O Slayer sempre apostou no extremismo, tanto em sua sonoridade quanto nas temáticas abordadas nas letras de suas músicas. Esse aspecto pode ser conferido em todos os trabalhos da discografia, especialmente em "Hell Awaits" (1985), segundo álbum de estúdio da banda californiana.
Mais sombrio e agressivo que o antecessor "Show No Mercy" (1983), "Hell Awaits" flerta com o death metal, estilo que ainda dava seus primeiros passos na década de 1980. O principal destaque do disco fica com a faixa-título, primeira música do disco.
Extremamente pesada, "Hell Awaits" é pautada por uma atmosfera que mescla obscuridade e caos. Sua introdução, particularmente macabra, traz uma voz distorcida, falando algo inicialmente difícil de entender.
A princípio, parece apenas uma sequência de vozes desconexas. No entanto, a mensagem é simples e direta: trata-se da frase "Join us" ("Junte-se a nós"), reproduzida de trás para frente. No final da introdução, também é possível ouvir "Welcome back" ("Bem-vindo de volta").
"Hell Awaits" é a nona música que o Slayer mais tocou em seus shows. De acordo com dados publicados pelo site Setlist.FM, a faixa marcou presença em 1.390 concertos do quarteto.
E por falar em Slayer ao vivo, o grupo se apresentará em São Paulo no dia 17 de dezembro. Kreator e Korzus também participarão do evento.
A banda sueca Sabaton divulgou nesta sexta-feira (18 de setembro) uma nova versão de "Templars", faixa que integra o álbum "Legends" (2025). A releitura conta com a participação de Leigh Kakaty, vocalista do Pop Evil.
O título da música é uma menção aos Cavaleiros Templários Trata-se de uma irmandade de monges guerreiros fundada em 1119, após a Primeira Cruzada, dedicada à proteção de peregrinos e locais sagrados cristãos na Terra Santa.
"'Templars' foi um sucesso entre nossos fãs quando a lançamos no ano passado para apresentar nosso 11º álbum de estúdio, 'Legends'. Este ano, queríamos fazer algo um pouco diferente com ela, e a parceria com nossos companheiros de turnê norte-americana, Pop Evil, fez todo o sentido. Ter um vocalista fantástico dando seu toque pessoal à faixa adiciona uma nova camada e traz uma energia renovada para a música, que estamos muito animados para que todos ouçam", declarou Joakim Brodén, vocalista do Sabaton.
O
Five Finger Death Punch promoveu o novo álbum Legacy com o clipe da
faixa-título. O trabalho, que é o décimo registro de estúdio do
grupo, chegou ao mercado no dia 31 de julho, enquanto as versões em
CD, vinil e fita cassete saíram em 18 de setembro. Leia
mais em RockBizz: Five
Finger Death Punch promove o novo álbum Legacy com o clipe da
faixa-título|
https://www.rockbizz.com.br/five-finger-death-punch-promove-o-novo-album-legacy-com-o-clipe-da-faixa-titulo/
O
trabalho está disponível em outros formatos como vinil picture
disc, vinil prateado e digital (streaming e download).
“Cada
álbum é um retrato de quem somos naquele momento específico, e
Legacy é exatamente o que o título sugere”, explicou o
guitarrista e líder do grupo, Zoltan Bathory. “É uma reflexão
sobre a jornada, as lições, as vitórias, as lutas e tudo o que
vivenciamos ao longo das últimas duas décadas”.
Ele
acrescentou: “O que torna essa jornada significativa é que não a
percorremos sozinhos. Trilhamos esse caminho ao lado de milhões de
fãs ao redor do mundo e, de alguma forma, passamos a fazer parte da
vida uns dos outros. É algo incrível sobre o que refletir vinte
anos depois”.
Track
listing de Legacy:
“Legacy”
“De
Oppresso Liber”
“Eye Of The Storm”
“Nails In The
Coffin”
“In Time”
“Unscathed”
“Joke’s On
Me”
“Everybody Lies”
“Shelter”
“Scapegoat”
Anthrax
lançou o vídeo de “Cursum
Perficio”,
faixa-título de seu novo álbum de estúdio. O disco foi lançado
nesta sexta, 18
de setembro,
e marca o primeiro trabalho em mais de uma década, sucedendo “For
All Kings”,
de 2016.
A
faixa dá nome ao álbum e também ajuda a apresentar a proposta
temática do novo trabalho. Segundo Scott
Ian,
a letra trata da passagem do tempo, da forma como uma vida pode ser
medida, bem como a pergunta sobre se as lutas enfrentadas ao longo do
caminho realmente valeram a pena.
O
clipe tem participação de London
May,
músico conhecido por sua passagem pelo Samhain.
Durante as gravações, ele passou por uma experiência fisicamente
intensa, envolvendo correntes, lama, fumaça e água. O próprio
London
afirmou que quebrou um dedo no primeiro dia de filmagem, mas pediu
para continuar gravando.
A
direção ficou com Don
Argott,
documentarista que já trabalhou em produções ligadas ao Lamb
Of God,
assim como outros nomes da música. O resultado certamente acompanha
o peso da música sem transformar o vídeo em mera colagem de
performance.
Novo
álbum chega após longa espera
“Cursum
Perficio”
é o décimo segundo álbum de estúdio do Anthrax
e chega em um momento importante para a banda. O intervalo de dez
anos desde “For
All Kings”
sobretudo aumentou a expectativa em torno do material, especialmente
entre fãs que aguardavam uma nova leva de composições inéditas.
A
formação atual segue com Scott
Ian
na guitarra, Charlie
Benante
na bateria, Frank
Bello
no baixo, Joey
Belladonna
nos vocais e Jonathan
Donais
na guitarra.
Para
uma banda que ajudou a escrever parte essencial da história do
Thrash
Metal, lançar
um álbum novo em 2026 não é apenas manter o nome em circulação.
É também testar, mais uma vez, como essa linguagem pode continuar
relevante depois de tantas décadas.
O
U.D.O.
anunciou seu 20º álbum de estúdio. O disco se chamará “Voodoo
Ranger”
e será lançado em 8
de janeiro de 2027
pela Reigning
Phoenix Music.
Para abrir essa nova fase, a banda disponibilizou o single “I’ll
Die Trying”,
acompanhado de videoclipe oficial.
O
lançamento chegará em um momento simbólico para Udo
Dirkschneider.
Em 2027, o vocalista completará 75
anos,
enquanto o U.D.O.
celebrará 40
anos
de carreira. O novo álbum, portanto, marca três datas importantes
ao mesmo tempo: idade, trajetória e vigésimo registro de estúdio.
Ao
contrário do que muitos poderiam esperar, o primeiro single de
“Voodoo
Ranger”
não é um ataque direto de Heavy
Metal.
“I’ll
Die Trying”
aposta em uma abordagem mais emocional, ligada à perseverança, à
autoconfiança, bem como à ideia de seguir em frente apesar das
dificuldades.
Segundo
Udo,
a faixa é uma das músicas mais pessoais do álbum. Desse modo, o
vocalista também afirmou que baladas sempre fizeram parte de sua
carreira e que os fãs acolheram esse lado ao longo dos anos. Ainda
assim, ele fez questão de afastar qualquer impressão de que o novo
disco será mais leve.
Peter
Baltes participa da composição
“Voodoo
Ranger”
foi escrito por Udo
Dirkschneider,
Sven
Dirkschneider,
Peter
Baltes
e Fabian
“Dee” Dammers,
com contribuições adicionais do guitarrista Alen
Brentini.
A produção e a mixagem ficaram com Martin
“Mattes” Pfeiffer,
enquanto a masterização foi realizada por Stefan
Kaufmann.
A arte de capa é assinada por Eliran
Kantor.
A
presença de Peter
Baltes
também chama atenção. Ex-baixista do Accept,
ele se juntou oficialmente ao U.D.O.
e ao Dirkschneider
em 2023, depois de já atuar como substituto temporário na banda.
Sua participação na composição reforça a conexão entre
diferentes fases da história de Udo,
mas sem transformar o novo trabalho em nostalgia pura.
O
álbum chega acompanhado pela “Triple
Anniversary Tour 2027”,
turnê europeia que celebrará as três marcas históricas da
carreira de Udo
Dirkschneider.
A formação atual do U.D.O.
traz Udo
nos vocais, Sven
Dirkschneider
na bateria, Fabian
“Dee” Dammers
e Alen
Brentini
nas guitarras, além de Peter
Baltes
no baixo.
Com
“Voodoo
Ranger”,
o U.D.O.
prepara um novo capítulo que olha para frente, mas carrega o peso de
uma história que atravessa mais de cinco décadas de Heavy
Metal.
Confira
abaixo a capa e o tracklist de “Voodoo
Ranger”:
O
Grave
Digger
lançará seu novo álbum de estúdio, “Faces
Of Pain”,
em 15 de janeiro de 2027 pela Reaper
Entertainment.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16), com a revelação da
capa criada pelo artista Uwe
Jarling.
O disco dará sequência à abordagem direta e tradicional
apresentada pela banda alemã em “Bone
Collector”,
trabalho que celebrou seus 45 anos de carreira.
Há
mais de quatro décadas, o Grave
Digger
ocupa um lugar importante na história do Heavy
Metal
alemão.
Liderado pelo vocalista Chris
Boltendahl,
o grupo construiu sua trajetória com clássicos como “Heavy
Metal Breakdown”,
“Tunes
Of War”
e “Rebellion
(The Clans Are Marching)”.
Agora, “Faces
Of Pain”
mantém as raízes Old-School
da banda, mas aposta em uma composição descrita como energética,
agressiva e diversificada.
Finalmente
chegou a hora: com nosso novo álbum “Faces
Of Pain”,
estamos abrindo um novo capítulo furioso. Este disco está repleto
de uma quantidade incrível de coração, suor e pura paixão. Como
podemos descrever melhor o resultado?”
Arte
de capa do vindouro álbum “Faces Of Pain”
“O
que ficou para trás foi um esforço criativo extraordinário. Em
particular, minha colaboração com Tobias
Kerstingna
guitarra cresceu incrivelmente forte e se desenvolveu em uma parceria
criativa profundamente enraizada. Os riffs dele, minhas letras e
nossa visão compartilhada desencadearam uma dinâmica incrível. O
resultado é um trabalho maduro, porém altamente explosivo, da fase
mais recente da carreira, que combina de maneira intransigente todas
as características clássicas que nossos fãs amam há décadas.”
Em
seguida,Chrisconcluiu:
““Faces
Of Pain”mostra
o Grave
Diggerem
uma de suas fases mais diversificadas dos últimos tempos. Seguimos
consistentemente nosso próprio estilo — um estilo que nós mesmos
moldamos ao longo dos anos. O notável é que não nos copiamos por
um único segundo, mas cada música e cada nota carregam
inequivocamente o som poderoso e característico da banda.
Preparem-se para um verdadeiro monstro do Metal!”
Riffs,
refrões e um lado mais sombrio
Musicalmente,“Faces
Of Pain”combina
riffs afiados, refrões grandiosos e os vocais ásperos de
Boltendahl.
Faixas como “Faces
Of Pain”e
“Satan’s
Tango”exploram
o Heavy
Metalveloz,
enquanto “The
Number”,
“Legends
Never Die”e
“When
The World Is Calling You”seguem
uma abordagem mais cadenciada e guiada pelos riffs. Já “Dead
Sun”e
“Say
Hello To The Devil”revelam
uma faceta especialmente pesada e sombria do grupo.
Produzido
porChris
Boltendahlno
Graveyard
Studios,
em Senden, na Alemanha,
o álbum chega enquanto o Grave
Diggerultrapassa
45 anos de existência. A partir de janeiro de 2027, o grupo também
levará as novas composições aos palcos durante a “Legends
Never Die Tour”,
mantendo a celebração de sua longa trajetória ao lado do material
inédito.
Os fãs da banda de thrash metal Anthrax aguardaram 10 anos por um novo disco de inéditas. O intervalo começou após o lançamento de "For All Kings" (2016) e será encerrado no dia 18 de setembro, quando "Cursum Perficio" enfim chegará às plataformas digitais.
"Cursum Perficio" foi resenhado por Paul Travers, da Metal Hammer. Em seu texto, parcialmente reproduzido a seguir, ele cita uma música do trabalho que apresenta elementos de dois nomes do "Big Four" do thrash metal:
"'Watch It Go' traz uma pegada áspera do Slayer e a combina com riffs graves e grudentos que não soariam totalmente deslocados na era 'Load' do Metallica."
Ouça Aqui!
Anthrax - Cursum Perficio
Segundo Paul, "Cursum Perficio" é um disco que merece elogios. No entanto, ele entende que o resultado final poderia ser mais satisfatório
"'Cursum Perficio', então, mistura o familiar e nostálgico com uma veia mais aventureira que só merece aplausos neste ponto da carreira da banda. É um álbum do Anthrax perfeitamente funcional, com alguns momentos excelentes, mas não chega a ser o sucesso estrondoso que poderia e talvez devesse ter sido."
A turnê de divulgação de "Cursum Perficio" começará em 2027. Segundo o guitarrista Scott Ian, o giro de shows passará pelo Brasil.
Notícia
bacana para quem é fã de metal industrial e Rammstein! O filme do
show Live In Mexico City chegará aos cinemas de todo o mundo em 04
de novembro. O trabalho é o registro definitivo da trinca triunfal
de shows na Cidade do México – presenciada por quase 200 mil fãs
– e da turnê mundial em estádios que, entre 2019 e 2024, lotou
gramados ao redor do globo com chamas e som pesado.
Filmado
em 4K, o longa-metragem do show levará toda a intensidade e a
adrenalina da experiência ao vivo do grupo alemão para as telas de
cinema, com os caras apresentando versões grandiosas de sucessos que
abrangem toda a sua trajetória, incluindo Armee Der Tristen,
Deutschland, Du Riechst So Gut, Sonne, Du Hast, Te Quiero Puta e
muitas outras.
A
obra terá distribuição mundial pela Trafalgar Releasing, exceto na
Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, Alto Ádige e Luxemburgo,
onde o filme chegará pela Filmwelt Distribution.
Com
direção de Paul Dugdale (The Rolling Stones, Taylor Swift, Elton
John e Adele), Rammstein – Live In Mexico City também sairá nos
formatos físico e digital em 20 de novembro.
Desde
o seu começo de carreira na cidade de Berlin, o Rammstein tem em sua
formação o expediente de Till Lindemann (vocal), Paul Landers
(guitarra), Richard Z. Kruspe (guitarra), Flake (teclado), Oliver
Riedel (baixo) e Christoph Schneider (bateria).
A
autobiografia do vocalista do CRADLE OF FILTH, Dani Filth, “The
Filth: My Life In Devilry And Debauchery”, chegará em junho de
2027 via Little, Brown Book Group, uma divisão da Hachette UK. O
livro foi coescrito por Joel McIver, o autor britânico cujos cerca
de 25 livros até o momento incluem o best-seller “Justice For All:
The Truth About Metallica”, publicado pela primeira vez em 2004 e
lançado em nove idiomas desde então.
Filth
comentou: “Filthlings, eu tenho uma notícia épica, eu escrevi um
livro! Publicando no próximo mês de junho, em ‘The Filth: My Life
In Devilry And Debauchery’, vou levar vocês em uma jornada de 50
anos, desde uma infância idílica no condado de bruxas de Suffolk,
passando pelos meus anos rebeldes de adolescência com skate,
trapaças e palhaçadas satânicas, até a minha descoberta do
extreme metal, hardcore punk e algumas viagens movidas a cogumelos
pelos reinos do caos psíquico”.
“Passamos
rapidamente por minhas primeiras bandas, como Carnival Fruitcake,
Feast On Excrement e Hash Gordon & the Drug Barons From Mars,
antes do nascimento violento do CRADLE OF FILTH e do início de uma
campanha de batalha de quatro décadas ao redor do mundo. Ao longo do
caminho, visitamos o ‘Never Mind The Buzzcocks’ da BBC e o ‘Viva
La Bam’ da MTV, policiais franceses tentam quebrar meus polegares,
assassinos confessam seus crimes, sou mantido sob a mira de uma arma
no Vaticano, quase sou decapitado por uma lata de feijão que explode
e tanto Jagermeister é consumido que meu sangue praticamente fica
verde. Você pode não terminar este livro com sua sanidade intacta.
Eu mal consegui!”
Os
pioneiros britânicos do industrial metal GODFLESH lançarão seu
décimo e penúltimo álbum, “Decay”, em 25 de setembro via
Relapse Records. A feroz faixa de abertura do LP, “Master And
Slave”, já pode ser ouvida abaixo.
“A
música, para mim, raramente está completa”, diz o idealizador do
GODFLESH, Justin Broadrick, “mas ela precisa chegar a um ponto em
que já chega. Criativamente, precisa haver autodisciplina. A pessoa
tem que terminar.”
Broadrick
está se referindo principalmente ao processo nebuloso de compor e
arranjar músicas em suas várias formas potenciais, mas ele poderia
muito bem estar descrevendo a conclusão iminente do GODFLESH. Apenas
três anos após o peso hipnótico de “Purge”, 25 anos após um
hiato incerto que quase destruiu a banda, e 38 anos desde o início
do grupo, Broadrick e o baixista Ben Green se preparam para esmagar
impiedosamente este mundo frio com seu décimo e penúltimo álbum,
“Decay”, que chega em 25 de setembro de 2026 pela Relapse.
Ao
longo das décadas, o GODFLESH emergiu como um pioneiro indiscutível
do metal, talvez até mesmo um gênero à parte. Enquanto os anos
1980 ruíam para dar lugar aos anos 1990, o GODFLESH atingiu o mundo
da música pesada com toda a força do asteroide de Yucatán. No
impacto, o álbum de estreia “Streetcleaner” vaporizou qualquer
coisa em sua vizinhança imediata, encantando totalmente seu público
inicial, e à medida que sua pluma de fumaça e influência atingia
todos os continentes habitados do planeta, músicas de menor
expressão foram extintas ou rastejaram para a irrelevância. Assim
começou um reinado de mais de dez anos de destruição sonora por
meio de álbuns como “Pure” e “Hymns”, que agarraram as
entranhas e colonizaram a psique, por meio de EPs como “Slavestate”
e “Messiah”, que detonaram como granadas de morteiro miradas com
precisão, e por meio de todos os experimentos com batidas e
samplings que provaram o quão versátil o GODFLESH poderia ser
enquanto operava dentro de seus próprios limites autoimpostos.
Após
um hiato de nove anos, o GODFLESH despertou novamente, e o EP
“Decline & Fall” inaugurou outra era fértil que nos
presenteou com o violento disco de retorno, “A World Lit Only By
Fire”, e sua sequência com nuances de textura mais sutis, “Post
Self”.
“É
tudo puramente instintivo”, diz Broadrick sobre os altos e baixos
da banda ao longo dos anos. “Eu componho e crio quando apropriado,
e conforme sinto e preciso.”
Então,
quando “Post Self” foi concluído, Broadrick parou, porque não
sentia mais que o GODFLESH era necessário. Mas durante o isolamento
da pandemia em 2020, novas chamas se acenderam na mente de Broadrick
— no meio da noite, segundo ele — e o GODFLESH brilhou novamente,
desta vez com resultados quase avassaladores.
“‘Decay’
nasceu das mesmas sessões de ‘Purge'”, declarou Broadrick sobre
as seis faixas do novo disco. “Era um grande conjunto de músicas.
Escolhi o que achei apropriado para o que queria alcançar com
‘Purge’, com a intenção de lançar as músicas que não se
encaixavam como um novo álbum no prazo de um ano após o lançamento
de ‘Purge’. Infelizmente, dois anos se passaram enquanto eu
considerava gravadoras externas, para que eu não precisasse mais
lançar o GODFLESH de forma independente, mas levou um tempo enorme
para estabelecer um lar confortável para mim. As gravações estavam
prontas, mas como é costume para mim, mudei muita coisa assim que
voltei a elas.”
Tendo
unindo forças agora com a Relapse Records, o GODFLESH está pronto
para lançar uma série de sons ainda mais ousada e sombria em
“Decay”. Essas músicas chegam pouco depois de Broadrick publicar
uma declaração pública sobre uma grande cirurgia abdominal a que
foi submetido no início deste ano.
“Felizmente,
todas as gravações para ‘Decay’ foram concluídas muito antes
da cirurgia, incluindo os vocais… embora a parte final de algumas
músicas tenha sido gravada com a própria hérnia, e isso foi uma
luta”, explicou Broadrick. “Eu já tinha consciência de que o
grito do GODFLESH, por assim dizer, estava exacerbando muito a
hérnia, assim como cada apresentação do GODFLESH no período que
antecedeu a cirurgia, uma vez que a hérnia apareceu, e a hérnia foi
causada principalmente por anos e anos gritando no GODFLESH. O álbum
foi mixado após a cirurgia, enquanto eu ainda estava com alguma dor
e um desconforto considerável, mas felizmente o GODFLESH é
geralmente eu expressando minha dor, embora [normalmente] mental,
filosófica e existencial, enquanto esta era uma dor física.