quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Butcher Babies anuncia novo álbum de estúdio, "Nightbloom"

 A Butcher Babies confirmou o lançamento do seu quinto álbum de estúdio para o próximo dia 2 de outubro, via Judge & Jury Records. "Nightbloom" conta com 10 faixas e é o primeiro trabalho após a saída da vocalista Carla Harvey, ocorrida em 2024. Heidi Shepherd passou a cuidar da função sozinha desde então.



Em material promocional, a cantora revelou que a inspiração para as músicas partiu da decisão de fazer terapia pela primeira vez na vida. O processo a levou a encarar situações que nunca havia abordado antes, além de descobrir coisas sobre sua personalidade que nem imaginava existir


"Ao longo de um ano, fui inundada por lembranças de traumas e emoções que eu havia reprimido. Comecei a sentir que, naquela escuridão avassaladora, aquelas memórias precisavam de uma saída. Então, comecei a escrever. Escrevi sobre o fracasso do meu casamento 'perfeito' de mais de 20 anos. Escrevi sobre a estrada sinuosa e perigosa no cânion que nos levou ao divórcio. Escrevi sobre ver o amor da minha vida se apaixonar por outra pessoa bem na minha frente. Escrevi sobre uma aventura de uma noite que me assombrou por décadas. Escrevi sobre um ex-namorado que tirou a própria vida. Escrevi sobre como a religião mórmon me excluiu, enquanto seus membros - e meus vizinhos - envergonhavam minha família por me apoiar. E, mais recentemente, escrevi sobre o abandono de perder uma melhor amiga de 20 anos. Escrevi sobre momentos que eu não percebia que pesavam tanto no meu coração, até que os escancaramos na terapia."


 O videoclipe para o single "Blame it on the Wind" pode ser conferido no player abaixo.


Fundado em Los Angeles no ano de 2009, o Butcher Babies tem no guitarrista Henry Flury o outro único membro presente desde o início além de Heidi. Completam a formação atual o baixista Sean Violet o baterista Dave Nickles – ambos realizando suas estreias em estúdio no novo trabalho.


Além do próximo álbum, a discografia da banda conta com "Goliath" (2013), "Take it Like a Man" (2015), "Lilith" (2017) e "Eye for an Eye... / ...'Til the World's Blind" (2023). As principais influências sonoras transitam entre o groove e o nu metal.


01. Lost in Your Touch

02. Sincerity

03. Blame it on the Wind

04. Broken & Beautiful

05. Are You Waiting Up?

06. Black Clouds Over Georgia

07. Fever in my Neck

08. Songbird

09. Leaving California

10. Black Dove


Fonte: Whiplash.net


Down anuncia novo álbum "Volume V" e lança single e videoclipe

 


O DOWN nunca foi apenas uma banda. É uma irmandade enraizada em amizades de infância que já duram décadas. É uma homenagem à cidade de New Orleans, Louisiana. É uma música feita para qualquer pessoa que já balançou a cabeça, tocou guitarra no ar (air guitar) ou vestiu uma camiseta surrada de turnê como se fosse uma armadura. Por mais de três décadas, o quinteto - Philip H. Anselmo, Pepper Keenan, Kirk Windstein, Jimmy Bower e Pat Bruders - construiu silenciosamente um legado sem igual. Quando esses caras se reúnem, a mágica acontece: invocada por grooves avassaladores, vocais rasgados direto da alma e riffs altos o suficiente para despertar uma divindade ancestral.


Neste outono, o DOWN começa mais um capítulo com Volume V.


"Estávamos todos muito empolgados com isso", sorri Anselmo. "Havia uma sensação de leveza no ar. A atitude de todo mundo estava positiva e tínhamos mais foco do que nunca. Parecia algo novo de novo. Cada um de nós buscou dar o seu melhor individualmente, e acredito que alcançamos o que queríamos. O disco é uma verdadeira jornada. É o DOWN clássico, mas também com sua própria identidade."

"Todo mundo tocou com a alma, escreveu riffs incríveis, e o Philip está cantando demais", acrescenta Windstein. "Há muita energia quando nos reunimos. Para mim, tem a mesma vibe da nossa estreia com NOLA, mas agora com mais 35 anos de experiência como compositores."


"Nós cinco somos da mesma época, crescemos juntos e conquistamos muita coisa individualmente", observa Keenan. "Todos tínhamos sons diferentes, mas ainda somos do mesmo raio de 20 quarteirões. O que torna o DOWN especial é que já nos conhecíamos antes de qualquer um de nós ter conquistado algo. Existe uma história ali."

Os laços do DOWN são profundos. Os integrantes se cruzaram pela primeira vez ainda adolescentes, tocando em várias bandas locais de New Orleans. Ao longo dos anos, cada músico seguiu seu caminho e fez seu próprio nome: Anselmo se destacou à frente do Pantera, Keenan assumiu a guitarra e os vocais do Corrosion Of Conformity, Windstein liderou o Crowbar e Bower assumiu as guitarras no Eyehategod.


Duas sessões de composição renderam a maior parte do material de Volume V. Mantendo uma tradição que remonta a Down II, os membros se isolaram no estúdio caseiro de Anselmo - seu ponto de encontro oficial -, o Nodferatu's Lair. As músicas surgiram na hora, em jams cara a cara. Ao longo de 2025, o som foi ganhando forma naturalmente. Keenan e Windstein optaram por gravar as guitarras simultaneamente, garantindo ao álbum um peso e uma pegada atemporais

O disco abre com uma pedrada avassaladora, 'The Myth'. A faixa dá o tom da obra com vocais potentes, ritmos esmagadores e palhetadas precisas para baixo (down-picking). Em seguida vem 'Merciful Fate', com a participação de King Diamond. A música atinge o ápice em um duelo vocal entre Anselmo e King Diamond, além de solos alucinantes executados em um ritmo acelerado de 120 bpm. A esposa de King, Livia Zita, ainda abençoa a faixa com seus próprios detalhes sombrios. O encerramento fica por conta de 'Twice-Told Tales', que conclui a viagem com um desfecho pesado e hipnótico. "É um aglomerado de riffs afiados e blues rock misturado com o rigor do metal clássico", revela Anselmo. "É uma música muito importante para nós. Pude sentir a influência de Ozzy Osbourne em mim da forma mais curiosa."


O primeiro single, 'Blood Oath', é sustentado por um riff que alterna momentos de puro peso e melancolia marcante, culminando em um refrão poderoso e marcante. Com uma sutil reverência às suas origens, a faixa praticamente transborda as cores tradicionais de sua terra natal (ouro velho, preto e branco). "Qualquer pessoa de New Orleans vai se divertir com as referências à cidade", sorri Anselmo. "Musicalmente, tem um gancho enorme. É uma música típica do DOWN, mas que surpreende."



"Você vai saber que é o DOWN logo no primeiro segundo", acrescenta Keenan. "O ataque é pesado pra caralho.


Fonte: Whiplash.net

Ghost: longa-metragem 2 Big To Rig chegará às telas de mais de 2.000 cinemas ao redor do mundo

 

O Ghost informou que o longa-metragem 2 Big To Rig chegará às telas de mais de 2.000 cinemas ao redor do mundo. O material foi registrado em película de 16 mm durante os dois shows ‘sold out’ no Palacio de los Deportes, na Cidade do México.

Sendo o segundo longa-metragem do grupo, o filme transporta o espectador através do tempo e do espaço para o meio da multidão de quase 40 mil pessoas que testemunharam aquelas noites de magia sombria em setembro de 2025.

O título 2 Big To Rig faz referência ao encerramento da Skeletour em fevereiro de 2026, depois de 70 shows na América do Norte, Europa e México.

O longa chegará aos cinemas e em IMAX em todo o mundo a partir de quarta-feira, 26 de agosto, por tempo limitado. Os ingressos já estão oficialmente à venda. Para saber detalhes das exibições e saber mais detalhes sobre a obra, basta acessar 2BigToRig.com.

Pelas redes sociais, o grupo informou: “Queremos informar que a Skeletour finalmente chegará às telas em mais de 2.000 cinemas de 52 territórios – incluindo aqueles onde o show foi… 2 Big to Rig. De qual desses 52 locais você vai assistir?”



Fonte: Rockbizz.com.br

Primal Fear lançará o álbum Shadow Riders em abril de 2027

 


Em entrevista a George Dionne, do Knac, o baixista e líder do Primal Fear, Mat Sinner, revelou que o nome do novo álbum da banda se chamará Shadow Riders e que sairá em abril de 2027. O disco será o sucessor de Domination, que saiu em setembro de 2025 pela Reigning Phoenix Music.

O novo álbum do Primal Fear será lançado em abril de 2027! No entanto, antes disso, como sempre, nós teremos dois singles e videoclipes, e isso pode começar já em janeiro. Estou muito ansioso para lançá-lo”.

Ao ser perguntado se já poderia revelar o título do próximo álbum do grupo, Mat disse: “Sim. Vou contar. Não me importo. O álbum se chamará Shadow Riders. Será bem Sombrio. Shadow Riders será uma das faixas do álbum. Uma faixa excelente. Então, vamos começar a gerar expectativa”.

Atualmente, o Primal Fear conta com os trabalhos de Ralf Scheepers (vocal), Mat Sinner (baixo e vocal), Magnus Karlsson (guitarra), Thalìa Bellazecca (guitarra) e André Hilgers (bateria).


fonte: Rockbizz.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Municipal Waste já tem novo álbum composto, garante Ryan Waste

 


Em uma nova entrevista para a Gear4music do Reino Unido, o guitarrista Ryan Waste, dos metaleiros de Richmond, Virginia, MUNICIPAL WASTE, falou sobre os planos da banda para os próximos meses. Ele disse:

Estamos trabalhando em um disco novo, sim. Nós praticamente temos um disco escrito. Então vamos finalizar isso para um lançamento no ano que vem. Vamos para a América do Sul com TESTAMENT e IMMOLATION no final do ano… A América do Sul está atrasada. Não fazemos isso há muito tempo. E depois temos alguns shows entre isso com CIRCLE JERKS nos EUA. Então nós sempre tocamos com bandas de punk e bandas de metal, e todos amigos também, então vai ser um bom momento.”

Em relação ao processo de composição do MUNICIPAL WASTE, Ryan disse:

Todos nós contribuímos. Nós entramos em uma sala. Geralmente alguém traz uma ideia para a sala de ensaio, tipo de um riff a três riffs. Quer dizer, isso já é uma música ali mesmo, e você simplesmente trabalha nas transições junto com Dave, conectando os pontos mais ou menos, e todos nós sentamos em uma sala e mandamos ver. Quer dizer, nós temos feito assim por anos, cara. No estúdio, é a mesma coisa. Todos nós entramos lá. Todos nós tocamos juntos. Sem metrônomo. Nós tocamos com a bateria, exatamente como no ensaio. É assim que fazemos.”

Ouça Aqwui!


MUNICIPAL WASTE - Electrified Brain 2022 



Pergunta sobre como a nova música do MUNICIPAL WASTE se compara estilisticamente ao EP “Tango & Thrash”, que saiu em 2024, Ryan disse:

Bem, ‘Tango & Thrash’ é de 2002. Esse não é um álbum novo. E as pessoas ficam confusas com isso. Então aquele foi um EP curto que fizemos com nosso baterista, que é falecido, que lançamos antes do ‘Waste ‘Em All’. Então aquelas músicas nós escrevemos em, tipo, cinco minutos e lançamos. E é engraçado, eu tenho que corrigir as pessoas sobre isso porque aquilo foi um relançamento. Nunca esteve disponível digitalmente. É uma homenagem a Kurt Russell que era um lado B de um split de sete polegadas com a banda BAD ACID TRIP, e ninguém realmente sabia sobre isso no panorama geral. Então nós ficamos tipo, ‘Vamos relançar isso na pandemia e ter algo apenas para manter as coisas em andamento.’ E nós queríamos isso disponível para mais pessoas ouvirem, mas é apenas uma homenagem divertida a Kurt Russell. Quer dizer, é bem ridículo quando você pensa sobre isso.”

Sobre se o próximo álbum do MUNICIPAL WASTE vai soar mais como “Electrified Brain”, que saiu em 2022, Ryan disse:

Eu acho que ele eleva o nível ainda mais, sim. Então mais dinâmica, mais coisas que você não esperaria de nós, sim, mas sempre a fórmula direta ao ponto, no estilo WASTE.”

Desde 2001, o MUNICIPAL WASTE tem se mantido intransigente em suas posições como porta-bandeiras festeiros e ainda mais marcantes do thrash metal do século 21. O quinteto de Richmond, Virginia — Tony Foresta, Ryan Waste, Philip “Landphil” Hall, Dave Witte e Nick Poulos — se transformou de um favorito cult em pilares do metal para uma geração. Ao longo do caminho, a Decibel exaltou “The Art Of Partying” em seu cobiçado Hall Of Fame e afirmou que ele “renovou o interesse no thrash e inspirou uma nova onda de bandas jovens.” A Metal Hammer batizou “The Art Of Partying” como um dos 50 Melhores Álbuns de Thrash Metal de Todos os Tempos, enquanto a Loudwire classificou “The Art Of Partying” como O Melhor Álbum de Thrash de 2007 e “Hazardous Mutation” como O Melhor Álbum de Thrash de 2005. Os caras esgotaram inúmeros shows em múltiplos continentes e acumularam dezenas de milhões de reproduções no processo. “Slime And Punishment” de 2017 estreou no Top 3 da parada Heatseekers Albums da Billboard, e o EP “The Last Rager” apenas acelerou seu ritmo em 2019.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Running Wild: ‘Masquerade’ ganha edição nacional em CD Pela Rock Brigade Rec.

 

Chega ao mercado brasileiro, via Rock Brigade Records, o emblemático Masquerade, décimo trabalho de estúdio do Running Wild. Este lançamento de 1995 exemplifica a maturidade do grupo liderado por Rolf Kasparek. O público brasileiro agora pode adquirir esta obra em uma edição especial em CD (caixa acrílica) com obi, que preserva fielmente a arte original e inclui encarte completo.

Em meados da década de 1990, o Running Wild vivia seu apogeu criativo e desfrutava de grande reconhecimento internacional, consolidado por uma sequência de álbuns clássicos como Death or Glory (1989) e Black Hand Inn (1994). Foi neste cenário de estabilidade que a banda lançou, em setembro de 1995, Masquerade.

O álbum surgiu da busca por um refinamento musical: equilibrar o peso do heavy metal germânico com composições mais diretas, sem sacrificar a atmosfera épica característica do grupo. Embora muitas vezes rotulado como um trabalho de transição, Masquerade envelheceu bem e conquistou o status de disco cult entre os fãs.



Este lançamento também marcou a consolidação daquela que é considerada uma das formações mais técnicas do Running Wild: Rolf Kasparek, Thilo Herrmann, Thomas Smuszynski e Jörg Michael. Com uma sonoridade mais enxuta e objetiva, as faixas ganharam um impacto devastador ao vivo, garantindo presença constante nos setlists da turnê subsequente.

Liricamente, o disco expande os horizontes da banda. Apesar de manter o foco em temas históricos e aventuras marítimas, o conceito central da “máscara” é usado como metáfora para discutir manipulação social, poder e identidade, levando as letras além do clichê pirata.

Musicalmente, Masquerade é um mergulho no heavy metal clássico, repleto de riffs marcantes, melodias fortes e refrães feitos para arenas. A produção, assinada por Rolf Kasparek, é limpa e robusta, valorizando o ataque das guitarras e evidenciando o amadurecimento do grupo.

Os destaques ficam por conta da abertura atmosférica com “The Contract / The Crypts of Hades”, da melódica faixa-título, e da agressividade de “Demonized”. Contudo, são “Black Soul” (pelo tom sombrio), a épica “Wheel of Doom” e o encerramento versátil com “Men in Black” que definem a força do álbum.


Ouça Aui!




Fonte: Rockbrigade.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Marilyn Manson lança clipe de Unalive do álbum One Assassination Under God – Chapter 2

 

Marilyn Manson lançou clipe de Unalive do álbum One Assassination Under God – Chapter 2. O som é o open track do disco que saiu nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, pelo selo Nuclear Blast Records.


Sobre o disco, Manson disse: “Tenho orgulho de apresentar a vocês o segundo capítulo de One Assassination Under God. Isso completa a minha história. Usei cada pedra que me atiraram para afiar minhas lâminas. Superei o purgatório e esculpi essas canções na pele do mundo. Ao ouvi-las, espero que elas formem uma cicatriz que vocês jamais esquecerão”.

Vale ressaltar que o novo álbum é o sucessor One Assassination Under God – Chapter 1, de 2024. O trabalho tem em seu repertório sons como Sacrilegious, Raise The Red Flag e As Sick As The Secrets Within.

O novo álbum está disponível em diferentes formatos como CD, vinil preto, vinil colorido (rosa e verde marinho) e digital.

Track listing de One Assassination Under God – Chapter 2:

01. Unalive
02. Don’t Answer The Door
03. Front Toward Enemy
04. All The Vilest Things
05. None of the Suns
06. Lucifer’s Teardrop
07. The Arsonist
08. Exit Wound
09. Enantiomorph






Fonte: Rockbizz.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Nevermore já conta com ideias para novas músicas registradas

 Após os primeiros shows com a nova formação, o Nevermore está se preparando para gravar material inédito. Em entrevista ao Moshpit Passion, o guitarrista Jeff Loomis destacou que a banda assinou contrato com a Reigning Phoenix Music e tem algumas músicas nos estágios iniciais.


"Tenho umas seis ideias em andamento; algumas ainda em estágio bem inicial, outras já praticamente prontas. Acho que o fato de o Berzan (Önen, vocalista) vir aos Estados Unidos a partir de novembro vai ser algo enorme. Hoje em dia, a gente consegue facilmente trocar demos pela internet e tudo mais. Mas, no fundo, eu adoro trabalhar pessoalmente. Dá para sentir a vibe de verdade e gerar mais energia dessa forma. Queremos aproveitar ao máximo esses seis meses para fazer o melhor álbum das nossas vidas. Vai acontecer basicamente entre outubro e março, esses são os planos. Já temos uma estrutura definida do que vamos fazer."

O instrumentista ainda deixou claro que a ideia não é fazer do novo cantor uma cópia de Warrel Dane. "Vocalmente, Berzan tem uma personalidade própria. Simplesmente consegue cantar as partes de Warrel quase com perfeição. Mas, ao mesmo tempo, queremos que ele tenha sua própria identidade também. Queremos oferecer a oportunidade de ser ele mesmo, sem ficar limitado a cantar exatamente como Warrel fazia. Mas, no que diz respeito a cumprir os requisitos, ele atendeu a todos."

A atual formação do Nevermore ainda conta com o baterista Van Williams do lineup clássico. Completam a banda o baixista Semir Özerkan e o guitarrista Jack Cattoi. O álbum mais recente, "The Obsidian Conspiracy", saiu em 2010. As atividades foram interrompidas no ano seguinte e retomadas apenas em 2024 – sete anos após o falecimento de Warrel Dane.


Fonte: Whiplash.net

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Sepultura "rouba o show" no maior festival de heavy metal da Inglaterra, diz a Metal Hammer

 O Sepultura foi uma das principais atrações do Bloodstock 2026, maior festival dedicado ao heavy metal na Inglaterra – o Download, herdeiro do Monsters of Rock, é um evento muito mais abrangente atualmente. Em resenha onde deu nota máxima à apresentação, a Metal Hammer deixou claro que a banda brasileira "roubou o show". Confira o texto assinado por Stephen Hill.



"Lendas do metal, Sepultura se despede em grande estilo, roubando a cena no Bloodstock 2026


A máquina brasileira do metal está em sua reta final, e sua apresentação incrível no Bloodstock pode muito bem ter sido o show do dia


Independentemente do que se pense sobre quem ou o que define o Sepultura, o fato de a banda ser uma presença constante no mundo da música pesada há quatro décadas é uma conquista notável. Nesta noite, a turnê de despedida que celebra seus 40 anos de história (embora a banda já conte com 42 anos de trajetória) chega ao festival Bloodstock para o último show deles em solo britânico.


Há uma nítida atmosfera de empolgação no local, e a banda é recebida como heroína ao subir ao palco e atacar com a imortal 'Inner Self'. Para uma música lançada em 1989, ela ainda soa incrivelmente atual; uma obra-prima que mistura groove e thrash, ela exemplifica exatamente porque a banda é tão respeitada.


É claro que, por mais que o público queira ouvir todos os clássicos da era de ouro do Sepultura - quando a banda era liderada por Max Cavalera -, seria um erro ignorar o material mais recente. Pode-se afirmar com convicção que Derrick Green é um dos vocalistas mais subestimados do metal; 'Kairos' e 'Means To An End', ambas do período em que ele integra a banda, soam grandiosas hoje em dia, e Green as interpreta com sua habitual postura imponente.


O Sepultura também detona com três músicas inéditas do seu recente EP 'The Cloud Of Unknowing' - algo que a maioria das bandas em sua turnê de despedida jamais cogitaria fazer. A faixa 'The Place', com sua sonoridade quase progressiva, encaixa-se perfeitamente ao lado de seu material mais lendário.


No fim das contas, porém, por mais incrível que tudo isso seja, a energia atinge o auge absoluto na reta final do show. Será que alguma banda do universo do heavy metal consegue superar a sequência de cinco músicas formada por 'Territory', 'Refuse/Resist', 'Arise', 'Ratamahatta' e 'Roots Bloody Roots'? O público do Bloodstock claramente acha que não e vai à loucura total durante esses 20 minutos de pura perfeição do metal.


Enquanto os acordes finais de 'Roots...' ecoam, o guitarrista Andreas Kisser agradece a todos pelos 42 anos de apoio e parabeniza o Bloodstock pelo seu 25º aniversário; enquanto ele fala, Green permanece ao seu lado, com os olhos marejados e visivelmente emocionado, ciente de que aquela será a última vez que se apresentará diante de um público do Sepultura no Reino Unido. Que banda, que maneira de se despedir."


O Sepultura segue na contagem regressiva para o encerramento da sua tour de despedida, "Celebrating Life Through Death". O último show acontece dia 7 de novembro no Pacaembu, São Paulo. Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance também estão confirmados no evento.



Fonte: Whiplash.net

SHANE EMBURY fala da luta contra o alcoolismo e mergulha no prog em novo álbum solo

 

Conhecido principalmente pelo trabalho no Napalm Death, o baixista transforma experiências pessoais recentes em um disco que explora suas influências progressivas, eletrônicas e experimentais


Shane Embury sempre encontrou maneiras de ultrapassar os limites do que se espera de um músico de grindcore. Paralelamente ao trabalho no Napalm Death, o baixista construiu uma extensa trajetória por projetos que transitam por música eletrônica, industrial, ambient e metal experimental. Agora, porém, ele mergulha em um território ainda mais pessoal com Bridge To Resolution, primeiro álbum lançado sob seu próprio nome.



Em entrevista à revista ProgEmbury explicou que o disco nasceu inicialmente dentro da mesma proposta de seu projeto Dark Sky Burial, mas ganhou outra direção quando começou a incluir vocais. O resultado combina elementos eletrônicos, pós-punk, avant-pop e rock progressivo, revelando de maneira mais evidente influências de bandas como Cardiacs e Rush.

 

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O álbum também está diretamente relacionado a um período de intenso questionamento pessoal. Depois da pandemia de Covid-19, Embury conta que enfrentou dificuldades tanto em casa quanto durante as turnês. Foi nesse contexto que iniciou um processo de terapia de orientação junguiana, que o levou a confrontar aspectos de sua própria personalidade e a utilizar a música como uma forma de expressar essas descobertas.

Ainda sou um trabalho em andamento. Depois da Covid, eu estava tendo dificuldades em casa e também estava tendo dificuldades em turnê. A criatividade estava fluindo, mas às vezes eu ainda não gosto de mim mesmo, da maneira como sou perto de outras pessoas. Comecei a fazer terapia junguiana e vi muitas coisas nas quais preciso trabalhar, e a música me permitiu expressar um pouco disso”, afirmou.

O músico também revelou que voltou a enfrentar problemas com álcool nos últimos anos. Segundo Embury, a situação foi particularmente difícil, mas ele conseguiu interromper novamente o consumo.

Tive um problema sério com álcool novamente nos últimos dois anos. Parei agora, finalmente, mas da última vez foi bastante difícil.”

O processo de autoconhecimento acabou se conectando diretamente com a maneira como Embury passou a enxergar algumas de suas maiores referências musicais. Entre elas está Neil Peart, baterista e principal letrista do Rush, cuja obra ganhou um significado diferente para o baixista à medida que envelheceu.

Nós achávamos que éramos indestrutíveis quando éramos jovens, mas não éramos. Sempre gostei da frase de Neil Peart: ‘Somos imortais apenas por um tempo limitado’ (N.R.: referência à letra da música Dreamline, do álbum Roll the Bones). Ele acertou em cheio, como sempre.”

A relação com Peart vai além da admiração pelo músico. Embury afirma que, depois de começar a estudar filosofia junguiana e outras correntes de pensamento, voltou aos textos escritos pelo baterista e passou a perceber novas camadas em suas letras.

Para mim, o Rush era principalmente sobre os riffs insanos e a musicalidade, mas, à medida que envelheço, as letras tiveram um impacto enorme.”

Apesar de Bridge To Resolution apresentar uma faceta mais progressiva e experimental, Embury não abandonou a agressividade e a estranheza que marcam sua trajetória. Ele cita especialmente o Cardiacs como uma influência importante na construção do material, ao lado de referências como Devin Townsend e a fase mais experimental do Killing Joke.

A ideia de explorar esse lado também representa um desafio pessoal para o baixista, que considera a possibilidade de levar o material aos palcos. Ele revelou que tenta conseguir uma oportunidade no festival holandês Roadburn e já conta com o interesse de Adrian Erlandsson, do At The Gates, para assumir a bateria. Embury também convidou guitarristas para participar e chegou a consultar Kavus Torabi, do Cardiacs.

Seria bom fazer isso. É algo diferente. Por mais nervoso que eu fique, quero me jogar um pouco no desconhecido.”

A agenda do músico, entretanto, continua longe de ficar vazia. Embury trabalha com Russ Russell na conclusão do segundo álbum do Tronos, projeto que mantém a parceria entre os dois. Paralelamente, está gravando material novo do Napalm Death e afirma que já existem 12 músicas registradas. Outro álbum do Dark Sky Burial também está nos planos.

Mas há ainda um projeto que parece ocupar um espaço especial em sua lista de prioridades: um disco inspirado pelo CardiacsEmbury explica que nem todo o material segue essa direção, embora algumas faixas tenham uma sonoridade próxima à banda britânica. Outras, segundo ele, remetem ao Gong e a diferentes vertentes da música experimental.

A multiplicidade de projetos não parece ser apenas uma questão de produtividade. Para Embury, criar tornou-se uma necessidade pessoal.

Às vezes fico deitado pensando: ‘Sim, eu tenho um problema’. Não consigo parar de fazer isso, e é uma necessidade. Me dizem para me acalmar porque estou sempre dez passos à frente. Mas não sei o que faria sem essa válvula de escape. Isso me ajuda a atravessar o dia. Faça o que você ama.”

Com Bridge To Resolution, o baixista apresenta justamente esse outro lado: menos interessado em reproduzir a brutalidade pela qual ficou conhecido e mais disposto a transformar experiências, influências e conflitos internos em música. O resultado é provavelmente seu trabalho mais abertamente progressivo e, sobretudo, um dos mais pessoais de sua trajetória.

Iron Savior confirma para novembro lançamento do álbum ‘Deathbringer’

A força do power metal alemão IRON SAVIOR lançará um novo álbum de estúdio, “Deathbringer”, em 13 de novembro de 2026 via Frontiers Music Srl.

Para celebrar o anúncio, o IRON SAVIOR lançou o primeiro single do LP, “Back From The Fires Of Hell”, junto com um visualizer oficial, disponível abaixo.




O vocalista do IRON SAVIOR Piet Sielck explicou como a música tem um significado muito especial para ele. Até mesmo seu título chama a atenção imediatamente, pois remete diretamente a “Through The Fires Of Hell”, uma faixa do álbum anterior “Firestar”.

Eu escrevi as primeiras letras antes de receber meu diagnóstico de câncer… Então a poesia se transformou em uma realidade amarga… Embora de uma forma diferente da que eu tinha imaginado originalmente”, disse ele. “Nós passamos por isso juntos… ‘Through The Fires Of Hell’ é, portanto, mais como uma poesia dedicada à minha esposa, enquanto ‘Back From The Fires Of Hell’ é mais uma reflexão sobre acontecimentos reais.”

Sobre assinar com a Frontiers, Sielck comentou: “Estou extremamente empolgado em anunciar que o IRON SAVIOR se juntou à família Frontiers Music. Depois de todos esses anos no mundo do metal, parece realmente especial começar essa nova jornada com um novo parceiro ao nosso lado. Mais especial ainda é o fato de que esse passo também significa me reconectar com amigos de longa data e companheiros do passado — pessoas com quem compartilhei muitos anos de experiências musicais e que compartilham a mesma paixão por um heavy metal honesto e poderoso”.

Com a Frontiers nos apoiando, estamos ansiosos para celebrar 30 anos do IRON SAVIOR e o lançamento do nosso novo álbum, com grande energia e empolgação, e muito mais por vir com a Frontiers ao nosso lado”, acrescentou ele. “Um enorme obrigado a todos os fãs que apoiaram o IRON SAVIOR ao longo dos anos. A paixão de vocês mantém o fogo queimando. Heavy metal nunca morre \m/”

Sediado em Hamburgo, o IRON SAVIOR há muito se estabeleceu como uma das bandas de power metal mais consistentes e produtivas da Europa. Com seu monumental novo álbum de estúdio “Deathbringer”, a banda liderada por Piet Sielck tem mais de um motivo para comemorar: após o terceiro capítulo da série “Reforged”, para a qual o IRON SAVIOR gravou novamente todas as músicas de sua era na Noise Records, além de um álbum de covers, a banda agora apresenta um álbum de estúdio totalmente inédito.

Este próximo capítulo na história da banda encontra o IRON SAVIOR em excelente forma — cheio de energia, peso e hinos marcantes. Em turnê para divulgar “Deathbringer”, a banda também pegará a estrada junto com o MYSTIC PROPHECY. E isso certamente não deve passar em branco: a banda está celebrando 30 anos de IRON SAVIOR.

Como de costume, Piet Sielck produziu o álbum ele mesmo mais uma vez — em seu próprio Powerhouse Studio, um nome bem estabelecido no campo de produções poderosas de metal e um lugar que há muito tempo está inseparavelmente conectado ao som do IRON SAVIOR. Com “Deathbringer”, a banda entrega o sucessor perfeito para seu bem-sucedido álbum de 2023 “Firestar”.

O que une todas as músicas do novo álbum é seu caráter de hino — sempre uma das maiores forças do IRON SAVIOR. “Climbing Higher” traz um impulso motivacional poderoso, incursões pelo território do speed metal melódico como “Light In The Dark” também estão presentes, e a faixa-título rápida e cheia de energia “Deathbringer” chama a atenção do ouvinte imediatamente. A cadenciada e implacável “Creature’s Tale” também se destaca como outro ponto alto do álbum.

Com “Deathbringer”, o IRON SAVIOR também retorna ao formato de álbum conceitual. Após 200 anos de paz, a galáxia está mais uma vez à beira do colapso: os Shadows, uma espécie insectoide e antigo inimigo da humanidade, retornaram. A bordo da gigantesca nave Deathbringer, sua Rainha imortal preservou os últimos restos de sua espécie dentro de uma colmeia digital eterna — sustentada pela força vital de incontáveis mundos. Agora, o IRON SAVIOR e a Aliança devem enfrentar um inimigo mais poderoso do que nunca.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Erik Grönwall, ex-Skid Row, lança o vídeo oficial para o single ‘Hell & Back’


 O ex-vocalista do SKID ROW Erik Grönwall lançou o videoclipe oficial dirigido por René U Valdes para “Hell & Back”, uma faixa de seu álbum solo mais recente, “Bad Bones”, que foi lançado em 22 de maio. Confira abaixo.



Após anos liderando algumas das bandas mais icônicas do rock, Erik retorna com seu primeiro LP solo totalmente autoral.

Conhecido no mundo todo por seus vocais potentes e presença de palco marcante, Erik já liderou o SKID ROW e o H.E.A.T, e fez turnê pela Europa e Japão como vocalista principal da lenda da guitarra Michael Schenker. Com “Bad Bones”, ele agora volta o foco para si mesmo.

Construído inteiramente com material autoral, “Bad Bones” é o trabalho mais honesto e sem concessões de Erik até hoje — um álbum moldado por anos de triunfos, reveses, reinvenção e sobrevivência.

Liderei bandas incríveis e vivi experiências que me mudaram para sempre, mas “Bad Bones” parece o verdadeiro começo da minha própria história”, diz Erik. “Este álbum sou 100 por cento eu — o bom, o ruim, tudo isso. Depois de tudo que passei, não sei mais como fazer música de outra forma a não ser honestamente.”

Musicalmente, “Bad Bones” captura o espírito e a energia do hard rock clássico, ao mesmo tempo em que entrega um som que parece imediato, moderno e vivo. Combinando ganchos poderosos, instrumentação orgânica e performances emocionalmente carregadas. Desde a atitude desafiadora da faixa-título até a profundidade emocional de “Praying For A Miracle” e a honestidade reflexiva de “Written In The Scars”, o álbum captura cada lado da identidade artística de Erik.

Os primeiros singles do álbum já ganharam forte apoio internacional de grandes rádios de rock, incluindo Bandit Rock (Suécia), Planet Rock (Reino Unido) e Star FM (Alemanha), enquanto os próximos shows ao vivo de Erik continuam a ganhar força. Duas apresentações em sua cidade natal no Cirkus, em Estocolmo, esgotaram com meses de antecedência, ao lado de uma lista crescente de participações em festivais pela Escandinávia e pelo restante da Europa.

Mais do que apenas um álbum solo, “Bad Bones” representa uma nova era para Grönwall — uma era construída inteiramente sobre liberdade criativa, honestidade e uma recusa a fazer concessões.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Kreator reflete sobre o papel da música no mundo atual: “É possível fazer a diferença”

 



Qual é o verdadeiro papel da música pesada na vida das pessoas nos dias de hoje? Em meio a um mundo cada vez mais dividido, no qual discussões políticas, sociais e ideológicas invadem praticamente todos os espaços, o Heavy Metal ainda consegue unir indivíduos em torno de algo em comum ou passou a funcionar principalmente como uma válvula de escape da realidade?

A questão não possui uma resposta simples, mas ganhou uma reflexão interessante durante uma nova entrevista concedida a Kati Rausch, do Music Interview Corner. Na conversa, o guitarrista Sami Yli-Sirniö e o baixista Frédéric Leclercq, ambos do Kreator, foram questionados justamente sobre a capacidade da música de aproximar as pessoas, especialmente considerando que muitas letras da banda abordam divisões, conflitos e alguns dos piores aspectos do comportamento humano.

Sami Yli-Sirniö acredita que a música ainda pode fazer diferença

Ao responder, Sami Yli-Sirniö demonstrou esperança, embora reconheça que talvez a música já não exerça sobre a sociedade o mesmo impacto

Eu realmente espero que sim. Às vezes eu me pergunto: será que hoje em dia é possível fazer uma diferença tão grande através da música quanto as pessoas fizeram, por exemplo, nos anos 60 e 70? Talvez não tanto, mas ainda assim… É possível fazer a diferença. Sim. Espero que sim. Espero mesmo. Seria difícil afirmar com certeza.”

A comparação feita pelo guitarrista aponta para uma mudança difícil de ignorar. Durante os anos 60 e 70, diversos movimentos musicais ultrapassaram os limites do entretenimento. Alguns caminharam lado a lado com grandes transformações culturais, comportamentais e políticas. Atualmente, com o consumo fragmentado e uma quantidade praticamente infinita de conteúdo disputando a atenção do público, provocar um impacto coletivo semelhante parece uma tarefa muito mais complicada.

Frédéric Leclercq defende a música também como escapismo

Frédéric Leclercq, por sua vez, apresentou outro aspecto da discussão. Para o baixista, mesmo quando uma canção não consegue transformar a sociedade, ela ainda pode cumprir uma função importante:

E, se não for possível, pelo menos podemos oferecer às pessoas uma forma de escapismo. Isso é algo que, no mínimo, deveríamos conseguir fazer em qualquer lugar: proporcionar às pessoas uma fuga da realidade e simplesmente entretê-las.

É por isso que você estava dizendo antes que podemos discutir se a política deveria ou não fazer parte da música em determinados momentos, ou se devemos assumir posições claras, porque isso também funciona como uma plataforma. Você tem uma voz, e acho legal quando consegue se expressar através dela.

Mas, ao mesmo tempo, existem os dois lados… Os dois argumentos são válidos. Sei que Alice Cooper, por exemplo, sempre diz algo como: ‘[Isso é apenas] entretenimento, e é isso que fazemos.’

E é isso que eu, pessoalmente, quero fazer: simplesmente oferecer às pessoas uma forma de escapar da realidade em que vivemos.”



A fala de Leclercq toca em uma discussão antiga dentro do Rock e do Heavy Metal: até onde um artista deve usar sua visibilidade para defender posições políticas e sociais? Para o músico, não existe necessariamente uma única abordagem correta. Alguns artistas enxergam a própria obra como uma plataforma para manifestar opiniões, enquanto outros, como o exemplo citado de Alice Cooper, preferem estabelecer uma separação mais clara entre entretenimento e posicionamento público.

A conexão com a música acontece de maneiras diferentes

No fim das contas, a música se conecta com cada pessoa de uma maneira particular. Para alguns, um disco pode modificar completamente a forma de enxergar o mundo, apresentar novas ideias ou criar um sentimento de pertencimento. Para outros, ouvir uma banda favorita significa simplesmente algumas horas de lazer, diversão e afastamento dos problemas do cotidiano — e não existe necessariamente algo menor nessa relação.

Também há quem transforme a música em parte fundamental da própria identidade. São fãs que frequentam shows, colecionam discos, vestem camisetas, acompanham bandas durante décadas e constroem amizades a partir desse universo. Ao mesmo tempo, existem artistas e ouvintes que usam letras e manifestações públicas como ferramentas para defender determinadas visões de mundo. Todas essas formas de conexão convivem dentro de uma mesma cultura.

O Heavy Metal, porém, ocupa atualmente um espaço bem mais distante do mainstream do que em alguns períodos de sua história. Por isso, parece improvável imaginar uma banda do gênero provocando, em larga escala, algum tipo de transformação cultural comparável àquela produzida por determinados artistas nas décadas citadas por Sami Yli-Sirniö.

Por outro lado, impacto não precisa necessariamente significar milhões de pessoas atingidas ao mesmo tempo. Para os nichos que ainda vivenciam o Heavy Metal de corpo e alma, uma música, um álbum ou um show pode continuar representando algo profundo e duradouro. Talvez a música pesada não consiga mudar o mundo inteiro, mas ainda pode mudar o mundo de seus verdadeiros amante


Fonte: Mundometalbr.com