O vocalista Bruce Dickinson lançou uma nova versão do clipe de Tears Of The Dragon. O vídeo teve direção de Leo Liberti e Antoine De Montremy; já o som ganhou uma nova roupagem com as linhas de guitarra de Philip Naslund, arranjos de Antonio Teoli e produção, remixagem e masterização de Brendan Duffey.
A balada Tears of the Dragon, que é o maior hit solo de Dickinson, está no track listing de Balls to Picasso, segunda aventura solo do cantor inglês, cujo lançamento original foi em junho de 1994. O som entrou nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, Inglaterra e Finlândia, e ajudou alavancar a carreira do cantor fora do Iron Maiden.
Tempos atrás, durante bate-papo com a revista Revolver, Bruce elegeu Tears of the Dragon como a melhor música que já compôs.
O músico explicou: “Eu diria que a minha melhor música é Tears of the Dragon, porque eu não sei o significado dela. Mas eu sei que ela significa alguma coisa. É uma canção que tem um efeito muito grande nas pessoas. E ela tem um efeito em mim, também”.
A primeira parte da saga em quadrinhos criada por Bruce Dickinson para acompanhar o lançamento de seu mais recente álbum solo, “The Mandrake Project”, conquistou fãs de música e HQs ao unir horror psicológico, ficção científica e elementos sobrenaturais em uma narrativa intensa e provocativa. O projeto rapidamente se transformou em um dos trabalhos paralelos mais ambiciosos do vocalista do Iron Maiden, com foco no universo conceitual apresentado no disco.
Enquanto cruzava a América do Norte durante sua turnê solo de 2025, Bruce Dickinson também mergulhava na produção da continuação da história. Em parceria novamente com a editora Z2, o músico desenvolveu “The Mandrake Project: Year Two”, novo capítulo que promete expandir drasticamente os eventos apresentados no primeiro volume.
Uma continuação mais sombria e alucinante
De acordo com as informações divulgadas pela Z2, a nova HQ leva a trama para um território ainda mais surreal. A narrativa acompanha o personagem Necropolis após uma experiência de quase morte que o transporta para uma realidade paralela. Nesse cenário, ele descobre segredos obscuros ligados à própria linhagem familiar, enquanto tenta entender se conseguirá escapar de um ciclo de autodestruição alimentado pela ambição ou se apenas faz parte de uma engrenagem cósmica manipulada por forças sobrenaturais.
O próprio Bruce Dickinson antecipou o tom da nova fase da história com entusiasmo. “Segurem seus chapéus proverbiais… porque dessa vez a coisa fica REALMENTE estranha!”, comentou o cantor. Já o roteirista Tony Lee entrou na brincadeira e afirmou que, se o primeiro livro já parecia controverso, a continuação elevará tudo a outro nível.
Equipe criativa reforça o peso do projeto
Além de Tony Lee, o novo volume conta novamente com o trabalho artístico de Piotr Kowalski, ilustrador conhecido por títulos como “The Witcher”, “Wolfenstein” e “Marvel Knights: Hulk”. A publicação também reúne contribuições do artista Bill Sienkiewicz, vencedor de múltiplos prêmios Eisner e responsável por obras icônicas como “Moon Knight” e “Elektra: Assassin”.
Outro nome envolvido é John Devilman, artista multifacetado que estreia no universo dos quadrinhos ao lado da equipe de “The Mandrake Project”. A combinação desses profissionais reforça o caráter experimental e visualmente agressivo da obra, algo que já havia marcado o primeiro lançamento da saga.
Livro terá edições luxuosas e material extra
Com 184 páginas, “The Mandrake Project: Year Two” também funcionará como um registro da turnê solo de Bruce Dickinson em 2025. O material inclui entrevistas, ensaios e bastidores sobre o desenvolvimento da HQ e do álbum, oferecendo uma visão aprofundada do processo criativo por trás do universo de Necropolis e Dr. Lazarus.
A publicação ainda ganhará versões deluxe e platinum em formato 12″x12″, acompanhadas por slipcase especial, acabamento metálico nas páginas, cartões colecionáveis e um medalhão inspirado no artefato utilizado por Dr. Lazarus na trama. Já uma edição menor em capa dura será distribuída em lojas parceiras e grandes varejistas. Muitas das edições especiais autografadas por Bruce Dickinson já aparecem como esgotadas em pré-venda, sinalizando a enorme procura dos fãs e colecionadores. Quem pretende garantir uma cópia das versões limitadas terá que correr antes que o restante do estoque desapareça. Clique AQUI para comprar.
Equipe criativa reforça o peso do projeto
Além de Tony Lee, o novo volume conta novamente com o trabalho artístico de Piotr Kowalski, ilustrador conhecido por títulos como “The Witcher”, “Wolfenstein” e “Marvel Knights: Hulk”. A publicação também reúne contribuições do artista Bill Sienkiewicz, vencedor de múltiplos prêmios Eisner e responsável por obras icônicas como “Moon Knight” e “Elektra: Assassin”.
Outro nome envolvido é John Devilman, artista multifacetado que estreia no universo dos quadrinhos ao lado da equipe de “The Mandrake Project”. A combinação desses profissionais reforça o caráter experimental e visualmente agressivo da obra, algo que já havia marcado o primeiro lançamento da saga.
Livro terá edições luxuosas e material extra
Com 184 páginas, “The Mandrake Project: Year Two” também funcionará como um registro da turnê solo de Bruce Dickinson em 2025. O material inclui entrevistas, ensaios e bastidores sobre o desenvolvimento da HQ e do álbum, oferecendo uma visão aprofundada do processo criativo por trás do universo de Necropolis e Dr. Lazarus.
A publicação ainda ganhará versões deluxe e platinum em formato 12″x12″, acompanhadas por slipcase especial, acabamento metálico nas páginas, cartões colecionáveis e um medalhão inspirado no artefato utilizado por Dr. Lazarus na trama. Já uma edição menor em capa dura será distribuída em lojas parceiras e grandes varejistas. Muitas das edições especiais autografadas por Bruce Dickinson já aparecem como esgotadas em pré-venda, sinalizando a enorme procura dos fãs e colecionadores. Quem pretende garantir uma cópia das versões limitadas terá que correr antes que o restante do estoque desapareça. Clique AQUI para comprar.
Influências místicas e teorias controversas
Seguindo a tradição estabelecida no primeiro volume, a continuação também explora referências filosóficas e ocultistas que ajudaram a moldar o universo da série. Um dos destaques será um extenso artigo sobre Wilhelm Reich, sociólogo e místico cuja trajetória controversa terminou de maneira trágica após perseguições do FBI nos anos 1950.
Segundo o editor-chefe da Z2, Rantz Hoseley, o novo livro deixa claro que não existem limites para a imaginação de Bruce Dickinson dentro desse universo. O executivo afirmou que a sequência amplia radicalmente o alcance da narrativa e conduz a saga para caminhos ainda mais imprevisíveis.
Embora seja mundialmente conhecido como vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson construiu ao longo das décadas uma trajetória artística e profissional extremamente diversificada. Além da carreira musical, o cantor atuou como piloto de avião comercial, apresentador de rádio, escritor, roteirista, podcaster, empresário e até competidor internacional de esgrima.
Segundo o material promocional divulgado pela editora, o conceito de “The Mandrake Project” começou a ser desenvolvido por Bruce Dickinson há mais de dez anos, o que ajuda a explicar o nível de detalhamento e profundidade do universo criado pelo artista.
Recentemente, trouxemos a informação de que o Blind Guardian já está trabalhando em seu próximo álbum de estúdio, sucessor do elogiado “The God Machine”, lançado em 2022. Dessa forma, o novo trabalho entrou em fase de composição e pré-produção, etapa que deverá seguir até o final de 2026. Já em 2027, a lendária banda alemã de Power Metal pretende entrar em estúdio para realizar a produção completa do material.
Agora, o vocalista Hansi Kürsch apareceu em um vídeo publicado nas redes oficiais do grupo para atualizar os fãs sobre os próximos passos da carreira. Além de reforçar o foco absoluto no novo disco, o cantor revelou duas novidades importantes envolvendo o futuro da banda.
Blind Guardian ficará longe dos palcos em 2026 e 2027
A primeira delas certamente deixará muitos fãs desapontados. Segundo Hansi Kürsch, o Blind Guardian não fará apresentações ao vivo em 2026 e, muito provavelmente, também ficará afastado dos palcos durante 2027 — justamente o ano em que o grupo celebrará seu 40º aniversário.
De acordo com o vocalista:
“Não haverá shows ao vivo do Blind Guardian em 2026. Acho que isso já não é mais uma grande surpresa.
Pelo que tudo indica agora — e isso me deixa um pouco triste — provavelmente também não conseguiremos tocar em 2027. É uma pena, porque será o nosso 40º aniversário, e teria sido maravilhoso compartilhar alguns shows e momentos especiais com vocês.
Mas a composição vem em primeiro lugar. A produção vem em primeiro lugar. Música de qualidade vem em primeiro lugar. Tenho plena convicção de que vamos entregar algo que deixará vocês realmente, realmente felizes. Por isso, nossa decisão é manter o foco total na composição, sem nos desviarmos para outras direções.”
A decisão mostra que os músicos querem dedicar todo o tempo possível ao processo criativo do novo álbum, evitando interrupções causadas por turnês e compromissos ao vivo.
Blind Guardian prepara lançamento de selo próprio
Além da pausa nas estradas, Hansi Kürsch revelou outra novidade bastante significativa: o Blind Guardian está construindo sua própria gravadora.
Segundo o cantor:
“Outra coisa muito empolgante — e que também está nos mantendo extremamente ocupados — é que estamos construindo nossa própria gravadora. Tempos emocionantes estão por vir. Fizemos muita preparação para isso, e está chegando a hora de anunciar de forma mais precisa o que estamos planejando.
Mais uma vez, pedimos apenas um pouco mais de paciência. Nós estamos empolgados, e vocês também deveriam estar. Manteremos todos informados. Fiquem ligados.”
O anúncio marca uma possível nova fase na trajetória da banda alemã, que lançou seus trabalhos mais recentes através daNuclear Blast. Vale lembrar que o lançamento mais recente do grupo foi“Somewhere Far Beyond – Revisited”, releitura do clássico de 1992, disponibilizada em 2024.
O Left To Die, conceituada banda de tributo aoDeath composta por Terry Butler (Obituary), Rick Rozz (Massacre), Matt Harvey (Exhumed, Gruesome) e Gus Rios (Gruesome), anunciou o seu álbum de estreia intitulado “Initium Mortis” com lançameMatt Harveydeclarou:
“Para o Initium Mortis, queríamos que os fãs de Death que nunca tinham ouvido essas demos pudessem ouvi-las com uma boa produção. A maioria dessas demos antigas tinha qualidade ruim, muitas vezes gravadas em um gravador portátil, então quando alguém conseguia uma demo por meio de troca de fitas, ela estava quase inaudível! Achamos que essas faixas representam bem o nascimento do Mantas/Death. Este é o ponto de partida – onde tudo começou: três garotos de 15 anos criando história no Death Metal, e mesmo nessas faixas selecionadas da época das demos, você pode ouvir a evolução da música.”
Terry Butler acrescentou:
“O projeto Left To Die passou de uma ideia para uma turnê completa pelos EUA em cerca de 3 meses! Incrível, na minha opinião. Queríamos tocar o material antigo para os fãs que não puderam ver os primeiros álbuns ao vivo. Muitos fãs jovens em nossos shows estão ouvindo pela primeira vez ao vivo a base sobre a qual o Death se sustenta até hoje! Com Matt canalizando o melhor Chuck Schuldiner possível e Gus tocando o material com perfeição e respeito, pegamos a estrada e não olhamos para trás.”
Rick Rozzcomentou:nto em 17 de julho pela Relapse Records.
“Antes de mais nada, gostaria de agradecer a Gus, Matt e Terry por tornarem Left To Die possível. Foi uma honra e um prazer trabalhar com eles nos últimos anos e além. É muito legal poder ouvir essas músicas de 1984 da maneira correta! Os fãs de Death Metal da velha guarda vão adorar este lançamento. Saúde e paz.”
O Benediction confirmou que Kam Lee se juntará à banda para a turnê pela América Latina no final do ano. O vocalista é membro atual do Massacre, além de ter sido frontman do Mantas, que posteriormente se tornaria o Death. O cantor acompanhou Chuck Schuldiner e o guitarrista Rick Rozz nos primórdios.
A única apresentação no Brasil aconteceria dia 31 de outubro na Burning House, em São Paulo. Ingressos já estão à venda através da plataforma 101 Tickets. Será a quinta visita do grupo ao país. A mais recente aconteceu em 2023, com apresentação exclusiva no festival Summer Breeze – atual Bangers Open Air.
Kam substitui Dave Ingram, que anunciou recente sua saída devido a problemas de saúde. Ele ainda fará alguns shows na tour europeia como forma de se despedir e agradecer aos fãs. Outros cantores, como Oscar Rilo e Dave Hunt, também o substituirão em diferentes partes da tour.
Poucas bandas atravessaram tantas turbulências quanto o Metal Church. Desde sua fundação, em 1982, o grupo norte-americano enfrentou mudanças constantes de formação, crises internas, oscilações no mercado fonográfico e até períodos de inatividade. Ainda assim, a banda sempre encontrou forças para se reinventar e seguir relevante dentro do universo do Heavy Metal tradicional.
Voltando alguns anos no tempo, após a saída do vocalista Ronny Munroe em 2014, a banda apostou no retorno de Mike Howe, cantor que marcou época no próprio Metal Church em álbuns clássicos como “Blessing In Disguise” (1989) e “The Human Factor” (1991). A volta foi recebida com entusiasmo pelos fãs, principalmente graças à qualidade de trabalhos como “XI” (2016) e “Damned If You Do” (2018), discos que recolocaram o grupo em evidência na cena headbanger.
Infelizmente, a trajetória sofreu mais um duro golpe em 2021, quando Mike Howe faleceu tragicamente. O acontecimento abalou profundamente a banda, que chegou a reconsiderar sua continuidade no cenário musical.
Reformulação e novo começo
Mesmo diante da perda, o grupo decidiu seguir em frente. Em 2023, lançou o competente “Congregation Of Annihilation”, já com Marc Lopes assumindo os vocais. Embora o álbum tenha agradado parte do público, os bastidores continuavam conturbados. A situação culminou em uma reformulação drástica promovida pelo líder e guitarrista Kurdt Vanderhoof, que anunciou em 2025 uma formação praticamente inédita. Dos integrantes anteriores, apenas ele e o guitarrista Rick van Zandt permaneceram. Para completar o lineup, entraram Ken Mary na bateria, o ex-MegadethDavid Ellefson no baixo e o talentoso vocalista Brian Allen.
Reformulação e novo começo
Mesmo diante da perda, o grupo decidiu seguir em frente. Em 2023, lançou o competente “Congregation Of Annihilation”, já com Marc Lopes assumindo os vocais. Embora o álbum tenha agradado parte do público, os bastidores continuavam conturbados. A situação culminou em uma reformulação drástica promovida pelo líder e guitarrista Kurdt Vanderhoof, que anunciou em 2025 uma formação praticamente inédita. Dos integrantes anteriores, apenas ele e o guitarrista Rick van Zandt permaneceram. Para completar o lineup, entraram Ken Mary na bateria, o ex-MegadethDavid Ellefson no baixo e o talentoso vocalista Brian Allen.
Peso, agressividade e nostalgia
Com o álbum completo finalmente disponível, restava saber se a qualidade apresentada nos singles se manteria durante a audição. Felizmente, a resposta é positiva e com pouquíssimas ressalvas. Mais do que sustentar o alto nível, o grupo entrega na maior parte do tempo composições com enorme potencial para se tornarem favoritas dos fãs e, dessa forma, marcando presença nos futuros shows ao vivo.
A abertura com “Brainwash Game” e “F.A.F.O.” funciona como uma verdadeira descarga de energia. Os riffs são inspirados, pesados e extremamente bem construídos, enquanto Brian Allen impressiona ao remeter, em vários momentos, ao saudoso David Wayne. Sua performance vocal adiciona identidade e personalidade às faixas, sem soar como mera imitação.
Na sequência, a faixa-título “Dead To Rights” surge como um dos pontos mais altos do disco. Mais cadenciada e carregada de peso, a música evidencia o excelente trabalho de baixo de David Ellefson, além de apresentar um refrão forte e memorável, daqueles feitos para serem cantados em coro.
Um retorno promissor
Logo depois, “Deep Cover Shakedown” mantém a intensidade em alta com passagens rápidas e uma atmosfera que remete diretamente aos primeiros anos da banda. Já “Feet To The Fire” desacelera momentaneamente o ritmo e aposta em melodias mais emotivas e introspectivas, funcionando como uma espécie de respiro antes da explosiva “The Show”, uma das composições mais agressivas e vibrantes do álbum.
Na reta final, “Heaven Knows (Slip Away)” entrega guitarras cavalgadas e um clima totalmente voltado ao Heavy Metal clássico. A excelente “No Memory” eleva ainda mais o nível com linhas melódicas muito bem encaixadas e grande senso de dinâmica. Encerrando o trabalho, “Wasted Time” mantém a consistência, enquanto “My Wrath” fecha a experiência de forma intensa e energética.
Embora exista uma leve queda de impacto na segunda metade do álbum, isso está longe de comprometer o resultado final. “Dead To Rights” é um disco sólido, honesto e extremamente competente, servindo como uma apresentação promissora dessa nova formação do Metal Church.
Agora, resta torcer para que a banda finalmente encontre estabilidade e consiga desenvolver todo o potencial demonstrado aqui. Pela qualidade técnica dos novos integrantes e pela química apresentada neste trabalho, existe espaço de sobra para voos ainda maiores nos próximos lançamentos.
“Slave Machine” é o sexto álbum de estúdio da Nervosa e chegou às plataformas no dia 3 de abril via Napalm Records. O trabalho reúne 12 faixas distribuídas em pouco mais de 43 minutos e marca um momento importante na trajetória da banda: pela primeira vez, o grupo mantém a mesma formação em dois discos consecutivos. Assim, Prika Amaral (vocal e guitarra), Helena Kotina (guitarra), Hel Pyre (baixo) e Michaela Naydenova (bateria) repetem a parceria registrada em “Jailbreak” (2023), álbum frequentemente apontado como o ponto mais alto da fase recente da banda.
Antes de entrar propriamente na análise, vale explicar por que esta resenha demorou um pouco mais para sair. O primeiro motivo envolve justamente a enorme expectativa em torno do disco, especialmente no Brasil. Em casos assim, o “calor do momento” costuma gerar avaliações precipitadas e carregadas de empolgação — leia-se: elogios fáceis. Já o segundo motivo diz respeito à mudança sonora adotada pela banda. Quem acompanha a trajetória da Nervosa percebe rapidamente que “Slave Machine” abandona a essência do Thrash Metal mais tradicional para apostar em uma sonoridade moderna, aproximando-se com bastante afinco do Melodic Death Metal.
Uma mudança pensada para o mercado
Essa transformação não aconteceu por acaso. Atualmente baseada na Grécia, a banda se encontra muito mais conectada ao circuito europeu de festivais e grandes turnês. Com o suporte da Napalm Records, a mudança de direcionamento soa estratégica e claramente pensada para ampliar o alcance do grupo em mercados onde estilos mais modernos possuem maior apelo comercial. Dessa forma, “Slave Machine” surge como uma tentativa de consolidar a Nervosa em um novo patamar internacional.
Embora exista uma nova geração resgatando o Thrash Metal old school com ótimos resultados, o mercado europeu continua favorecendo estilos mais acessíveis dentro do universo extremo. Consequentemente, bandas em ascensão acabam adaptando parte de sua identidade para sobreviver dentro desse cenário competitivo. Por isso, o novo álbum dificilmente agradará os fãs mais puristas do gênero. Em contrapartida, o disco provavelmente conquistará ouvintes mais jovens e alinhados à estética moderna do Metal europeu.
Na parte técnica, a produção ficou novamente nas mãos de Martin Furia, guitarrista do Destruction, mas algumas escolhas acabam prejudicando o resultado final. As constantes dobras vocais aplicadas à voz de Prika Amaral, por exemplo, aparecem em excesso e em determinados momentos causam certo desgaste durante a audição. Além disso, a mudança na timbragem das guitarras afeta diretamente a identidade do álbum. Os riffs cortantes e agressivos típicos do Thrash Metal deram espaço para bases mais pesadas e comprimidas, aproximando o som de bandas modernas do Melodic Death Metal. Como consequência, o talento de Helena Kotina acaba subaproveitado. Enquanto “Jailbreak” apresentava solos marcantes e linhas melódicas memoráveis, “Slave Machine” aposta em guitarras mais genéricas e menos inspiradas.
Um começo promissor
Apesar disso, o disco começa de maneira extremamente forte com a sequência formada por “Impending Doom”, “Slave Machine” e “Ghost Notes”. Mesmo dentro da nova proposta sonora, a banda entrega composições empolgantes nesse início. “Impending Doom” traz provavelmente o melhor riff do álbum, além de uma melodia viciante e um refrão extremamente eficiente. Já a faixa-título começa como um verdadeiro ataque de Thrash Metal, mas gradualmente incorpora elementos de Melodic Death Metal sem soar artificial. O resultado funciona muito bem e transforma a música em um dos grandes destaques do trabalho. Em seguida, “Ghost Notes” apresenta uma abordagem ainda mais moderna, antecipando o direcionamento predominante do restante do disco, embora mantenha momentos interessantes.
No entanto, a partir de “Beast Of Burden”, o álbum perde força consideravelmente. A audição passa a alternar entre faixas mornas, previsíveis e pouco inspiradas. Existem bons momentos isolados ao longo do caminho, mas eles não sustentam o mesmo nível apresentado na abertura. “You Are Not A Hero” acaba soando excessivamente genérica, embora os solos de Helena Kotina salvem parte da experiência. Em contrapartida, “Hate” surge como uma das melhores músicas do álbum graças aos ótimos riffs e à agressividade que aproxima um pouco a faixa da identidade clássica da banda.
Entre identidade e modernização
Na reta final, “The New Empire” reforça de vez a nova direção musical da Nervosa, equilibrando passagens de Thrash Metal com trechos claramente influenciados pelo Melodic Death Metal. “30 Seconds” segue a mesma fórmula, enquanto “Crawling For Your Pride” até apresenta boas ideias nas guitarras, mas não consegue elevar o nível do disco. Já “Learn Or Repeat” lembra em diversos momentos bandas como Arch Enemy, levantando inevitavelmente o questionamento sobre a personalidade da Nervosa.
Perto do encerramento, “The Call” aparece como um verdadeiro respiro, recuperando parte da agressividade visceral que sempre caracterizou a banda. Entretanto, o álbum termina com “Speak In Fire”, uma faixa apagada e sem grande impacto, encerrando o trabalho de maneira anticlimática e melancólica.
No fim das contas, “Slave Machine” representa claramente um ponto de transição na carreira da Nervosa. O disco possui potencial para ampliar significativamente o alcance da banda e aproximá-la de um público mais jovem e globalizado. Porém, ao mesmo tempo, sacrifica boa parte da personalidade construída nos trabalhos anteriores. A tentativa de modernização é compreensível dentro do cenário atual da indústria, mas a banda precisará encontrar um equilíbrio mais sólido entre identidade artística e exigências de mercado. Caso contrário, corre o risco de se tornar apenas mais um nome genérico que aponta sua bússola para caminhos convenientes.
Em uma nova entrevista com Mark “Elwood” Mailler, o vocalista Jamey Jasta dos veteranos do hardcore/metal de Connecticut HATEBREED foi perguntado sobre o que os fãs podem esperar do próximo álbum de estúdio da banda. Ele respondeu: “Este é o nosso disco mais ignorante, pesado e no estilo homem das cavernas até agora. Nós realmente voltamos ao básico, jogamos com todas as nossas forças. Todo mundo vai dizer, ‘Ah, este é o nosso mais melódico. Nós somos os mais pesados.’ Não há melodia, então nem vamos nos dar ao trabalho com isso”, Jasta explicou. “É definitivamente apenas mais do mesmo, voltando para a mesma fonte, o que nós simplesmente amamos e apreciamos. E foi o mais divertido que já tivemos fazendo um disco.”
Quanto a quando a sequência do LP de 2020 do HATEBREED “Weight Of The False Self” será lançada, Jamey disse: “Este disco será mixado e masterizado provavelmente nas próximas duas semanas, e teremos uma data no outono. Se as pessoas quiserem colocar seus nomes na lista de agradecimentos, elas têm mais alguns dias para fazer isso também. Esta é a primeira vez que fizemos tudo totalmente independente, e então vamos decidir — nós vamos decidir sobre a gravadora provavelmente na próxima semana, porque fizemos isso totalmente independente. Nós tivemos controle criativo total, o que é incrível, pela primeira vez na vida. E, sim, estamos realmente felizes com isso.”
Sobre os planos de turnê do HATEBREED para os próximos meses, Jamey disse: “Nós ainda estamos dispostos à nostalgia. Nós ainda estamos dispostos a sempre mergulhar nossos pés nas águas do passado, e é isso que vamos fazer no Cobra Lounge. Mas esse é o último por um longo tempo porque nós realmente negligenciamos o resto do mundo. Nós não fomos para a Austrália… Bem, nós fomos para o Knotfest, mas não fomos para uma turnê completa como atração principal, onde você vai para Perth, e não fomos para a América do Sul. Nós não voltamos ao Sudeste Asiático, eu acho, desde tipo 2009, 2010. Nós não voltamos a nenhum dos países orientais, como a Sérvia. E este ano vamos para a Estônia e vamos para a Letônia. Acho que também vamos para alguns lugares como a Croácia e todos esses pontos. Então isso consome muito tempo, especialmente quando você está tentando ir para o oeste do Canadá. Você vai até Edmonton e Alberta e todos esses lugares. Então estou dizendo a todos, ‘Vejam-nos agora ou calem-se para sempre’, porque não faremos mais esses shows sem barricadas depois do The Rumble e depois do Hellfest em Jersey, porque estaremos nesta longa turnê mundial. Então venham nos ver no Cobra Lounge em 17 de julho. Venham nos ver em Fort Wayne no Century Music Hall em 22 de julho, e em quaisquer outros shows que vocês virem, porque não voltaremos por um tempo. Se alguém quiser fazer a viagem até Minneapolis também, estamos fazendo o aniversário de 40 anos do “Reign In Blood” do SLAYER. Sei que muitas pessoas estão vindo de Chicago, Joliet e Milwaukee, então isso vai ser divertido. Isso vai ser em setembro. Mas, sim, confiram a turnê Summer Slaughter.”
O vocalista do Lamb Of God, Randy Blythe, é um indivíduo que banca a pressão de abordar temas difíceis como política, fama, dinheiro, diferenças de classes, conflitos sociais e econômicos e por aí vai.
Mesmo com cara feia e reclamações de algumas pessoas o cara fala o que pensa. E em conversa com o canal Rockaxis TV, Randy não titubeou para expor suas perspectivas sobre engajamento político e mudança sistêmica.
O músico apresentou suas ideias sobre o que precisa mudar no atual cenário global para que haja mudanças significativas.
“Acho que o que precisa mudar é que os jovens precisam se conscientizar politicamente, se engajar no processo político, não importa em que país estejam, e trabalhar para tornar seu ambiente, seu lar, seu país o melhor lugar possível, votando em candidatos que falem com a classe trabalhadora, que valorizem as pessoas comuns de um país – não os bilionários, não os lucros corporativos, não as pessoas que estão destruindo o meio ambiente, extraindo recursos naturais”.
Blythe prosseguiu com a sua observação: “Acho que há jovens que se importam e que estão se candidatando a cargos públicos. Nos Estados Unidos, estou vendo uma mudança no cenário político, com muitos jovens começando a se candidatar ao Congresso e dizendo: ‘Não vou aceitar dinheiro de interesses corporativos para financiar minha campanha. Estou financiando esta campanha com doações populares’, ou seja, doações feitas pelo povo”.
“Porque se você aceita dinheiro de uma corporação, então você fica devendo a essa corporação, e vemos isso repetidamente na política em todo o mundo. Corrupção, sabe? Então, acho importante que os jovens realmente aprendam sobre o sistema político de seu próprio país, e particularmente sobre o sistema político de sua própria localidade, de sua própria cidade, e tentem eleger pessoas para o governo local que trabalhem para o povo, não para as corporações”, concluiu o roqueiro.
E por falar em Randy Blythe, o novo e décimo segundo álbum do Lamb Of God, Into Oblivion, saiu no dia 13 de março pelo selo Epic Records. Esse é o primeiro disco completo do conjunto em quatro anos, o que vai deixar os fãs bem felizes.
Into Oblivion teve produção e mixagem de Josh Wilbur, colaborador de longa data da banda. A bateria teve sua gravação em Richmond, Virgínia, enquanto as guitarras e o baixo foram gravados no estúdio caseiro de Mark Morton. Blythe gravou seus vocais no estúdio Total Access em Redondo Beach, Califórnia, berço de discos seminais do punk de bandas como Black Flag e Descendents
A banda norte-americana Evanescence divulgou nesta sexta-feira (15 de maio) o vídeo oficial de "Who Will You Follow", música lançada em abril deste ano, que faz parte do seu próximo disco de estúdio. Intitulado "Sanctuary", o trabalho será lançado no dia 5 de junho.
Dirigido por Jensen Noen, o clipe de "Who Will You Follow" combina imagens impactantes com uma performance carregada de emoção para explorar o impacto da tecnologia, da desinformação e da cultura digital. Segundo a descrição oficial, tanto a letra quanto o vídeo ressaltam a importância de buscar autenticidade em uma época na qual a verdade parece cada vez mais corrompida.
"Sanctuary" é o sexto álbum de estúdio do Evanescence e sucede "The Bitter Truth" (2021). De acordo com a vocalista Amy Lee, o trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos:
"Este álbum levou mais de três anos para ser feito, e finalmente, ouvindo tudo de uma vez, prestes a lançá-lo para o mundo, estou incrivelmente orgulhosa de cada segundo. É avassalador. Trabalhar nele foi minha válvula de escape para tanta coisa que parece errada e fora de controle, e um lugar para reacender a esperança através do poder da música e da conexão… ainda bem que a turnê está toda agendada, senão eu não saberia o que fazer comigo mesma agora! Estou completamente obcecada. Estou louca para que os fãs ouçam isso."