O
sueco Soilwork lançou o novo single Night Whispers & Shining
Lights, coroando um ano monumental em celebração aos 30 anos da
banda. O lançamento chegou em pleno andamento da grandiosa turnê
europeia do grupo ao lado de Amon Amarth e Orbit Culture.
Trazendo
a fusão característica de riffs afiados, melodias marcantes e
refrãos épicos, Night Whispers & Shining Lights prova que os
gigantes suecos continuam entregando uma energia avassaladora e
definidora do gênero, mesmo após três décadas de uma trajetória
lendária.
O
líder e vocalista da banda, Björn “Speed” Strid, comentou:
“Night Whispers & Shining Lights é uma joia escondida que
ficou guardada por alguns anos, mas que celebra nossos 30 anos e o
início da turnê com o Amon Amarth e o Orbit Culture em grande
estilo. Esperamos que vocês curtam tanto quanto nós! Nos vemos nos
palcos em breve”.
Formada
originalmente no final de 1995 sob o nome Inferior Breed, a banda
mudou seu nome para Soilwork em 1996. Originários da pequena cidade
de Helsingborg, eles rapidamente cavaram seu próprio espaço no
cenário do metal sueco, fundindo com maestria os elementos
fundamentais do melodic death metal com riffs de power groove e
ganchos melódicos marcantes.
Para
celebrar este grande marco de 30 anos, Björn e a banda vêm
promovendo uma retrospectiva especial ao longo de todo o ano de 2026.
A cada mês, o grupo mergulha em sua extensa discografia, destacando
dois álbuns por vez para compartilhar registros inéditos de
estúdio, raridades da mídia e histórias bastantes íntimas dos
bastidores com fãs de todo o mundo.
Night
Whispers & Shining Lights funciona tanto como uma celebração
dessa rica história quanto como um olhar firme e potente em direção
ao futuro.
Além
de Björn “Speed” Strid, o Soilwork conta com os trabalhos de
Simon Johansson (guitarra), Sven Karlsson (teclado), Sylvain Coudret
(guitarra), Bastian Thusgaard (bateria) e Rasmus Ehrnborn (baixo)
A
banda americana de Death
MetalObituary
lançará versões remasterizadas dos álbuns “Xecutioner’s
Return”
(2007) e “Darkest
Day”
(2009) em 11 de dezembro, pela Relapse
Records.
Os discos voltarão ao mercado em formatos físicos e chegarão às
plataformas de streaming pela primeira vez. Em comunicado, o grupo
celebrou a oportunidade de disponibilizar novamente os trabalhos.
Além disso, homenageou dois músicos importantes de sua história: o
baixista Frank
Watkins
e o guitarrista Ralph
Santolla.
“Estamos
muito empolgados com os relançamentos remasterizados de
‘Xecutioner’s
Return’
e ‘Darkest
Day’.
Esses álbuns não estão disponíveis há muitos anos, e é ótimo
saber que em breve os fãs finalmente poderão adquiri-los. Isso dará
a todos a oportunidade de apreciar e recordar Frank
Watkins
e as últimas gravações do Obituary
com ele, além de permitir que os fãs celebrem os solos incríveis e
cheios de técnica que Ralph
Santolla
gravou nesses discos durante seu período conosco.
Descansem
em paz, nossos dois irmãos… vocês se foram, mas não foram
esquecidos.”
Os
relançamentos estarão disponíveis em LP, álbum duplo em vinil
(2LP), CD e fita cassete. Os fãs já podem fazer a
pré-venda pelo site oficial da Relapse
Records.
Além da remasterização de “Xecutioner’s
Return”,
originalmente lançado em 2007, a nova edição de “Darkest
Day”
trará duas faixas bônus: “Dethroned
Emperor”,
cover do Celtic
Frost,
e uma versão de “Slowly
We Rot”
gravada em 2008. Ambas apareceram originalmente no EP “Left
To Die”,
lançado naquele mesmo ano.
Dois
capítulos da trajetória do Obituary
Batizado
em referência ao nome original da banda, Xecutioner,
“Xecutioner’s
Return”
marcou o retorno do grupo em 2007 com riffs pesados, andamento
agressivo e o groove característico de sua sonoridade. Na época, o
disco foi uma demonstração de Death
Metalold-school
com uma pegada orgânica e uma atmosfera sombria.
Lançado
posteriormente, “Darkest
Day”
deu continuidade a essa abordagem, com destaque para os riffs
cadenciados e o peso que ajudaram a consolidar a identidade do
Obituary
dentro do Death
Metal.
Os dois trabalhos também registram a participação de Frank
Watkins
e Ralph
Santolla,
cuja contribuição a banda faz questão de celebrar nos novos
relançamentos.
Em
2022, a Decibel
Books
publicou “Turned
Inside Out: The Official Story Of Obituary”,
biografia oficial autorizada do grupo escrita por David
E. Gehlke,
autor de livros sobre Chuck
Schuldiner,
do Death,
e a gravadora Noise
Records,
entre outros nomes importantes da música pesada.
O
guitarrista Dino
Cazares,
do Fear
Factory,
afirmou que o próximo álbum de estúdio da banda explorará
diferentes caminhos musicais sem abandonar os elementos que definem
sua identidade. Em entrevista ao GRIMM
Gent,
o músico comentou o single “Roboticist”,
lançado no fim de agosto pela Nuclear
Blast.
Do mesmo modo, antecipou que o restante do disco também apresentará
novas abordagens. A faixa marca a estreia em gravações de Milo
Silvestro
nos vocais e Pete
Webber
na bateria integrantes da formação de turnê há mais de três anos
e meio.
Cazares
explicou que a composição surgiu originalmente como uma faixa
instrumental, criada três anos antes para demonstrar os recursos de
seu plugin Toneforge
Disruptor.
A música explorava timbres limpos, texturas lo-fi, diferentes
distorções e afinações mais graves. A entrada de Milo
Silvestro,
porém, deu ao material o impulso necessário para chegar ao público.
“Quando
Milo
entrou e cantou sobre a música, e fez o refrão, pensei: ‘É isso.
É isso’. Ela precisava ser lançada. Também fizemos alguns
pequenos rearranjos. A parte intermediária costumava ser o trecho
final da música, mas mudamos isso. No vídeo original que fiz três
anos atrás para a versão instrumental, eu tocava duas guitarras
diferentes, uma de sete cordas e outra de oito. Agora, uso apenas uma
guitarra de oito cordas, um modelo de assinatura da Kiesel.
Fizemos alguns ajustes para os vocais, e o resultado ficou ótimo.”
O
guitarrista também comentou as reações divergentes à nova
formação, principalmente as comparações entre Silvestro
e o antigo vocalista Burt
Burton C. Bell.
Não
entendo por que as pessoas precisam dizer isso, porque o Fear
Factory
é basicamente o meu estilo. Já li muitos comentários dizendo: ‘É
parecido demais com o Fear
Factory’,
‘Não parece o suficiente com o Fear
Factory’,
‘Ele é parecido demais com Burt’
ou ‘Não é parecido o suficiente com Burt’.
Você não consegue vencer. Então você lança a música e espera
pelo melhor.”
Próximo
disco terá outras facetas do Fear Factory
Apesar
das opiniões divididas, Dino
afirmou estar satisfeito com o novo material e ansioso para que os
fãs conheçam o álbum completo.
“Eu,
pessoalmente, adoro a música nova. Adoro o disco que está por vir e
mal posso esperar para que as pessoas ouçam o restante. Ele é
diverso. Tem muitos elementos do Fear
Factory
que as pessoas conhecem, mas também explora outras coisas. E, claro,
Milo
introduz diferentes estilos vocais. Queríamos lançar algo direto,
uma música curta e matadora. Acho que a próxima faixa que
lançaremos também será um pouco diferente. Mas você ainda vai
dizer: ‘Certo, isso continua sendo Fear
Factory’.
A fórmula ainda estará lá, sim, mas haverá novos elementos.”
Inteligência
artificial e a relação entre humanos e máquinas
As
letras também darão continuidade à
reflexão sobre tecnologia e à relação entre seres humanos e
máquinas,
tema presente desde “Soul
Of A New Machine”,
álbum de estreia lançado em 1992. Cazares
explicou que não pretende revelar todo o conceito do novo trabalho.
Todavia, adiantou que as composições abordarão questões que
ganharam ainda mais relevância com o avanço da inteligência
artificial.
Para
o guitarrista, a IA
já está profundamente integrada ao cotidiano, dos celulares e
aplicativos aos algoritmos e processos de criação. Ele reconheceu
que a tecnologia apresenta vantagens e desvantagens, mas criticou a
falta de controle dos usuários sobre o uso de seus dados. Além dos
recursos naturais necessários para manter grandes centros de
processamento. Também apontou uma contradição nas críticas
publicadas na internet: muitas pessoas usam as próprias plataformas
digitais para reclamar de uma tecnologia presente nesses ambientes.
Ao
recordar o álbum “Obsolete”,
lançado em 1998, Dinocitou
exemplos de mudanças que a banda já abordava naquela época, como o
declínio das revistas impressas de música e a transformação das
rádios tradicionais em serviços cada vez mais digitais. Para ele, a
relação entre humanidade e tecnologia continua mudando, e o Fear
Factorypretende
explorar os novos desdobramentos desse cenário nas próximas
composições.
Turnês
e nova formação
Produzida,
gravada, mixada e masterizada por Damien
Rainaud,
“Roboticist”
chegou acompanhada de um videoclipe cinematográfico dirigido por
Vincente
Cordero
e produzido por Arion
Csihar.
O lançamento coincidiu com a turnê europeia Cybernetic
Domination,
que contou com Crystal
Lake,
Hate
e The
Nocturnal Affair
e terminou em 10 de outubro, em Londres.
A
banda também anunciou uma turnê pelos Estados
Unidos
em novembro de 2026, com Darkest
Hour
e Brotality,
após uma série de shows em conjunto com o Mushroomhead.
A entrada de Milo
Silvestro
foi anunciada oficialmente em fevereiro de 2023, e ele e Pete
Webber
fizeram seu primeiro show como atração principal do Fear
Factory
em 5 de maio daquele ano, no Whisky
A Go Go,
em West
Hollywood,
na Califórnia.
Com
a chegada do baixista sueco Tobias Cristiansson, banda inicia uma
nova fase e antecipa seu segundo álbum de estúdio, previsto para
março de 2027 pela Fireflash Records
O
Dieth está de volta, mais pesado e agressivo do que nunca! A banda
acaba de lançar “Pound of Flesh”, seu novo single acompanhado de
um videoclipe oficial, marcando o início de um novo capítulo em sua
trajetória. A faixa apresenta a atual formação do grupo, que agora
conta com o experiente baixista sueco Tobias Cristiansson (Grave,
Necrophobic, ex-Dismember), e oferece uma primeira amostra do segundo
álbum de estúdio, previsto para março de 2027, pela Fireflash
Records.
Sem
espaço para concessões, “Pound of Flesh” mergulha em uma
combinação devastadora de death e thrash metal, conduzida por riffs
cortantes, velocidade e uma atmosfera de brutalidade implacável. A
composição evidencia a proposta musical do Dieth nesta nova etapa,
apostando em uma sonoridade direta, intensa e visceral.
A
inspiração para a letra vem de um dos episódios mais sangrentos da
história europeia: o Saque de Magdeburgo, ocorrido em 1631, durante
a Guerra dos Trinta Anos. A partir desse acontecimento, a banda
estabelece uma conexão perturbadora entre as atrocidades do passado
e os conflitos armados que continuam devastando populações ao redor
do mundo.
Longe
de qualquer glorificação da violência, “Pound of Flesh” expõe
as consequências mais cruéis da guerra: cidades reduzidas a
escombros, vidas interrompidas e vítimas esquecidas. O refrão,
marcado pelas expressões “Pound of Flesh” e “Beating Heart”,
reforça a mensagem central da composição: independentemente das
disputas políticas, territoriais ou ideológicas, são as vidas
humanas que representam o verdadeiro preço de qualquer conflito.
Essa
abordagem também ganha força no videoclipe oficial, que traduz a
violência da narrativa em uma sequência de imagens impactantes.
Intercalando cenas de performance da banda com representações
gráficas de carne sendo cortada, dilacerada e destruída, a produção
acompanha a escalada de brutalidade descrita na letra, passando de
“Beating Heart” para “Ripped Apart” e culminando em “World
Torn and Marred”.
Para
o vocalista e guitarrista Guilherme Miranda, a música representa
exatamente a intensidade que o grupo pretende imprimir nesta nova
fase.
“‘Pound
of Flesh’ é brutal, e é exatamente isso que eu queria para essa
música. Musicalmente e liricamente, essa é uma das minhas coisas
favoritas que já fizemos, e estou muito animado porque é um novo
capítulo para o Dieth. Nova música, nova formação, novo vídeo,
novo álbum a caminho – mal posso esperar para vocês ouvirem e
verem no que temos trabalhado”, comenta o músico.
Além
de Guilherme Miranda (guitarra e vocal) e do recém-chegado Tobias
Cristiansson (baixo), a formação atual reúne Michał Łysejko
(bateria) e Hubert Więcek (guitarra).
Com
“Pound of Flesh”, o Dieth dá o primeiro passo rumo ao seu
próximo trabalho de estúdio, deixando claro que a nova formação
chega disposta a explorar os limites da agressividade musical. O
lançamento abre caminho para uma fase que promete consolidar ainda
mais a identidade do grupo dentro do metal extremo.
A
edição de 40º aniversário do clássico álbum “Orgasmatron”,
do MOTÖRHEAD, será disponibilizada em 6 de novembro A edição
de 40º aniversário do clássico álbum “Orgasmatron”, do
MOTÖRHEAD, será disponibilizada em 6 de novembro via BMG.
Seguindo
na celebração de 40 anos, “Orgasmatron” engrena a marcha mais
alta com “Built For Speed”, o segundo single da novíssima
remixagem do álbum completo feita por Cameron Webb, criada a partir
das multifaixas originais. Um clássico do MOTÖRHEAD com carga total
e presença constante nos shows, “Built For Speed” faz exatamente
o que promete: riffs enormes, o baixo e os vocais inconfundíveis de
Lemmy e um ataque implacável do início ao fim.
Lançado
originalmente em 1986, “Orgasmatron” contou com a formação de
Lemmy, Phil Campbell, Würzel e Pete Gill. O trabalho marcou um novo
capítulo para a banda, avançando ainda mais em um território mais
pesado, ao mesmo tempo em que mantinha a velocidade, a agressividade
e a energia bruta que definiram o MOTÖRHEAD desde o início.
A
produção do álbum foi objeto de muita discussão entre a banda e
seus fãs, mas por baixo dela havia uma coleção formidável de
músicas. “Orgasmatron”, “Deaf Forever” e “Built For Speed”
tornaram-se partes fundamentais do repertório ao vivo do MOTÖRHEAD,
enquanto a combinação de influências de hard rock, heavy metal e
punk deu ao disco um caráter totalmente próprio. Quatro décadas
depois, “Orgasmatron” ocupou seu lugar como um dos registros mais
distintos e respeitados do catálogo do MOTÖRHEAD.
Agora,
40 anos após seu lançamento original, “Orgasmatron” é
revisitado em uma nova edição comemorativa que explora tanto o
álbum em si quanto a história por trás de sua criação. As
gravações originais de estúdio foram remasterizadas para o
aniversário e cortadas em meia velocidade a partir das fitas
originais, enquanto o colaborador de longa data do MOTÖRHEAD,
Cameron Webb, criou uma nova remixagem e remasterização a partir
dos stems originais.
A
equipe do MOTÖRHEAD explica: “‘Orgasmatron’ é um álbum
especial. Parte disso se deve à produção estilizada de Bill
Laswell, que abordou o trabalho a partir de uma perspectiva única. O
trabalho de Bill se sustenta por si só como algo especial na
biblioteca do MOTÖRHEAD, e ‘Orgasmatron’ se destaca como um puta
álbum. No entanto, houve alguma controvérsia no sentido de que
tanto Lemmy quanto Phil Campbell sentiram que parte da força, da
morde e da energia havia se perdido na entrega final de Laswell.
“Como
fãs das antigas do MOTÖRHEAD, nos vimos sentados ao redor da mesa
de centro uma noite, vários meses atrás, com copos na mão,
refletindo sobre como ‘Orgasmatron’ soaria se fosse mixado pelo
produtor de longa data do MOTÖRHEAD, Cameron Webb. Cameron comandou
seis álbuns de estúdio e é justo dizer que ele tinha a confiança,
o amor — e as reclamações também! — de Lem, Phil e Mikkey.
Seria ‘correto’ perguntar a ele se ele queria tentar mixar
‘Orgasmatron’? Seria desrespeitar o álbum original se
oferecêssemos tal coisa ao lado do trabalho original de Bill?
Concluímos um grande ‘não’! Seria uma aventura adicional se as
pessoas quisessem encarar. Então perguntamos a Cameron se ele estava
topando. E ele gritou um ‘sim’ bem entusiasmado!
Um
vídeo filmado profissionalmente do NEVERMORE tocando a música “The
River Dragon Has Come” na edição de 2026 do festival Bloodstock
Open Air em 8 de agosto em Catton Park, Walton-on-Trent, Reino Unido,
pode ser visto abaixo.
Como
relatado anteriormente, o NEVERMORE retornará à estrada na próxima
primavera para a turnê europeia “Liminal Spaces” 2027, uma turnê
principal de 21 datas que começará em Berlim em 29 de abril e
levará a banda por toda a Europa antes de culminar com dois shows na
Turquia no final de maio — um retorno apropriado ao país onde este
novo capítulo do NEVERMORE subiu ao palco pela primeira vez.
Juntando-se
ao NEVERMORE como convidados especiais nas datas europeias estarão
RIVERS OF NIHIL e URNE, reunindo três forças distintas para um
pacote de turnê formidável.
Antes
de pegar a estrada novamente, o NEVERMORE continuará os trabalhos em
seu altamente antecipado novo álbum.
O
NEVERMORE entra em 2026 com propósito, fogo e um sentido claro de
quem eles são. Forjada após o SANCTUARY, a banda construiu um som
definido por musicalidade precisa, composições destemidas e
intensidade emocional. Desde sua estreia homônima em 1995 até
lançamentos marcantes como “Dead Heart In A Dead World” e “This
Godless Endeavor”, o NEVERMORE construiu uma legião de fãs global
e uma reputação como uma das vozes mais distintas do metal moderno.
Agora
esse legado segue em frente sob a liderança do guitarrista Jeff
Loomis e do baterista Van Williams, acompanhados pelo guitarrista
Jack Cattoi, pelo baixista Semir Özerkan e pelo vocalista Berzan
Önen. Após anos separados, a faísca que acendeu a banda pela
primeira vez retornou com um foco renovado. Para Van, o momento
parece natural.
“Isso
vem se desenrolando há bastante tempo e acabou de começar a se
manifestar no agora”, diz Van. “Então, qual momento é melhor
para dar o pontapé inicial do que agora?”
Músicas
novas já estão tomando forma. Van sorri com os resultados iniciais.
“Se a nova música tivesse que ser descrita por uma palavra, essa
palavra teria que ser deliciosa”, diz ele. “Porque é tão boa
que vai deixar você com fome de mais.” O processo de composição
está se desenrolando ao lado das preparações para o palco, com a
banda focada igualmente em honrar o catálogo e construir o que vem a
seguir.
A
adição de Berzan sinalizou uma evolução poderosa. Jeff se lembra
da primeira vez que viu o vídeo de audição de Berzan. “Ele
realmente se destacou fortemente de muitas maneiras logo na primeira
escuta”, diz o guitarrista. “Eu pude realmente sentir a emoção
e a paixão quando o ouvi cantar pela primeira vez. Ele não estava
apenas fazendo por fazer.” A conexão foi imediata. “Eu pude
perceber de cara que ele era um fã do canto do falecido cantor do
NEVERMORE, Warrel Dane, apenas pelo jeito que ele interpretava e
dizia certas palavras. Eu fiquei realmente impressionado ao assistir
pela primeira vez.”
Em
uma nova entrevista para o Laughing Monkey With Shawn Ratches, o
baixista e vocalista do BIOHAZARD, Evan Seinfeld, falou sobre o álbum
mais recente da banda reunida, “Divided We Fall”, que foi gravado
e lançado em 2025 depois que ele e seus companheiros de banda
passaram dois anos em turnê pelo mundo.
“Escute,
a razão pela qual o novo álbum do BIOHAZARD, ‘Divided We Fall’,
soa como soa, o que parece — pelo feedback que recebemos, as
resenhas, eles dizem, ‘Isso é como um ‘Urban Discipline 2.0′.
É como se vocês tivessem voltado para 1994 e como se tivessem
pegado um pedaço do tempo,’ mas soa moderno porque Matt Hyde o
produziu, que produziu SLAYER e HATEBREED.”
Evan
continuou dizendo que “Divided We Fall” é de longe o álbum mais
bem produzido do BIOHAZARD até agora. “E eu também acho que são
algumas das melhores performances vocais que já fizemos,” ele
adicionou. “A bateria do Danny [Schuler] é excelente. A guitarra
solo do Bobby [Hambel], acho que é a melhor dele. E os vocais do
Billy [Graziadei] são os melhores, eu acho, que já foram. E a forma
como interagimos uns com os outros entre as músicas e vamos e
voltamos — nós temos uma fórmula e ela funciona.”
Seinfeld
admitiu que inicialmente estava inseguro sobre qual direção musical
o novo álbum do BIOHAZARD deveria seguir, não tendo gravado nada
com o grupo desde o trabalho “Reborn In Defiance”, de 2012.
“Eu
estava um pouco confuso quando estávamos escrevendo porque nos
reunimos e apenas saímos e fizemos alguns shows, e imediatamente
houve essa enorme demanda e fomos reservados para turnê, e estávamos
tocando e tocando e tocando e tocando,” ele explicou. “E de
repente a BLKIIBLK [o selo de heavy metal da Frontiers Label Group]
nos contata. Eles dizem, ‘Ei, queremos que vocês sejam a primeira
banda que vamos assinar, e queremos apoiar vocês fazendo um novo
álbum.’ E eu começo a pensar na minha cabeça, tipo, ‘Como
contribuo para isso para ajudar a reinventar o que é o BIOHAZARD.’
Os caras originais de 1989 vão fazer um disco, e queremos respeitar
nosso legado, e queremos dar aos nossos fãs o que eles querem, mas
ainda queremos crescer e evoluir como artistas. É um lugar difícil.
E na minha cabeça, eu ficava pensando em algo diferente e novo. E
Matt Hyde se voltou para nós e disse, ‘Vocês estão pensando
demais nisso. Vocês são o BIOHAZARD. Façam um disco do BIOHAZARD.’
Ele disse, ‘Pensem sobre o que vocês estavam escrevendo naquela
época e apenas fluam.’ Ele disse, ‘Vocês não precisam tentar
fazer diferente. Tentem fazer como vocês fazem.’ Você não vai à
Joe’s Pizza em Nova York na 6th Avenue com Bleecker e Carmine para
eles terem alguma variação. Você quer a coisa pura.”
Elaborando
sobre o motivo de achar que “Divided We Fall” soa tão semelhante
aos primeiros álbuns clássicos do BIOHAZARD, Evan disse: “Você
quer ouvir algo interessante? Eu estava em uma entrevista. Esqueci —
era Metal Hammer ou algo assim, e o cara disse para mim, ele disse,
‘Há esse enorme ressurgimento de todas essas bandas dos anos 90, e
até algumas dos anos 80 agora estão maiores do que nunca.’ E eu
não sabia para onde ele estava indo com isso. E ele começa a nomear
todas as bandas com as quais temos tocado em festivais. E eu não
entendo para onde ele está indo com isso, e ele diz, ‘Quero que
você saiba que tenho feito minha pesquisa, e o BIOHAZARD é a única
banda na cena hardcore, na cena metal underground, onde é a banda
original.’ Danny entrou na banda no final de 1989, ou 1990, no
início de 1990. E nosso primeiro baterista, [Anthony] Meo, faleceu
recentemente, mas quando Danny entrou na banda, foi aí que se tornou
uma banda de verdade, e conseguimos um contrato de gravação e
saímos em turnê. E 38 anos depois, os mesmos quatro caras estão
aqui, e isso é realmente um testamento do nosso comprometimento com
o que fazemos. E é incrível que estejamos todos vivos. Todo mundo
está em boa forma.”
“Divided
We Fall” chegou em outubro de 2025 via BLKIIBLK. As sessões de
gravação para o LP ocorreram no Shorefire Recording Studios em Long
Branch, Nova Jersey e no The Hydeaway em Van Nuys, Califórnia, com
engenharia de Joseph DeMaio e gravação adicional de Matt Hyde. As
funções de técnica de guitarra e produção foram tratadas por
Phil Caivano.
O
primeiro show de reunião da formação clássica reunida do
BIOHAZARD ocorreu em maio de 2023 no Milwaukee Metal Fest em
Milwaukee, Wisconsin.
Antes
da reunião mais recente do BIOHAZARD, o grupo, que é reconhecido
como um dos primeiros a fundir hardcore punk e heavy metal com
elementos de hip-hop, esteve fora dos olhos do público desde que
Scott Roberts deixou a banda há mais de 10 anos.
Roberts,
que tocou guitarra no álbum “Means To An End”, de 2005 do
BIOHAZARD, voltou ao grupo em junho de 2011 como substituto de
Seinfeld. Scott esteve à frente do BIOHAZARD por quase cinco anos
antes de sair da banda em fevereiro de 2016.
O ultimo album do Biohazard lancado em 2025 chama-se: Divided We Fall.