A banda norte-americana Evanescence divulgou nesta sexta-feira (15 de maio) o vídeo oficial de "Who Will You Follow", música lançada em abril deste ano, que faz parte do seu próximo disco de estúdio. Intitulado "Sanctuary", o trabalho será lançado no dia 5 de junho.
Dirigido por Jensen Noen, o clipe de "Who Will You Follow" combina imagens impactantes com uma performance carregada de emoção para explorar o impacto da tecnologia, da desinformação e da cultura digital. Segundo a descrição oficial, tanto a letra quanto o vídeo ressaltam a importância de buscar autenticidade em uma época na qual a verdade parece cada vez mais corrompida.
"Sanctuary" é o sexto álbum de estúdio do Evanescence e sucede "The Bitter Truth" (2021). De acordo com a vocalista Amy Lee, o trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos:
"Este álbum levou mais de três anos para ser feito, e finalmente, ouvindo tudo de uma vez, prestes a lançá-lo para o mundo, estou incrivelmente orgulhosa de cada segundo. É avassalador. Trabalhar nele foi minha válvula de escape para tanta coisa que parece errada e fora de controle, e um lugar para reacender a esperança através do poder da música e da conexão… ainda bem que a turnê está toda agendada, senão eu não saberia o que fazer comigo mesma agora! Estou completamente obcecada. Estou louca para que os fãs ouçam isso."
Os reis do NYHC, Madball, continuam sendo um dos poucos nomes lendários capazes de unir, com naturalidade, a velha guarda e o cenário atual da música pesada. Dizer que o hardcore está no DNA da banda é pouco — é o que os mantém vivos. Em seu décimo álbum de estúdio, Not Your Kingdom (com lançamento previsto para 24 de julho pela Nuclear Blast), o grupo entrega suas tradicionais crônicas de sobrevivência, mas com um viés mais profundo e introspectivo. As letras oferecem um olhar visceral da perspectiva de Freddy Cricien sobre o estado atual do mundo e a condição humana, tornando este o trabalho mais pessoal da carreira deles.
A primeira amostra do álbum chega com “Rebel Kids”. Um hino em sua essência, a faixa aposta no groove clássico e na energia implacável da banda, conectando-se diretamente com a nova geração de fãs de hardcore. O videoclipe foi co-dirigido por Freddy Cricien e Dave Causa, com Causa também responsável pela filmagem e edição. Freddy Cricien comenta:
“Curiosamente, ‘Rebel Kids’ foi a primeira música escrita para este álbum e ficou pronta há uns dois anos… por aí. O sentimento, a vibração e a mensagem da canção acabaram sendo o catalisador para tudo o que veio depois. Todos nós adoramos a faixa de imediato, mas eu não imaginava que seria o primeiro single. Tínhamos várias músicas que poderiam ser o ‘cartão de visitas’, mas, no fim, ‘Rebel Kids’ fez mais sentido musical e liricamente. Estamos ansiosos para lançar essa música e o álbum. É um trabalho especial para nós e esperamos que o mundo sinta o mesmo ao ouvi-lo!”
O álbum será lançado no Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast.
MADBALL Not Your Kingdom
1. Tethered 2. Flammable 3. Rebelude 4. Rebel Kids 5. Don’t MisStep 6. What Say You 7. Stab Wounds 8. Sunrise 9. Life’s a Mural 10. Family First 11. Clockwork 12. IWI 13. The Ride 14. Chase a Dream
Not Your Kingdom foi gravado no The Boneyard Studios em Nashville, Tennessee, com interlúdios adicionais registrados por Jeff “Stress” Davis e Chuck Treece no Chop Shop Studios. O álbum foi produzido e engenheirado pela equipe formada por Andrew Baylis, Aiden Thompson e Grady Saxman, com mixagem e masterização finais assinadas por Lee Rouse. A arte da capa apresenta uma fotografia do lendário Cornell Capa, gentilmente cedida pela Magnum Photos e pelo espólio de Cornell Capa.
Após décadas de estrada, o MADBALL continua sendo o padrão ouro do New York Hardcore — provando que eles não são apenas sobreviventes, mas mestres do que fazem. Suas apresentações ao vivo são uma aula de “caos controlado”, transbordando uma ferocidade e integridade que a maioria das bandas apenas tenta imitar. Eles se mantiveram autênticos, perigosos e no topo. Nada mudou.
MADBALL é: Voz | Freddy Cricien Guitarra | Mike Gurnari Bateria | Mike Justian Baixo | Paul Delaney
O Anthrax compartilhou o clipe da nova música It’s For The Kids. A faixa estará presente no álbum Cursum Perficio, primeiro registro de inéditas em uma década, que sairá no dia 15 de setembro via Nuclear Blast no território europeu e Megaforce nos Estados Unidos.
As gravações do novo trabalho aconteceram no Studio 606 em Los Angeles, Estados Unidos, local que pertence a Dave Grohl (Foo Fighters, ex-Nirvana). A produção da obra ficou nas mãos de Jay Ruston (Stone Sour, Paul Gilbert, Motor Sister e outros).
Cursum Perficio estará disponível em vários formatos como CD, vinil preto duplo, vinil colorido duplo (vermelho, lilás, laranja e branco) e digital.
Atualmente, o Anthrax conta com os trabalhos de Joey Belladonna (vocal), Scott Ian (guitarra e backing vocal), Frank Bello (baixo e backing vocal), Charlie Benante (bateria) e Jon Donnais (guitarra).
Track listing de Cursum Perficio:
01. Persistence Of Memory 02. The Long Goodbye 03. It’s For The Kids 04. Everybody’s Got A Plan 05. The Edge Of Perfection 06. Infectious 07. NYC93 08. Cursum Perficio 09. T.O.M.B 10. Watch It Go 11. My Victory
Randy Blythe nunca foi de esconder suas opiniões políticas. No entanto, a situação atual do mundo o tornou ainda mais ativo. Durante entrevista ao Rockaxis TV, do Chile, o vocalista do Lamb of God reconheceu que o novo álbum da banda, "Into Oblivion", foi bastante influenciado liricamente pelo que está acontecendo.
"Os Estados Unidos enlouqueceram. Só este ano invadimos a Venezuela, bombardeamos o Irã e ameaçamos tomar a Groenlândia. Mas essas coisas não surgem do nada. Não aparecem do nada. Dá para ver os sinais se acumulando. Presto muita atenção à política, tanto internacional quanto aqui no meu país. Existem padrões, se você prestar atenção, ao longo da história. As pessoas começam a consolidar o poder e não se importam com o povo comum, mas isso nunca acaba bem. Estamos vendo esse padrão se repetir atualmente. Certamente não estou feliz por estar certo sobre isso, mas não é difícil perceber. Então, claro que o estado do mundo afetou a forma como as letras do álbum foram escritas."
Questionado sobre o que, em sua opinião, precisa acontecer para que essa situação mude, Randy não economizou nas palavras: "Os jovens precisam se conscientizar politicamente, se engajar no processo político. Não importa onde estejam, trabalhem para tornar seu ambiente, seu lar, seu país o melhor lugar possível, votando em candidatos que representem a classe trabalhadora, que valorizem as pessoas comuns do país - não os bilionários, não os lucros corporativos, não as pessoas que estão destruindo o meio ambiente e extraindo recursos naturais.
Acho que existem jovens que se importam e que estão se candidatando a cargos públicos. Nos Estados Unidos, estou vendo uma mudança no cenário político, com muitos começando a se candidatar ao Congresso dizendo: 'Não vou aceitar dinheiro de grandes corporações para financiar minha campanha. Estou financiando esta campanha com doações populares'. Corrupção, sabe? Então, acho importante que os jovens realmente aprendam sobre o sistema político de seu próprio país e, principalmente, sobre o sistema político de sua própria localidade, sua própria cidade. Vamos tentar eleger pessoas para o governo local que trabalhem para o povo, não para as corporações."
12º álbum de estúdio do Lamb of God, "Into Oblivion" foi lançado no último dia 13 de março. O trabalho chegou ao 21º lugar no The Billboard 200, principal parada de álbuns da indústria. No momento, o grupo está em turnê pela América do Norte. Em junho, dá início à participação na temporada dos festivais de verão pela Europa.
O Benediction publicou um comunicado nas redes sociais anunciando que o vocalista Dave Ingram se afastará gradualmente das atividades da banda. O cantor de 57 anos vem enfrentando uma série de problemas de saúde em decorrência de debilitações causadas pela atrite. O próprio se manifestou de forma oficial.
"Compartilho uma notícia triste. Devido ao meu estado atual de artrite, preciso me afastar do posto de vocalista do Benediction. O aumento da dor e a frustração que ela causa me levaram a essa decisão difícil. Farei alguns shows com a banda em 2026, pois gostaria de ter a oportunidade de me despedir e agradecer aos fãs que nos apoiaram ao longo dos anos. Espero que todos que comparecerem se divirtam muito conosco. Estou muito triste e espero que amigos e fãs compreendam. Obrigado, foi realmente incrível!"
Ingram fez parte do quinteto originalmente entre 1991 e 1998, regressando em 2019. Ano passado, o grupo lançou "Ravage of Empires", seu décimo álbum de estúdio. Os eventos em que o frontman participará serão determinados de acordo com o seu estado de saúde.
O Benediction tem um show marcado em São Paulo para o segundo semestre de 2026. A apresentação acontece na Burning House, dia 31 de outubro. Será a quinta passagem do grupo pelo Brasil. A mais recente aconteceu em 2023, participando do Summer Breeze Brasil – atual Bangers Open Air.
A formação atual conta com dois membros fundadores, os guitarristas Peter Rewinsky e Darren Brookes. Completam o lineup o baixista Nik Sampson e o baterista Giovanni Durst.
OPro-Painapresentou a faixaStone Cold Anger, novo single retirado do álbum homônimo que será lançado em 15 de maio viaNapalm Records. A música chegou acompanhada de lyric video oficial e funciona como nova prévia do disco, que já havia sido anunciado anteriormente.
Segundo o vocalista e baixista Gary Meskil, a composição reflete o sentimento de frustração vivido em diferentes partes do mundo. Em comunicado divulgado pela gravadora, o músico afirmou: “Stone Cold Anger dá voz à frustração crua que milhões de pessoas sentem agora. As pessoas estão cansadas de conflitos prolongados, corrupção persistente e da erosão gradual dos direitos que esperam que seus representantes eleitos protejam. A necessidade de responsabilidade é clara, e a pergunta continua sendo: se não agora, quando?”
O trabalho será o décimo sexto álbum de estúdio do Pro-Pain e o primeiro em onze anos. De acordo com o material promocional, o disco mantém a essência pesada e direta do grupo, reunindo riffs fortes, grooves marcantes e vocais agressivos em dez faixas inéditas.
Confira o lyric video:
Meskil também comentou o retorno da banda ao estúdio: “Obrigado aos nossos fãs em todo o mundo por 35 anos de apoio inabalável. Depois de uma década longe do estúdio, retornamos com Stone Cold Anger — um álbum forjado a partir da tensão global e da crescente exigência por responsabilidade.”
Outro ponto destacado nesta nova fase é a volta do guitarrista Eric Klinger, integrante de períodos anteriores da carreira do grupo. Paralelamente ao lançamento, o Pro-Pain iniciou uma turnê europeia, começando por Essen, na Alemanha.
OIconicapresentou o singleTears Keep On Falling, acompanhado de um visualizer oficial, como nova prévia do álbumII, que será lançado em 31 de julho pelaFrontiers Music Srl. O trabalho marca o segundo disco do supergrupo formado porNathan James,Michael Sweet,Joel Hoekstra,Marco MendozaeTommy Aldridge.
Nathan James comentou sobre a gravação da faixa: “Adorei cantar essa música no estúdio. O refrão é excelente e espero que o público goste tanto quanto eu.”
Já Michael Sweet destacou o clima nostálgico do projeto: “Tenho orgulho de fazer parte de uma banda tão icônica, sem trocadilho. Isso me leva de volta aos tempos em que o rock dominava o rádio e as paradas. Fizemos este álbum para lembrar as pessoas daquela época.”
Joel Hoekstra também falou sobre a nova música, elogiando a base rítmica dos colegas: “Espero que todos curtam Tears Keep On Falling. Foi incrível trabalhar em cima do groove que Tommy Aldridge e Marco Mendoza criaram. Também foi divertido dividir harmonias de guitarra com Michael Sweet e ouvir Nathan James cantar como só ele consegue.”
O baixista Marco Mendoza definiu a canção como uma poderosa balada rock: “Ela chama atenção desde o primeiro verso. Os vocais de Nathan estão incríveis, Michael e Joel incendiaram nas guitarras, e Tommy conduz tudo com firmeza. Aproveitem!”
Tommy Aldridge completou: “É uma honra e uma bênção trabalhar novamente com Nathan, Marco, Michael e Joel. Todos grandes profissionais.”
Assista o visualizer:
Segundo a gravadora, II aprofunda a identidade sonora apresentada no debut, trazendo riffs mais pesados, grooves marcantes e uma abordagem ainda mais direta dentro do hard rock melódico. O repertório contará com 11 faixas, incluindo a abertura Cry No More, descrita como um início explosivo, e a própria Tears Keep On Falling, apresentada como uma power ballad de forte carga emocional.
Faixas de “II”
Cry No More
All I Want
Open My Eyes
Tears Keep On Falling
Take Me To The Place
S.O.S.
Nothing Left For Me
Far Away
Valley Of Lost Souls
Written In The Stars
Heart Of Stone
Formação do Iconic
Nathan James – vocal
Michael Sweet – guitarra
Joel Hoekstra – guitarra
Marco Mendoza – baixo
Tommy Aldridge – bateria
Teclados adicionais ficaram por conta de Antonio Agate, enquanto os backing vocals foram gravados por Marco Pastorino.
Já está disponível a nova edição em capa dura de…And Justice For Art: Stories About Heavy Metal Album Covers – Ultimate Edition, obra dedicada à história visual do heavy metal e às artes que marcaram gerações de fãs. O lançamento reúne bastidores, entrevistas exclusivas e centenas de imagens relacionadas a capas emblemáticas do gênero.
Com 372 páginas coloridas e mais de 700 gráficos e ilustrações, o livro apresenta relatos sobre a criação de capas históricas como Black Sabbath do Black Sabbath, Killers do Iron Maiden, …And Justice For All do Metallica, Reign In Blood do Slayer, Focus do Cynic, Slaughter Of The Soul do At The Gates, Heritage do Opeth, A Blaze In The Northern Sky do Darkthrone, Effigy Of The Forgotten do Suffocation, Wildhoney do Tiamat e Times Of Grace do Neurosis, entre muitas outras.
O conteúdo traz depoimentos de músicos como Max Cavalera, Jeff Walker, David Vincent, Hansi Kürsch, Esa Holopainen, Fenriz e Tom Angelripper, além de entrevistas com artistas gráficos reconhecidos no meio, entre eles Eliran Kantor, Dan Seagrave, Travis Smith, Valnoir e Costin Chioreanu, responsável também pela capa desta edição
Segundo o autor Ramón “Oscuro” Martos García, a proposta foi reconstruir completamente a obra lançada originalmente em 2015. “Este livro de capa dura traz 372 páginas brilhantes coloridas, mais de 700 imagens e informações em primeira mão sobre centenas de artes gráficas apresentadas em alta qualidade. Em vez de apenas reimprimir o volume original, decidi reescrever, redesenhar e atualizar cada página.”
Ele acrescenta que a nova versão recebeu 108 páginas inéditas, novos capítulos, entrevistas adicionais e uma grande quantidade de imagens extras. “É um livro completamente novo, uma jornada épica pela iconografia da música pesada entre 1970 e 2025.”
O prefácio foi escrito por David Vincent, que definiu o projeto como “um documento histórico sobre a importância das capas de álbuns de metal”. Já Max Cavalera agradeceu ao autor “por ajudar a manter vivo o ritual da capa de disco”. O vocalista Travis Ryan, do Cattle Decapitation, afirmou que a obra relembra o quanto essas artes foram importantes para quem cresceu cercado por mídia física.
Serão apenas 500 cópias desta tiragem limitada, voltada especialmente a colecionadores e admiradores da estética clássica do heavy metal.
Misha Mansoor, guitarrista da banda americana de Metalcore Progressivo, Periphery, participou recentemente de um bate-papo no podcast de Nik Nocturnal, e discutiu sobre a delicada situação financeira na indústria musical, e sobre a importância de ter fontes de renda alternativas, já que sobreviver e pagar as contas apenas com o que se ganha fazendo música na cena do metal está cada vez mais difícil.
Outros músicos como Steve Morse, Gary Holt e Jack Gibson também estiveram refletindo sobre este cenário preocupante em entrevistas recentes.
Perguntado sobre as oportunidades na indústria musical nos dias atuais, Misha enfatizou que as bandas precisam ter outras fontes de renda, e que devem começar a se mobilizar sobre isso cedo:
“Eu diria que isso é mais relevante do que nunca. As pessoas sempre entenderam errado a mensagem do que eu digo. Eu dei aquela entrevista para o Rick Beato, e meu ponto foi: ‘Vocês vão precisar de fontes de renda alternativas, fluxos de receita’, e isso leva um tempo para construir e dar frutos, se é que vai dar algum fruto. Então, comecem cedo. Isso é algo que fizemos desde o início, e qualquer banda se beneficiaria ao saber dessa informação desde o começo.
Ser apenas um músico não é suficiente para a maioria das pessoas. Se for, ótimo. Mas meu conselho continua o mesmo. As pessoas sempre interpretaram como: ‘Ah, o Misha está reclamando que não ganha dinheiro com o Periphery’.
Não, eu não me importo de não ganhar dinheiro com o Periphery, porque eu o uso como um núcleo para todas as minhas outras coisas que me dão dinheiro, para que eu possa ter uma vida. Eu comecei essas coisas bem cedo, e se não tivesse começado, provavelmente já teria saído da banda, porque não teria condições de continuar.”
Ele continuou:
“Eu acho que hoje em dia, não sei como as bandas que dependem apenas da banda vão sobreviver nos próximos anos. Eis o porquê. Talvez você saiba disso por fazer turnês, mas o custo de tudo dobrou ou triplicou. Tudo.”
Após a pandemia da Covid-19 em 2020, os custos das turnês aumentaram consideravelmente. Tanto bandas pequenas quanto bandas grandes sofreram os impactos disso; evidentemente, bandas grandes e consagradas mundialmente e que já se tornaram empresas de sucesso, sofreram em menor grau.
Quanto às bandas de abertura, a situação é ainda mais grave, segundo Misha. Ele explica:
“As bandas de abertura precisam de muito mais do que valem e, quando digo ‘valem’, existem dados concretos. Você pode ver os números delas na turnê; isso não é emocional, são dados puros.
Elas querem mais do que valem, mas o motivo é que ficam insolventes se não receberem essa quantia. Então, não estou julgando-as de forma alguma, essa é apenas a realidade da situação. Então, agora, em ambos os lados, simplesmente não há dinheiro suficiente para todos.”
Ele concluiu dizendo:
“E, basicamente, como todo mundo que está em uma banda sabe, você é o último a ser pago… Então, o que sobra para a banda geralmente é pouco ou nada. Todos os outros são pagos, e devem ser pagos, porque estão trabalhando muito duro. Há muito pouco para distribuir. Então, não sei como as bandas vão sobreviver a isso sem que algo mude, e eu realmente não sei o que seria. Os próximos anos serão bem difíceis para bandas sem fontes de renda alternativas.”
Seria Conrad Thomas Lant, mais conhecido pelo pseudônimo Cronos, o elemento-chave para dizer qual versão do Venom é a principal? Muitos dizem que sim, porém outros falam sobre a importância de Jeff “Mantas” Dunn e Anthony “Abaddon” Bray com relação a um dos grandes nomes da NWOBHM – do Speed Metal e do despertar do Black Metal, idem. A dupla realizou uma apresentação comemorativa aos 45 anos do clássico “Welcome to Hell”. O evento ocorreu no Keep It True Festival 2026, na cidade alemã de Lauda-Königshofenm.
O Venom Inc. é liderado pelo baixista e vocalista Tony “Demolition Man” Dolan. Ou seja, há um emaranhado da clássica banda, com muitas situações pessimamente resolvidas e resultando de subdivisões de um mesmo nome. Dolan iniciou bem essa jornada com o ótimo “Avé” (2017). Lembro desse disco e dos comentários super positivos com relação a ele. Em comparação, esse disco supera com folga vários álbuns do Venom. Principalmente, se comparado com discos lançados nos anos 2000 em diante.
Os trabalhos recentes do Venom
Cronos retorna após dez anos ausente, para o lançamento de “Cast in Stone”. Aqui, estarei fazendo uma linha do tempo apenas com relação aos álbuns de estúdio para facilitar o andamento do trâmite. No exato ano 2000, foi lançado o álbum “Resurrection”, e seis anos à frente, “Metal Black” – uma sequência a qual considero muito boa. “Hell” veio em 2008 e “Fallen Angels” em 2011.
Dentre os quatro discos citados, “Resurrection” seguiu como o preferido da maioria dos adeptos, inclusive o dono do nanquim virtual macabro também pensa assim desde aquela época.
Além disso, tivemos os lançamentos de “From the Very Depths” (2015) e “Storm the Gates”, ambos considerados medianos e esquecíveis. Assim como o próprio “Hell”. Embora “Fallen Angels” também não seja muito requisitado, também considero um bom álbum. Mas aqui não vejo nada de espetacular e de suma importância para ter na coleção. Você até pode ter ou querer adquirir, mas não é algo que se possa considerar um insulto em não ter as peças em mãos.
Homenagem a si próprio
Oito anos se passaram até a chegada de mais um lançamento do Venom. Todavia, esse novo trabalho tinha um propósito em específico – recuperar o prestígio de sua discografia e ascender para novos horizontes. No entanto, a banda tratou de inserir um caminho adicional para essa nova saga. A banda resolveu homenagear o seu importante passado e o seu legado dentro do Heavy Metal como um todo. Afinal, todos sabem que o Venom foi e sempre será peça fundamental para renovação de bandas extremas – a partilha vem desde o Speed Metal afiado e enferrujado até o Black Metal mais vulgar e carniceiro.
Além de tudo isso, “Into Oblivion” vem mostrar aos desavisados de plantão que a sonoridade do Venom nunca foi voltada ao Black Metal propriamente dito. A temática é que ajudou a desenvolver o estilo que conhecemos hoje. O Speed Metal venoso está de volta e revigorado. Porém, basta saber se esses novos ares deram uma inspiração maior ao Cronos e cia. limitada ou se a banda simplesmente resolveu jogar pro gasto novamente e garantir apenas um empate.
O primeiro single chamado “Lay Down Your Soul” veio com indícios de possível autoplágio, mas a audição do single fez muita gente fechar o bico e confirmar que se tratava de um belo cartão de visita. A homenagem funcionou bem, agradando até aquele tipo de fã que só ouve dois discos de cada banda e finge conhecer tudo. Entretanto, o Venom é o tipo de banda que, se você ouviu os três primeiros álbuns, já ouviu todos (risos).
Veio mais um single, “Kicked Outta Hell”, e ninguém reclamou. Ou pelo menos ninguém ficou com chateação para cima da música. Cronos, finalmente, estava resgatando parte daquilo que o colocou como um grande frontman e baixista de uma das bandas mais importantes do Metal. Porém, faltava conferir o conteúdo completo e ver se o disco realmente iria se sustentar com tranquilidade.
Informações sobre “Into Oblivion”
Acompanhado pelo guitarrista John Stuart Dixon, vulgo Rage, e pelo baterista Daniel Jon Needham, que atende por Danté, Cronos têm a seu dispor dois ótimos músicos e que se dispõem a executar um som que remete ao passado da banda, mas sem se perder diante do presente.
A missão em questão nem é tanto quanto a se aproximar dos grandes clássicos, mas recuperar o prestígio com relação aos lançamentos mais recentes e dando um fôlego para os principais trabalhos. Afinal, estamos falando sobre o agora décimo sexto álbum de estúdio da banda inglesa. De fato, existem fãs dos trabalhos mais recentes e até mesmo de todos os discos. Mas é fato também que, o Venom vive bastante do seu passado – isso para não dizer somente.
“Into Oblivion” foi lançado no dia 1º de maio via Noise Records. O power trio britânico disponibilizou os vídeos para os singles “Lay Down Your Soul” e “Kicked Outta Hell”. Ambos os singles trouxeram bastante expectativa aos adeptos e isso ajudou a elevar a importância do novo lançamento.
Venom
Caminhos bem escolhidos e outros nem tanto
A nova joia do submundo foi lapidada com a intenção de recuperar parte do brilho do nome repleto de história e importância que a banda de Speed Metal carrega. O som veloz, ríspido, sujo e moribundo do Venom é a alma do negócio. Quando o Venom trata com carinho a sua verdadeira estirpe, esse caminho acaba sendo facilitado pela real identidade da banda. Porém, o lado experimental e flertes com outros subgêneros acaba gerando dúvida e torna o percurso mais tortuoso.
Nesse papiro submundano, as faixas serão divididas com relação ao brilhantismo, qualidade e intensidade de cada uma.
Experimentações e pouca sombra
O Venom faz esse tipo de experimentação desde muito tempo, quebrando o ritmo de sua sonoridade habitual. Talvez até para não parecer “mais do mesmo”, mas fica evidente aquele freio de mão puxado com direito a atolar as rodas do off-road na lama.
Todavia, existe luz até nos planos mais profundos quando o assunto é música. O disco não apresenta pontos fracos para sair xingando por aí. O que acontece é que existem músicas com bastante e outras que acabam ficando em segundo ou até terceiro plano – o terceiro plano começa aqui.
Uma das faixas que já destoa de outras realmente sensacionais é a “Man & Beast”, com o seu nome sendo dito através dos backing vocals e soando muito baixos e repetitivos demais. A base principal da música é cadenciada, com palhetadas contínuas e sem se arriscar em um riff mais ousado. É simples de propósito e não leva a lugar algum. O seu contraponto é a parte dos solos, estes sim esplendorosos e acompanhados por bases ríspidas e velozes – o Rock veloz invade o cenário e torna a faixa meio chata e meio ótima, portanto.
“Dogs of War” é uma faixa cadenciada e distorcida, tanto nos riffs quanto aos vocais. Isso traz uma sensação de espiral girando e esticando lentamente, além de incluir muitas notas harmônicas e soando como se fosse uma vinheta. Ultrapassa os dois minutos de duração e não possui nenhuma ligação estrutural com a faixa seguinte. Ou seja, acaba não se fazendo por necessária. Ou tão necessária quanto a maioria das faixas do disco.
Bons compassos e equilíbrio sonoro considerável
De volta ao início do álbum, temos a faixa-título como sendo a abertura do novo trabalho. “Into Oblivion” não é uma música tão chamativa assim, a ponto de empolgar logo de cara. Porém, a mesma possui um andamento que funciona como um preparativo para a sequência da jornada. Os primeiros riffs, somado à linha de bateria e o baixo tradicional do Cronos, já dão uma ideia do que está para acontecer. A sonoridade vem num crescendo forte e equilibrado, mostrando uma impulsão a partir do refrão. Quando a velocidade toma conta do cenário, você se sente em segurança até a chegada da próxima faixa e, portanto, entendendo a mesma como uma boa abertura para o disco.
A terceira faixa do álbum também marca boa presença. “Nevermore” joga na segurança, mas também usa de seu experimentalismo para alcançar uma personalidade maior e única dentro do tracklist. Os riffs cavalgados e um retorno mais cadenciado trazem mais força aos refrãos, dos quais são muito bons e sem qualquer firula. A partir da metade, a música ganha mais ímpeto e fica ainda mais interessante. Esse aumento de velocidade funciona como um estender de tapete vermelho para os solos. Entretanto, surge adiante um momento mais surrado e fechando o som de forma direta e sem qualquer enrolação.
As primeiras audições de “Legend” me deram a impressão de que se tratava de mais uma faixa sem peso na arquitetura do álbum. Todavia, mais audições me fizeram ter outra sensação sobre a mesma. Então, ela acabou melhorando no meu conceito e fazendo parte das faixas que possui um brilho bastante considerável. É um som que começa somente com a bateria e o baixo ditando o ritmo principal, enquanto a guitarra aparece como um aperitivo inicial. Após isso, ela ganha uma roupagem mais interessante, embora retome esse início. A alternância através de um refrão bem construído faz a música ganhar mais energia, isso sem contar os breves solos bastante funcionais.
Apoteose e seus bons momentos
As duas últimas faixas se comunicam muito bem, mesmo não fazendo parte do seleto grupo de melhores canções do disco. Depois de uma antepenúltima música sem tanto brilho, o que vem depois acaba por cumprir bem o seu papel. Estou falando de “Deathwitch” e “Unholy Mother”.
A primeira apresenta em seu prontuário riffs mais pujantes e robustos, aliados ao baixo sempre bastante presente. Não é uma música rápida, mas a sua estrutura casa bem com o momento. O refrão é bem simples, um tanto baixo por utilizar backing vocals, mas sem desagregar toda a aura maligna envolvida.
A faixa ganha mais embalo a partir de sua metade e mais uma vez funciona como trampolim para solos invocados e até mesmo melódicos.
A segunda enfrenta o nobre desafio de fechar “Into Oblivion” com responsabilidade e também trazer aquela vontade de ouvir novamente o disco. Um pano de fundo é formado a partir da junção de seu som, assim provocando uma neblina densa e convidativa ao ouvinte. A bateria avança e velocidade média através dos pedais, enquanto os riffs formam um caminho favorável a melodias densas e condizentes com a trama. O “mochila de criança” está presente na brincadeira e invoca os seus poderes junto aos solos rápidos, melódicos, distorcidos e intensos, enquanto a música decola como o avançar das criaturas do submundo. A chuva torrencial começa e fecha o álbum com o olhar para o horizonte.
O puro suco do Rock veloz venoso com assinatura intacta
Seis representa um dos números da besta e seis é o número de músicas que considero excelentes dentro do novo artefato sonoro do Venom.
Entregue a sua alma logo de uma vez!
Logo de cara, temos que falar sobre a homenagem que a banda faz a si mesma e também aos seus fãs. “Lay Down Your Soul” chega com o pé na porta, mostrando do que a banda ainda é capaz. É hora de entregar a sua alma de uma vez por todas ao deus do Rock n’ Roll!
O inferno está em chamas e aparece diante dos seus olhos e ouvidos. Um ritmo alucinante comanda as hordas para a celebração antidivina. O refrão é cativante e força a sua alma a cantar junto antes de ser levada ao senhor de tudo. Os riffs “navalhantes” estão mais do que presente e há espaço para ter algo de Metallica, especialmente na parte em que as palhetadas mantém um ritmo – um belo preparativo para o início dos solos tortuosos e afiados como arame farpado. Viradas rápidas de bateria ocorrem de maneira coesa, fazendo desta um dos pontos bem altos do disco.
“Antecipação, a noite se aproxima O medo se intensifica, não falta muito para chegar Trepiedade, corações batendo com sinceridade Satanás anuncia o Black Metal”
Contemple a dona do equilíbrio da vida
Para ela, indefere questões sobre posição ou ocupação de cada ser, se vale mais ou se vale menos. Se possui cargo de elite ou se é um simples moribundo. Um rei, um presidente, um nômade, um qualquer. Todos a abraçarão cedo ou tarde. Não importa qual seja a sua exigência ou rejeição, ela não dará ouvidos a sua opinião. Ela somente escutará o seu silêncio. “Death the Leveller” começa naquela famosa ameaça de pancadaria sonora e é isso o que ocorre em poucos segundos de audição.
Para o dono do nanquim maligno virtual esse é um dos pontos mais altos do disco, se não for o maior. Speed Metal até os ossos e muita nostalgia aos fãs mais antigos, além da soma com uma bateria repleta de grandes nuances. O diferencial de maior destaque é quando a música tira a velocidade e aponta para um groove bem feito, apoiado por breves solos, condizentes com toda a trama.
Após o assobio de Cronos, a pancadaria retoma o seu lugar de direito e joga mais gasolina no local já incendiado. O final é marcado pelo tradicional “fim de som ao vivo”.
“Reis e rainhas, todos se curvam diante de sua visão Com mãos ossudas, conduz você para a noite Frio como a escuridão do espaço Abraço eterno e sem idade Foice afiada na mão esquerda Guiando almas audaciosas e grandiosas”
Um demônio é um deus invertido
Um som mais denso e misterioso entra em cena e começa a evoluir para um dedilhado carregado de trevas. A bateria executa o plano inicial de forma breve, abrindo caminho para o baixo dar os últimos retoques até que…
A cavalaria de “As Above So Below” chega com ódio e peso o suficiente para arrancar os trilhos do trem através de um refrão poderoso e pegajoso. Estamos diante de outro brilho forte em forma de música. O ímpeto dessa criatura em forma de música a coloca em pé de igualdade com outras faixas excelentes. O seu ritmo não é o mais veloz, mas a trepidação percussiva ataca impiedosamente e ganha ainda mais força no refrão. Suas variações trazem um ar ainda maior de maldade e caos, servindo de banquete para um trecho mais sujo e violento – os solos lacrimejam sangue de anjos.
Reconheça que um demônio é um deus invertido e que a verdadeira onisciência pertence ao outro plano.
“Salve, Rei Lúcifer, anjos de fogo, incendeiem-se A palavra de Deus morreu, não mais exaltada Com espadas de guerra em punho, bravos se envolvem na luta Através dos vales da morte, a arte do mal é infinita
Daemon est deus inversus Daemon est deus inversus Daemon est deus inversus Daemon est deus inversus Satanás, o anjo caído, está despertando agora”
Sentindo o ódio por toda parte
“Kicked Outta Hell” é um dos principais singles, mas que não me chamou atenção de primeira. Notei o poderio da faixa, mas ainda não havia compreendido ela muito bem. É uma faixa que flerta com o Thrash e também com o Heavy, de certa forma. Os riffs iniciais e bastante invocados – além do baixo cantando nota, adicionando peso e intimidação – soam como um Judas Priest endiabrado. A levada seguinte mostra uma aproximação ao Metallica, principalmente por conta das palhetadas potentes e com intervalos específicos. O pré-refrão possui versos rápidos e a sua estrutura traz à mente Anthrax e o conterrâneo Raven. Ou seja, um cardápio bastante apetitoso e promissor. Não acha?
Os solos possuem uma inclinação voltada ao Oriente Médio e permite que a banda possa trazer alguns diferenciais antes de partirem para mais um refrão e sequência normal da jornada. Lembrando que, ao ser expulso do inferno e dominar toda a situação, muitas criaturas ambiciosas irão te seguir e tentar te parar, mas você está mais ágil e tem o apoio desta canção, em meio à escuridão.
“Acordei na escuridão Em meio a um mar de gritos Mãos frias em volta do meu pescoço Reagi violentamente Fora de controle, gritando meu nome Enquanto o ceifador desviava o olhar, eu ri enquanto arrancava sua cabeça”
Turn the fucker up!
O subtítulo em questão é o primeiro verso de “Live Loud” e carrega consigo o anseio de tocar alto, ouvir um som a todo vapor e sentir livre para tal. Em meio a uma letra mais descompromissada, homenageando a própria arte, o Venom apresenta um riff arrastando que remete ao Slayer. Isso fica ainda mais evidente quando a bateria passa a utilizar os pedais duplos em velocidade condizente com o riff principal.
Entretanto o formato Venom de tocar Metal vem em seguida e te joga em um redemoinho de Speed Metal venoso e impiedoso. Os efeitos de guitarra soam como um atrito causado pela elevação sonora. Os solos são excelentes e variam entre a correria dedilhada e ares mais melódicos, porém, sempre priorizando o bom, velho e sujo Rock veloz. Musicaço!
“Live loud (Yeah motherfuckers)”
Homenagem indireta ao Black Sabbath?
De fato, a lembrança e semelhança fica totalmente notória logo de cara. “Metal Bloody Metal” sempre irá lembrar o grande clássico do Black Sabbath, “Sabbath Bloody Sabbath”. E se forçar mais um pouco, poderá lembrar de “Roots Bloody Roots”, clássico do Sepultura. Mas e o som? Será que lembra algo dessas bandas?
Sim, lembra! Porém, apenas a banda brasileira.
O início é marcado por uma bateria pesada, explorando a percussão e sendo aliada de riffs secos e sem mudanças. Ou seja, Sepultura total. O mais interessante é que essa estrutura coloca à tona o Sepultura de outrora e o de agora, mas sem causar nenhum tipo de estranheza. O refrão tem a primeira parte meio que surrada, voz baixa, e a sequência é esticada pelo próprio Cronos.
Os pedais e o baixo somam forças e garante um exímio desempenho da trama. Isso reforça a explosão causada pelos solos e o que vem em seguida só aumenta os pontos positivos da música.
“Lutadores indignados De carne e osso Gloriosos e justos Metal gravado em pedra”
Considerações e curiosidades infernais
Primeiramente, destaco a harmonia entre os músicos e a sensação de que o ambiente durante a gravação de “Into Oblivion” esteve bastante leve, o que é bastante importante. Facilita a obtenção de grandes resultados.
Cronos se mostra muito bem ao longo do disco, tanto no baixo quanto aos seus vocais. Rage se mostra bastante versátil, experimentando quando há espaço e sendo tradicional e respeitoso com o passado. E o último e não menos importante, o baterista Danté se mostra bastante capaz e confiante de seus atos como baterista de altíssimo nível.
Sobre o som em si, em resumo, o Venom sabe jogar no modelo tradicional e de acordo com suas origens. Entretanto, as experimentações e grooves podem causar a perda de qualidade das músicas específicas ao longo das audições.
A lenda do gigante Corr
Os versos de “Legend” se entrelaçam entre a lenda do gigante Corr, que vivia na região do rio Tyne, localizado no nordeste da Inglaterra. Ele atravessa o condado de Tyne and Wear, passando por cidades importantes como Newcastle upon Tyne (na margem norte) e Gateshead (na margem sul), antes de desaguar no Mar do Norte.
“Lay down your soul Lay down your soul to the god rock n’ roll”