quarta-feira, 29 de abril de 2026

Randy Blythe (Lamb of God) recorda shows sangrentos com o Eyehategod

 Em 2016, Randy Blythe assumiu temporariamente os vocais do Eyehategod. O frontman do Lamb of God substituiu Mike IX Williams, que se submeteu a um transplante de fígado no período. No entanto, ele já era velho conhecido do grupo, participando de shows como convidado ainda nos anos 1990.



Durante sessão de perguntas e respostas à Metal Hammer, Mike pediu que Randy compartilhasse memórias da época. Como característico das apresentações da banda em questão, elas vieram banhadas em sangue e situações totalmente fora dos padrões.

"Muito sangue, muita bebida. Os shows eram sempre caóticos. Isso resume minhas lembranças: o Eyehategod estava tocando em uma casa de shows chamada Twisters. Eu estava lá na frente, gritando a plenos pulmões. O chão estava coberto de cerveja e cacos de vidro, porque era isso que acontecia. De alguma forma, fui empurrado e caí de queixo em uma garrafa quebrada no palco. Tirei a garrafa de lá e o sangue escorria pelo meu rosto e pelas minhas mãos."

Em uma época de menos assepsia na sociedade, Randy agiu de forma normal após o ocorrido. "Depois do show, o guitarrista deles, Brian Patton, precisava de cigarros. Então, fomos à loja de conveniência da esquina. Eu entro lá, sangrando e digo: 'Preciso de um maço de Marlboro Vermelho.' Tiro o dinheiro, estou todo ensanguentado, e a mulher atrás do balcão só diz, com nojo, 'Urghh…' O Brian responde: 'Deixa comigo, cara.'"

Blythe e Brian tiveram o projeto paralelo Halo of Locusts. Eles participaram de um tributo ao Eyehategod em 2007, chamado "For the Sick", interpretando a música "Dixie Whiskey". O resultado pode ser conferido no player abaixo.



Fonte: Whiplash.net

Six Feet Under anuncia inédita mini turnê brasileira com quatro shows

 

As produtoras Venus Concerts e Caveira Velha apresentam no Brasil, entre outubro e novembro de 2026, a inédita turnê da clássica banda norte-americana Six Feet Under, nome ligado diretamente à história do death metal surgido na Flórida nos anos 1990 e formada por Chris Barnes, o vocalista original do Cannibal Corpse.

A turnê passará por quatro capitais: Belo Horizonte (MG), no dia 30 de outubro, no Mister Rock; Recife (PE), no dia 31 de outubro, no Lounge Music; São Paulo (SP), no dia 1º de novembro, no Hangar 110; e Curitiba (PR), no dia 2 de novembro, no Tork N’ Roll.


A passagem pelo país, como parte de uma extensa turnê pela América Latina, acontece em uma fase de retomada criativa e atividade internacional do Six Feet Under, que acaba de lançar o álbum Next to Die, que sai em breve no Brasil pela Rock Brigade Records em parceria com a Heavy Metal Rock.

O disco sucede Killing for Revenge, de 2024, e consolida a nova etapa da parceria entre o vocalista Chris Barnes e o guitarrista Jack Owen (também ex-Cannibal Corpse), dois músicos que participaram de capítulos centrais da formação do death metal norte-americano.

Formado em Tampa, na Flórida, em 1993, o Six Feet Under nasceu como projeto paralelo de Barnes durante seus últimos anos no Cannibal Corpse.

A proposta ganhou outro peso em 1995, quando o vocalista fez da banda sua principal frente de trabalho e lançou Haunted, estreia que apresentou uma leitura mais cadenciada, direta e pesada do death metal, distante da velocidade pura como único caminho e mais próxima de uma construção baseada em groove, riffs densos e impacto físico.

A origem da banda explica parte de sua importância. A primeira formação reunia Chris Barnes, então vindo do Cannibal Corpse, Allen West, guitarrista ligado ao Obituary, Terry Butler, músico com passagem por Death e Massacre, e Greg Gall na bateria.

Essa combinação colocou o Six Feet Under dentro de uma linhagem muito específica do metal extremo: a da Flórida como território decisivo para a consolidação do death metal, com bandas que transformaram brutalidade, técnica, peso e imaginário sombrio em linguagem reconhecida mundialmente.

Ao longo de mais de três décadas, o Six Feet Under construiu uma discografia extensa e de identidade própria. Haunted, Warpath e Maximum Violence formam a base clássica de um repertório marcado por guitarras graves, andamentos pesados e o vocal gutural de Barnes como assinatura.

Nos anos seguintes, discos como True Carnage, Bringer of Blood, 13, Commandment e Death Rituals mantiveram a banda em circulação constante, enquanto trabalhos posteriores como Undead, Unborn, Crypt of the Devil, Torment, Nightmares of the Decomposed, Killing for Revenge e Next to Die ampliaram uma trajetória que atravessa diferentes fases do death metal contemporâneo.

A discografia também inclui a série Graveyard Classics, na qual o Six Feet Under reinterpretou músicas de bandas fundamentais do rock e do heavy metal sob a ótica do death metal.

A formação atual reúne Chris Barnes nos vocais, Jack Owen e Ray Suhy nas guitarras, Jeff Hughell no baixo e Marco Pitruzzella na bateria.

No palco, o Six Feet Under costuma trabalhar a força de sua discografia de maneira frontal, com músicas que privilegiam peso, repetição hipnótica, riffs de impacto e a presença vocal de Barnes.

Vale lembrar: “Killing For Revenge” foi lançado em maio de 2024 pela Metal Blade Records e teve lançamento simultâneo no Brasil via Rock Brigade Records, Voice Music e Rapture Records. O LP marcou o segundo trabalho que Barnes e Owen (ex-CANNIBAL CORPSE) criaram juntos desde que se reuniram para “Nightmares Of The Decomposed”, de 2020. Owen também produziu “Killing For Revenge”.



Six Feet Under - Next to Die (FULL ALBUM)

Fonte: Rockbrigade.com.br

 

Metallica lança em junho o box ‘ReLoad (Remastered)’ com LP, CD e K7

 METALLICA anunciou o relançamento definitivo de seu sétimo álbum de estúdio de platina quádrupla “ReLoad”, a ser lançado em 26 de junho através da própria gravadora da banda, Blackened Recordings.

Remasterizado por Reuben Cohen na Lurssen Mastering com Greg Fidelman supervisionando, o conjunto de caixa de luxo de edição limitada remasterizada de “ReLoad” está disponível agora para pré-venda neste local, onde detalhes completos do pacote e listas de faixas podem ser visualizados. As pré-vendas da caixa de luxo receberão versões de gratificação instantânea de “The Memory Remains” incluindo a gravação original remasterizada, “Instrumental Mix, Take 18 Floor Take”, e “Live In Brisbane”.

                                  

“ReLoad (Remastered)” está disponível em formatos incluindo 2LP padrão de 180g, 2LP colorido de 140g exclusivo da Wal-Mart, CD, edição expandida de 3CD, fita cassete e digital (incluindo uma mixagem de Áudio Espacial usando Atmos). Pré-vendas e pré-salvamentos de todas as configurações incluem a gratificação instantânea de “The Memory Remains (Remastered)”. Além disso, o vídeo de “The Memory Remains (Live in Philadelphia)” já está no ar.


O conjunto de caixa de luxo de edição limitada remasterizada de “ReLoad” é um documento curado com paixão e minúcia da era 1997-1998 do METALLICA, repleto de exclusividades incluindo demos anteriormente não lançadas, mixagens brutas, performances ao vivo, aparições no rádio e na televisão, e muito mais. Esta prensagem numerada única apresenta o álbum “ReLoad” remasterizado em vinil duplo de 180g, o 7 polegadas de “The Memory Remains”, e “Live At Ministry Of Sound ’97”, um álbum triplo de 140g gravado ao vivo. Os 15 CDs do conjunto variam do álbum “ReLoad” remasterizado a coleções nunca antes lançadas de riffs, demos e mixagens brutas, B-Sides e raridades, e uma abundância de material ao vivo, enquanto seus 4 DVDs oferecem uma infinidade de filmagens de bastidores, no estúdio e ao vivo, aparições no rádio e na televisão, a performance surpresa da banda no CoreStates Complex Parking Lot na Filadélfia, visitas a Seul e muito mais. Completando o conteúdo da caixa estão itens de colecionador, incluindo um pacote de 13 cartões de Teste de Rorschach, um pôster de 11×17 de “Gimme Fuel”, um adesivo, uma impressão de Pushead, um pacote com 10 palhetas de guitarra e baixo, folhas de letras, três passes de turnê laminados e um livro de luxo de 128 páginas com fotos nunca antes vistas e histórias daqueles que estavam lá.

O lançamento de “ReLoad (Remastered)” também marca a abertura da competição de covers de fãs #GetTheReLoadOut. No ano passado, milhares de fãs do METALLICA em todas as redes sociais enviaram suas interpretações das faixas de “Load” para a competição de covers de fãs #GetTheLoadOut. A banda está abrindo a segunda rodada — desta vez como #GetTheReLoadOut — para celebrar a reedição de “ReLoad” com uma nova segunda categoria: além dos covers musicais mais tradicionais, artistas performáticos e visuais também são convidados a participar. Uma faixa diferente do álbum será destacada a cada semana durante a competição, culminando em dois vencedores do Grande Prêmio, cada um levando para casa um conjunto de caixa de luxo de edição limitada remasterizada de “ReLoad” autografado pelo METALLICA.

Originalmente lançado em 18 de novembro de 1997, “ReLoad” foi o terceiro álbum consecutivo do METALLICA a estrear em primeiro lugar na Billboard 200, passando ultimamente quase 80 semanas na parada e alcançando o status de número 1 em seis países, e o top 10 em quase mais uma dúzia. As sessões de 1995-1997 no The Plant em Sausalito, Califórnia, que renderam tanto “ReLoad” quanto “Load”, encontraram James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Jason Newsted explorando um terreno criativo expandido e expandindo os limites da identidade sonora do METALLICA. Em “ReLoad”, isso significou decisões ousadas que variaram desde a inclusão de sanfona de cordas e violino na sombria “Low Man’s Lyric” até o vocal convidado assombroso de Marianne Faithfull em “The Memory Remains”.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Violator: Contradições, críticas seletivas e o conflito com a realidade

 

No dia 25 de abril de 2026, durante o Bangers Open Air, vivi uma experiência que, mais do que musical, foi profundamente reflexiva. Diante do palco, assistindo ao show do Violator, me deparei com um discurso que, ao mesmo tempo em que denunciava injustiças reais, também revelava contradições difíceis de ignorar.

Em diversos momentos, a banda se posicionou de forma contundente contra a extrema-direita, contra o imperialismo associado a figuras como Donald Trump, denunciando violência, desigualdade social e abandono das populações mais vulneráveis. Até aqui, trata-se de uma crítica legítima — afinal, questionar abusos de poder é parte essencial de qualquer sociedade que se pretenda minimamente justa.

No entanto, em meio à intensidade do show, surgiram frases que ecoaram de forma diferente. Entre uma música e outra, vieram gritos como:

“Eu sei que isso que eu vou dizer agora pode ser polêmico para muita gente aqui, mas a gente precisa falar a verdade…

Solidariedade total aos povos da Venezuela, do Irã e de Cuba, que sofrem com o imperialismo e com as sanções que só punem quem é pobre e trabalhador.”

 


 

Foi nesse momento que a reflexão começou a pesar mais do que o som das guitarras

Porque há uma diferença fundamental entre criticar um sistema e fechar os olhos para outro. A crítica à extrema-direita não pode, automaticamente, transformar qualquer oposição a ela em algo digno de defesa. Essa lógica cria uma armadilha: a substituição do pensamento crítico por uma espécie de fidelidade ideológica

O caso do Irã é talvez o exemplo mais contundente dessa contradição. Em um país onde o Heavy Metal — o mesmo celebrado naquele palco — pode ser tratado como crime, músicos são perseguidos, presos e forçados ao exílio. A banda Confess, por exemplo, teve seus integrantes condenados a mais de 14 anos de prisão e até a chibatadas simplesmente por fazer música considerada blasfema. Outros grupos, como Arsames, chegaram a enfrentar sentenças de até 15 anos de prisão, sendo obrigados a fugir do país para sobreviver.

Ou seja, enquanto um palco no Brasil ecoava gritos de liberdade ao som do Thrash Metal, existiam — e ainda existem — músicos em outros lugares do mundo sendo silenciados exatamente por tocar esse mesmo estilo musical.

Como, então, defender um regime que persegue aquilo que, naquele momento, estava sendo celebrado como expressão máxima de liberdade?


Contradição reveladora!

Essa contradição revela algo maior: a dificuldade de manter coerência em um mundo polarizado. A crítica seletiva — aquela que enxerga os erros de um lado, mas relativiza os do outro — não é, de fato, crítica. É alinhamento. E todo alinhamento cego, cedo ou tarde, entra em conflito com a realidade.

Ser contra abusos da extrema-direita não exige, nem deveria exigir, a defesa de regimes autoritários associados à esquerda. Da mesma forma, criticar governos de esquerda não implica automaticamente apoiar projetos de direita. Essa necessidade de “escolher um lado” é mais emocional do que racional — nasce do desejo de pertencimento, não da busca pela verdade.

A posição mais difícil — e talvez mais honesta — é justamente aquela que recusa essa dicotomia simplista. É possível, sim, rejeitar o autoritarismo, a violência e a opressão independentemente de onde eles venham. É possível ser contra todos os sistemas que, de alguma forma, esmagam a liberdade humana — inclusive aqueles que, no discurso, se dizem libertadores.

O que vivi naquele show não foi apenas um espetáculo musical, mas um retrato claro do nosso tempo: um tempo em que discursos fortes convivem com contradições profundas. E talvez o verdadeiro ato de resistência não seja gritar mais alto por um lado — mas ter coragem de questionar ambos.

Porque, no fim das contas, a liberdade que o Metal sempre representou não combina com censura. Não importa de onde ela venha.


Ultimo Album lançado em 2025


Ouça Aqui !


Fonte: undometalbr.com

segunda-feira, 27 de abril de 2026

A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus

 A entrada de Jéssica Falchi no Korzus virou um dos assuntos mais comentados do metal brasileiro nas últimas semanas. Anunciada na nova formação da banda, a guitarrista resumiu o peso desse momento com uma frase que chamou atenção nas redes: "Existe um abismo de diferença entre ser vista e ser respeitada."



Ao apresentar a nova fase, Jéssica também destacou o significado de passar a integrar um grupo com mais de 40 anos de estrada e agradeceu pelo tratamento recebido. "Obrigada, Korzus, por me respeitarem enquanto guitarrista e pessoa. É especial demais fazer parte dessa nova era", escreveu.


Em entrevista anterior, a própria musicista explicou que a entrada no grupo teve relação direta com a sintonia com Jean Patton, novo parceiro nas guitarras. Segundo ela, a afinidade pessoal e profissional foi decisiva. "A gente viu que bateu muito a forma como a gente trabalha", disse. "Eu acho que é um ponto muito importante essa sinergia entre a banda, entre os membros." A integração foi rápida: além de assumir o posto na formação, Jéssica participou da composição e da direção do clipe de "No Light Within", novo single do Korzus.


Fernand Lira e Jessica Falchi

Quem também celebrou a mudança foi Fernanda Lira, da Crypta, que falou sobre o assunto em entrevista ao Hora do Rock Web. Para a vocalista e baixista, ver Jéssica ocupar esse espaço numa instituição do thrash brasileiro é sinal de renovação real e saudável. "Eu acho esse intercâmbio fantástico", afirmou. "Antes de ser a 'Fernanda da Crypta', eu sou uma headbanger. Como fã, o que eu mais quero é ver o metal bem, se perpetuando e com a chama mais do que acesa."


Fernanda tratou a chegada da guitarrista como um movimento importante não só para o Korzus, mas para toda a cena. Na avaliação dela, há um ganho concreto quando uma banda veterana incorpora músicos de outra geração e volta a se projetar com energia nova. "Ver esse gás novo vindo do Jean e da Jéssica, que são de uma outra geração, trazendo essa energia para uma banda veterana e colocando-a no front de novo, é algo incrível, necessário e muito gratificante", disse.


A líder da Crypta também ressaltou a dimensão simbólica da escolha. Para ela, a presença de Jéssica numa banda historicamente masculina amplia a representatividade feminina dentro do metal extremo e tradicional. "Além disso, tem o fato de ser mais um espaço ocupado por uma mulher indiscutivelmente talentosa", afirmou. "Ver uma mulher ocupando esse posto em uma banda que historicamente sempre teve homens é um passo muito importante para a representatividade."


Na leitura de Fernanda, esse tipo de movimento tem efeito direto sobre o público. Ela acredita que a presença de mais mulheres em posições de destaque ajuda a criar identificação e pertencimento para novas gerações de fãs e musicistas. Por isso, vê a mudança como algo maior do que uma simples troca de formação. "Isso vai significar muito para as meninas que estiverem na plateia do Korzus", declarou.


No fim, a conclusão da cantora é clara: a entrada de Jéssica Falchi no Korzus fortalece todos os lados envolvidos. "Para mim, são apenas vitórias: todo mundo ganha. A Crypta segue seu caminho, o Korzus ganha esse novo fôlego e quem sai ganhando de verdade é a cena brasileira e os fãs."


Fonte: Whiplash.net

Há exatos 50 anos, o Ramones lançava seu icônico primeiro álbum

 

Cinquenta anos atrás, em 23 de abril de 1976, os RAMONES acenderam a revolução punk rock com o lançamento de seu álbum de estreia autointitulado: “Ramones”. Velozes, barulhentos e implacáveis, Joey Ramone (vocal), Johnny Ramone (guitarra), Dee Dee Ramone (baixo) e Tommy Ramone (bateria) cortaram o excesso da era com uma atitude impetuosa e um conjunto de canções — “Blitzkrieg Bop”, “Judy Is A Punk” e uma dúzia de outras explosões curtas, combustíveis, despojadas, mas inovadoras — que eram como nada mais na época. 

“O punk rock começou em 1976 no Bowery de Nova York, quando quatro cretinos do Queens criaram uma linhagem mutante de blitzkrieg bubblegum”, disse a Rolling Stone, ao nomear “Ramones” como o número 1 em “Greatest Punk Album Of All Time” (mais tarde nomeando-o como o número 1 em “Best Debut Album Of All Time”). “Mas mesmo que o punk rock tenha começado como uma espécie de negação — um chamado à simplicidade austera e brutal — sua variedade musical e poder emocional transformador foram imediatos e permanecem impressionantes.”


Nas cinco décadas que se passaram, “a influência do álbum tem sido incalculável” (The New York Times), e a música dos RAMONES atinge mais ouvidos hoje do que nunca. Para marcar a ocasião, os RAMONES e a Rhino estão iniciando uma série de festividades de um ano para não apenas celebrar o legado geracional do disco, mas para honrar o nascimento de um gênero e o impacto duradouro dos membros do Rock And Roll Hall Of Fame neste movimento popular global. Do punk ao pop ao perenemente descolado, a música e o estilo nunca mais foram os mesmos desde então.

Organizada e curada pela The Punk Foundation em colaboração com Linda Ramone e Ramones Productions Inc., a única exposição autorizada dedicada aos RAMONES fará sua estreia mundial no The Punk Rock Museum em Las Vegas em 4 de julho de 2026. Estruturada em torno do 50º aniversário do álbum de estreia da banda de 1976, ela reúne a música, materiais e o legado cultural da banda dentro de um programa público ao vivo mais amplo. Ancorada por um verão de apresentações públicas e exclusivas para membros, conversas com artistas, experiências interativas, passeios guiados por artistas, workshops comunitários e muito mais, a exposição conecta o público ao legado, impacto cultural e ao choque contínuo dos RAMONES através da música, arte, design e memória pública.

Entre agora e o final de 2026, os RAMONES e a Rhino também anunciarão lançamentos físicos e relançamentos, apresentações de tributo e muito mais, com vídeos recém-remasterizados e aprimorados de “I Wanna Be Sedated”, “Psycho Therapy”, “Rock N Roll High School”, “Sheena Is A Punk Rocker”, “Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight)”, “We Want The Airwaves”, “Time Has Come Today”, “I Wanna Live”, “Something To Believe In”, “Howling At The Moon” e “Do You Remember Rock And Roll Radio?” agora disponíveis no YouTube oficial dos RAMONES.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Nirvana ganha edição em capa dura do livro ‘The Complete Scores’

 


A editora Hal Leonard anunciou o lançamento de “Nirvana – The Complete Scores”, uma nova edição de luxo de colecionador em capa dura celebrando a música do Nirvana. Projetado para fãs, músicos e colecionadores, este volume premium apresenta uma luva protetora, produção de alta qualidade e uma apresentação elevada digna de uma das bandas mais influentes do rock.

Abrangendo todos os três álbuns de estúdio marcantes da banda — “Bleach”, “Nevermind” e “In Utero” — junto com o icônico álbum “MTV Unplugged In New York”, a coleção inclui 51 transcrições nota por nota extraídas diretamente das gravações originais. Cada parte de guitarra, linha de baixo, groove de bateria, melodia vocal e letra é capturada meticulosamente, oferecendo um olhar sem precedentes sobre as canções que definiram uma geração.

“The Complete Scores” proporciona uma oportunidade única de estudar a música do Nirvana em detalhes, seja para performance, educação ou apreciação profunda. Com sua combinação de precisão musical e design premium, a edição serve tanto como um recurso abrangente quanto como uma lembrança colecionável.

As músicas apresentadas incluem “Smells Like Teen Spirit”, “Come As You Are”, “Heart-Shaped Box”, “All Apologies”, “About A Girl”, “The Man Who Sold The World” e muitas outras.

Este lançamento dá continuidade à aclamada série “Complete Scores” da Hal Leonard, que também inclui coleções para artistas como Queen, Rush, Pearl Jam e The Beatles.

“Nirvana – The Complete Scores” está disponível agora em lojas de música, livrarias e no site halleonard.com, com um preço de varejo sugerido de 89,99 dólares.

Fundada em 1947, a Hal Leonard, uma empresa da Muse Group, é a maior fornecedora mundial de publicações musicais e materiais de instrução musical. Em seu catálogo de mais de um milhão de títulos disponíveis de forma impressa e digital, a Hal Leonard representa muitos dos editores, artistas, compositores e arranjadores mais conhecidos e respeitados do mundo. Sua sede global fica em Milwaukee, Wisconsin, e suas instalações de distribuição e impressão ficam em Winona, Minnesota. Além disso, possuem escritórios no exterior na Austrália, Bélgica, China, Alemanha, Holanda, Índia, Itália, Suíça, bem como em Londres e Bury St. Edmunds no Reino Unido.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Johnny Ramone não suportava a disco music: “É uma conspiração comunista para deixar nossos cérebros lisos”

 

É perfeitamente normal não gostar deste ou daquele estilo musical, grupo ou artista. Isso é do jogo! E em casos como assim, o mais indicado é passar longe, não gastar energia com algo que não lhe agrada, e focar no que lhe dá prazer e felicidade.

No entanto, dando de ombro a tal máxima, muita gente já usou a mídia e as redes sociais para expressar seu respectivo descontentamento com alguns colegas de profissão e gêneros musicais.

Em 1979, por exemplo, quando o Ramones atingiu o auge de sua produção, logo após o lançamento de Road to Ruin, os caras foram entrevistados pela revista Sweet Potato. Na entrevista, o guitarrista Johnny Ramone fez questão de desdenhar da popularidade da disco music.

“Eu odeio a disco music”, disparou o músico. “É repugnante. É algum tipo de conspiração comunista para deixar nossos cérebros lisos, para eliminar suas fissuras. Todos os artistas soam iguais. Tudo soa igual. É tudo fabricado. É uma idiotice”.

Em apoio ao amigo de banda, o baixista Dee Dee Ramone acrescentou transbordando ironia e deboche: “É só um monte de música alta e malucos pulando sem parar”.

Gostando ou não da disco music, Johnny Ramone e Dee Dee Ramone foram importantes para o rock n’ roll, em especial para consolidação do punk rock. O guitarrista infelizmente morreu em 15 de setembro de 2004, aos 55 anos, devido um câncer de próstata

O baixista, todavia, nos deixou antes de Johnny, no dia 05 de junho de 2002, 50 anos, por conta de uma overdose de heroína.


Fonte:  Rockbizz.com.br

Primeiro dia de Bangers Open Air provoca catarse coletiva com atrações do alto escalão do rock e metal

 

Pontualmente ao meio-dia, Lucifer abria os trabalhos no Palco Sun. Não se trata de um festival de magia negra, mas sim, de uma banda sueca que se destaca pelo rock n’ roll de pegada setentista, básico e direto, e performance cirúrgica da vocalista Johanna Sadonis.

Com sol baixo e o palco surpreendentemente lotado para o horário, o som provocativo e contagiante surpreendeu os curiosos que não conheciam a banda, fazendo muita gente requebrar o esqueleto com Fallen Angel, California Son e Maculate Heart. Ao final de uma hora de show, a curiosidade virou garantia de novos fãs.

A fila do lado de fora ainda era imensa e muitos fãs só conseguiram entrar a tempo para conferir outra banda sueca, mas diametralmente oposta: o prog metal reflexivo do Evergrey, uma das bandas mais subestimadas da paróquia.

Quem pensa que um som mais introspectivo não combina com festival open air precisava ver o numeroso público do Palco Hot botando a alma para fora com as “antêmicas” Weightless e Where August Mourns, ou vibrando com King of Errors.

Só deu pena do vocalista Tom Englund de macacão preto no calor de São Paulo. A banda também apresentou seu vindouro álbum Architects of a New Weave, cuja faixa-título demonstrou grande potencial ao vivo, embora o show pudesse ser ainda melhor com alguns clássicos como Recreation Day e Passing Through.

Mas nesse momento, mal eram 14h e o ingresso já tinha valido o preço. Enfim, momento de fazer um rápido almoço e vasculhar o merchandising, tudo perto do palco. Enquanto isso, o Feuerschwanz mostrava por que o folk metal é sempre divertido e muito bem-vindo em festivais, mesmo que ninguém conheça a fundo a banda que está tocando.

Os alemães trouxeram gaita de fole, violino, dançarinas coreografadas e brincaram bastante com o público, que respondia em uníssono.

Entretanto, de olho no relógio, às 15:20 seria hora de centrar o foco em uma verdadeira força bruta do metal atual: o furacão ucraniano Jinjer, gol de placa da produção do evento. E o espetáculo foi à altura do nome, com a estrelada vocalista Tatiana Shmayluk entregando provavelmente o que será a melhor performance individual de todo o festival, com um domínio de palco hipnotizante.

A banda conquistou o Memorial com um setlist centrado no álbum novo, o primoroso Duél (2025), mas claro que o mega hit Pisces não poderia ficar de fora.

Em seguida, enquanto o Killswitch Engage trazia um som ensurdecedor ao Palco Ice, o metal brasileiro era representado no Palco Sun por Torture Squad e Crypta, ao passo que o tributo nacional ao Ozzy rolava no Palco Waves.

Criado ao modelo dos grandes festivais globais, o Bangers permite o intercâmbio do público entre os shows simultâneos, o que cria uma atmosfera fantástica e torna tudo mais agradável, garantindo que ninguém vai ficar sem música.

Apesar de que, na edição 2026, a multidão de camisas pretas tornou o deslocamento entre os palcos mais árduo desde as primeiras horas do evento, com um nível de lotação fora do comum nos palcos principais.

Falando em Ozzy, outra grande homenagem viria logo em seguida do Palco Hot. Por volta das 18h, o guitar hero Zakk Wylde já mandava seus riffs mais pesados que o ar com o Black Label Society, em pedradas como Suicide Messiah, Set You Free, Fire It Up e a novíssima Name In Blood.

O grande público presente já estava atento a cada solo de Zakk, mas foi ao delírio mesmo com as homenagens ao Madman: o cover de No More Tears e a inédita balada Ozzy’s Song, que provocou uma catarse coletiva no Memorial.

O momento emotivo foi importante para preparar os incautos perante o massacre que viria pelas mãos dos co-headliners da noite. In Flames e Arch Enemy, que estiveram entre as mais pedidas pelo público desde a primeira edição, duas potências inquestionáveis do primeiro escalão do metal, duas bandas no auge e acostumadas a fechar festivais para mais de 80 mil pessoas na Europa.

Poder assistir a bandas dessa estirpe em seu habitat natural, ao invés de segregadas para palcos secundários ao meio-dia ou para shows solo em biroscas, é outro grande trunfo que torna o Bangers tão positivamente diferenciado no cenário brasileiro.

E o In Flames já dominou o Palco Ice na primeira música, nada menos que Pinball Map. A banda vem priorizando o lado mais pesado da sua fase moderna, apoiada no desempenho vocal renovado de Anders Fridén, que, além de agitar constantemente o público, parece ter redescoberto o amor pelos gritos e guturais.

Assim, não poderiam faltar Only For The Weak, State of Slow Decay e a devastadora sequência The Mirror’s Truth, I Am Above e Take This Life, fechando o show em um gigantesco mosh com direito a sinalizadores.

Mas algumas das melhores faixas cadenciadas da carreira da banda, como Alias, Cloud Connected e The Quiet Place, também marcaram presença e foram muito bem recebidas. Alguns fãs antigos talvez tenham sentido falta de algo da fase pré-Clayman (2000), embora seja difícil negar que o show dos suecos foi impecável.

Após 10 minutos de descanso, no palco logo ao lado, os conterrâneos do Arch Enemy iniciaram com o clássico Yesterday Is Dead And Gone. Todas as atenções estavam voltadas para a vocalista Lauren Hart (ex-Once Human), que acabou de entrar no time em substituição a Alissa White-Gluz, embora não pareça ter sentido a pressão.

Além de não parar um segundo, a moça canta como se estivesse possuída e prestes a extinguir a raça humana. Lauren foi aprovadíssima e muito bem recebida, chegando a desabar de emoção. Repensando, talvez o título de melhor performance individual do evento não esteja definido ainda.

Outra fonte de expectativas vinha do fato de que o brasileiro Kiko Loureiro (Angra) acusara o Arch Enemy de plágio por conta da música To The Last Breath, recém-lançada pelos suecos. Esse caso, todavia, não gerou repercussões no festival.

A banda tocou a música sem fazer comentários sobre o caso, a plateia reagiu bem, e tudo seguiu nos conformes. O setlist ainda teve pedradas como War Eternal, No Gods No Masters e Bury Me An Angel.

Assim, entre efeitos pirotécnicos, bandeiras tremulando e uma energia tão caótica quanto ameaçadora, a banda entregou tudo que se espera de um headliner e um pouco mais, fazendo valer seu lema de pure fuckin’ metal.

O público, claro, respondeu com moshs ininterruptos e um barulho pandemônico, em especial na icônica Nemesis, que encerrou a primeira noite do festival aos brados de “One for all, all for one”. De fato, não poderia existir sentimento melhor para definir a família heavy metal, que segue sendo a marca do Bangers Open Air.


Fonte: Rockbizz.com.br

 

Demorou um bocado, mas finalmente o Angra reuniu a formação do álbum Rebirth para alegria dos fãs saudosistas. Para quem não sabe ou não lembra, a formação da época se trata de Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria).

A volta triunfal da segunda encarnação da banda foi no festival Bangers Open Air, com uma apresentação no último domingo, dia 26 de abril.

Com isso, o Angra escreveu um novo capítulo no metal brasileiro, pois foram anos de rusgas, acusações e farpas entre os músicos da banda e Falaschi. Como o tempo tudo cura, os desentendimentos ficaram lá no passado e momento presente se firma na amizade, respeito e em mais música do que falatório.

Pelas redes sociais, o grupo ainda afirmou que bateu o recorde de público no Bangers Open Air. O evento contou com shows de Arch Enemy, In Flames, Within Temptation e muitos outros, mas foi a nossa prata da casa que reuniu mais fãs.

“Obrigado Bangers Open Air por uma noite que vai ficar na nossa história! Foi incrível ver tantos rostos emocionados e ouvir vocês cantando com a gente. Pra coroar esse momento, ficamos sabendo que o Angra bateu o recorde de público do festival”, escreveu a banda.


Além do Bangers Open Air, o Angra fará um show em celebração aos 25 anos do Rebirth no dia 29 de abril no Espaço Unimed. Os ingressos estão à venda via Clube do Ingresso.



Fonte: Rockbizz.com.br

 


Nevermore está oficialmente de volta à ativa e já começa essa nova fase com força total. A lendária banda retorna com uma formação renovada, trazendo Jeff Loomis (guitarra) e Van Williams (bateria) ao lado dos novos integrantes Jack Cattoi (guitarra), Semir Özerkan (baixo) e o vocalista Berzan Önen, que assume uma das posições mais emblemáticas da história do grupo.

Logo após esse aguardado retorno, o grupo realizou seu primeiro show no dia 1º de abril, no IF Performance Hall Beşiktaş, em Istambul, na Turquia. A apresentação marcou a estreia da nova formação nos palcos, mas também o início de um novo capítulo para a banda, que rapidamente conquistou o público presente com uma performance intensa e carregada de energia.

A recepção extremamente positiva — especialmente em relação ao desempenho de Berzan Önen — motivou o Nevermore a compartilhar registros oficiais desse show. Após divulgar anteriormente a faixa “Born”, a banda agora apresenta vídeos das músicas “Sentient 6” e “Dead Heart In A Dead World”, ambas executadas na histórica apresentação em Istambul.




Nova fase ganha força com repercussão positiva

Desde o primeiro momento, a nova formação mostrou entrosamento e respeito ao legado do grupo. O público turco respondeu com entusiasmo, cantando junto e criando uma atmosfera memorável. Esse retorno não apenas reafirma a relevância do Nevermore dentro do Metal, como também evidencia sua capacidade de se reinventar e manter sua essência intacta.

Além disso, a escolha de Berzan Önen como vocalista se mostrou acertada. Em vez de tentar replicar o estilo único de Warrel Dane, o cantor apresenta identidade própria, algo que contribui para dar uma nova personalidade à banda sem descaracterizá-la.

Os vídeos recém-lançados destacam músicas do clássico álbum “Dead Heart In A Dead World”, um dos trabalhos mais emblemáticos da discografia do Nevermore. Ao mesmo tempo, a banda já sinaliza planos para novas composições, indicando que esse retorno não se limita apenas à nostalgia.

Com isso, os fãs podem esperar não só revisitações de grandes sucessos, mas também material inédito em um futuro próximo, mantendo viva a proposta criativa que sempre definiu o grupo dentro do Metal contemporâneo.

Shows no Brasil estão confirmados

Para alegria dos fãs brasileiros, o Nevermore já tem compromissos marcados em São Paulo. A banda se apresenta neste final de semana no festival Bangers Open Air, um dos principais eventos do gênero no país. Em seguida, retorna aos palcos paulistanos no dia 28 de abril, no Espaço Unimed, prometendo performances intensas e recheadas de clássicos.

Serviço – Nevermore em São Paulo (Carioca Club)

  • Data: 28 de abril de 2026 (terça-feira)
  • Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SP)
  • Abertura dos portões: 19h
  • Realização: Bangers Open Air
  • Produção: Honorsounds
  • Ingressos disponíveis em: https://www.clubedoingresso.com/evento/nevermore-saopaulo





Fonte: Mundometalbr.com