segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Sepultura "rouba o show" no maior festival de heavy metal da Inglaterra, diz a Metal Hammer

 O Sepultura foi uma das principais atrações do Bloodstock 2026, maior festival dedicado ao heavy metal na Inglaterra – o Download, herdeiro do Monsters of Rock, é um evento muito mais abrangente atualmente. Em resenha onde deu nota máxima à apresentação, a Metal Hammer deixou claro que a banda brasileira "roubou o show". Confira o texto assinado por Stephen Hill.



"Lendas do metal, Sepultura se despede em grande estilo, roubando a cena no Bloodstock 2026


A máquina brasileira do metal está em sua reta final, e sua apresentação incrível no Bloodstock pode muito bem ter sido o show do dia


Independentemente do que se pense sobre quem ou o que define o Sepultura, o fato de a banda ser uma presença constante no mundo da música pesada há quatro décadas é uma conquista notável. Nesta noite, a turnê de despedida que celebra seus 40 anos de história (embora a banda já conte com 42 anos de trajetória) chega ao festival Bloodstock para o último show deles em solo britânico.


Há uma nítida atmosfera de empolgação no local, e a banda é recebida como heroína ao subir ao palco e atacar com a imortal 'Inner Self'. Para uma música lançada em 1989, ela ainda soa incrivelmente atual; uma obra-prima que mistura groove e thrash, ela exemplifica exatamente porque a banda é tão respeitada.


É claro que, por mais que o público queira ouvir todos os clássicos da era de ouro do Sepultura - quando a banda era liderada por Max Cavalera -, seria um erro ignorar o material mais recente. Pode-se afirmar com convicção que Derrick Green é um dos vocalistas mais subestimados do metal; 'Kairos' e 'Means To An End', ambas do período em que ele integra a banda, soam grandiosas hoje em dia, e Green as interpreta com sua habitual postura imponente.


O Sepultura também detona com três músicas inéditas do seu recente EP 'The Cloud Of Unknowing' - algo que a maioria das bandas em sua turnê de despedida jamais cogitaria fazer. A faixa 'The Place', com sua sonoridade quase progressiva, encaixa-se perfeitamente ao lado de seu material mais lendário.


No fim das contas, porém, por mais incrível que tudo isso seja, a energia atinge o auge absoluto na reta final do show. Será que alguma banda do universo do heavy metal consegue superar a sequência de cinco músicas formada por 'Territory', 'Refuse/Resist', 'Arise', 'Ratamahatta' e 'Roots Bloody Roots'? O público do Bloodstock claramente acha que não e vai à loucura total durante esses 20 minutos de pura perfeição do metal.


Enquanto os acordes finais de 'Roots...' ecoam, o guitarrista Andreas Kisser agradece a todos pelos 42 anos de apoio e parabeniza o Bloodstock pelo seu 25º aniversário; enquanto ele fala, Green permanece ao seu lado, com os olhos marejados e visivelmente emocionado, ciente de que aquela será a última vez que se apresentará diante de um público do Sepultura no Reino Unido. Que banda, que maneira de se despedir."


O Sepultura segue na contagem regressiva para o encerramento da sua tour de despedida, "Celebrating Life Through Death". O último show acontece dia 7 de novembro no Pacaembu, São Paulo. Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance também estão confirmados no evento.



Fonte: Whiplash.net

SHANE EMBURY fala da luta contra o alcoolismo e mergulha no prog em novo álbum solo

 

Conhecido principalmente pelo trabalho no Napalm Death, o baixista transforma experiências pessoais recentes em um disco que explora suas influências progressivas, eletrônicas e experimentais


Shane Embury sempre encontrou maneiras de ultrapassar os limites do que se espera de um músico de grindcore. Paralelamente ao trabalho no Napalm Death, o baixista construiu uma extensa trajetória por projetos que transitam por música eletrônica, industrial, ambient e metal experimental. Agora, porém, ele mergulha em um território ainda mais pessoal com Bridge To Resolution, primeiro álbum lançado sob seu próprio nome.



Em entrevista à revista ProgEmbury explicou que o disco nasceu inicialmente dentro da mesma proposta de seu projeto Dark Sky Burial, mas ganhou outra direção quando começou a incluir vocais. O resultado combina elementos eletrônicos, pós-punk, avant-pop e rock progressivo, revelando de maneira mais evidente influências de bandas como Cardiacs e Rush.

 

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O álbum também está diretamente relacionado a um período de intenso questionamento pessoal. Depois da pandemia de Covid-19, Embury conta que enfrentou dificuldades tanto em casa quanto durante as turnês. Foi nesse contexto que iniciou um processo de terapia de orientação junguiana, que o levou a confrontar aspectos de sua própria personalidade e a utilizar a música como uma forma de expressar essas descobertas.

Ainda sou um trabalho em andamento. Depois da Covid, eu estava tendo dificuldades em casa e também estava tendo dificuldades em turnê. A criatividade estava fluindo, mas às vezes eu ainda não gosto de mim mesmo, da maneira como sou perto de outras pessoas. Comecei a fazer terapia junguiana e vi muitas coisas nas quais preciso trabalhar, e a música me permitiu expressar um pouco disso”, afirmou.

O músico também revelou que voltou a enfrentar problemas com álcool nos últimos anos. Segundo Embury, a situação foi particularmente difícil, mas ele conseguiu interromper novamente o consumo.

Tive um problema sério com álcool novamente nos últimos dois anos. Parei agora, finalmente, mas da última vez foi bastante difícil.”

O processo de autoconhecimento acabou se conectando diretamente com a maneira como Embury passou a enxergar algumas de suas maiores referências musicais. Entre elas está Neil Peart, baterista e principal letrista do Rush, cuja obra ganhou um significado diferente para o baixista à medida que envelheceu.

Nós achávamos que éramos indestrutíveis quando éramos jovens, mas não éramos. Sempre gostei da frase de Neil Peart: ‘Somos imortais apenas por um tempo limitado’ (N.R.: referência à letra da música Dreamline, do álbum Roll the Bones). Ele acertou em cheio, como sempre.”

A relação com Peart vai além da admiração pelo músico. Embury afirma que, depois de começar a estudar filosofia junguiana e outras correntes de pensamento, voltou aos textos escritos pelo baterista e passou a perceber novas camadas em suas letras.

Para mim, o Rush era principalmente sobre os riffs insanos e a musicalidade, mas, à medida que envelheço, as letras tiveram um impacto enorme.”

Apesar de Bridge To Resolution apresentar uma faceta mais progressiva e experimental, Embury não abandonou a agressividade e a estranheza que marcam sua trajetória. Ele cita especialmente o Cardiacs como uma influência importante na construção do material, ao lado de referências como Devin Townsend e a fase mais experimental do Killing Joke.

A ideia de explorar esse lado também representa um desafio pessoal para o baixista, que considera a possibilidade de levar o material aos palcos. Ele revelou que tenta conseguir uma oportunidade no festival holandês Roadburn e já conta com o interesse de Adrian Erlandsson, do At The Gates, para assumir a bateria. Embury também convidou guitarristas para participar e chegou a consultar Kavus Torabi, do Cardiacs.

Seria bom fazer isso. É algo diferente. Por mais nervoso que eu fique, quero me jogar um pouco no desconhecido.”

A agenda do músico, entretanto, continua longe de ficar vazia. Embury trabalha com Russ Russell na conclusão do segundo álbum do Tronos, projeto que mantém a parceria entre os dois. Paralelamente, está gravando material novo do Napalm Death e afirma que já existem 12 músicas registradas. Outro álbum do Dark Sky Burial também está nos planos.

Mas há ainda um projeto que parece ocupar um espaço especial em sua lista de prioridades: um disco inspirado pelo CardiacsEmbury explica que nem todo o material segue essa direção, embora algumas faixas tenham uma sonoridade próxima à banda britânica. Outras, segundo ele, remetem ao Gong e a diferentes vertentes da música experimental.

A multiplicidade de projetos não parece ser apenas uma questão de produtividade. Para Embury, criar tornou-se uma necessidade pessoal.

Às vezes fico deitado pensando: ‘Sim, eu tenho um problema’. Não consigo parar de fazer isso, e é uma necessidade. Me dizem para me acalmar porque estou sempre dez passos à frente. Mas não sei o que faria sem essa válvula de escape. Isso me ajuda a atravessar o dia. Faça o que você ama.”

Com Bridge To Resolution, o baixista apresenta justamente esse outro lado: menos interessado em reproduzir a brutalidade pela qual ficou conhecido e mais disposto a transformar experiências, influências e conflitos internos em música. O resultado é provavelmente seu trabalho mais abertamente progressivo e, sobretudo, um dos mais pessoais de sua trajetória.

Iron Savior confirma para novembro lançamento do álbum ‘Deathbringer’

A força do power metal alemão IRON SAVIOR lançará um novo álbum de estúdio, “Deathbringer”, em 13 de novembro de 2026 via Frontiers Music Srl.

Para celebrar o anúncio, o IRON SAVIOR lançou o primeiro single do LP, “Back From The Fires Of Hell”, junto com um visualizer oficial, disponível abaixo.




O vocalista do IRON SAVIOR Piet Sielck explicou como a música tem um significado muito especial para ele. Até mesmo seu título chama a atenção imediatamente, pois remete diretamente a “Through The Fires Of Hell”, uma faixa do álbum anterior “Firestar”.

Eu escrevi as primeiras letras antes de receber meu diagnóstico de câncer… Então a poesia se transformou em uma realidade amarga… Embora de uma forma diferente da que eu tinha imaginado originalmente”, disse ele. “Nós passamos por isso juntos… ‘Through The Fires Of Hell’ é, portanto, mais como uma poesia dedicada à minha esposa, enquanto ‘Back From The Fires Of Hell’ é mais uma reflexão sobre acontecimentos reais.”

Sobre assinar com a Frontiers, Sielck comentou: “Estou extremamente empolgado em anunciar que o IRON SAVIOR se juntou à família Frontiers Music. Depois de todos esses anos no mundo do metal, parece realmente especial começar essa nova jornada com um novo parceiro ao nosso lado. Mais especial ainda é o fato de que esse passo também significa me reconectar com amigos de longa data e companheiros do passado — pessoas com quem compartilhei muitos anos de experiências musicais e que compartilham a mesma paixão por um heavy metal honesto e poderoso”.

Com a Frontiers nos apoiando, estamos ansiosos para celebrar 30 anos do IRON SAVIOR e o lançamento do nosso novo álbum, com grande energia e empolgação, e muito mais por vir com a Frontiers ao nosso lado”, acrescentou ele. “Um enorme obrigado a todos os fãs que apoiaram o IRON SAVIOR ao longo dos anos. A paixão de vocês mantém o fogo queimando. Heavy metal nunca morre \m/”

Sediado em Hamburgo, o IRON SAVIOR há muito se estabeleceu como uma das bandas de power metal mais consistentes e produtivas da Europa. Com seu monumental novo álbum de estúdio “Deathbringer”, a banda liderada por Piet Sielck tem mais de um motivo para comemorar: após o terceiro capítulo da série “Reforged”, para a qual o IRON SAVIOR gravou novamente todas as músicas de sua era na Noise Records, além de um álbum de covers, a banda agora apresenta um álbum de estúdio totalmente inédito.

Este próximo capítulo na história da banda encontra o IRON SAVIOR em excelente forma — cheio de energia, peso e hinos marcantes. Em turnê para divulgar “Deathbringer”, a banda também pegará a estrada junto com o MYSTIC PROPHECY. E isso certamente não deve passar em branco: a banda está celebrando 30 anos de IRON SAVIOR.

Como de costume, Piet Sielck produziu o álbum ele mesmo mais uma vez — em seu próprio Powerhouse Studio, um nome bem estabelecido no campo de produções poderosas de metal e um lugar que há muito tempo está inseparavelmente conectado ao som do IRON SAVIOR. Com “Deathbringer”, a banda entrega o sucessor perfeito para seu bem-sucedido álbum de 2023 “Firestar”.

O que une todas as músicas do novo álbum é seu caráter de hino — sempre uma das maiores forças do IRON SAVIOR. “Climbing Higher” traz um impulso motivacional poderoso, incursões pelo território do speed metal melódico como “Light In The Dark” também estão presentes, e a faixa-título rápida e cheia de energia “Deathbringer” chama a atenção do ouvinte imediatamente. A cadenciada e implacável “Creature’s Tale” também se destaca como outro ponto alto do álbum.

Com “Deathbringer”, o IRON SAVIOR também retorna ao formato de álbum conceitual. Após 200 anos de paz, a galáxia está mais uma vez à beira do colapso: os Shadows, uma espécie insectoide e antigo inimigo da humanidade, retornaram. A bordo da gigantesca nave Deathbringer, sua Rainha imortal preservou os últimos restos de sua espécie dentro de uma colmeia digital eterna — sustentada pela força vital de incontáveis mundos. Agora, o IRON SAVIOR e a Aliança devem enfrentar um inimigo mais poderoso do que nunca.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Erik Grönwall, ex-Skid Row, lança o vídeo oficial para o single ‘Hell & Back’


 O ex-vocalista do SKID ROW Erik Grönwall lançou o videoclipe oficial dirigido por René U Valdes para “Hell & Back”, uma faixa de seu álbum solo mais recente, “Bad Bones”, que foi lançado em 22 de maio. Confira abaixo.



Após anos liderando algumas das bandas mais icônicas do rock, Erik retorna com seu primeiro LP solo totalmente autoral.

Conhecido no mundo todo por seus vocais potentes e presença de palco marcante, Erik já liderou o SKID ROW e o H.E.A.T, e fez turnê pela Europa e Japão como vocalista principal da lenda da guitarra Michael Schenker. Com “Bad Bones”, ele agora volta o foco para si mesmo.

Construído inteiramente com material autoral, “Bad Bones” é o trabalho mais honesto e sem concessões de Erik até hoje — um álbum moldado por anos de triunfos, reveses, reinvenção e sobrevivência.

Liderei bandas incríveis e vivi experiências que me mudaram para sempre, mas “Bad Bones” parece o verdadeiro começo da minha própria história”, diz Erik. “Este álbum sou 100 por cento eu — o bom, o ruim, tudo isso. Depois de tudo que passei, não sei mais como fazer música de outra forma a não ser honestamente.”

Musicalmente, “Bad Bones” captura o espírito e a energia do hard rock clássico, ao mesmo tempo em que entrega um som que parece imediato, moderno e vivo. Combinando ganchos poderosos, instrumentação orgânica e performances emocionalmente carregadas. Desde a atitude desafiadora da faixa-título até a profundidade emocional de “Praying For A Miracle” e a honestidade reflexiva de “Written In The Scars”, o álbum captura cada lado da identidade artística de Erik.

Os primeiros singles do álbum já ganharam forte apoio internacional de grandes rádios de rock, incluindo Bandit Rock (Suécia), Planet Rock (Reino Unido) e Star FM (Alemanha), enquanto os próximos shows ao vivo de Erik continuam a ganhar força. Duas apresentações em sua cidade natal no Cirkus, em Estocolmo, esgotaram com meses de antecedência, ao lado de uma lista crescente de participações em festivais pela Escandinávia e pelo restante da Europa.

Mais do que apenas um álbum solo, “Bad Bones” representa uma nova era para Grönwall — uma era construída inteiramente sobre liberdade criativa, honestidade e uma recusa a fazer concessões.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Kreator reflete sobre o papel da música no mundo atual: “É possível fazer a diferença”

 



Qual é o verdadeiro papel da música pesada na vida das pessoas nos dias de hoje? Em meio a um mundo cada vez mais dividido, no qual discussões políticas, sociais e ideológicas invadem praticamente todos os espaços, o Heavy Metal ainda consegue unir indivíduos em torno de algo em comum ou passou a funcionar principalmente como uma válvula de escape da realidade?

A questão não possui uma resposta simples, mas ganhou uma reflexão interessante durante uma nova entrevista concedida a Kati Rausch, do Music Interview Corner. Na conversa, o guitarrista Sami Yli-Sirniö e o baixista Frédéric Leclercq, ambos do Kreator, foram questionados justamente sobre a capacidade da música de aproximar as pessoas, especialmente considerando que muitas letras da banda abordam divisões, conflitos e alguns dos piores aspectos do comportamento humano.

Sami Yli-Sirniö acredita que a música ainda pode fazer diferença

Ao responder, Sami Yli-Sirniö demonstrou esperança, embora reconheça que talvez a música já não exerça sobre a sociedade o mesmo impacto

Eu realmente espero que sim. Às vezes eu me pergunto: será que hoje em dia é possível fazer uma diferença tão grande através da música quanto as pessoas fizeram, por exemplo, nos anos 60 e 70? Talvez não tanto, mas ainda assim… É possível fazer a diferença. Sim. Espero que sim. Espero mesmo. Seria difícil afirmar com certeza.”

A comparação feita pelo guitarrista aponta para uma mudança difícil de ignorar. Durante os anos 60 e 70, diversos movimentos musicais ultrapassaram os limites do entretenimento. Alguns caminharam lado a lado com grandes transformações culturais, comportamentais e políticas. Atualmente, com o consumo fragmentado e uma quantidade praticamente infinita de conteúdo disputando a atenção do público, provocar um impacto coletivo semelhante parece uma tarefa muito mais complicada.

Frédéric Leclercq defende a música também como escapismo

Frédéric Leclercq, por sua vez, apresentou outro aspecto da discussão. Para o baixista, mesmo quando uma canção não consegue transformar a sociedade, ela ainda pode cumprir uma função importante:

E, se não for possível, pelo menos podemos oferecer às pessoas uma forma de escapismo. Isso é algo que, no mínimo, deveríamos conseguir fazer em qualquer lugar: proporcionar às pessoas uma fuga da realidade e simplesmente entretê-las.

É por isso que você estava dizendo antes que podemos discutir se a política deveria ou não fazer parte da música em determinados momentos, ou se devemos assumir posições claras, porque isso também funciona como uma plataforma. Você tem uma voz, e acho legal quando consegue se expressar através dela.

Mas, ao mesmo tempo, existem os dois lados… Os dois argumentos são válidos. Sei que Alice Cooper, por exemplo, sempre diz algo como: ‘[Isso é apenas] entretenimento, e é isso que fazemos.’

E é isso que eu, pessoalmente, quero fazer: simplesmente oferecer às pessoas uma forma de escapar da realidade em que vivemos.”



A fala de Leclercq toca em uma discussão antiga dentro do Rock e do Heavy Metal: até onde um artista deve usar sua visibilidade para defender posições políticas e sociais? Para o músico, não existe necessariamente uma única abordagem correta. Alguns artistas enxergam a própria obra como uma plataforma para manifestar opiniões, enquanto outros, como o exemplo citado de Alice Cooper, preferem estabelecer uma separação mais clara entre entretenimento e posicionamento público.

A conexão com a música acontece de maneiras diferentes

No fim das contas, a música se conecta com cada pessoa de uma maneira particular. Para alguns, um disco pode modificar completamente a forma de enxergar o mundo, apresentar novas ideias ou criar um sentimento de pertencimento. Para outros, ouvir uma banda favorita significa simplesmente algumas horas de lazer, diversão e afastamento dos problemas do cotidiano — e não existe necessariamente algo menor nessa relação.

Também há quem transforme a música em parte fundamental da própria identidade. São fãs que frequentam shows, colecionam discos, vestem camisetas, acompanham bandas durante décadas e constroem amizades a partir desse universo. Ao mesmo tempo, existem artistas e ouvintes que usam letras e manifestações públicas como ferramentas para defender determinadas visões de mundo. Todas essas formas de conexão convivem dentro de uma mesma cultura.

O Heavy Metal, porém, ocupa atualmente um espaço bem mais distante do mainstream do que em alguns períodos de sua história. Por isso, parece improvável imaginar uma banda do gênero provocando, em larga escala, algum tipo de transformação cultural comparável àquela produzida por determinados artistas nas décadas citadas por Sami Yli-Sirniö.

Por outro lado, impacto não precisa necessariamente significar milhões de pessoas atingidas ao mesmo tempo. Para os nichos que ainda vivenciam o Heavy Metal de corpo e alma, uma música, um álbum ou um show pode continuar representando algo profundo e duradouro. Talvez a música pesada não consiga mudar o mundo inteiro, mas ainda pode mudar o mundo de seus verdadeiros amante


Fonte: Mundometalbr.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Calendário 2026: lançamentos de agosto (álbuns de rock e heavy metal)

 


Agosto chega mantendo o alto volume de novidades para os fãs de rock e heavy metal. Depois de um primeiro semestre repleto de anúncios e lançamentos importantes, o oitavo mês de 2026 traz uma nova leva de álbuns que passeia entre o retorno de artistas veteranos, estreias aguardadas e projetos que prometem movimentar diferentes vertentes do gênero.

A programação reúne trabalhos de estúdio, registros ao vivo, regravações e etc, refletindo a diversidade de uma cena que continua ativa e produtiva. Dos grandes nomes do mercado aos representantes do circuito independente, os lançamentos previstos para agosto reforçam que 2026 segue sendo um ano especialmente fértil para o rock e o metal, oferecendo novidades para os mais variados perfis de público.

As datas dos lançamentos são fornecidas por gravadoras e estão sujeitas a mudanças. Se você quiser enviar informações para um álbum que não está listado, envie um e-mail para nós.

Em negrito, estão destacados os principais lançamentos de agosto. Confira…

7 de agosto

10.000 Years – Esox Lucifer (Ripple)
Aphotic Threnody – 
Grace My Heart (independente)
Aspen Sanctum – 
To Withhold The Need To Conquer (independente)
Ceremony – 
Tell Me Your Dream (Relapse)
Citizen – 
Halcyon Blues (Run For Cover)
Crumbling Ghost – 
Four (New Heavy Sounds)
Dark Plague – 
Masquerade (Fetzner Death)
Die Entweihung – 
Worldwide Terror (Morbid And Miserable)
Din Of Celestial Birds – 
Takeoffs & Landings (Big Scary Monsters)
Dishumane – 
Centurion’s Demise EP (Blood Harvest)
Dymna Lotva – 
Vyraj (Prophecy)
Electric Callboy – Tanzeid (Century Media)
Exola – 
Rocks! EP (independente)
F.A.M. – 
Pleasure Of Torture (Selfmadegod)
Flowers Of Rust – 
Crude Exhibitions Of The Soul (Apocalyptic Witchcraft)
Gravecrawler – 
Nidus (independente)
Hanternoz – 
A Hed, An Noz, A Noz, A Noz (Antiq)
Hollywood Vampires – At Montreux Jazz Festival (earMusic)
Horrifier – 
Revelations Of Gore (Personal)
Hulder – 
Verbolgen (20 Buck Spin)
Initiate – 
With Love // With Rage EP (Blue Grape)
The Iron Roses – 
Molotov Nights (independente)
Judy – 
Death Of A Ladies’ Mutt EP (independente)
Kingseeker – 
Parables EP (Braak)
Labor Of The Negative – 
The Triumph Of Time And The Disillusioned (I, Voidhanger)
Marc Amacher – 
Overdrive (Hoboville)
Mephistofeles – 
Live In Europe (Heavy Psych Sounds)
Negative Frame – 
Break The Ice (Bloodblast)
Neptunian Maximalism – 
Nāgabhūtaṃ (I, Voidhanger)
New Sun – 
Hanged’s Fate (Wormholedeath)
No Kings Allowed – 
Dethroned Reimagined EP (independente)
Phantom Corporation/Catbreath – 
Commando/Die By The Claw Split (Supreme Chaos)
Prisoner – 
Prisoner (Wicked Cool)
Saprovore – 
Numinous Abditory Deflagration (I, Voidhanger)
The Sorrow Of Being Immaculate – 
Long Summertime Burial Of Hope (Drone Alone)
Temple Of Dread – 
Dreadspawn Dominion (Testimony)
Todomal – 
Graveyards Of Joy (Season Of Mist)
Various Artists – 
Cathedral Of Smoke: A Tribute To Sleep (Witching Buzz)
Various Artists – Death Metal Tribute To Ozzy (Death Metal)
Various Artists – A Tribute To Metallica (Antichrist)
Vertiginous – 
Incessant Affliction (Comatose)
Violence System – 
The Hollowing (independente)
Wealthy Women – 
Children (independente)
Wormwood – 
Å EP (Sound Pollution)
Xandria – Eclipse (Napalm)


8 de agosto

Hibria – On The Shortness of Life


14 de agosto

The Absolution Sequence – Dread Cycle (independente)
Abyssal Rift –
Relics Of Great Ash (Transcending Obscurity)
Autopsy – Mental Funeral 35th Anniversary Edition (Peaceville)
Beyond Defiance –
Utopia (independente)
Buzzed & Loaded –
Medicatiopn Nation (Bootstrap)
Coyote Man –
Prosthetic Memories (independente)
Cutthroat –
The Purge EP (M-Theory)
Dead Tired –
Hornets Of Fall (New Damage)
Death. Void. Terror. –
To The Great Monolith 2.5 EP (Sentient Ruin)
Descendents –
All Re-Release (Org)
Descendents –
Liveage! Re-Release (Org)
Destroy My Brains –
Wilt (independente)
Dissection – Reinkaos Re-Release (Darkness Shall Rise)
Duckwalk Chuck –
525 (independente)
Echoes Of Theia –
Moonwake (independente)
Evil Island –
Terraform The Afterlife (Blowed Out)
GeminiiDragon –
Greatest Misses (Nepotism)
Glu –
Pony Boy EP (FLG)
Holissstik –
Chapter 1: This Endless Solitude (Season Of Mist)
Ironflame –
Worlds To Conquer (High Roller)
Living Weapon –
Death In The Family (Closed Casket)
Marilyn Manson – One Assassination Under God – Chapter 2 (Nuclear Blast)
Megascavenger –
Toxic Noxious Undeath (Xtreem)
My Minds Mine –
Between Soothing Consolation And Uncontrollable Madness Re-Release (Selfmadegod)
My Minds Mine –
Scenes Of The Complete Annihilation Of This Planet Re-Release (Selfmadegod)
Nestor – Live At Gothenburg Film Studios (Napalm)
Observers –
The Emerald (independente)
Only Echoes –
Born Adrift (Braeburn)
Raunchy –
Prisoner (Mighty)
Ryan Perdz –
Can’t Cry (Big Machine Rock)
Saliva –
Breaking Through (Judge & Jury)
Shadowmare –
Transfiguration (independente)
Soulgrind –
Ad Pulchram Mortem (Inverse)
Storm Force –
Truth (BraveWords)
Tank – Filth Hounds Of Hades Re-Release (Cleopatra)
Trench Warfare –
Achtung! Destroy The Weak (Conjuring)
Various Artists – Sending Hearts To All My Dearies – A Tribute To Smashing Pumpkins (Sumerian)


21 de agosto

Accursed Womb – Hymns Of Blasphemous Fornication (Nespithe)
Argul –
Soledad & Orgullo (Personal)
Axty – The Pain Made Me Who I Am (Napalm)
The Barbarians Of California –
Megatons (independente)
Black Pantera – Continental (Deckdisc)
Bleeding Antlers –
Songs Of Praise (independente)
Burning Sun –
Power To Survive (Pride & Joy)
Cease To Resist –
Edge Of Silence (independente)
Cemetery Echo –
Civitas Lacrimarum (Seeing Red)
Cvinger –
Rites Ov Flesh (Void Wanderer)
Danzig – Deth Red Saboath Re-Release (Cleopatra)
Dark Funeral – A Beast To Praise (Century Media)
Dead Steppe –
Hail The End (independente)
Deathgrave –
Hell Is Evil (Tankcrimes)
Deceptor –
Reign Of Terror (Dying Victims)
Dogtak –
Shattered Reflection EP (independente)
Dysthymia –
The Morning Darkness (Hypnotic Dirge)
Escapeinout –
The Age Of Collapse – As Above, So Below (Brutal)
Fallweather –
Because You Were There (Papercut)
Famous Strangers –
Famous Strangers (independente)
Fejd –
Nifelheim (Black Lodge)
Fen –
Elemental Part One: Mourning Earth (Prophecy)
First Light –
Gravity 2.0 (Pride & Joy)
Grand –
Guilty Pleasure (Frontiers)
Hydra –
DeHydration (Pride & Joy)
James Ivanyi –
The Phantasm Cozenage (independente)
Jotungrav –
Elegi (Inverse)
Joyous Wolf –
In Between (Blue Grape)
Kindred North –
Kindred North (Pride & Joy)
Malamorte –
Omen II (Moribund)
Martyrium –
Malevolent (Apostasy)
Mithotyn –
Gathered Around The Oaken Table Re-Release (Hammerheart)
Mob Rules – Stories From The Verdant Vale (ROAR)
My Dying Bride – Anthology Of Sombre Reflections Boxset (Peaceville)
Nekrodawn –
Covenant Of Carnage (War Anthem)
The Night Eternal –
Cold Velvet (Metal Blade)
Nova Riot –
Blood, Lies And Lullabies (Eclipse)
Noveria –
Becoming After (Scarlet)
Ocean Sleeper –
Peace When I’m Dead (Rise)
Oddland –
Unilluminate To Illuminate (Frontiers)
Over The Edge –
Over The Edge Re-Release (Frontiers)
Pattern-Seeking Animals –
Grimalkin (GEP)
Pick Up Goliath –
Salt & Static EP (independente)
Rapid –
Enter The Realm Of Fire (Dying Victims)
Rebels Opera –
Call Of The Night (RFL)
Rising Insane –
Deathrace (Long Branch)
Ristridi –
Ride The Storm (independente)
R.O.S.A. –
No Peace For You (This Charming Man)
Sakoya –
World Gone Crazy EP (Adventure Cat)
Shabti –
Haze, Cacophony, And White Light (Contemn Light)
Speed Stroke –
Damage Control (Scarlet)
Street Tombs –
Existence Is Corruption (Carbonized)
Teratum –
Ordnance Of Spiritual Warfare EP (Dying Victims)
Thanatomass –
The Rabid Dead EP (Nomad Snakepit)
Tokyo Blade – Hoist The Colours High (Dissonance)
Triskelyon –
Metalmorphosis (Moribund)
Tsirhic –
To Satan I Reply… (Iron Bonehead)
Untitled With Drums –
Made Flesh (Season Of Mist)
Utilize The Remains –
Meaningless Existence (independente)
Wicked –
Go Rebel (independente)



28 de agosto

Agonanist – The Spirit Of Gravity (Transylvanian)
Apocaelypse –
Faenix (independente)
Atomic Aggressor –
The Occult Forces (Hells Headbangers)
Azgaal –
Divine Hitman (Fetzner Death)
Beseech –
Future. Present. Past (Despotz)
Besvarjelsen –
Till Glömskan Ad Oblivionem (Magnetic Eye)
Black Door –
Shadows Of A Funerary Gleam (Wolves Of Hades)
Black Spikes –
Ydos (Napalm)
Blood White –
From Hell (Metalville)
Castle –
Carrie Chains (Hammerheart)
The Cocktail Slippers –
Joyride (Wicked Cool)
Cold Gawd –
Glory2 EP (Dais)
A Cold Paradise –
A Cold Paradise (Perception)
Colorblind –
Who Sold You This Truth ++ Was It Yours To Hold (Solid State)
Coward Kill Coward –
I Am Not A Fighter, I Will Fail (HPGD)
Djevelsort –
Peril Of Freedom (Dusktone)
Dreamwell –
Hymns For The Denial Of God (Prosthetic)
Echoes Of A Dying World –
Revelations EP (independente)
Exumer – Death Mask Messiah (Metal Blade)
Fane –
Armageddon Scars (Octopus Rising)
Flotsam And Jetsam – Rats In The Temple (Napalm)
Frank Palangi –
Vampire EP (independente)
From Under Concrete Kings –
Impulse Tension (Do Work)
Glory Of Kings –
Roots Of The Past (Roxx)
Gorge –
Deeds Of Horror (Time To Kill)
Hesperia –
Picenum (True Marchigian Black Metal Renaissance) (Hammerheart)
Holding Absence –
Modern Life Is Lonely (Sumerian)
Immiserator –
Blight Of Subsistence (Apocalyptic Witchcraft)
In This Moment –
Witch (Better Noise)
Issa – Fire And Ice (Frontiers)
Kamelot – Dark Asylum (Napalm)
Kelowna –
Superstar (independente)
Kickin Valentina –
Anthems From The Underground (Mighty)
Kulk –
Choosing To Die (Church Road)
Larghrana –
Silhouettes Of Absence EP (independente)
Laughing Stock –
Forgotten Dreams EP (Apollon)
Lion’s Share – Dark Hours Re-Release (Metalville)
LongFallBoots –
World Of Thieves (independente)
Mastodon – Marrow Deep (Loma Vista)
Mindwork –
Adrift (independente)
Miscreance –
Reminiscence (Season Of Mist)
Nephilia –
Huldra (Majestic Mountain)
Night Ranger – Best Of (Frontiers)
Ninth Realm –
Damnation’s Veil (Transcending Obscurity)
Perpetual Paradox –
May Misery Befall You EP (Bleeding Art Collective)
Petrosa –
Roadburn Chronicles (Octopus Rising)
Prevailer –
Convalescent (Rottweiler)
Projector –
Before The Last Light (NB Extreme)
Rad –
Rad To The Bone EP (independente)
Rahaty –
Bestial Lustmord (Sentient Ruin)
Russian Circles –
Nine (Sargent House)
Sev Lezu –
Blood Conscript (Ordovician)
Sha-Boom –
Another Nail In The Coffin (Silver Lining)
Squid Pisser –
Throat Slave (Skin Graft)
Static Abyss –
The Dying Hunt (Peaceville)
Steve Hackett & Steve Rothery – The Roaring Waves (InsideOut)
Sunscorched –
Blood Of The Badlands (Bolverk)
The Warning – Everything’s Falling (Lava/Republic Records)
Totalitär –
Totalitär (Prank)
Triosphere –
Oceans Above, Stars Below (Frontiers)
Void Moon –
The Runes That Bind EP (Obelisk Polaris)
Vordermann –
Feeding On Fireworks EP (independente)
Wine Lips –
TV Dinner (Stomp)
Xenith –
To No Avail (independente)



Fonte: RoadieCrew.com