O Black
Sabbath anunciou
o lançamento de seu primeiro livro oficial: “The
Masters Of Reality – Why Black Sabbath Matter”,
publicação da editora Rufus
Publications com
envios previstos para outubro de 2026. Criado pelo fotógrafo Ross
Halfin em
colaboração direta com a banda, o volume de mais de 500 páginas
percorre a trajetória do grupo desde o fim dos anos 1960 até “Back
To The Beginning”,
o último show, realizado em Birmingham em
julho de 2025. A obra reúne fotografias raras bem como itens de
memorabilia — muitos deles publicados pela primeira vez. Além
disso, há ensaios de Geoff
Barton e Dave
Ling,
que entrevistaram os quatro integrantes da formação
clássica: Ozzy, Tony, Geezer e Bill.
A
publicação chegará em três formatos. A Super
Deluxe Signed Metal Edition,
limitada a 200 cópias numeradas, mede 303 mm por 426 mm e traz mais
de 500 páginas impressas em papel artístico silk. A capa é de
metal escovado trabalhada manualmente e lombada em couro reciclado
com acabamento em foil roxo e branco. A caixa é do tipo clamshell em
couro reciclado e duas impressões giclée exclusivas. Dessa forma,
cada exemplar custa £950, mais frete internacional, e inclui uma
lâmina de assinatura autografada pelos quatro músicos.
Já
a Super
Deluxe Signed Edition,
restrita a 300 unidades numeradas e vendida por £650, mantém as
mesmas dimensões e o papel silk. No entanto, ela ganha encadernação
em couro preto reciclado, detalhes em baixo-relevo roxo e branco,
foto da banda de 1970 na capa. A caixa possui o diabo
voador Henry estampado
em branco e uma impressão giclée limitada. Por sua vez, a Standard
Edition mede
246 mm por 346 mm, possui capa impressa com acabamento metalizado,
luva de tecido com Henry em
foil branco e custa £99, sem incluir o envio.
O
peso histórico por trás da publicação
A
chegada de “The
Masters Of Reality – Why Black Sabbath Matter” faz
sentido diante do tamanho da influência do Black
Sabbath na
música
pesada. Formado por Ozzy
Osbourne, Tony
Iommi, Geezer
Butler e Bill
Ward,
o quarteto certamente transformou riffs graves, letras sombrias e
uma
atmosfera inquietante em uma nova linguagem para o Heavy
Metal.
A
sonoridade criada pela banda estabeleceu referências que
atravessaram
décadas e ajudaram a moldar o Doom
Metal,
o Stoner
Rock e
inúmeras
formas de Metal.
O projeto começou a tomar forma há dois anos e deveria
ser revelado
pouco depois de “Back
To The Beginning”.
No entanto, a
morte de Ozzy
Osbourne mudou
o cronograma.
Ross
Halfin explicou:
“Ozzy e Sharon queriam
que o
livro saísse logo depois do show final
em Birmingham,
mas a morte repentina de Ozzy fez
o mundo da música parar. Ozzy esteve
totalmente
envolvido com o livro e assinou as lâminas de
assinatura
meses antes do último show, assim
como todos os integrantes da
banda. Então, todos
nós achamos que agora, um ano depois de ‘Back
To
The Beginning’,
era o momento certo para anunciar o
projeto. É um livro que, para
todos nós, celebra tanto
o Black
Sabbath quanto Ozzy e
mostra o quanto eles
são importantes. Espero que os fãs gostem.”
Assim,
além de funcionar como registro visual de uma das trajetórias mais
decisivas do Heavy
Metal,
o livro preserva uma participação direta de Ozzy
Osbourne.
As duas edições de luxo somam apenas 500 cópias numeradas
e trazem
as assinaturas de Ozzy, Tony
Iommi, Geezer
Butler e Bill
Ward.
A
versão padrão amplia o acesso dos fãs a esse mergulho na
história do
O Accept publicou uma mensagem em suas redes sociais denunciando o roubo de instrumentos e equipamentos após o show no Rockfest, em Barcelona, Espanha. A banda alemã oferece uma recompensa a quem ajudar a recuperar uma guitarra especialmente feita para Wolf Hoffmann.
Novidades | Accept
Accept tem instrumentos e equipamentos roubados em Barcelona
Por João Renato Alves
Postado em 05 de julho de 2026
O Accept publicou uma mensagem em suas redes sociais denunciando o roubo de instrumentos e equipamentos após o show no Rockfest, em Barcelona, Espanha. A banda alemã oferece uma recompensa a quem ajudar a recuperar uma guitarra especialmente feita para Wolf Hoffmann.
"PEDIDO URGENTE!!
Após nossa apresentação no Barcelona Rockfest, o caminhão que transportava nossos equipamentos e instrumentos foi roubado.
A guitarra Framus Warwick 'Rise of Chaos' de Wolf Hoffmann - uma peça única - estava entre os muitos itens levados.
Modelo: WH-1 Chaos.
É uma das guitarras favoritas de Wolf para tocar, e ele a utiliza em todos os shows ao vivo.
Se alguém tiver alguma pista, vir o instrumento sendo vendido ou em uma loja de penhores, ou souber de alguma negociação online envolvendo a guitarra, pedimos que entre em contato conosco imediatamente!
Oferecemos uma recompensa de US$ 2.000 a quem ajudar a recuperá-la.
Por favor, entre em contato pelo e-mail abaixo:
Roadkilltouring@gmail.co
Obrigado!"
Atualmente, o Accept excursiona celebrando seus 50 anos de carreira – contando o período a partir do lançamento do primeiro álbum. Em setembro, a banda lança "Teutonic Titans 1976-2026", contando com regravações para músicos de todo o seu catálogo com uma série de convidados especiais.
Hoje,
os pioneiros do metal progressivo norueguês, Enslaved, têm a honra
de revelar ‘Spirit
Helper’,
uma colaboração única e profundamente poderosa com Kevin Kicking
Woman, um Ancião da Nação Blackfeet.
‘Spirit
Helper’ nasceu, em parte, da relação da banda com o festival Fire
In The Mountains,
que acontece anualmente na Nação Blackfeet, em Montana (EUA). O
Enslaved retornará ao festival no final deste mês para se
apresentar. Abaixo, Ivar Bjørnson, do Enslaved, e Kevin Kicking
Woman explicam o conceito e o longo processo de criação por trás
da faixa
“As
canções são a forma de conhecimento do povo Blackfoot. Elas
expressam relacionamento e responsabilidade, pertencimento e
prestação de contas. O propósito desta música é trazer uma
expressão performática que dê significado à vida, conectando-nos
aos universos por meio do cosmos, dos seres da terra, dos seres da
água e dos seres espirituais. ‘Spirit Helper’ é a documentação
física desse processo.”
Ivar Bjørnson (Enslaved) explica a
história por trás de ‘Spirit Helper’:
“‘Spirit
Helper’ começou a tomar forma muito antes de a música em si
existir. Suas origens estão em anos de conversas, festivais, viagens
e experiências compartilhadas que gradualmente conectaram pessoas,
tradições, paisagens e comunidades.
Para
o Enslaved, o caminho em direção a essa colaboração começou no
Colorado, em 2019. Por meio da nossa família musical estendida —
incluindo conexões compartilhadas com o Wardruna, nossa equipe de
empresários de longa data e a comunidade que cerca o Fire in the
Mountains — fomos apresentados a um dos organizadores do festival,
Shane McCarthy, e à visão por trás do evento que eventualmente nos
levaria à Nação Blackfeet, em Montana. O que inicialmente começou
como conversas sobre apresentações e colaboração artística
evoluiu lentamente para algo muito mais profundo: uma troca de
perspectivas, histórias e tradições espirituais moldadas por
muitas pessoas ao longo do caminho.
Essas
conexões continuaram a crescer nos anos seguintes, tanto através do
Fire in the Mountains quanto da comunidade ao redor da By Norse Music
— o selo e plataforma artística fundada por membros do Enslaved e
Wardruna, junto com nosso empresário Simon Füllemann. Através da
By Norse, surgiram novos diálogos, encontros e intercâmbios
culturais que ajudaram a criar as condições para que ‘Spirit
Helper’ fosse possível.
Quando
o Fire in the Mountains retornou em 2025 nas terras Blackfeet em East
Glacier, Montana, esses laços se aprofundaram ainda mais. O festival
reuniu artistas, organizadores, anciãos e membros da comunidade em
um ambiente focado no diálogo, na música e na troca cultural. Fomos
acolhidos em conversas e cerimônias que nos causaram um impacto
profundo. Ao longo da história do Enslaved, a mitologia e as
tradições espirituais sempre funcionaram como uma linguagem em
nossa música — uma forma de conectar a experiência pessoal com a
memória e a história humana mais profunda. Conhecer os membros da
comunidade Blackfeet foi como encontrar outra expressão dessa mesma
busca por significado, continuidade e conexão.
Durante
o festival, conheci Nick Rink, da Nação Blackfeet, e através dele
fui apresentado a Kevin Kicking Woman, ancião da Nação Blackfeet,
cuja presença se tornou central para o desenvolvimento da música.
Através dessas amizades — junto com a abertura e o incentivo
demonstrados pela comunidade Blackfeet em geral e pelas pessoas por
trás do Fire in the Mountains —, as conversas gradualmente se
transformaram em confiança mútua e, eventualmente, na ideia de
criarmos música juntos. Durante todo o processo, houve um
entendimento compartilhado de que essa colaboração precisava ser
abordada com honestidade, transparência e respeito.
Em
um encontro posterior em Nova York, que contou com a presença de
representantes da comunidade Blackfeet, do Fire in the Mountains, da
Firekeeper Alliance e do Enslaved, Kevin compartilhou conosco uma
canção tradicional de oração matinal — uma peça profundamente
pessoal e espiritual que ele generosamente confiou a mim e ao
Enslaved como base para uma nova composição. Reconheci
imediatamente a responsabilidade que vinha com esse gesto. Em vez de
simplesmente construir algo ao redor da contribuição de Kevin,
tornou-se importante para mim permitir que a própria música se
adaptasse ao pulso, ao ritmo e ao espírito já presentes na canção
dele.
Nos
meses seguintes, trabalhamos para encontrar uma linguagem musical
onde esses mundos pudessem coexistir naturalmente — permitindo que
o Enslaved continuasse totalmente fiel a si mesmo, enquanto
honrávamos a cadência, o cerne emocional e a energia espiritual da
oração de Kevin. O processo foi guiado não apenas pela colaboração
em si, mas também pelo incentivo, diálogo e abertura demonstrados
por toda a comunidade que cerca o projeto. Gradualmente, a música
revelou sua própria identidade.
Esse
processo finalmente se transformou em ‘Spirit Helper’.
Para
nós, a música representa muito mais do que uma colaboração entre
artistas de origens diferentes. Ela reflete o que pode acontecer
quando as pessoas se encontram de peito aberto, escutam com atenção
e se deixam transformar pelo encontro. A generosidade, a confiança e
a sabedoria compartilhadas conosco por Kevin Kicking Woman, Nick
Rink, a comunidade Blackfeet, o Fire in the Mountains, a Firekeeper
Alliance, nossos parceiros da By Norse e todos que ajudaram a moldar
essa jornada são coisas que carregamos com profunda gratidão.
No
fim das contas, ‘Spirit Helper’ é uma música sobre conexão —
entre o passado e o presente, tradições e pessoas, e os mundos
espiritual e humano. Para o Enslaved, ela representa uma das jornadas
musicais mais significativas que já realizamos.”
Nicholas
Rink explica o significado e o simbolismo da arte de ‘Spirit
Helper’:
“Vejo
a onda azul clara na parte inferior como uma representação do
oceano entre nós, mas também como a vibração de fundo da
existência que conecta a todos nós e dá origem à vida e, claro, à
própria música.
Imagino
a linha vermelha nos conectando ao redor do globo, representando
nossa humanidade compartilhada e nossa irmandade — a vida viva e
pulsante em todos nós. A espiral amarela representa a música se
movendo entre todas essas coisas.
As
‘Estrelas’ faziam parte da concepção original de Ivar e
passaram a representar o poder e a fonte da música. O círculo negro
com o raio representa o canto de Kevin e o poder espiritual que ele
carrega, e o arco-íris de triângulos representa os músicos.
Eu
queria incluí-los simbolicamente e achei que a figura tradicional do
‘homem-triângulo’ seria uma forma autêntica. Demorei um pouco
para decidir como usá-la, mas finalmente me veio a ideia de prestar
uma homenagem ao Dark Side of the Moon do
Pink Floyd, incluindo as cores do arco-íris de uma forma única.
Tudo
isso está sobre um mapa antigo da Noruega que minha avó guardou de
uma edição antiga da revista National Geographic. Gosto de usar
mapas porque a TERRA é fundamental para nos moldar, moldar nossa
humanidade e a forma como nos expressamos.”
Sobre
o Enslaved
Sem
nunca vacilar, o icônico Enslaved continua a existir como um dos
pilares mais originais e confiáveis da espinha dorsal indestrutível
do nosso cenário musical. Donos da reputação de ser uma das bandas
ao vivo mais eletrizantes da atualidade, eles nunca deixam de
entregar talento do mais alto calibre, sempre fazendo justiça ao seu
som característico que une o black metal ao progressivo. O Enslaved
foi formado em 1991 por Ivar Bjørnson e Grutle Kjellson, lançando
sua primeira demo, Yggdrasill, no verão de 1992, seu lendário
mini-álbum Hordanes Land em 1993, e seu álbum de
estreia, Vikingligr Veldi, na primavera de 1994.
O
Enslaved vive uma fase estelar — uma banda em seu estado mais
existencialista e autoconsciente, orgulhosos cidadãos de Bergen
carregando a tocha da extraordinária história musical de sua cidade
natal. Seus trabalhos mais recentes mostram o Enslaved em seu momento
mais livre e milimetricamente pensado — uma combinação letal que
desperta o furor de seus primeiros trabalhos, enquanto dança
graciosamente por suas composições mais ambiciosas, marcantes e
musicais até hoje. Uma contradição? A própria vida é uma
contradição. E, ainda assim, todos vivemos para provar o contrário.
O
Kamelot liberou o vídeo de Ashen World com participação da Miss
Mundo Chile 2025 Ignacia Fernández. A faixa estará presente no
álbum Dark Asylum, que vai sair no dia 28 de agosto via Napalm
Records.
O guitarrista
e líder do Kamelot, Thomas Youngblood, falou sobre o som: “Ashen
World captura o momento de estar na encruzilhada entre a escuridão e
a esperança, na qual a jornada adiante começa. É o Kamelot
clássico em sua essência, ao mesmo tempo em que abre novas portas
para o mundo de Dark Asylum”.
O
trabalho teve a produção de Sascha Paeth (Avantasia, Shaman, Angra,
Epica, Edguy e mais) e a mixagem e masterização de Jacob Hansen
(Amaranthe, Volbeat, Epica, Primal Fear e Evergrey).
Dark Asylum
contará com muitas participações especiais como Tobias Sammet
(Avantasia, Edguy), Lea-Sophie Fischer (Eluveitie), Clémentine
Delauney (Visions Of Atlantis), Ignacia Fernández (Decessus), Sara
Leupold e Billy King.
Track
listing de Dark Asylum:
01.
Sanctorium
02. Ashen World (com Ignacia Fernández)
03.
Dark Asylum
04. Sanctuary (com Clémentine Delauney &
Ignacia Fernández)
05. Nocte Veritas
06. One Last
Masquerade (com Tobias Sammet)
07. Ivy, My Dear
08.
Godlike Alchemy
09. The Sleeping Mind (Orphic Paradigm)
10.
Kaleidoscope
11. Enigma (Think Of Me)
12. Cassandra’s
Disease
13. Beneath the Moon (Tunglið) (com Rannveig Sif
Sigurðardóttir, Sólveig Sara Leupold, Lea-Sophie Fischer)
14.
The Puppet King
15. Sanctum Requiem
A
Rock Brigade Records, em parceria com a Heavy Metal Rock, anuncia o
lançamento no Brasil de Next to Die, décimo quinto álbum de
estúdio do Six Feet Under. Originalmente lançado em abril passado
pela Metal Blade Records nos Estados Unidos, o disco reafirma a
excelente fase criativa vivida pela banda liderada por Chris Barnes e
chega agora ao mercado brasileiro em edição especial em CD,
acondicionada em caixa acrílica com obi, contendo encarte completo e
reprodução fiel da arte original.
UMA
NOVA ETAPA PARA O SIX FEET UNDER
Após
a excelente recepção de Killing for Revenge (2024), o Six Feet
Under manteve o ímpeto criativo e voltou rapidamente ao estúdio
para registrar Next to Die. A formação, hoje consolidada em torno
de Chris Barnes, Jack Owen, Ray Suhy, Jeff Hughell e Marco
Pitruzzella, demonstra um entrosamento evidente, refletido em
composições que equilibram agressividade, técnica e identidade.
A
parceria entre Barnes e Owen — ex-companheiros de Cannibal Corpse —
continua sendo o principal motor criativo da banda. Desde a reunião
da dupla em 2017, o Six Feet Under atravessa um período de renovação
artística que culmina em um de seus trabalhos mais consistentes dos
últimos anos.
UM
NOVO MARCO NA DISCOGRAFIA
Next
to Die representa uma evolução natural do caminho retomado nos
lançamentos mais recentes. O álbum foi concebido a partir de uma
proposta bastante clara: dividir o repertório entre canções mais
velozes e agressivas e outras fortemente calcadas no groove que
caracterizou os primeiros discos da banda.
Produzido
por Chris Barnes e Jack Owen, com mixagem e masterização de Mark
Lewis, o disco alia uma sonoridade moderna à essência do death
metal clássico, preservando o peso característico do Six Feet Under
sem abrir mão de riffs memoráveis e excelente dinâmica entre as
faixas.
MORTE,
GROOVE E O DNA DO SIX FEET UNDER
Musicalmente,
Next to Die sintetiza diferentes momentos da carreira da banda. A
primeira metade privilegia o death metal mais veloz e brutal,
enquanto a segunda recupera o groove pesado que marcou álbuns
clássicos como Haunted e Warpath. Essa divisão confere variedade ao
repertório sem comprometer sua unidade.
As
letras permanecem fiéis ao universo característico de Chris Barnes,
explorando assassinatos, horror, violência extrema, morte e terror
psicológico, sempre sob uma perspectiva cinematográfica e visceral.
Entre
os destaques estão “Approach Your Grave”, que abre o álbum de
maneira devastadora; “Destroyed Remains”, marcada pela velocidade
e intensidade; “Mister Blood and Guts”, uma descarga de death
metal direto e agressivo; “Unmistakable Smell of Death”, que
combina brutalidade e refrão memorável; “Skin Coffins” e
“Grasped from Beyond”, representantes da vertente mais cadenciada
e grooveada do disco; além da faixa-título “Next to Die”, que
sintetiza perfeitamente o equilíbrio entre violência sonora e
precisão técnica alcançado pela banda
Enquanto
gênero musical, o heavy metal se aproxima da marca de 60 anos desde
sua criação. Naturalmente, as primeiras bandas do gênero somam
várias décadas de existência. Para alguns grupos, de fato, essa
longevidade não significa muita coisa além de soma de tempo, para
outras, porém, o tempo testemunha a favor de sua relevância
artística e expressiva, uma solidificação de talento e competência
musical. Pois bem, esse é o caso do Prophetic Age.
Formada
em Mauá na Grande São Paulo em 1996, por 30 anos o Prophetic Age
vem sustentando com maestria o título de uma das principais bandas
de metal extremo do país. Os álbuns “Prophetic Age” de 2001 e
“Forged In The Blackest Of Metals” de 2003, ambos lançados pela
Hellion Records, são obras seminais do black metal nacional. Não
obstante, em termos de palco o Prophetic Age ficou conhecido por
entregar apresentações tão surpreendentes, que foram convidados
para abrir shows históricos no Brasil, como o do Marduk na Led Slay
em São Paulo em 2003 – que também contou com o Ocultan – e o
Behemoth em 2004, também na Led Slay em São Paulo.
Depois
do EP mais recente, “Desolated Landscape”, lançado em 2022, o
Prophetic Age lança agora seu mais novo álbum intitulado
“Evolution’s Decay”.
Gravado
no estúdio Dual Noise em São Paulo com produção de Rogerio Wecko,
“Evolution’s Decay” reúne 10 faixas inéditas: “Doomsday
Clock”, “Ravenous”, “Visitors”, “Dive Into Darkness”,
“Abomination”, “Evolution’s Decay”, “Dark End Storm”,
“None Of The Weak Will Stand”, “The Living Dead” e “Beasts
Of The Haunted Night”.
Musicalmente,
“Evolution’s Decay” não só refina a já consolidada
identidade musical do Prophetic Age, mas disponibiliza a estética do
som pesado para uma instância de significação.
Já
em termos de letras, o disco propõe uma travessia pelo lado sombrio
do tempo e da consciência humana.
“Em
“Evolution’s Decay”, passado, presente e futuro são vistos
através de uma lente que recusa o otimismo fácil”, comenta o
vocalista Sferatu, principal compositor das letras. “Essas letras
articulam uma visão de mundo marcada pela decadência, pelo peso do
imaginário e pela obsolescência programada da humanidade — um
olhar lúcido e perturbador sobre o que fomos, o que somos e o
destino que construímos para nós mesmos. Esse conceito lírico,
aliado ao som, nos possibilita não apenas soarmos pesado, mas
significarmos pesado — fazer da nossa arte um organismo único,
onde cada elemento reforça a sensação de inevitabilidade e
escuridão que o álbum quer provocar no ouvinte.”
A
capa de “Evolution’s Decay” é uma arte do baterista Miction
Mastemas e sintetiza todo o conceito do álbum.
“Evolution’s
Decay” foi lançado em CD físico pela gravadora UBL e está
disponível nas principais lojas físicas e online. Uma versão
também será lançada em Fita K7 pela Sapo Discos.
Além
do vocalista Sferatu e do baterista Miction Mastemas, completam a
formação atual do Prophetic Age o guitarrista Rheiss, o baixista
Gregor e o tecladista Brahms Kermanns.