serem cantados em coro.
Um retorno promissor
Logo depois, “Deep Cover Shakedown” mantém a intensidade em alta com passagens rápidas e uma atmosfera que remete diretamente aos primeiros anos da banda. Já “Feet To The Fire” desacelera momentaneamente o ritmo e aposta em melodias mais emotivas e introspectivas, funcionando como uma espécie de respiro antes da explosiva “The Show”, uma das composições mais agressivas e vibrantes do álbum.
Na reta final, “Heaven Knows (Slip Away)” entrega guitarras cavalgadas e um clima totalmente voltado ao Heavy Metal clássico. A excelente “No Memory” eleva ainda mais o nível com linhas melódicas muito bem encaixadas e grande senso de dinâmica. Encerrando o trabalho, “Wasted Time” mantém a consistência, enquanto “My Wrath” fecha a experiência de forma intensa e energética.
Embora exista uma leve queda de impacto na segunda metade do álbum, isso está longe de comprometer o resultado final. “Dead To Rights” é um disco sólido, honesto e extremamente competente, servindo como uma apresentação promissora dessa nova formação do Metal Church.
Agora, resta torcer para que a banda finalmente encontre estabilidade e consiga desenvolver todo o potencial demonstrado aqui. Pela qualidade técnica dos novos integrantes e pela química apresentada neste trabalho, existe espaço de sobra para voos ainda maiores nos próximos lançamentos.
“Slave Machine” é o sexto álbum de estúdio da Nervosa e chegou às plataformas no dia 3 de abril via Napalm Records. O trabalho reúne 12 faixas distribuídas em pouco mais de 43 minutos e marca um momento importante na trajetória da banda: pela primeira vez, o grupo mantém a mesma formação em dois discos consecutivos. Assim, Prika Amaral (vocal e guitarra), Helena Kotina (guitarra), Hel Pyre (baixo) e Michaela Naydenova (bateria) repetem a parceria registrada em “Jailbreak” (2023), álbum frequentemente apontado como o ponto mais alto da fase recente da banda.
Antes de entrar propriamente na análise, vale explicar por que esta resenha demorou um pouco mais para sair. O primeiro motivo envolve justamente a enorme expectativa em torno do disco, especialmente no Brasil. Em casos assim, o “calor do momento” costuma gerar avaliações precipitadas e carregadas de empolgação — leia-se: elogios fáceis. Já o segundo motivo diz respeito à mudança sonora adotada pela banda. Quem acompanha a trajetória da Nervosa percebe rapidamente que “Slave Machine” abandona a essência do Thrash Metal mais tradicional para apostar em uma sonoridade moderna, aproximando-se com bastante afinco do Melodic Death Metal.
Uma mudança pensada para o mercado
Essa transformação não aconteceu por acaso. Atualmente baseada na Grécia, a banda se encontra muito mais conectada ao circuito europeu de festivais e grandes turnês. Com o suporte da Napalm Records, a mudança de direcionamento soa estratégica e claramente pensada para ampliar o alcance do grupo em mercados onde estilos mais modernos possuem maior apelo comercial. Dessa forma, “Slave Machine” surge como uma tentativa de consolidar a Nervosa em um novo patamar internacional.
Embora exista uma nova geração resgatando o Thrash Metal old school com ótimos resultados, o mercado europeu continua favorecendo estilos mais acessíveis dentro do universo extremo. Consequentemente, bandas em ascensão acabam adaptando parte de sua identidade para sobreviver dentro desse cenário competitivo. Por isso, o novo álbum dificilmente agradará os fãs mais puristas do gênero. Em contrapartida, o disco provavelmente conquistará ouvintes mais jovens e alinhados à estética moderna do Metal europeu.
Na parte técnica, a produção ficou novamente nas mãos de Martin Furia, guitarrista do Destruction, mas algumas escolhas acabam prejudicando o resultado final. As constantes dobras vocais aplicadas à voz de Prika Amaral, por exemplo, aparecem em excesso e em determinados momentos causam certo desgaste durante a audição. Além disso, a mudança na timbragem das guitarras afeta diretamente a identidade do álbum. Os riffs cortantes e agressivos típicos do Thrash Metal deram espaço para bases mais pesadas e comprimidas, aproximando o som de bandas modernas do Melodic Death Metal. Como consequência, o talento de Helena Kotina acaba subaproveitado. Enquanto “Jailbreak” apresentava solos marcantes e linhas melódicas memoráveis, “Slave Machine” aposta em guitarras mais genéricas e menos inspiradas.
Um começo promissor
Apesar disso, o disco começa de maneira extremamente forte com a sequência formada por “Impending Doom”, “Slave Machine” e “Ghost Notes”. Mesmo dentro da nova proposta sonora, a banda entrega composições empolgantes nesse início. “Impending Doom” traz provavelmente o melhor riff do álbum, além de uma melodia viciante e um refrão extremamente eficiente. Já a faixa-título começa como um verdadeiro ataque de Thrash Metal, mas gradualmente incorpora elementos de Melodic Death Metal sem soar artificial. O resultado funciona muito bem e transforma a música em um dos grandes destaques do trabalho. Em seguida, “Ghost Notes” apresenta uma abordagem ainda mais moderna, antecipando o direcionamento predominante do restante do disco, embora mantenha momentos interessantes.
No entanto, a partir de “Beast Of Burden”, o álbum perde força consideravelmente. A audição passa a alternar entre faixas mornas, previsíveis e pouco inspiradas. Existem bons momentos isolados ao longo do caminho, mas eles não sustentam o mesmo nível apresentado na abertura. “You Are Not A Hero” acaba soando excessivamente genérica, embora os solos de Helena Kotina salvem parte da experiência. Em contrapartida, “Hate” surge como uma das melhores músicas do álbum graças aos ótimos riffs e à agressividade que aproxima um pouco a faixa da identidade clássica da banda.
Entre identidade e modernização
Na reta final, “The New Empire” reforça de vez a nova direção musical da Nervosa, equilibrando passagens de Thrash Metal com trechos claramente influenciados pelo Melodic Death Metal. “30 Seconds” segue a mesma fórmula, enquanto “Crawling For Your Pride” até apresenta boas ideias nas guitarras, mas não consegue elevar o nível do disco. Já “Learn Or Repeat” lembra em diversos momentos bandas como Arch Enemy, levantando inevitavelmente o questionamento sobre a personalidade da Nervosa.
Perto do encerramento, “The Call” aparece como um verdadeiro respiro, recuperando parte da agressividade visceral que sempre caracterizou a banda. Entretanto, o álbum termina com “Speak In Fire”, uma faixa apagada e sem grande impacto, encerrando o trabalho de maneira anticlimática e melancólica.
No fim das contas, “Slave Machine” representa claramente um ponto de transição na carreira da Nervosa. O disco possui potencial para ampliar significativamente o alcance da banda e aproximá-la de um público mais jovem e globalizado. Porém, ao mesmo tempo, sacrifica boa parte da personalidade construída nos trabalhos anteriores. A tentativa de modernização é compreensível dentro do cenário atual da indústria, mas a banda precisará encontrar um equilíbrio mais sólido entre identidade artística e exigências de mercado. Caso contrário, corre o risco de se tornar apenas mais um nome genérico que aponta sua bússola para caminhos convenientes.
Em uma nova entrevista com Mark “Elwood” Mailler, o vocalista Jamey Jasta dos veteranos do hardcore/metal de Connecticut HATEBREED foi perguntado sobre o que os fãs podem esperar do próximo álbum de estúdio da banda. Ele respondeu: “Este é o nosso disco mais ignorante, pesado e no estilo homem das cavernas até agora. Nós realmente voltamos ao básico, jogamos com todas as nossas forças. Todo mundo vai dizer, ‘Ah, este é o nosso mais melódico. Nós somos os mais pesados.’ Não há melodia, então nem vamos nos dar ao trabalho com isso”, Jasta explicou. “É definitivamente apenas mais do mesmo, voltando para a mesma fonte, o que nós simplesmente amamos e apreciamos. E foi o mais divertido que já tivemos fazendo um disco.”
Quanto a quando a sequência do LP de 2020 do HATEBREED “Weight Of The False Self” será lançada, Jamey disse: “Este disco será mixado e masterizado provavelmente nas próximas duas semanas, e teremos uma data no outono. Se as pessoas quiserem colocar seus nomes na lista de agradecimentos, elas têm mais alguns dias para fazer isso também. Esta é a primeira vez que fizemos tudo totalmente independente, e então vamos decidir — nós vamos decidir sobre a gravadora provavelmente na próxima semana, porque fizemos isso totalmente independente. Nós tivemos controle criativo total, o que é incrível, pela primeira vez na vida. E, sim, estamos realmente felizes com isso.”
Sobre os planos de turnê do HATEBREED para os próximos meses, Jamey disse: “Nós ainda estamos dispostos à nostalgia. Nós ainda estamos dispostos a sempre mergulhar nossos pés nas águas do passado, e é isso que vamos fazer no Cobra Lounge. Mas esse é o último por um longo tempo porque nós realmente negligenciamos o resto do mundo. Nós não fomos para a Austrália… Bem, nós fomos para o Knotfest, mas não fomos para uma turnê completa como atração principal, onde você vai para Perth, e não fomos para a América do Sul. Nós não voltamos ao Sudeste Asiático, eu acho, desde tipo 2009, 2010. Nós não voltamos a nenhum dos países orientais, como a Sérvia. E este ano vamos para a Estônia e vamos para a Letônia. Acho que também vamos para alguns lugares como a Croácia e todos esses pontos. Então isso consome muito tempo, especialmente quando você está tentando ir para o oeste do Canadá. Você vai até Edmonton e Alberta e todos esses lugares. Então estou dizendo a todos, ‘Vejam-nos agora ou calem-se para sempre’, porque não faremos mais esses shows sem barricadas depois do The Rumble e depois do Hellfest em Jersey, porque estaremos nesta longa turnê mundial. Então venham nos ver no Cobra Lounge em 17 de julho. Venham nos ver em Fort Wayne no Century Music Hall em 22 de julho, e em quaisquer outros shows que vocês virem, porque não voltaremos por um tempo. Se alguém quiser fazer a viagem até Minneapolis também, estamos fazendo o aniversário de 40 anos do “Reign In Blood” do SLAYER. Sei que muitas pessoas estão vindo de Chicago, Joliet e Milwaukee, então isso vai ser divertido. Isso vai ser em setembro. Mas, sim, confiram a turnê Summer Slaughter.”
O vocalista do Lamb Of God, Randy Blythe, é um indivíduo que banca a pressão de abordar temas difíceis como política, fama, dinheiro, diferenças de classes, conflitos sociais e econômicos e por aí vai.
Mesmo com cara feia e reclamações de algumas pessoas o cara fala o que pensa. E em conversa com o canal Rockaxis TV, Randy não titubeou para expor suas perspectivas sobre engajamento político e mudança sistêmica.
O músico apresentou suas ideias sobre o que precisa mudar no atual cenário global para que haja mudanças significativas.
“Acho que o que precisa mudar é que os jovens precisam se conscientizar politicamente, se engajar no processo político, não importa em que país estejam, e trabalhar para tornar seu ambiente, seu lar, seu país o melhor lugar possível, votando em candidatos que falem com a classe trabalhadora, que valorizem as pessoas comuns de um país – não os bilionários, não os lucros corporativos, não as pessoas que estão destruindo o meio ambiente, extraindo recursos naturais”.
Blythe prosseguiu com a sua observação: “Acho que há jovens que se importam e que estão se candidatando a cargos públicos. Nos Estados Unidos, estou vendo uma mudança no cenário político, com muitos jovens começando a se candidatar ao Congresso e dizendo: ‘Não vou aceitar dinheiro de interesses corporativos para financiar minha campanha. Estou financiando esta campanha com doações populares’, ou seja, doações feitas pelo povo”.
“Porque se você aceita dinheiro de uma corporação, então você fica devendo a essa corporação, e vemos isso repetidamente na política em todo o mundo. Corrupção, sabe? Então, acho importante que os jovens realmente aprendam sobre o sistema político de seu próprio país, e particularmente sobre o sistema político de sua própria localidade, de sua própria cidade, e tentem eleger pessoas para o governo local que trabalhem para o povo, não para as corporações”, concluiu o roqueiro.
E por falar em Randy Blythe, o novo e décimo segundo álbum do Lamb Of God, Into Oblivion, saiu no dia 13 de março pelo selo Epic Records. Esse é o primeiro disco completo do conjunto em quatro anos, o que vai deixar os fãs bem felizes.
Into Oblivion teve produção e mixagem de Josh Wilbur, colaborador de longa data da banda. A bateria teve sua gravação em Richmond, Virgínia, enquanto as guitarras e o baixo foram gravados no estúdio caseiro de Mark Morton. Blythe gravou seus vocais no estúdio Total Access em Redondo Beach, Califórnia, berço de discos seminais do punk de bandas como Black Flag e Descendents
A banda norte-americana Evanescence divulgou nesta sexta-feira (15 de maio) o vídeo oficial de "Who Will You Follow", música lançada em abril deste ano, que faz parte do seu próximo disco de estúdio. Intitulado "Sanctuary", o trabalho será lançado no dia 5 de junho.
Dirigido por Jensen Noen, o clipe de "Who Will You Follow" combina imagens impactantes com uma performance carregada de emoção para explorar o impacto da tecnologia, da desinformação e da cultura digital. Segundo a descrição oficial, tanto a letra quanto o vídeo ressaltam a importância de buscar autenticidade em uma época na qual a verdade parece cada vez mais corrompida.
"Sanctuary" é o sexto álbum de estúdio do Evanescence e sucede "The Bitter Truth" (2021). De acordo com a vocalista Amy Lee, o trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos:
"Este álbum levou mais de três anos para ser feito, e finalmente, ouvindo tudo de uma vez, prestes a lançá-lo para o mundo, estou incrivelmente orgulhosa de cada segundo. É avassalador. Trabalhar nele foi minha válvula de escape para tanta coisa que parece errada e fora de controle, e um lugar para reacender a esperança através do poder da música e da conexão… ainda bem que a turnê está toda agendada, senão eu não saberia o que fazer comigo mesma agora! Estou completamente obcecada. Estou louca para que os fãs ouçam isso."
Os reis do NYHC, Madball, continuam sendo um dos poucos nomes lendários capazes de unir, com naturalidade, a velha guarda e o cenário atual da música pesada. Dizer que o hardcore está no DNA da banda é pouco — é o que os mantém vivos. Em seu décimo álbum de estúdio, Not Your Kingdom (com lançamento previsto para 24 de julho pela Nuclear Blast), o grupo entrega suas tradicionais crônicas de sobrevivência, mas com um viés mais profundo e introspectivo. As letras oferecem um olhar visceral da perspectiva de Freddy Cricien sobre o estado atual do mundo e a condição humana, tornando este o trabalho mais pessoal da carreira deles.
A primeira amostra do álbum chega com “Rebel Kids”. Um hino em sua essência, a faixa aposta no groove clássico e na energia implacável da banda, conectando-se diretamente com a nova geração de fãs de hardcore. O videoclipe foi co-dirigido por Freddy Cricien e Dave Causa, com Causa também responsável pela filmagem e edição. Freddy Cricien comenta:
“Curiosamente, ‘Rebel Kids’ foi a primeira música escrita para este álbum e ficou pronta há uns dois anos… por aí. O sentimento, a vibração e a mensagem da canção acabaram sendo o catalisador para tudo o que veio depois. Todos nós adoramos a faixa de imediato, mas eu não imaginava que seria o primeiro single. Tínhamos várias músicas que poderiam ser o ‘cartão de visitas’, mas, no fim, ‘Rebel Kids’ fez mais sentido musical e liricamente. Estamos ansiosos para lançar essa música e o álbum. É um trabalho especial para nós e esperamos que o mundo sinta o mesmo ao ouvi-lo!”
O álbum será lançado no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.
MADBALL Not Your Kingdom
1. Tethered 2. Flammable 3. Rebelude 4. Rebel Kids 5. Don’t MisStep 6. What Say You 7. Stab Wounds 8. Sunrise 9. Life’s a Mural 10. Family First 11. Clockwork 12. IWI 13. The Ride 14. Chase a Dream
Not Your Kingdom foi gravado no The Boneyard Studios em Nashville, Tennessee, com interlúdios adicionais registrados por Jeff “Stress” Davis e Chuck Treece no Chop Shop Studios. O álbum foi produzido e engenheirado pela equipe formada por Andrew Baylis, Aiden Thompson e Grady Saxman, com mixagem e masterização finais assinadas por Lee Rouse. A arte da capa apresenta uma fotografia do lendário Cornell Capa, gentilmente cedida pela Magnum Photos e pelo espólio de Cornell Capa.
Após décadas de estrada, o MADBALL continua sendo o padrão ouro do New York Hardcore — provando que eles não são apenas sobreviventes, mas mestres do que fazem. Suas apresentações ao vivo são uma aula de “caos controlado”, transbordando uma ferocidade e integridade que a maioria das bandas apenas tenta imitar. Eles se mantiveram autênticos, perigosos e no topo. Nada mudou.
MADBALL é: Voz | Freddy Cricien Guitarra | Mike Gurnari Bateria | Mike Justian Baixo | Paul Delaney
O Anthrax compartilhou o clipe da nova música It’s For The Kids. A faixa estará presente no álbum Cursum Perficio, primeiro registro de inéditas em uma década, que sairá no dia 15 de setembro via Nuclear Blast no território europeu e Megaforce nos Estados Unidos.
As gravações do novo trabalho aconteceram no Studio 606 em Los Angeles, Estados Unidos, local que pertence a Dave Grohl (Foo Fighters, ex-Nirvana). A produção da obra ficou nas mãos de Jay Ruston (Stone Sour, Paul Gilbert, Motor Sister e outros).
Cursum Perficio estará disponível em vários formatos como CD, vinil preto duplo, vinil colorido duplo (vermelho, lilás, laranja e branco) e digital.
Atualmente, o Anthrax conta com os trabalhos de Joey Belladonna (vocal), Scott Ian (guitarra e backing vocal), Frank Bello (baixo e backing vocal), Charlie Benante (bateria) e Jon Donnais (guitarra).
Track listing de Cursum Perficio:
01. Persistence Of Memory 02. The Long Goodbye 03. It’s For The Kids 04. Everybody’s Got A Plan 05. The Edge Of Perfection 06. Infectious 07. NYC93 08. Cursum Perficio 09. T.O.M.B 10. Watch It Go 11. My Victory
Randy Blythe nunca foi de esconder suas opiniões políticas. No entanto, a situação atual do mundo o tornou ainda mais ativo. Durante entrevista ao Rockaxis TV, do Chile, o vocalista do Lamb of God reconheceu que o novo álbum da banda, "Into Oblivion", foi bastante influenciado liricamente pelo que está acontecendo.
"Os Estados Unidos enlouqueceram. Só este ano invadimos a Venezuela, bombardeamos o Irã e ameaçamos tomar a Groenlândia. Mas essas coisas não surgem do nada. Não aparecem do nada. Dá para ver os sinais se acumulando. Presto muita atenção à política, tanto internacional quanto aqui no meu país. Existem padrões, se você prestar atenção, ao longo da história. As pessoas começam a consolidar o poder e não se importam com o povo comum, mas isso nunca acaba bem. Estamos vendo esse padrão se repetir atualmente. Certamente não estou feliz por estar certo sobre isso, mas não é difícil perceber. Então, claro que o estado do mundo afetou a forma como as letras do álbum foram escritas."
Questionado sobre o que, em sua opinião, precisa acontecer para que essa situação mude, Randy não economizou nas palavras: "Os jovens precisam se conscientizar politicamente, se engajar no processo político. Não importa onde estejam, trabalhem para tornar seu ambiente, seu lar, seu país o melhor lugar possível, votando em candidatos que representem a classe trabalhadora, que valorizem as pessoas comuns do país - não os bilionários, não os lucros corporativos, não as pessoas que estão destruindo o meio ambiente e extraindo recursos naturais.
Acho que existem jovens que se importam e que estão se candidatando a cargos públicos. Nos Estados Unidos, estou vendo uma mudança no cenário político, com muitos começando a se candidatar ao Congresso dizendo: 'Não vou aceitar dinheiro de grandes corporações para financiar minha campanha. Estou financiando esta campanha com doações populares'. Corrupção, sabe? Então, acho importante que os jovens realmente aprendam sobre o sistema político de seu próprio país e, principalmente, sobre o sistema político de sua própria localidade, sua própria cidade. Vamos tentar eleger pessoas para o governo local que trabalhem para o povo, não para as corporações."
12º álbum de estúdio do Lamb of God, "Into Oblivion" foi lançado no último dia 13 de março. O trabalho chegou ao 21º lugar no The Billboard 200, principal parada de álbuns da indústria. No momento, o grupo está em turnê pela América do Norte. Em junho, dá início à participação na temporada dos festivais de verão pela Europa.
O Benediction publicou um comunicado nas redes sociais anunciando que o vocalista Dave Ingram se afastará gradualmente das atividades da banda. O cantor de 57 anos vem enfrentando uma série de problemas de saúde em decorrência de debilitações causadas pela atrite. O próprio se manifestou de forma oficial.
"Compartilho uma notícia triste. Devido ao meu estado atual de artrite, preciso me afastar do posto de vocalista do Benediction. O aumento da dor e a frustração que ela causa me levaram a essa decisão difícil. Farei alguns shows com a banda em 2026, pois gostaria de ter a oportunidade de me despedir e agradecer aos fãs que nos apoiaram ao longo dos anos. Espero que todos que comparecerem se divirtam muito conosco. Estou muito triste e espero que amigos e fãs compreendam. Obrigado, foi realmente incrível!"
Ingram fez parte do quinteto originalmente entre 1991 e 1998, regressando em 2019. Ano passado, o grupo lançou "Ravage of Empires", seu décimo álbum de estúdio. Os eventos em que o frontman participará serão determinados de acordo com o seu estado de saúde.
O Benediction tem um show marcado em São Paulo para o segundo semestre de 2026. A apresentação acontece na Burning House, dia 31 de outubro. Será a quinta passagem do grupo pelo Brasil. A mais recente aconteceu em 2023, participando do Summer Breeze Brasil – atual Bangers Open Air.
A formação atual conta com dois membros fundadores, os guitarristas Peter Rewinsky e Darren Brookes. Completam o lineup o baixista Nik Sampson e o baterista Giovanni Durst.
OPro-Painapresentou a faixaStone Cold Anger, novo single retirado do álbum homônimo que será lançado em 15 de maio viaNapalm Records. A música chegou acompanhada de lyric video oficial e funciona como nova prévia do disco, que já havia sido anunciado anteriormente.
Segundo o vocalista e baixista Gary Meskil, a composição reflete o sentimento de frustração vivido em diferentes partes do mundo. Em comunicado divulgado pela gravadora, o músico afirmou: “Stone Cold Anger dá voz à frustração crua que milhões de pessoas sentem agora. As pessoas estão cansadas de conflitos prolongados, corrupção persistente e da erosão gradual dos direitos que esperam que seus representantes eleitos protejam. A necessidade de responsabilidade é clara, e a pergunta continua sendo: se não agora, quando?”
O trabalho será o décimo sexto álbum de estúdio do Pro-Pain e o primeiro em onze anos. De acordo com o material promocional, o disco mantém a essência pesada e direta do grupo, reunindo riffs fortes, grooves marcantes e vocais agressivos em dez faixas inéditas.
Confira o lyric video:
Meskil também comentou o retorno da banda ao estúdio: “Obrigado aos nossos fãs em todo o mundo por 35 anos de apoio inabalável. Depois de uma década longe do estúdio, retornamos com Stone Cold Anger — um álbum forjado a partir da tensão global e da crescente exigência por responsabilidade.”
Outro ponto destacado nesta nova fase é a volta do guitarrista Eric Klinger, integrante de períodos anteriores da carreira do grupo. Paralelamente ao lançamento, o Pro-Pain iniciou uma turnê europeia, começando por Essen, na Alemanha.
OIconicapresentou o singleTears Keep On Falling, acompanhado de um visualizer oficial, como nova prévia do álbumII, que será lançado em 31 de julho pelaFrontiers Music Srl. O trabalho marca o segundo disco do supergrupo formado porNathan James,Michael Sweet,Joel Hoekstra,Marco MendozaeTommy Aldridge.
Nathan James comentou sobre a gravação da faixa: “Adorei cantar essa música no estúdio. O refrão é excelente e espero que o público goste tanto quanto eu.”
Já Michael Sweet destacou o clima nostálgico do projeto: “Tenho orgulho de fazer parte de uma banda tão icônica, sem trocadilho. Isso me leva de volta aos tempos em que o rock dominava o rádio e as paradas. Fizemos este álbum para lembrar as pessoas daquela época.”
Joel Hoekstra também falou sobre a nova música, elogiando a base rítmica dos colegas: “Espero que todos curtam Tears Keep On Falling. Foi incrível trabalhar em cima do groove que Tommy Aldridge e Marco Mendoza criaram. Também foi divertido dividir harmonias de guitarra com Michael Sweet e ouvir Nathan James cantar como só ele consegue.”
O baixista Marco Mendoza definiu a canção como uma poderosa balada rock: “Ela chama atenção desde o primeiro verso. Os vocais de Nathan estão incríveis, Michael e Joel incendiaram nas guitarras, e Tommy conduz tudo com firmeza. Aproveitem!”
Tommy Aldridge completou: “É uma honra e uma bênção trabalhar novamente com Nathan, Marco, Michael e Joel. Todos grandes profissionais.”
Assista o visualizer:
Segundo a gravadora, II aprofunda a identidade sonora apresentada no debut, trazendo riffs mais pesados, grooves marcantes e uma abordagem ainda mais direta dentro do hard rock melódico. O repertório contará com 11 faixas, incluindo a abertura Cry No More, descrita como um início explosivo, e a própria Tears Keep On Falling, apresentada como uma power ballad de forte carga emocional.
Faixas de “II”
Cry No More
All I Want
Open My Eyes
Tears Keep On Falling
Take Me To The Place
S.O.S.
Nothing Left For Me
Far Away
Valley Of Lost Souls
Written In The Stars
Heart Of Stone
Formação do Iconic
Nathan James – vocal
Michael Sweet – guitarra
Joel Hoekstra – guitarra
Marco Mendoza – baixo
Tommy Aldridge – bateria
Teclados adicionais ficaram por conta de Antonio Agate, enquanto os backing vocals foram gravados por Marco Pastorino.