quarta-feira, 17 de junho de 2026

Max Cavalera relembra criação de “Chaos A.D.” e explica por que o Sepultura decidiu abandonar a fórmula de “Arise”

 

Em meio à turnê que celebra um dos álbuns mais importantes da história do Metal brasileiro, Max Cavalera voltou a revisitar o processo criativo de “Chaos A.D.”, trabalho lançado em 1993 e responsável por levar o Sepultura a um novo patamar de reconhecimento internacional. Ao lado do irmão Igor Cavalera, o músico tem apresentado o disco na íntegra em uma série de shows pela Europa e América do Norte, ao mesmo tempo em que compartilha histórias dos bastidores de sua criação.

Quando chegou às lojas, “Chaos A.D.” representou uma mudança significativa na trajetória do grupo. Após a sequência formada por “Schizophrenia” (1987), “Beneath The Remains” (1989) e “Arise” (1991), álbuns que ajudaram a consolidar a reputação da banda dentro do Death/Thrash Metal, o quarteto decidiu seguir por um caminho menos previsível. Em vez de repetir a fórmula que os havia tornado uma referência mundial do gênero, o Sepultura passou a incorporar elementos de Groove Metal, Hardcore/Punk e até mesmo passagens industriais em sua sonoridade.

A aposta deu resultado. Com faixas como “Refuse/Resist”, “Territory”, “Slave New World”, “Propaganda” e “Biotech Is Godzila”, o álbum conquistou espaço na imprensa especializada de diversos países e ajudou a transformar o grupo em um fenômeno global.

O álbum que expandiu as fronteiras do Sepultura

Além da evolução musical, “Chaos A.D.” também chamou atenção pelo conteúdo de suas letras. Questões políticas, conflitos sociais, violência urbana, manipulação midiática e críticas ao sistema aparecem ao longo de todo o trabalho. Canções como “Refuse/Resist” tornaram-se verdadeiros hinos da banda, enquanto “Biotech Is Godzilla”, escrita por Jello Biafra, trouxe discussões sobre biotecnologia e teorias conspiratórias para dentro do repertório.

O sucesso comercial certamente acompanhou a repercussão artística. Ao lado de “Roots” (1996), “Chaos A.D.” tornou-se um dos discos mais bem-sucedidos da carreira do Sepultura, alcançando inclusive certificação de ouro nos Estados Unidos ao ultrapassar a marca de 500 mil cópias vendidas. O álbum também ajudou a ampliar a presença da banda em diferentes mercados, fortalecendo seu nome como uma das maiores exportações do metal brasileiro.

A identidade visual do trabalho também marcou época. Dessa forma, a arte foi criada especialmente para o álbum pelo renomado ilustrador Michael Whelan, responsável pelas capas de “Beneath The Remains” e “Arise”. Diferentemente dos trabalhos anteriores, “Chaos A.D.” recebeu uma ilustração inédita desenvolvida especificamente a partir do conceito proposto pelos músicos.

Uma nova geração descobrindo os clássicos

Mais de três décadas após seu lançamento, o álbum continua atraindo novos ouvintes. Durante entrevista ao Mystic Festival, da Polônia, Max Cavalera comentou como tem sido tocar o repertório completo ao lado de Igor Cavalera.

Segundo o músico, a experiência tem um significado especial porque permite apresentar essas músicas para fãs que jamais tiveram a oportunidade de assistir à formação clássica executando o material ao vivo.

“Acho que é a melhor sensação possível porque nós amamos esse material. Prestamos homenagem àquela era. Existe toda uma nova geração de fãs que nunca teve a chance de ver a formação original tocando essas músicas.”

O vocalista e guitarrista também destacou a formação atual da banda que acompanha os irmãos na estrada. Ela é composta pelo guitarrista Travis Stone e pelo baixista Igor Amadeus Cavalera, filho de Max.

“A banda é incrível porque você tem eu e o Igor como os caras mais velhos, e o Travis e meu filho Igor como os jovens. Eles trazem juventude, trazem energia. Quando olho para os lados no palco, eles estão enlouquecendo porque amam esse disco.



 

 Por que o Sepultura não fez “Arise Part II”

Ao recordar o período de composição de “Chaos A.D.”, Max Cavalera revelou que a banda sabia que enfrentaria uma decisão importante após “Arise”. Muitos esperavam uma continuação direta daquele estilo, mas o grupo preferiu seguir em outra direçã.

 “É bem diferente de ‘Arise’. Eu me lembro de muita gente perguntando: ‘Eles vão fazer um ‘Arise Part II’ ou tentar algo diferente?’. E nós escolhemos a segunda opção.”

Na visão do músico, superar a sequência formada por “Schizophrenia”, “Beneath The Remains” e “Arise” seria uma tarefa praticamente impossível.

“Eu adoro ‘Arise’, mas é difícil superar aquilo. Entre ‘Schizophrenia’, ‘Beneath The Remains’ e ‘Arise’, existe uma trilogia de discos de death-thrash quase perfeitos. É muito difícil superar isso.”

 Diante desse cenário, a banda optou por desacelerar o andamento das músicas e buscar composições mais diretas e impactantes.

“Seguimos por outra estrada. Queríamos desacelerar tudo, simplificar e tentar criar músicas mais sólidas.”

O próprio Max admite que vê “Chaos A.D.” como um trabalho peculiar dentro da discografia do grupo. Ele cita faixas como “We Who Are Not As Others” e “Kaiowas” como exemplos da liberdade criativa que dominava o processo naquele momento.

“É um disco estranho para mim também. Tem várias músicas quase instrumentais. Além disso, colocamos um cover do New Model Army no meio do álbum. Nós adorávamos a banda e pensamos: ‘Que se dane, vamos colocar isso no disco’. Era assim que fazíamos as coisas. Não existiam regras.”

 

 Fonte: Mundometabr.com

Faith No More retorna às turnês em 2027 com acordo com empresa brasileira



 O FAITH NO MORE está sugerindo um possível retorno aos palcos para o próximo ano. A influente banda californiana de alt-metal compartilhou uma imagem em suas redes sociais apresentando o logotipo da estrela de oito pontas do FAITH NO MORE e 2027 sobrepostos a uma foto de uma plateia ao vivo.

Enquanto isso, a Pollstar informou que a empresa brasileira de entretenimento 30e anunciou um acordo global com o FAITH NO MORE para as futuras turnês mundiais da banda.

“A 30e parece uma empresa que quer quebrar o status quo e, como artistas, entendemos o valor disso”, disse o FAITH NO MORE em um comunicado. “A abordagem deles não parece com a engrenagem usual; parece que vem de um lugar diferente, com um tipo diferente de energia, e estamos dispostos a apoiar isso.”

“O FAITH NO MORE sempre foi sinônimo de ruptura. Eles moldaram gerações inteiras precisamente porque se recusaram a jogar pelas regras óbvias do mercado, e é esse mesmo espírito audacioso que move a 30e”, disse Pepeu Correa, CEO da 30e. “Este acordo visa construir conjuntamente uma plataforma para experiências globais que respeite o DNA transgressor da banda e apresente nossa visão de entretenimento para o mundo.”

Em outubro passado, o tecladista do FAITH NO MORE, Roddy Bottum, foi questionado por Greg Prato, da Alternative Nation, se consideraria fazer shows novamente com seus companheiros de banda. Ele respondeu: “Acho que não. Não.” Pressionado por um motivo para sua relutância em se reunir com o resto da banda, que cancelou todas as suas apresentações de outono de 2021 anunciadas anteriormente, há mais de quatro anos, sob a justificativa de que o cantor Mike Patton não pôde se apresentar como esperado devido a problemas de saúde mental, parcialmente agravados pela pandemia, Roddy explicou: “Não sou apenas eu. Acho que ninguém está muito a fim de fazer isso neste momento. Tínhamos uma série de shows que iríamos fazer, e eles foram cancelados, apenas por vários motivos. Mas não acho que o rumo em que estávamos tenha se consertado. Eu simplesmente não vejo isso acontecendo de novo, honestamente. Acho que fizemos um trabalho muito bom. Fizemos várias turnês de reunião e acho que fizemos o que pretendíamos fazer. Então, não acho que ninguém esteja chateado com isso ou algo assim. Mas quero dizer, com certeza, voltar a se reunir significaria um grande pagamento, mas acho que todos nós estamos muito bem com o que fizemos, tipo, artisticamente com a banda e nos comprometendo conosco e tocando uns com os outros. Acho que todos nós estamos muito bem com as decisões que tomamos até agora, e não vejo o que realmente poderia acontecer de mais voltando a nos reunir e fazendo mais shows.”

O FAITH NO MORE, que não faz um show desde 2016, inicialmente se reuniu para fins de turnê em 2009, 12 anos após lançar seu trabalho de estúdio anterior, “Album Of The Year”, e deu sequência com o álbum “Sol Invictus” de 2015. Perguntado pela Alternative Nation sobre o que ele lembrava dos shows de reunião do FAITH NO MORE, Bottum disse: “Quando fizemos a primeira turnê de reunião, estávamos separados há tipo… quase 15 anos. E foi meio que, eu costumava ter sonhos quando era mais jovem — eu chegava na escola e, ‘Meu Deus, esqueci de estudar para a prova.’ E aí a prova é bem naquela hora, e eu fico tipo, ‘Meu Deus, vou reprovar.’ Em algum momento depois que o FAITH NO MORE acabou, continuei tendo esses sonhos de que eu aparecia e, ‘Meu Deus. O FAITH NO MORE estava fazendo uma turnê de reunião e esqueci de aprender as músicas.’ Isso se tornou algo que meio que substituiu aquele cenário de sonho para mim. Então, continuei tendo esses sonhos. Esse era um pesadelo que eu continuava tendo. E então estruturamos uma turnê inteira e aprendemos as músicas e tocamos as músicas e fizemos a turnê, e é como se eu tivesse sido capaz de lidar com aquele pesadelo em um sentido real, físico e real. E acho que foi fundamental para seguir em frente na minha vida de alguma forma estranha. Além disso, foi muito divertido. Billy [Gould, baixista do FAITH NO MORE] e eu somos amigos desde que tínhamos, tipo — não sei — nove ou 10 anos de idade. Então, foi divertido meio que resgatar essa amizade e apenas passar um tempo juntos.”


Fonte: Rockbrigade.com.br

Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray) lança novo single solo, "Feeding the Beast"

 O guitarrista e vocalista alemão Kai Hansen disponibilizou um novo single solo. A música "Feeding the Beast" pode ser conferida no player abaixo, com seu videoclipe. Até o momento, não há maiores indicações se a canção antecipa um novo álbum completo ou é um lançamento avulso.



Nascido em Hamburgo, Alemanha, Kai Michael Hansen foi um dos fundadores do Helloween, banda que se tornou referência na criação do power metal. Iniciou como vocalista e guitarrista, ficando apenas com a segunda função posteriormente. Saiu em 1989, voltou em 2016 e segue até hoje.

A seguir formou o Gamma Ray, fazendo o caminho inverso do Helloween: começou apenas como guitarrista e reassumiu os vocais com o passar dos anos. Também integrou o começo do Iron Savior, com seu amigo de juventude Piet Sielck. No ano de 2011 se juntou ao Unisonic, com Michael Kiske, além de membros do Pink Cream 69 e Krokus.

Em 2016 lançou seu único álbum solo até o momento, "XXX – Three Decades in Metal", usando o nome Hansen & Friends. Ainda gravou e excursionou com Avantasia, Blind Guardian, Angra, Stormwarrior, Primal Fear, Hammerfall e Heavens Gate, entre outros.


Fonte: Whiplash.net

Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More

 Durante entrevista ao Rock Talk, o baixista Billy Gould se manifestou pela primeira vez sobre a volta do Faith No More. A banda anunciou a retomada de atividades em parceria com a produtora brasileira 30e a partir do ano que vem. Os detalhes ainda serão anunciados.


"Nossa música é muito física, e uma grande preocupação é que, em breve, não conseguiremos mais tocá-la da maneira como a compusemos. Nós a escrevemos quando tínhamos vinte e poucos anos e ela sempre foi muito física. Tem que ser assim. Sinceramente, eu não consigo tocar se não for desse jeito. Mas todos nós meio que decidimos que achamos que podemos fazer isso por mais alguns anos do jeito certo, então vamos tentar."

O grupo publicou uma breve nota anteriormente se manifestando sobre o que os fez aceitar a iniciativa. "A 30e é uma empresa que quer desafiar o status quo e, como artistas, entendemos o valor disso. A abordagem deles não soa como a engrenagem de sempre; parece vir de outro lugar, com outro tipo de energia, e estamos dispostos a apoiar esse movimento."

Por enquanto, não há maiores detalhes sobre as atividades. O Faith No More tinha uma turnê europeia marcada para 2020, mas ela foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Posteriormente, foi cancelada em definitivo devido a problemas de saúde mental enfrentados pelo vocalista Mike Patton.


A formação mais recente ainda contava com o vocalista Mike Patton, o guitarrista Jon Hudson, o tecladista Roddy Bottum e o baterista Mike Bordin. O último disco até o momento foi "Sol Invictus", disponibilizado em 2015.


Fonte: Whiplash.net

Edguy anuncia primeiro show em uma década e despedida

 O Edguy confirmou seu primeiro show em uma década para o dia 25 de junho de 2027. A apresentação acontecerá em Fulda, Alemanha, justamente onde a banda se originou em 1992. O momento também representa a despedida do grupo, que não deixou claro se será apenas um concerto ou uma turnê para encerrar a história.


A breve nota oficial nas redes sociais se limita a declarar: "Algumas histórias merecem um capítulo final. Vamos escrever o nosso juntos."

O Edguy lançou 10 álbuns de estúdio, o mais recente sendo "Space Police: Defenders of the Crown" (2014). A última apresentação da banda até o momento aconteceu em 2 de dezembro de 2017. Em entrevistas, o vocalista Tobias Sammet mencionou o desgaste de relações entre os integrantes e dificuldades para se chegar a um acordo sobre decisões importantes como fatores para a pausa.

O frontman vem se dedicando ao Avantasia, projeto que surgiu quando o grupo ainda estava na ativa. O baterista Felix Bohnke também o acompanhou na maior parte das turnês desde então. A última formação do conjunto ainda contava com os guitarristas Jens Ludwig e Dirk Sauer, além do baixista Tobias "Eggi" Exxel.


Fonte: Whiplash.net



terça-feira, 16 de junho de 2026

CHUCK BILLY: “O novo álbum do Testament não seria o mesmo com Dave Lombardo”

 Nem sempre o músico mais famoso acaba sendo a escolha definitiva. O Testament descobriu isso durante o processo de gravação de seu novo álbum, Para Bellum. Embora Dave Lombardo tenha sido inicialmente recrutado para assumir a bateria da banda, foi Chris Dovas quem acabou registrando o trabalho — e, segundo Chuck Billy, sua participação foi tão determinante que o resultado final provavelmente seria diferente com o lendário ex-integrante do Slayer.


Durante a conversa com o repórter Valtemir Amler, publicada na nova edição da ROADIE CREW, #292, Chuck Billy falou sobre a chegada de Dovas.

“Quando estávamos fazendo audições porque Gene (Hoglan) não estaria disponível, vimos o vídeo do Chris e gostamos do jeito que ele tocava. Mas, no último minuto, Lombardo ligou dizendo: ‘Ei, soube que estão procurando um baterista’. Como já tínhamos trabalhado com ele antes, dissemos: ‘OK, paramos de procurar, você está dentro’”, contou o vocalista.

A chegada de Lombardo encerrou imediatamente as buscas. O plano era que o ex-Slayer acompanhasse o grupo tanto na estrada quanto em estúdio. No entanto, a situação mudou durante a turnê.

“Fizemos uma turnê com ele e deveríamos gravar o disco com ele, mas Dave não conseguiu se comprometer com o álbum. Durante a primeira turnê americana, não pôde fazer os primeiros cinco ou seis shows, então chamamos Chris para cobrir”, explicou.

Foi justamente nesse momento que Chris Dovas começou a impressionar seus futuros companheiros de banda. Segundo Chuck, o jovem músico chegou aos ensaios demonstrando uma preparação que surpreendeu até mesmo os integrantes veteranos do Testament.

“Quando ele apareceu para os ensaios, ele sabia mais músicas do que nós! Ele tocou tudo sem erros. Ficamos tipo: ‘Caramba, esse garoto sabe tocar e está pronto!’ Ficamos tão confiantes que nem precisamos praticar mais”, relembrou


A apresentação foi tão convincente que a banda não teve dúvidas sobre quem deveria assumir a vaga quando Lombardo confirmou que não conseguiria participar das gravações.

“Quando chegou a hora de gravar e Dave não pôde assumir o compromisso, chamamos Chris. Ele estava ansioso, pronto e faminto. Ele e Eric começaram a trabalhar imediatamente”, afirmou o cantor.

O resultado, na visão de Chuck Billy, acabou justificando completamente a escolha. Embora reconheça toda a importância de Dave Lombardo para a história do metal, o vocalista acredita que a participação de Chris Dovas ajudou a moldar a identidade do álbum de uma maneira única.

“Não acho que seria o mesmo disco se Lombardo estivesse nele. Não acho que Dave faria o que Chris fez neste álbum. Sem desmerecê-lo, mas são estilos diferentes”, concluiu.


Fonte: RoadieCrew.com.br

Avrak, nova banda de Ted Skjellum, do Darkthrone, lança primeiro álbum

 

Em uma nova entrevista com Dev Gohil, Ted “Nocturno Culto” Skjellum do Darkthrone falou sobre seu projeto emergente de heavy rock, Avrak, no qual ele se junta a Anders Hegna do Nød, El Kayenne e Svidd Grevling. O Avrak fez sua estreia ao vivo em abril passado na Noruega, com a dupla apoiada pelos irmãos Kråbøl, Terje Kråbøl (bateria) e Stian Kråbøl (baixo).

Sobre como surgiu a ideia para o Avrak, Skjellum disse (conforme transcrito pelo Blabbermouth.net): “Na verdade, eu conheço esse cara [Anders] há — não sei — 12 anos ou algo assim. E eu sabia que ele estava em outras bandas. E nós conversamos sobre talvez fazermos algo uma vez e testar para ver no que dava. Nós vínhamos de ângulos ligeiramente diferentes ao olhar para a música, mas temos muito em comum. Eu ouvi Kreator até 87 no máximo, e ele gosta de ouvir coisas de 88 em diante. Então eu tenho um caminho um pouco mais old-school. Mas é divertido. Quando decidimos tocar juntos pela primeira vez, nós nos trancamos em uma cabana nas montanhas por, tipo, cinco dias”, ele adicionou.

“Nós tínhamos um monte de equipamentos conosco, e nós nunca tínhamos tocado juntos antes, e vamos ver como isso funciona. E poderia ser que após a primeira noite nós apenas disséssemos, ‘Ok, isso não funciona. Nós vamos ficar sentados aqui por mais cinco dias.’ Mas nós estávamos no caminho de algo bem cedo. E são muitas coincidências sobre como isso está funcionando.”

No assunto da direção musical do Avrak, Skjellum disse: “No álbum que gravamos em fevereiro, [Anders] tem o tipo de, vamos dizer, um som de guitarra um pouco mais rock, e eu tenho o som de guitarra mais metal, e eles meio que se misturam. A música é muito… Quero dizer, nós tocamos duas coisas diferentes quase o tempo todo neste álbum, e parece realmente caótico, mas esta é a parte difícil para nós trabalharmos. Para acertar isso, leva muito tempo, e também nossos arranjos e pequenos detalhes.”

Ele continuou: “Eu acho que o álbum do Avrak vai sair neste outono em algum momento. E estamos ansiosos por isso. Para nós, é como um marco por causa de todas as horas que colocamos neste projeto, e nós também tocamos de fato um show agora no final de abril. Então, o objetivo para o Avrak é tocar mais ao vivo. Quero dizer, nós temos uma ótima banda juntos. Então, nós tivemos essa confirmação em abril de que, sim, claro que podemos tocar ao vivo. Não é problema.”

Perguntado como sua abordagem de composição para o Avrak é diferente daquela para o Darkthrone, Skjellum disse: “Bem, é diferente, especialmente da maneira mais óbvia, que é que eu e o outro guitarrista estamos fazendo tudo juntos. Ele não mora longe de mim, então temos um espaço de ensaio aqui perto, e estamos trabalhando de perto em todos os detalhes desta música. E a música em si definitivamente difere do Darkthrone porque… É um pouco mais de heavy metal clássico, hard rock. Pode haver algumas coisas de doom lá e talvez alguns elementos de black metal, mas é mais uma coisa clássica de — o que eu deveria dizer? — heavy metal pesado. E eu acho que essa é uma das coisas que torna isso interessante para mim porque eu sou um grande fã do heavy metal clássico dos anos 80 e coisas assim, a década mais otimista de alguma forma, algo assim. Quero dizer, o heavy metal nos anos 80 era muito diferente porque o heavy metal europeu versus o heavy metal americano era… Estava muito, muito distante um do outro porque os europeus, claro, têm mais história. E então a música deles é mais sombria de alguma forma. Então a coisa do heavy europeu era — não como aquela coisa de festa, mas era uma coisa diferente. Sim, eu gosto.”

O último álbum de estúdio do Darkthrone, “Pre-Historic Metal”, saiu em 8 de maio via Peaceville Records. O LP foi gravado no Chaka Khan Studios, em Oslo, com o trabalho de produção conduzido por Ole Øvstedal, Silje Høgevold e Mads Luis. A masterização foi realizada por Jack Control no Enormous Door e Maor Appelbaum Mastering.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Kind Diamond: “Só precisamos compor mais algumas músicas antes de começarmos a gravar”, diz Andy La Rocque sobre o novo disco

 

Andy La Rocque, guitarrista do King Diamond, foi novamente questionado sobre o andamento da trilogia de terror da banda dinamarquesa, que começará com “Saint Lucifer’s Hospital 1920”. Veja o que disse Andy La Rocque em uma nova entrevista com Sakis Fragos do Hard Rock Greece quando perguntado sobre o que está acontecendo com este tão aguardado novo álbum:

“[Risos] É, o que está acontecendo com isso? Não posso dizer muita coisa porque já temos algumas músicas. Escrevi algumas músicas, tipo, uns quatro ou cinco anos atrás, que teremos para o próximo álbum. E já comecei com as faixas de guitarra certas. Acho que o Matt [Thompson] até tocou bateria em uma das minhas músicas. E a gente tem tocado ‘Electro Therapy’ ao vivo também, na verdade, há um tempo. Tocamos essa ao vivo por um tempo. E só precisamos compor mais algumas músicas antes de começarmos a gravar. E, bem, na verdade, já temos as músicas, então não sei. Não posso dizer quanto tempo vai levar para fazer isso. Ninguém sabe. [Risos] Ninguém sabe. Veremos. Mas tudo o que posso dizer é que… Estamos trabalhando nisso.”

La Rocque também falou sobre a extensa pela Europa em 2025:

Ah, foi ótimo. Fizemos uma turnê pelos EUA em 2024, e foi um pouco difícil, na verdade, porque tivemos muitos problemas. Tínhamos muita gente nova na banda. Tudo era meio novo depois da situação da COVID. Então, tudo era novidade. Os custos aumentaram bastante e muitas coisas aconteceram naquela turnê. Mas a turnê europeia no verão passado, em 2025, foi muito melhor em todos os sentidos, porque já tínhamos feito uma turnê com praticamente as mesmas pessoas. Nos divertimos muito fazendo isso. Acho que fizemos uns 30 shows, algo assim, por toda a Europa — Reino Unido, Grécia, Turquia, Finlândia. E nos divertimos muito fazendo isso. Foi ótimo. Foi muito bom.”

Assista a entrevista completa com Andy La Rocque:




Fonte: Mundometalbr.com

Nervosa anuncia a “Slave Machine Tour 2026” na América do Sul

 

A banda brasileira de Thash Metal, Nervosa, acaba de anunciar a “Slave Machine Tour 2026” pela América do Sul para promover o novo álbum lançado em 3 de abril de 2026 pela Napalm Records.

Em um comunicado nas redes sociais, a banda informou:

“Finalmente Brasil! Estamos super felizes em anunciar a primeira parte da nossa turnê que passará por cidades que há muito tempo não tocamos. Mas fiquem tranquilos que a turnê “Slave Machine” terá parte 2 no Brasil no próximo ano. A ideia é expandir para todo o território nacional.

Mas atenção! Informamos que os 50 primeiros ingressos de cada cidade terá um benefício extra, cujos detalhes deverão ser divulgados nas próximas semanas.”

No Brasil, a Nervosa passará pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Piracicaba, Catanduva, Goiania, Brasília, Teresina, Fortaleza, Natal, Aracajú e Recife, além de uma data cujo local ainda não está definido.



Fonte: Mundometalbr.com

terça-feira, 9 de junho de 2026

Câmera da bateria mostra Anika Nilles na íntegra do 1º show com o Rush

 O canal TapeheadToo no YouTube enviou um vídeo de câmera focada na bateria de todo o concerto de 7 de junho do Rush no Kia Forum em Los Angeles, Califórnia. A apresentação foi o show de abertura da turnê “Fifty Something”, que marca a primeira do Rush com a formação reformulada da banda, contando com os membros clássicos Geddy Lee (vocal, baixo) e Alex Lifeson (guitarra) ao lado de Anika Nilles, uma baterista alemã que excursionou com o lendário guitarrista Jeff Beck em 2022, e o recém-adicionado tecladista Loren Gold, que é mais conhecido como membro de turnê do The Who e Chicago.


Em suas notas que acompanham o vídeo, que pode ser visto abaixo, TapeheadToo escreveu: “Eu só consegui um assento na lateral do palco. Shows completos com visão lateral são meio ruins, então decidi fazer uma câmera focada na Anika. Ela absolutamente arrasou! Você também pode usar esta página para ouvir o áudio completo; eu não cortei nada. Divirtam-se!”


Fonte: Roackbrigade.com.br

Dimmu Borgir trará a Grand Serpent Rising Tour ao Brasil no final do ano, segundo jornalista

 

O norueguês Dimmu Borgir trará a Grand Serpent Rising Tour ao Brasil no final do ano, segundo o jornalista José Norberto Flesch, que é uma espécie de Mãe Dináh da cena musical brasileira, visto que antecipa muitas das atrações que passarão pelo nosso país.

De acordo com o comunicador, o giro será entre novembro e dezembro, o que fará a alegria dos fãs de black e death metal.

A tour será em promoção ao novo álbum Grand Serpent Rising, que saiu em maio pela Nuclear Blast. É o primeiro lançamento de inéditas dos caras em oito anos, desde Eonian.

A gravação de Grand Serpent Rising aconteceu mais uma vez em Gotemburgo, Suécia, ao lado do produtor de confiança Fredrik Nordström. O profissional trabalhou nos famosos discos Puritanical Euphoric Misanthropia e Death Cult Armageddon.

Track listing de Grand Serpent Rising:

01. Tridentium
02. Ascent
03. As Seen In The Unseen
04. The Qryptfarer
05. Ulvgjeld & Blodsodel
06. Repository Of Divine Transmutation
07. Slik Minnes En Alkymist
08. Phantom Of The Nemesis
09. The Exonerated
10. Recognizant
11. At The Precipice Of Convergence
12. Shadows Of A Thousand Perceptions
13. Gjǫll

Fonte: Rockbizz.com.br

Dimmu Borgir desafia a era dos vídeos curtos e lança Grand Serpent Rising sem concessões artísticas

 


Com o lançamento mundial de seu novo álbum nesta sexta-feira (22), o Dimmu Borgir também trouxe à tona um debate cada vez mais presente na indústria musical: a pressão para adaptar composições ao comportamento de consumo acelerado das plataformas digitais. Em entrevista ao Chaoszine, o guitarrista Sven ‘Silenoz’ Kopperud revelou que a banda recebeu sugestões da gravadora para encurtar algumas músicas do disco, mas recusou qualquer alteração.

Segundo o músico, a proposta envolvia reduzir ou até eliminar trechos introdutórios mais longos das faixas, sob o argumento de que o público atual possui menor capacidade de retenção, influenciada pelo consumo de conteúdos curtos em redes sociais e aplicativos de vídeo. A resposta da banda, porém, foi imediata.

“Esta foi a primeira vez que a gravadora nos perguntou se consideraríamos editar ou remover algumas partes das introduções, mas dissemos não. Não é assim que fazemos as coisas. A música foi feita dessa forma e permanecerá dessa forma”, afirmou Silenoz.

O guitarrista reconheceu que o mercado musical mudou significativamente nos últimos anos, mas destacou que o Dimmu Borgir não pretende moldar sua identidade artística às exigências de algoritmos ou tendências de consumo rápido. Para ele, a experiência proposta pela banda exige envolvimento e atenção por parte do ouvinte.

“Estou totalmente ciente do curto tempo de atenção das pessoas hoje em dia, até mesmo de adultos. Mas se você não tem paciência para sentar e ouvir alguns segundos de uma introdução, então talvez esta música não seja para você”, declarou.

Silenoz comparou a audição de um álbum do Dimmu Borgir à forma como muitos fãs consumiam música nas décadas passadas, dedicando tempo para absorver letras, conceitos e elementos visuais que compõem a obra. Na visão do músico, o público do metal extremo continua disposto a mergulhar em trabalhos mais elaborados e não deve ser subestimado pelas estratégias de mercado.

“Acho que o fã geral do Dimmu está interessado o suficiente para ouvir uma música inteira, e talvez fazê-lo várias vezes. Não estamos preocupados com o que o chamado ‘mainstream’ pensa de nós. Não somos para todo mundo, de qualquer forma”, concluiu.

Lançado hoje em todo o mundo, o novo trabalho reforça a postura histórica do grupo norueguês de priorizar sua visão artística acima das tendências comerciais, mantendo estruturas complexas, atmosferas cinematográficas e composições extensas que se tornaram marcas registradas da banda ao longo de sua trajetória.

Junto ao novo trabalho a banda ainda lançou o videoclipe para a faixa “As Seen in the Unseen”, que você confere logo abaixo. Adquira agora a sua versão do álbum junto a uma infinidade de títulos disponíveis, além de bonés, camisetas e acessórios, clicando aqui!



Fonte: Mundometalbr.com

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Novo álbum do ACCEPT traz releituras com grandes nomes do heavy metal

 O ACCEPT anunciou um lançamento especial para celebrar seus 50 anos de carreira. Intitulado Teutonic Titans 1976–2026, o álbum reúne grandes nomes do rock e do metal em releituras de clássicos do grupo.

O disco chega ao público em 4 de setembro de 2026, pelo selo Napalm Records, e traz 19 faixas reimaginadas com a participação de cerca de 50 músicos convidados. Liderado pelo guitarrista Wolf Hoffmann, responsável pela identidade sonora da banda ao longo das décadas, o trabalho é descrito como o mais ambicioso da trajetória do ACCEPT.

Segundo Hoffmann, a proposta do disco é celebrar o legado da banda ao lado de colegas e influências do cenário musical. “Não há maneira melhor de comemorar esses 50 anos do que reunir amigos e parceiros para regravar essas músicas clássicas”, afirmou o músico.

O álbum percorre cronologicamente diferentes fases do ACCEPT, com releituras de faixas originalmente lançadas entre 1980 e 1989. Cada música apresenta uma formação distinta de convidados, resultando em novas interpretações para composições consagradas.


Entre os destaques, Tobias Forge (Ghost) participa da faixa Save Us, enquanto Fast As A Shark ganha uma versão com Philip Anselmo, Kirk Hammett, Mikkey Dee e Billy Sheehan. Já o clássico Balls To The Wall conta com os vocais de Rob Halford, acompanhado por Matthias Jabs (Scorpions) na guitarra. Outra releitura, Love Child, traz contribuições de Billy Corgan e David Ellefson.

O disco também inclui participações de artistas como K.K. Downing, Bobby “Blitz” Ellsworth, Hansi Kürsch, Chris Jericho, Ralf Scheepers, Ola Englund e Jeff Loomis. Além disso, há uma nova gravação de Hellhammer, interpretada pela formação atual do ACCEPT, com participação de Jason McMaster nos vocais.

A faixa Fast As A Shark, com a participação de Anselmo, Hammett, Dee e Sheehan, você confere abaixo.




Fonte: extremesoundrecords.com.br

EVANESCENCE lança o aguardado álbum “Sanctuary


Sexto álbum de estúdio do grupo liderado por Amy Lee foi antecipado pelos singles "Who Will You Follow" e "Afterlife"



Uma das maiores e mais influentes forças do rock mundial no século 21, o Evanescence lança oficialmente seu aguardado sexto álbum de estúdio, intitulado Sanctuary. O projeto, que já está disponível globalmente, chega para coroar um processo de produção minucioso e apresenta a banda em seu estado mais potente e visceral.





Composto por 12 faixas, Sanctuary foi lapidado cuidadosamente. O processo de gravação reuniu um time de produtores de elite do rock moderno, incluindo Zakk Cervini  (Bring Me The Horizon, Spiritbox, Bad Omens, YUNGBLUD), Nick Raskulinecz (Korn, Foo Fighters) e  Jordan Fish (Bring Me The Horizon, Poppy, House of Protection, Architects). O resultado é um equilíbrio primoroso entre os arranjos orquestrais e os vocais confessionais de Amy Lee com guitarras densas e beats eletrônicos.

Uma das grandes surpresas para os fãs está na versão física deluxe em CD: o projeto traz um Blu-ray contendo o registro histórico Live in São Paulo, show gravado no Brasil em 2023, que consagrou a maior apresentação solo de toda a história do Evanescence; além de um documentário sobre a turnê na América Latina e bastidores do clipe de “Who Will You Follow”. As edições regulares em CD e vinil estão disponíveis para pré-venda no Brasil através da Universal Music Store.

“Este álbum levou mais de três anos para ser feito e estou orgulhosa demais de cada segundo dele. É avassalador. Trabalhar nele foi a minha válvula de escape para tanta coisa que parece errada e fora de controle, e um lugar para acender a esperança através do poder da música e da conexão”, conta Amy Lee.



                                         Ouça aqui!!

Fonte: RoadieCrew.com

Sanctuary confirma apresentação única no Brasil em agosto

 

A icônica banda norte-americana Sanctuary vêm pela primeira vez so Brasil para uma apresentação especial e única na Burning House, em São Paulo no próximo dia 30 de agosto. O evento é uma realização da Dark Dimensions e ingressos já disponíveis pelo Clube do Ingresso.

O show faz parte da turnê mundial que celebra os 40 anos de carreira do Sanctuary, nome fundamental na construção do heavy/power metal norte-americano, especialmente por sua contribuição na cena de Seattle no final dos anos 1980. Com uma trajetória marcada por álbuns cultuados, a banda consolidou seu nome com Refuge Denied (1988), produzido por Dave Mustaine (Megadeth), e Into the Mirror Black (1990), até hoje reverenciados como dois clássicos absolutos do gênero.

Vivendo um novo capítulo em sua história, o Sanctuary apresentou recentemente o single “Not Of The Living”, material inédito após o album de retorno The Year of the Sun Died (2014), e também o primeiro lançamento desde o falecimento do lendário vocalista Warrel Dane, em 2017. A nova faixa simboliza um momento de renovação para a banda, mantendo sua essência sombria, técnica e intensa, ao mesmo tempo em que aponta para o futuro.

A formação atual conta com Joseph Michael (vocais), ao lado dos membros originais Lenny Rutledge (guitarra) e Dave Budbill (bateria), além de William Wallner (guitarra) e George Hernandez (baixo), lineup que vem conduzindo a banda nesta nova fase e também na turnê comemorativa. Desde sua estreia ao vivo com o Sanctuary, Joseph vem sendo elogiado pela segurança de palco e fidelidade às composições clássicas, ao mesmo tempo em que acrescenta nova energia às apresentações.

Paralelamente às atividades ao vivo, o grupo trabalha em um novo álbum de estúdio, provisoriamente intitulado Transmutation, ainda sem data oficial de lançamento. Faixas como “We Are The Fallen”, “Not Of The Living” e “Blind” já foram mencionadas como parte do repertório do novo material, aumentando a expectativa dos fãs por um trabalho inédito que deve marcar definitivamente essa nova fase da banda.

Será também a primeira passagem do Sanctuary pela América do Sul, incluindo shows no Peru, Chile e Argentina. O guitarrista Lenny Rutledge, um dos membros fundadores da banda, celebra o momento: “Mal podemos esperar para nos apresentarmos para todos os fãs apaixonados dessa parte linda do mundo. Junte-se a nós para celebrar os 40 anos do Sanctuary”.

Já o vocalista Joseph Michael, que integra a banda desde 2018, também demonstra grande entusiasmo: “Os últimos cinco anos foram uma montanha-russa de emoções e nós estamos muito entusiasmados com o retorno do Sanctuary! Não podemos esperar para tocar a música nova e apresentar todos os clássicos aos fãs!”.

A turnê de 40 anos vem sendo marcada por setlists abrangentes, que percorrem todas as fases da carreira, incluindo clássicos indispensáveis, faixas cultuadas e novidades recentes. A apresentação em São Paulo será uma oportunidade exclusiva para os fãs brasileiros presenciarem de perto esse momento histórico da banda.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Banda mainstream não tem a obrigação de pegar na mão de quem está começando a carreira, de acordo com Marcello Pompeu (Korzus)

 

É comum vermos os músicos de rock n’ roll e heavy metal de nosso país usarem as redes sociais para lamuriar sobre o mercado fonográfico doméstico. Pleitear e desfrutar de uma cena saudável e pujante é absolutamente justo e pertinente, no entanto, terceirizar a culpa de sua falência artística à falta de apoio de bandas grandes e mídias, por exemplo, é uma desonestidade comum na cena nacional.

Em entrevista ao canal Lado A Podcast, o vocalista do Korzus, Marcello Pompeu, refletiu sobre o assunto. Ele comentou que banda mainstream não tem a obrigação de pegar na mão de quem está começando a carreira.

“Você tem que fazer um som com a verdade e ter perseverança no que faz”, começou Marcello. “Macaco que pula de galho em galho não consegue nada, não vai conseguir fazer seu público de base. Você tem que ser fiel aos seus princípios”.

“Tem que tocar em tudo quanto é lugar! Tem que parar com mimimi e choradeira de que é desunido, que ninguém dá força”, observou. “Você tem que se tornar o seu produto. Você tem um mecanismo [mostrando o celular] que transforma a sua carreira em produto”.

Pompeu acrescentou: “Você não pode cobrar da banda mainstream que ela desça, venha pegar na sua mão e caminhe com você tudo o que ela já fez. Você tem que lutar para estar lá, porque ninguém volta. Todo mundo tem que tentar progredir e saber o principal de tudo, que vai ter mais perdas do que ganhos até a hora em que você se estabelece. Você vai perder muito, meu amigo, para um dia você começar a ganhar”.




Fonte: Rockbizzz.com.br