quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Sanctuary chega ao Brasil para celebrar quatro décadas de heavy metal

 A espera dos fãs brasileiros pelo Sanctuary está chegando ao fim. Quatro décadas após sua formação, a lendária banda norte-americana de heavy metal fará finalmente sua primeira apresentação no Brasil. O show acontece no próximo domingo, 30 de agosto, na Burning House, em São Paulo, como parte da turnê mundial que celebra os 40 anos do grupo. A apresentação tem produção da Dark Dimensions e será a única passagem brasileira desta etapa pela América Latina. Restam poucos ingressos através da plataforma Ingresso Master.

O repertório apresentado na abertura da turnê no México, em 22 de agosto, já mostrou que a celebração não ficará restrita à nostalgia. O Sanctuary vem revisitando diferentes períodos de sua trajetória, combinando clássicos que ajudaram a consolidar seu nome no heavy metal dos anos 1980 e 1990 com material mais recente e a nova música que aponta para o futuro do grupo.

Entre os destaques do setlist estão “Die for My Sins”, “Seasons of Destruction”, “Future Tense”, “Taste Revenge”, “Long Since Dark”, “Veil of Disguise” e “The Mirror Black”, além de “White Rabbit”, clássico do Jefferson Airplane. A apresentação também inclui “Battle Angels”, “Arise and Purify”, “Soldiers of Steel”, “The Year the Sun Died” e “Not of the Living”, primeiro lançamento inédito do Sanctuary em mais de uma década.



Formado em 1986, o Sanctuary ganhou projeção internacional com Refuge Denied, lançado em 1988 e produzido por Dave Mustaine, do Megadeth. Dois anos depois, Into the Mirror Black ampliou a identidade da banda e consolidou uma sonoridade marcada pelo peso, pela precisão técnica e por uma abordagem mais dramática dentro do heavy metal norte-americano.

Após um longo período de atividades interrompidas, o grupo retomou a carreira e lançou The Year the Sun Died em 2014. O álbum marcou uma nova etapa para o Sanctuary e reafirmou a conexão da banda com uma cena que ajudou a moldar desde os primeiros anos de sua trajetória.

Agora, esse legado ganha um novo capítulo com “Not of the Living”, lançado em abril de 2026. A faixa inaugura uma nova fase com o vocalista Joseph Michael, que assumiu os vocais após o falecimento de Warrel Dane, em 2017. O atual momento também é marcado pela assinatura com a BLKIIBLK, selo de heavy metal da Frontiers Label Group. Paralelamente, o Sanctuary trabalha em novas composições para seu próximo álbum, provisoriamente intitulado Transmutation.

Além de Joseph Michael (vocais), a atual formação conta com os membros originais Lenny Rutledge (guitarra) e Dave Budbill (bateria), além de Will Wallner (guitarra) e George Hernandez (baixo).

Mal podemos esperar para nos apresentarmos para todos os fãs apaixonados dessa parte linda do mundo. Junte-se a nós para celebrar os 40 anos do Sanctuary”, afirma Lenny Rutledge, um dos membros fundadores da banda.

Joseph Michael, que integra o Sanctuary desde 2018, também destaca a expectativa para a nova fase: “Os últimos cinco anos foram uma montanha-russa de emoções e nós estamos muito entusiasmados com o retorno do Sanctuary! Não podemos esperar para tocar a música nova e apresentar todos os clássicos aos fãs!”.

A relação do Warrel Dane com São Paulo acrescenta ainda mais peso simbólico à estreia brasileira. O vocalista original construiu uma ligação marcante com o público da cidade ao longo de sua carreira, inclusive ao gravar seu último trabalho solo aqui e com músicos brasileiros. Por isso, a chegada do Sanctuary ao país representa também um momento de forte significado para os fãs que acompanharam sua trajetória.

A estreia brasileira acontece, portanto, em um momento de equilíbrio entre memória e renovação. De um lado, estão os álbuns que ajudaram a definir a personalidade do Sanctuary e os clássicos que atravessaram gerações. De outro, uma nova música, uma formação renovada e planos concretos para o próximo capítulo da carreira.

Para o público de São Paulo, o show de 30 de agosto será mais do que uma apresentação inédita. Será a oportunidade de testemunhar pela primeira vez no Brasil uma banda fundamental para a evolução do heavy metal norte-americano e, ao mesmo tempo, acompanhar ao vivo o início de uma nova etapa de sua história.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Ignacia Fernández apresenta música de sua banda de death metal em competição de talentos do Miss Mundo 2026

 

Ignacia Fernández apresentou música de sua banda de death metal em competição de talentos do Miss Mundo 2026. A modelo de 28 anos, que é a vocalista da Decessus, apresentou a música autoral The Hollow Descent no evento que aconteceu na última terça-feira (25 de agosto), no Centro de Cultura Infantil de Nha Trang, no Vietnã.

Ela, no entanto, não venceu a competição de talentos. Quem levou a melhor foi Grace Richardson, que fez história ao se tornar a primeira representante da Inglaterra a vencer uma das provas classificatórias do Miss World.

Um momento que jamais esquecerei”, escreveu Ignacia em sua conta pessoal no Instagram. “Poder levar o metal ao palco do Miss Mundo e compartilhar uma parte de quem sou por meio da música foi uma experiência incrível”.

Todas as participantes da competição de talentos foram extraordinárias e únicas”, ressaltou Fernández. “O nível de talento foi realmente incrível, e quero parabenizar a Inglaterra por conquistar o primeiro lugar”.

A modelo é a frontwoman da Decessus, banda de death metal que iniciou os trabalhos em 2020. Mesmo com pouco tempo de vida, a banda já abriu shows para nomes internacionais como Insomnium, Jinjer e Epica. E mais, eles já fizeram shows na Finlândia e Alemanha.







Fonte: Rockbizz.com.br

Amon Amarth divulga o single Eight Legs Of Thunder, do próximo álbum The Allfather Awakens

 

O Amon Amarth divulgou o single Eight Legs Of Thunder, do próximo álbum The Allfather Awakens. Com um riff principal galopante e um refrão poderoso e contagiante, a faixa mergulha de cabeça na mitologia nórdica, enquanto o videoclipe transporta a história para um novo mundo inesperado: um faroeste norte-americano moderno e cru, repleto de cowboys, picapes e estradas abertas, com o próprio e mítico Sleipnir surgindo em uma sequência onírica e surreal.



O disco é uma obra avassaladora de 10 faixas com lançamento previsto para 02 de outubro pela Metal Blade. O álbum incluirá o single We Rule The Waves, que saiu no ano passado.

Atualmente, o Amon Amarth conta com os trabalhos de Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen (guitarra), Johan Söderberg guitarra), Ted Lundström (baixo) e Jocke Wallgren (bateria).

Track listing de The Allfather Awakens:

01. Gjallarhorn
02. Eight Legs Of Thunder
03. Kvasir’s Blood
04. We Rule The Waves
05. Upphaf
06. Die With A War Cry
07. Raven God
08. The Allfather Awakes
09. Oden’s Hunt
10. Ascending Like An Eagle






Fonte: Rockbizz.com.br


Kamelot lança o clipe de Sanctuary com participação da modelo Ignacia Fernández

 

O Kamelot lançou o clipe de Sanctuary com participação da modelo Ignacia Fernández. Além da cantora chilena, o som, bem como o seu audiovisual, possui a participação de Clémentine Delauney, frontwoman do austríaco Visions of Atlantis. Veja:





Dark Asylum, que vai sair em 28 de agosto via Napalm Records, teve a produção de Sascha Paeth (Avantasia, Shaman, Angra, Epica, Edguy e mais) e a mixagem e masterização de Jacob Hansen (Amaranthe, Volbeat, Epica, Primal Fear e Evergrey).

Dark Asylum contará com muitas participações especiais como Tobias Sammet (Avantasia, Edguy), Lea-Sophie Fischer (Eluveitie), Clémentine Delauney (Visions Of Atlantis), Ignacia Fernández (Decessus), Sara Leupold e Billy King.

Track listing de Dark Asylum:

01. Sanctorium
02. Ashen World (com Ignacia Fernández)
03. ⁠Dark Asylum
04. Sanctuary (com Clémentine Delauney & Ignacia Fernández)
05. Nocte Veritas
06. One Last Masquerade (com Tobias Sammet)
07. ⁠Ivy, My Dear
08. Godlike Alchemy
09. The Sleeping Mind (Orphic Paradigm)
10. Kaleidoscope
11. Enigma (Think Of Me)
12. Cassandra’s Disease
13. Beneath the Moon (Tunglið) (com Rannveig Sif Sigurðardóttir, Sólveig Sara Leupold, Lea-Sophie Fischer)
14. ⁠The Puppet King
15. ⁠Sanctum Requiem






Fonte: : Rockbizz.com.br

Jag Panzer confirma novo álbum em andamento após o elogiado “The Hallowed”

 

A Jag Panzer confirmou, por meio de suas redes sociais, que já trabalha em um novo álbum de estúdio. A banda norte-americana revelou que o projeto está atualmente na fase de composição, embora ainda mantenha em segredo o título do trabalho. Dessa forma, aumentando a expectativa dos fãs por uma nova produção após “The Hallowed”, lançado em 2023 pela Atomic Fire Records., sub-selo da Reigning Phoenix Music.

Em uma mensagem publicada no Facebook, o grupo apresentou alguns detalhes sobre o estágio atual do processo:

Jag Panzer News!
Um novo álbum está em andamento – SIM!
Status do novo álbum – Composição
Título – Temos um título, mas não vamos divulgá-lo agora
Capa – Dusan está retrabalhando uma gravura com mais de 300 anos
Produção – Voltando à velha escola (
Thane e Mech), com tudo no Morrisound com Jim Morris”.

Novo trabalho seguirá uma abordagem old school

Embora a Jag Panzer ainda não tenha anunciado uma data de lançamento, a escolha de Jim Morris para trabalhar no Morrisound Studios já indica uma direção bastante específica para a produção. Além disso, a banda pretende adotar novamente uma abordagem mais tradicional, com Thane e Mech envolvidos no processo de produção. Paralelamente, o artista Dusan trabalha em uma capa baseada em uma gravura com mais de três séculos de existência.


O futuro disco sucederá “The Hallowed”, trabalho conceitual de 2023 que apresentou uma narrativa de fantasia e destacou a combinação característica da Jag Panzer entre peso, melodias elaboradas e vocais marcantes. Agora, com novas composições tomando forma e uma produção assumidamente old school, o grupo parece disposto a continuar explorando a fórmula que consolidou sua identidade.

Uma referência do Heavy e Power Metal americano

Formada no Colorado em 1981, a Jag Panzer ocupa um lugar especial na história do Heavy Metal e do Power Metal norte-americano. Primordialmente por sua capacidade de unir agressividade, melodias e elementos épicos sem abandonar suas raízes. Ao longo de décadas, a banda construiu uma discografia cultuada e influenciou diferentes gerações de apreciadores do Metal tradicional.

Por isso, as expectativas para o sucessor de “The Hallowed” são altas. Ainda há poucas informações concretas sobre o material, mas a composição já está em andamento, o título está definido internamente e a produção pretende recuperar uma abordagem mais old school. No entanto, agora só resta esperar para descobrir como a Jag Panzer transformará essas primeiras ideias em seu próximo capítulo.


Ouça aqui !


Jag Panzer - The Hallowed (Full Album)






Fonte: Mundometabr.co


Carniça denuncia remoção de álbum pelo YouTube por causa da capa: “Tremenda censura”

 

A veterana banda gaúcha Carniça denunciou a remoção de Rotten Flesh, seu álbum de estreia, do YouTube e YouTube Music. Segundo o grupo, o motivo apresentado está relacionado à arte de capa do disco, considerada excessivamente violenta e incompatível com as diretrizes das plataformas.

Lançado originalmente em 1999, Rotten Flesh representa um dos primeiros registros da trajetória da banda de Thrash/Death Metal, formada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, em 1991. A retirada acontece justamente no ano em que o Carniça comemora 35 anos de atividade.

Para Mauriano Lustosa, vocalista, baixista e fundador do grupo, a decisão ultrapassa uma simples questão envolvendo regras de uma plataforma digital.

Isso foi uma tremenda censura e cerceamento de liberdade de expressão da nossa arte. É inadmissível que, em pleno 2026, artistas ainda sofram esse tipo de ação.”

A banda informou que já trabalha para tentar reverter a decisão e disponibilizar novamente o álbum nas plataformas.

Um disco lançado há 27 anos esbarra nas regras atuais das plataformas

A situação chama atenção principalmente pela idade da obra envolvida. Rotten Flesh chegou ao público há 27 anos, muito antes da existência do YouTube e das atuais políticas utilizadas pelas grandes plataformas para moderar conteúdo.

A capa acompanha o álbum desde seu lançamento e faz parte da estética adotada pelo Carniça em seu primeiro trabalho. Ainda assim, segundo o relato da banda, foi justamente a imagem que levou à remoção do material.

O episódio levanta uma questão recorrente para artistas de Metal extremo. Capas com violência gráfica, horror, morte e imagens perturbadoras fazem parte da identidade visual de diferentes vertentes do gênero há décadas. Trabalhos criados originalmente para formatos físicos agora precisam conviver com critérios de empresas responsáveis por distribuir grande parte da música consumida digitalmente.

Nesse cenário, obras antigas podem acabar submetidas retroativamente a regras que simplesmente não existiam quando foram concebidas.

Por outro lado, plataformas como o YouTube possuem seus próprios termos de utilização e políticas para conteúdos considerados violentos ou gráficos. A discussão, portanto, não está apenas na existência dessas regras, mas também em como elas são aplicadas quando o conteúdo em questão possui contexto artístico e histórico.


Rotten Flesh” ganhou versão remasterizada em 2016

Rotten Flesh recebeu uma nova edição em 2016, quando o Carniça comemorou 25 anos de carreira. Na ocasião, o álbum passou por remasterização e ganhou três faixas bônus.

O disco ajudou a estabelecer a identidade musical que acompanharia o grupo nas décadas seguintes, combinando Thrash Metal e Death Metal com elementos do Heavy Metal tradicional.

Posteriormente, a discografia ganhou sequência com Temple’s Fall… Time to Reborn (2011), Nations of Few (2013), Carniça (2017) e A New Medium Ages (2022).


Fonte: Mundometalbr.com




Paradise Inc. lança “Angel” e prepara primeiro álbum completo desde 2011

 

A banda paulista Paradise Inc. apresentou “Angel”, novo single de seu próximo álbum de estúdio. O disco terá 11 músicas autorais e será o primeiro trabalho completo do grupo desde Time, estreia lançada internacionalmente em 2011.

Disponível desde 20 de agosto, “Angel” foi gravada no Dharma Studios, em São Paulo, com produção, mixagem e masterização de Rodrigo Oliveira, baterista do Korzus. A faixa mantém o Hard Rock/AOR que acompanha a banda desde o primeiro disco, mas acrescenta elementos eletrônicos aos teclados, guitarras e refrões melódicos.

A composição também tem importância particular para Ivan Martins, atual vocalista do Paradise Inc. O músico conta que “Angel” marcou sua primeira contribuição como compositor desde que passou a integrar o grupo:

Essa música foi a minha primeira colaboração em termos de composição após me juntar ao projeto, o que a torna muito especial para mim.”

Musicalmente, a faixa começa de maneira mais contida e cresce conforme os instrumentos entram no arranjo. O baixo assume parte importante do riff, enquanto os teclados ajudam a construir a atmosfera antes da chegada de guitarras mais pesadas e do refrão.

O baixista Renato Rush destacou justamente essa construção gradual:

Ela começa com uma cara de balada, mas o arranjo vai crescendo sem perder a objetividade.”

Já o baterista Allan Juliano chama atenção para a combinação entre características tradicionais do Hard Rock e recursos mais atuais. Segundo ele, “Angel” traz guitarras fortes, melodias e refrões marcantes ao lado de elementos eletrônicos.


O álbum encerra uma espera que começou depois de Time. Lançado em 2011 pela gravadora alemã Avenue Of Allies, o primeiro disco colocou o nome do Paradise Inc. no circuito internacional do Rock melódico, assim como contou com participações de músicos como Doogie White, Alessandro Del Vecchio e Carsten “Lizard” Schulz.

Após um longo período sem material novo, a banda retomou as atividades fonográficas em dezembro de 2024 com “Take Me Higher”. Em fevereiro de 2025 chegou “Streets Of Neon Lights”, seguido por uma nova gravação de “Time” em julho daquele ano. “Angel” é o lançamento mais recente dessa sequência.

A formação atual reúne Ivan Martins nos vocais, Marcos Peres na guitarra, Renato Rush no baixo, Allan Juliano na bateria e Collins Freitas nos teclados.

Ainda não foi divulgada uma data oficial para o lançamento do segundo álbum




fonte: Mundometalbr.com

Documentário “Brasil Heavy Metal” chega gratuitamente ao YouTube dez anos depois de seu lançamento

 

Dez anos depois de seu lançamento original, um dos mais importantes registros audiovisuais sobre a música pesada brasileira finalmente ficará disponível gratuitamente ao público. O documentário Brasil Heavy Metal: Um Filme, Um Sonho, Uma Declaração de Amor ao Metal Brasileiro terá sua estreia mundial no YouTube no dia 7 de setembro de 2026, às 20h.

O filme completo será exibido no canal de Ricardo “Micka” Michaelis, diretor e idealizador do projeto. Durante a estreia, Micka também estará presente no chat ao vivo, acompanhando a sessão com o público.

Com 135 minutos de duração, Brasil Heavy Metal não é apenas um filme sobre bandas. É um documento histórico sobre a formação de uma cultura que nasceu longe das grandes estruturas da indústria musical e cresceu graças à obstinação de músicos, produtores, jornalistas, lojistas, fotógrafos, radialistas, fabricantes de instrumentos e, principalmente, fãs.

A história de uma cena construída coletivamente

O documentário concentra sua narrativa no período entre 1980 e 1989, década certamente decisiva para a consolidação do Heavy Metal brasileiro. A trajetória do gênero aparece apresentada em paralelo às profundas transformações políticas, sociais e culturais vividas pelo país, como os últimos anos da ditadura militar, o processo de abertura política, bem como o impacto provocado pela primeira edição do Rock in Rio, em 1985.

Para quem cresceu em uma época na qual discos importados eram raros, informações circulavam por cartas e fanzines e a simples descoberta de uma nova banda podia se transformar em uma aventura, o filme funciona inegavelmente como um poderoso reencontro com o passado.

As entrevistas e imagens de arquivo estão intercaladas com a história de dois adolescentes que descobrem o Heavy Metal e decidem montar uma banda. A dramatização representa milhares de jovens que encontraram na música pesada uma identidade, uma comunidade e uma forma de enfrentar as limitações daquele período.

Mais de 80 entrevistas foram realizadas em diferentes regiões do Brasil. Entre os personagens ligados ao filme aparecem nomes como André Matos, Andreas Kisser, Igor Cavalera, Marcello Pompeu, André Chamon, Carlos Lopes, Jack Santiago, China Lee, Nilton “Cachorrão” Zanelli e Luiz Calanca.

Bandas como Stress, Sepultura, Viper, Korzus, Dorsal Atlântica, Harppia, Salário Mínimo, Centúrias, Vulcano, Taurus e Azul Limão ajudam a reconstruir uma história que, durante muito tempo, permaneceu espalhada em recortes de jornais, fitas cassete, fotografias, cartazes e lembranças de quem viveu aqueles anos.

Um filme financiado pelos próprios headbangers

Idealizado por Ricardo “Micka” Michaelis, músico que integrou o Santuário e participou da histórica coletânea SP Metal II, o projeto começou a ser desenvolvido por volta de 2008 e atravessou quase uma década de pesquisa, entrevistas, captação de imagens e montagem.

A conclusão do trabalho foi viabilizada por meio de financiamento coletivo. Mais de mil headbangers apoiaram a campanha, cuja meta de R$ 80 mil foi ultrapassada. Colaboradores receberam mais de duas mil recompensas, incluindo DVD, CD, camisetas, pôsteres e edições especiais.

O filme integrou a Competição Nacional do In-Edit Brasil em 2016 e voltou a ser exibido na Cinemateca Brasileira em 2022, dentro de uma programação especial dedicada ao Heavy Metal.

Sua chegada gratuita ao YouTube representa, portanto, muito mais do que uma nova janela de exibição. É a devolução de uma memória construída coletivamente ao público que ajudou a torná-la possível.



Em um país que frequentemente trata sua história musical de maneira seletiva, disponibilizar Brasil Heavy Metal integralmente também significa preservar relatos, imagens e personagens que poderiam desaparecer com o tempo.





Stress: os pioneiros que deram voz ao filme

Não seria possível falar sobre as origens do Heavy Metal brasileiro sem destacar o papel fundamental do Stress.

Formado em Belém do Pará ainda em 1974, inicialmente com o nome Pingo D’Água, o grupo adotou definitivamente o nome Stress em 1977. Seu álbum homônimo, lançado em 1982, recebeu amplo reconhecimento como o primeiro disco de Heavy Metal gravado no Brasil.


Em uma época na qual a cena praticamente não possuía estrutura, o Stress ajudou a provar que era possível produzir música pesada no país com identidade própria e letras em português. Sua influência atravessou fronteiras regionais e alcançou diferentes gerações de músicos brasileiros.

Décadas depois daquele primeiro álbum, a banda voltou a assumir um papel central na preservação dessa memória. Roosevelt “Bala” Cavalcante compôs “Brasil Heavy Metal” especialmente para o projeto de Micka Michaelis.

Ao ouvir a gravação, o diretor percebeu que aquela música traduzia em letra, melodia e sentimento a experiência de toda uma geração. Ela não apenas foi escolhida como tema do documentário, mas ganhou uma gravação histórica reunindo 16 vocalistas da cena brasileira dos anos 1980.

O resultado transformou “Brasil Heavy Metal” em um verdadeiro manifesto. Assim, a canção deixou de representar somente a trajetória do Stress para se tornar uma celebração dos músicos, fãs e trabalhadores que levantaram a bandeira do Metal nacional quando quase ninguém mais acreditava naquela música.

Do documentário para o palco do Mundo Metal Fest


Pouco mais de dois meses após a estreia do documentário no YouTube, o público de São Paulo poderá celebrar essa história diante de um de seus principais protagonistas.

O Stress será o headliner da primeira edição do Mundo Metal Fest, marcada para o dia 21 de novembro de 2026, na Burning House, em São Paulo. A apresentação encerrará a noite e marcará o retorno dos pioneiros paraenses à capital paulista.

A formação atual reúne Roosevelt Bala no baixo e nos vocais, André Chamon na bateria e Frank Sagica na guitarra. Além de manter vivos os clássicos de sua trajetória, o grupo trabalha em novas composições para um futuro álbum de estúdio.

O encontro carrega um significado especial: depois de assistir à história do nascimento do Metal brasileiro na tela, o público terá a oportunidade de encontrar no palco a banda que ajudou a escrever seus primeiros capítulos.

O festival também receberá Paradise In Flames, Stormsorrow, Deathgeist e Exkil. O elenco reúne artistas de diferentes regiões, gerações e vertentes, dessa forma aproximando nomes históricos de bandas que representam a continuidade e a renovação do underground brasileiro.

Essa união dialoga diretamente com a mensagem de Brasil Heavy Metal: nenhuma cena sobrevive apenas de nostalgia. A memória precisa abrir caminhos para que novas bandas, produtores, veículos e eventos possam continuar escrevendo essa história.

Vida longa ao Metal do Brasil

A estreia gratuita de Brasil Heavy Metal e a realização da primeira edição do Mundo Metal Fest acontecem em momentos diferentes, mas representam partes de um mesmo movimento.

De um lado, existe o necessário trabalho de preservar a memória daqueles que construíram a cena. Do outro, a responsabilidade de criar palcos e oportunidades para que o Metal brasileiro permaneça vivo, relevante e capaz de alcançar novas gerações.

Entre o filme e o festival está o Stress: banda pioneira, personagem fundamental do documentário, bem como a criadora da música que se transformou em seu maior símbolo.

Dez anos depois, Brasil Heavy Metal finalmente poderá ser visto gratuitamente por todos. E sua história continuará ecoando, não apenas nas telas, mas também nos amplificadores da Burning House.

Vida longa ao Metal do Brasil.



Fonte: Mundometalbr.com