O baterista Charlie Benante revelou ao Hot Metal que a formação atual do Pantera até chegou a conversar sobre a possibilidade de fazer algum material inédito. No entanto, não passou de especulação – e o próprio parece confortável com isso. Ainda assim, o membro do Anthrax não descarta outro tipo de lançamento no futuro.
"Eu adoraria lançar um álbum ao vivo com essa formação. Seria uma forma de podermos documentar o que fizemos, apenas para ter um registro dessa fase. Acho que seria ótimo."
O instrumentista também ressalta que, após mais de meia década, o lineup conseguiu provar seu valor a quem os criticou em um primeiro momento. "No começo havia gente pessimista. Tudo o que eu dizia era 'venham a um dos shows'. Se gostarem, ótimo. Se não gostarem, tudo bem, nunca mais precisam vir. Pessoas traziam seus filhos, que nunca tinham visto o Pantera antes. Sei que não é a mesma coisa. Dime e Vinnie não estão lá. Mas as músicas precisavam ser tocadas de novo e isso está fazendo os fãs sorrirem."
O Pantera volta a acompanhar o Metallica a partir de maio, como atração de abertura na última etapa europeia da turnê M72. A banda também se apresentará no Louder Than Life Festival, um dos maiores eventos do verão norte-americano.
O Black Label Society, banda liderada por Zakk Wylde, lança hoje "Engines of Demolition" em todas as principais plataformas de streaming e lojas físicas ao redor do mundo.
A banda também vai revelar em breve o videoclipe oficial da faixa de encerramento, "Ozzy's Song", o momento mais pessoal de Zakk e um dos destaques do álbum, no dia 28 de março à 00h30 (horário de Brasília) no YouTube. A faixa já vem gerando grande expectativa entre os fãs e funciona como um encerramento apropriado e emocionante para o disco.
"Black Label Society entrega riffs de hard rock, grooves com influência blues e baladas cheias de alma que têm marcado consistentemente o grupo de heavy metal liderado por Zakk Wylde por quase 30 anos." 4/5 – Associated Press
"…este é o Zakk Wylde mais seguro e focado em muito tempo… este é claramente o álbum mais forte da banda desde The Blessed Hellride," 8/10 – Blabbermouth
"…o resultado final é tão ousado e grandioso quanto qualquer fã do BLS poderia querer." – Spin Magazine
Zakk Wylde fazendo exatamente o que sabe fazer - e fazendo isso brilhantemente." 9/10 – Maximum Volume Music
"O estilo de rock implacável da banda é uma raridade bem-vinda no cenário atual, tornando Engines of Demolition uma verdadeira demonstração de força, feito para ficar no repeat." – Spill Magazine
O Black Label Society também vai realizar uma livestream global via Veeps, transmitindo a estreia ao vivo de "Ozzy's Song" diretamente do The Sylvee no dia 27 de março, a partir de 23:59 (horário de Brasília), permitindo que fãs do mundo todo acompanhem o momento em tempo real.
O Nevermore publicou uma mensagem direcionada aos fãs dos Estados Unidos revelando que vem enfrentando dificuldades para marcar atividades no país. O principal motivo é a dificuldade em obter visto para Berzan Önen, novo vocalista da banda, natural da Turquia. O grupo se manifestou sobre a situação nas redes sociais.
"UMA MENSAGEM PARA NOSSOS FÃS AMERICANOS
Ouvimos atentamente seus pedidos por uma turnê nos EUA e queremos que ela aconteça tanto quanto vocês. O motivo de ainda não termos conseguido é simples: a obtenção do visto de trabalho para o nosso vocalista está demorando muito mais do que o previsto. Vamos resolver isso, mas infelizmente ainda não chegamos lá.
Infelizmente, isso também significa que não poderemos nos apresentar no ProgPower USA este ano.
Pedimos sinceras desculpas a Glenn, à equipe do ProgPower USA e aos nossos fãs americanos, e agradecemos a compreensão.
Novas músicas estão a caminho e finalmente voltaremos aos palcos nos Estados Unidos para apresentá-las ao vivo em 2027. Devemos isso a todos vocês e prometemos que a espera valerá a pena.
Diante disso tudo, estamos agendando ativamente mais shows internacionais para o final deste ano. Os anúncios serão feitos em breve."
A formação atual ainda conta com outro membro turco, o baixista Semir Özerkan. No entanto, ele já reside nos Estados Unidos desde 2011. O guitarrista Jack Cattoi é o outro novo integrante. Eles se juntam ao também guitarrista Jeff Loomis e o baterista Van Williams na nova fase do grupo.
O Nevermore se apresenta no Bangers Open Air, em São Paulo, dia 26 de abril. O evento acontece no Memorial da América Latina. Duas noites depois, a banda faz show próprio também na capital paulista, desta vez no Carioca Club.
Fonte: Whiplas.net
Leia mais em: https://whiplash.net/materias/news_673/377870-nevermore.html
Oito anos após o aclamado álbum Eonian, os titãs noruegueses do black metal sinfônico, DIMMU BORGIR, retornam com uma nova e imponente obra: Grand Serpent Rising. Com lançamento previsto para 22 de maio pela Nuclear Blast Records, o álbum apresenta treze faixas punitivas e extraordinariamente diversas, que reafirmam o status da banda como uma das forças mais formidáveis da música extrema.
Shagrath comenta: “Sinto verdadeiramente que nos superamos musicalmente neste álbum. Foi um processo longo e exigente, mas ver como tudo se encaixou torna o resultado incrivelmente gratificante. Grand Serpent Rising reflete cada era do Dimmu Borgir — este disco carrega ecos de cada capítulo do nosso legado. Acredito que nossos fãs reconhecerão isso e encontrarão algo que realmente ressoe com eles.”
Até mesmo o peso do título do álbum carrega um significado profundo.
“Ele se encaixa perfeitamente,” explica o guitarrista Silenoz. “O Dimmu Borgir é um leviatã em grande escala e estamos nos erguendo mais uma vez. Embora a serpente represente o mal para alguns, para nós ela simboliza algo diferente: renovação, crescimento, conhecimento e libertação. É o nosso ‘trocar de pele’. E não esqueçamos que fevereiro de 2026 marca o fim do Ano da Serpente, quase o mesmo momento em que este álbum foi finalizado.”
Grand Serpent Rising foi gravado em Gotemburgo com o renomado produtor Fredrik Nordström, cujo histórico com a banda inclui marcos como Puritanical Euphoric Misanthropia e Death Cult Armageddon. A colaboração captura novamente a banda em sua forma mais expansiva e feroz, mesclando a grandiosidade orquestral com a intensidade implacável do black metal.
Junto ao anúncio do álbum, a banda revela o vídeo cinematográfico da faixa ‘Ulvgjeld & Blodsodel’. Cantada em norueguês, a música é um épico avassalador enraizado em temas de herança e linhagem — a passagem de algo essencial de uma geração para a seguinte.
Assista ao vídeo de ‘Ulvgjeld & Blodsodel’ aqui:
Formatos do álbum:
CD Acrílico
Vinil Duplo + 1CD, Mediabook de 24 páginas (Vinil Verde Transparente com Marmorizado Preto e Branco) (APENAS IMPORTADO)
A veterana banda nova-iorquinaPro-Painapresentou o singleMarch Of The Giants, segunda amostra de seu próximo álbum de estúdio,Stone Cold Anger, com lançamento marcado para 15 de maio pelaNapalm Records. O trabalho marca o retorno do grupo após mais de uma década sem inéditas.
A nova faixa traz uma abordagem lírica que remete ao clássico embate entre oprimidos e opressores, expandindo a discussão para temas como concentração de poder e estruturas políticas contemporâneas. A música propõe uma mensagem de resistência coletiva diante de forças dominantes, reforçando a identidade combativa que acompanha a trajetória da banda desde o início dos anos 1990.
O videoclipe de March Of The Giants foi filmado na Bélgica, nas cidades de Mons e Charleroi, com direção de Ludo Colapietro, da Colafilmstudios.
Sobre a canção, o vocalista e baixista Gary Meskil afirmou: “O segundo single do nosso próximo álbum, Stone Cold Anger, é March Of The Giants — uma música sobre se manter firme e avançar juntos para desafiar forças opressoras e criar mudanças reais. Foi a primeira faixa concluída para o disco, escrita com a ajuda de Eric Klinger e do nosso ex-guitarrista Matt Sheridan.”
Já o guitarrista rítmico Eric Klinger comentou a recepção do material recente: “Ficamos muito satisfeitos com a forma como o single anterior foi recebido e esperamos que vocês curtam este tanto quanto. Obrigado a todos pelo apoio.”
Confira o videoclipe:
Com Stone Cold Anger, o Pro-Pain chega ao seu décimo sexto álbum de estúdio. O disco também marca a estreia da banda no catálogo da Napalm Records e conta com o retorno de Eric Klinger à formação. Segundo Meskil, o trabalho reflete o clima de tensão global dos últimos anos: “Depois de uma década longe do estúdio, voltamos com Stone Cold Anger — um álbum forjado a partir das tensões globais e da crescente demanda por responsabilidade.”
Musicalmente, o álbum mantém a base agressiva do hardcore com elementos de groove e passagens mais melódicas. A abertura com Oceans Of Blood estabelece o tom direto do disco, enquanto a faixa-título aposta em guitarras melódicas contrastando com a intensidade vocal. Já Uncle Sam Wants You! incorpora uma pegada mais próxima do rock, sem abandonar o teor crítico. O repertório segue com faixas como Demonic Intervention, Rinse & Repeat e Hell Or High Water, até chegar ao encerramento com Sky’s The Limit.
Tracklist de Stone Cold Anger:
Oceans Of Blood
Stone Cold Anger
March Of The Giants
Uncle Sam Wants You!
Demonic Intervention
Rinse & Repeat
Hell Or High Water
Scorched Earth
Jonestown Punch
Sky’s The Limit
O álbum será disponibilizado em formatos físicos e digitais, incluindo edições especiais em vinil e CD digipak.
A banda Arch EnemyDongsan Live, marcando não apenas o início da turnê chinesa, mas também um momento decisivo na trajetória do grupo.
A mudança na formação ganhou destaque nos últimos meses, sobretudo após a saída de Alissa White-Gluz, que esteve à frente da banda por mais de uma década. Assim que a notícia veio à tona, especulações tomaram conta das redes, levantando a possibilidade de retorno de Angela Gossow. No entanto, a própria cantora rapidamente negou os rumores, reforçando seu papel atual como empresária do grupo.
Enquanto os fãs buscavam respostas, o Arch Enemy tratou de apresentar oficialmente sua nova voz com o single To The Last Breath, lançado em fevereiro. A faixa serviu como cartão de visitas para Lauren Hart, evidenciando sua potência vocal e consolidando a proposta sonora defendida por Michael Amott.
Nova vocalista marca estreia intensa e reforça identidade da banda
Durante a apresentação em Pequim, a banda demonstrou entrosamento e energia, enquanto Lauren Hart assumiu o protagonismo com segurança. Além disso, vídeos gravados por fãs circularam rapidamente, mostrando a recepção calorosa do público e destacando a performance visceral da nova frontwoman. Veja abaixo.
Em entrevistas recentes, Michael Amott destacou que trabalhar com a nova vocalista representou um passo importante em sua jornada artística. Segundo ele, a combinação entre técnica, dedicação e presença de palco elevou o nível da banda, ao mesmo tempo em que manteve a essência do death metal melódico que consagrou o grupo ao longo dos anos.
Por fim, com essa estreia ao vivo bem-sucedida, o Arch Enemy abre caminho para um novo capítulo promissor. A banda já anunciou a turnê europeia “Back To The Root Of All Evil” para o verão de 2026, sinalizando que a fase com Lauren Hart está apenas começando — e promete impactar profundamente o cenário do heavy metal global.
Quase duas décadas se passaram desde o lançamento de “Give Me Your Soul… Please”, de King Diamond, e a espera por um novo trabalho de inéditas segue como uma das mais longas e intrigantes do Heavy Metal. Desde então, o tempo não apenas passou — ele trouxe desafios pessoais, mudanças de cenário e uma sequência de promessas que ainda não se concretizaram.
Logo após aquele último registro, o próprio King Diamond enfrentou um momento delicado em sua vida. Em 2010, o lendário vocalista precisou passar por uma cirurgia cardíaca complexa, com a colocação de três pontes de safena após sofrer um ataque cardíaco. Ainda assim, demonstrando força e resiliência, ele retornou aos palcos em 2011 ao lado do Metallica, celebrando os 30 anos da banda.
A retomada mais consistente veio em 2012, quando King Diamond voltou definitivamente à ativa. Desde então, rumores e expectativas sobre um novo disco começaram a circular com frequência, alimentando a esperança dos fãs e consolidando o projeto como um dos mais aguardados do gênero.
Entre promessas, singles e adiamentos
Em 2019, tudo parecia finalmente encaminhado. A banda lançou o single “Masquerade Of Madness” e revelou detalhes sobre o álbum, que à época se chamaria “The Institute”. Além disso, pistas sobre a narrativa conceitual reforçaram a tradição teatral e sombria da carreira de King Diamond.
Entretanto, a pandemia interrompeu novamente os planos. O projeto perdeu força e ficou em segundo plano por alguns anos, até ressurgir com mais intensidade em 2024. Foi nesse contexto que surgiu o single “Spider Lilly”, reacendendo o entusiasmo dos fãs.
Paralelamente, outra faixa inédita, “Electro Therapy”, passou a integrar o repertório ao vivo da banda. Mesmo assim, 2025 chegou ao fim sem que o álbum completo fosse lançado, mantendo o status de “quase pronto” que já acompanha o projeto há anos.
Declarações recentes e novos caminhos
Em 2026, as informações ainda são escassas, mas algumas peças começam a se encaixar. O guitarrista Andy LaRocque declarou recentemente que segue esperançoso quanto ao lançamento do disco ainda este ano. Segundo ele, esse continua sendo o objetivo da banda, embora o processo dependa da finalização de composições por parte de King Diamond.
LaRocque também revelou que já havia enviado diversas ideias há alguns anos, das quais algumas foram aproveitadas — inclusive uma que já chegou aos palcos. Ele destacou que o material está avançado, faltando principalmente a etapa final de gravações e ajustes para que o álbum possa ganhar forma definitiva.
Enquanto isso, o músico também direciona energia para um novo projeto: a banda Lex Legion, que reúne integrantes ligados à formação clássica de King Diamond. A expectativa é que o grupo entre em turnê em 2027, ampliando ainda mais as atividades de Andy LaRocque fora da banda principal.
Diante desse cenário, surge uma dúvida inevitável: até que ponto nem mesmo os próprios envolvidos têm plena confiança no lançamento iminente do novo disco? Entre declarações otimistas e novos projetos paralelos, o futuro do aguardado álbum permanece incerto.
Por fim, resta aos fãs de Heavy Metal aguardar mais um capítulo dessa longa saga. Seja como “The Institute” ou “Saint Lucifer’s Hospital 1920”, o novo trabalho de King Diamond continua cercado de expectativa — e mistério.
As lendas do Jungle Rot anunciaram recentemente o seu 12° álbum de estúdio “Cruel Face Of War”, que estreará em 15 de maio através do selo Unique Leader Records. O primeiro single, “Apocalyptic Dawn”, já está disponível. O vocalista/guitarrista Dave Matrise c
Para começar, preciso dizer que é uma conquista incrível ter lançado 12 álbuns na minha carreira. Jamais imaginei que ainda estaria fazendo isso mais de 30 anos depois. Acho que é preciso ter cuidado com o que se deseja.
Sou muito grato a todos os nossos fãs que nos apoiaram por tantos anos e por nunca terem desistido de nós.
Aos meus companheiros de banda, por todo o trabalho árduo e dedicação a mim e ao JRot ao longo de todos esses anos.
‘Cruel Face Of War’ não irá decepcionar.
É repleto de grooves impactantes e riffs violentos que certamente vão quebrar o pescoço de qualquer um.”
Ele acrescentou:
“Resistimos ao teste do tempo. Ainda estamos aqui tocando nosso estilo característico de death metal old school, que nos rendeu um nome lendário na cena underground atual. ‘Cruel Face Of War’ dá continuidade a esse legado.”
Oriunda de Wisconsin, nos Estados Unidos, Jungle Rot apresenta em “Cruel Face Of War”, 12 faixas em seu estilo Old-School Death Metal característico. A produção ficou a cargo de Chris Djuricic, enquanto a mixagem/masterização ficaram por conta de Dan Swano no Unisound Studio.
O guitarrista do Slayer, Kerry King, já definiu os próximos passos de sua carreira solo e iniciará as gravações de seu segundo álbum em abril de 2026. O novo trabalho dará sequência ao elogiaFrom Hell I Rise”, lançado em maio de 2024, e reforça a intenção do músico de manter um ritmo criativo constante após décadas à frente de uma das maiores bandas do Thrash Metal do mundo. Além disso, a agência Independent Artist Group confirmou que uma turnê mundial de divulgação deve começar no início de 2027.
Enquanto organiza a entrada no estúdio, Kerry King já acumula material suficiente para o disco. Em entrevistas recentes, ele revelou que começou a desenvolver as letras e até compartilhou composições iniciais com o vocalista Mark Osegueda, conhecido pelo trabalho no Death Angel. O cantor, por sua vez, demonstrou entusiasmo com o direcionamento das novas músicas, destacando o tom agressivo e direto das letras. Assim, a parceria criativa entre os músicos segue fortalecida, indicando que o próximo registro manterá a intensidade característica do guitarrista.
Além de Osegueda, a banda solo conta com nomes experientes da cena pesada, como o guitarrista Phil Demmel (Machine Head, Vio-Lence), o baixista Kyle Sanders (Hellyeah) e o baterista Paul Bostaph, velho parceiro de Slayer. Com esse lineup sólido, Kerry King busca preservar a identidade sonora construída no debut, ao mesmo tempo em que abre espaço para pequenas evoluções musicais.
Novo disco deve expandir a sonoridade de “From Hell I Rise”
Em termos criativos, Kerry King não pretende realizar mudanças drásticas no estilo. Pelo contrário, o músico indicou que deseja expandir as ideias apresentadas em “From Hell I Rise”, explorando variações dentro do próprio universo. Elementos de punk rock, por exemplo, já apareceram no álbum anterior e podem retornar de forma pontual, já que fazem parte de sua formação musical. Dessa forma, o próximo trabalho tende a equilibrar consistência e pequenas experimentações.
Por fim, outro fator importante para o novo álbum envolve a possível retomada da parceria com o produtor Josh Wilbur. O profissional trabalhou com bandas como Korn, Lamb Of God, Avenged Sevenfold e Bad Religion. Kerry King destacou a importância do produtor no processo criativo, descrevendo-o como uma espécie de “sexto membro” da banda. Caso as agendas coincidam, a colaboração deve continuar, o que pode garantir novamente um resultado coeso, técnico e fiel à proposta intensa que marca essa nova fase do guitarrista.
Lançado em 1991,Arisemarcou um momento de virada na trajetória doSepultura. O disco não apenas ampliou o alcance internacional do grupo mineiro, como também ajudou a definir novos rumos para o thrash metal no início da década de 1990. Três décadas e meia depois, o trabalho segue sendo apontado como um dos registros mais importantes da história do thrash metal.
Gravado no Morrisound Recording, na Flórida — estúdio conhecido por lapidar nomes do death metal — o álbum foi produzido por Scott Burns em parceria com a própria banda. O resultado foi um som mais refinado do que em Beneath the Remains (1989), mas sem abrir mão da agressividade característica do quarteto. Pelo contrário: Arise elevou o nível técnico e trouxe uma abordagem mais madura nas composições.
Logo na faixa-título, Arise, o Sepultura apresenta um cartão de visitas direto: riffs velozes, bateria precisa e vocais que mesclam agressividade com maior clareza. A música se tornou um dos hinos definitivos da banda, presença constante em shows até hoje. Na sequência, Dead Embryonic Cells reforça essa identidade com mudanças de andamento e um refrão marcante, evidenciando uma evolução na construção das músicas.
Outro destaque é Desperate Cry, que ultrapassa os seis minutos e demonstra ambição estrutural, com passagens mais cadenciadas e um clima sombrio. Já Murder e Altered State exploram variações rítmicas e ajudam a compor a diversidade do álbum. O disco ainda inclui Under Siege (Regnum Irae), uma das faixas mais intensas do repertório, e Infected Voice, que reforça o caráter político e crítico presente nas letras.
Falando em temática, Arise apresenta um Sepultura mais atento a questões sociais, religiosas e existenciais. As letras abordam manipulação, opressão e conflitos internos, refletindo um período de amadurecimento não apenas musical, mas também ideológico da banda.
A formação — Max Cavalera (vocal e guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Igor Cavalera (bateria) — atingiu aqui um entrosamento que se tornaria referência. A precisão de Igor (ainda com apenas um “g” na grafia) na bateria, combinada com os riffs afiados de Kisser e Max, resultou em um dos momentos mais coesos do grupo.
Rock in Rio 1991: afirmação diante de uma multidão
Pouco depois da conclusão das gravações, mas antes mesmo do lançamento oficial de Arise, o Sepultura já se preparava para o maior desafio de sua carreira até aquele momento: subir ao palco do Rock in Rio II.
Sem o álbum oficial ainda disponível ao público, a banda recorreu a uma versão prévia com versões preliminares das músicas, utilizando rough mixes. Essas versões apresentavam diferenças em relação ao resultado definitivo — timbres menos lapidados, mixagem em estágio inicial e ausência de alguns refinamentos de estúdio —, mas já evidenciavam a força do novo material.
Diante de um público massivo, o grupo apresentou faixas inéditas como Arise e Dead Embryonic Cells, oferecendo um primeiro contato com o repertório que seria lançado oficialmente pouco depois. Mesmo em estado ainda bruto, as músicas causaram impacto imediato e mostraram que o Sepultura havia dado um salto criativo significativo.
A performance no Rock in Rio II, onde o Sepultura dividiu palco com Lobão, Megadeth, Queensrÿche, Judas Priest e Guns N’ Roses, não apenas comprovou a potência do novo material, como também consolidou a reputação dos “jungle boys” como uma força ao vivo. O show marcou um momento simbólico: o grupo que havia emergido do underground de Belo Horizonte agora se afirmava diante de uma plateia global, dividindo espaço com nomes de grande alcance.
Em sua biografia My Bloody Roots, de 2013, Max Cavalera comentou sobre a experiência do Sepultura na histórica segunda edição do Rock in Rio:
“Quando tocamos no segundo Rock in Rio, em 23 de janeiro de 1991, Arise estava para ser lançado. Estávamos programados para a mesma noite que o Guns N’ Roses e o Megadeth. O local do evento era o maior estádio de futebol do mundo: o Maracanã. Subimos ao palco às das da tarde. O sol brilhava, fazia 49 graus, muito, muito quente, e estávamos todos de preto. O público se agitava: a galera ia à loucura, era uma reação inacreditável. Receberam aquilo que pediram.
Depois da nossa apresentação, me deitei atrás do palco e olhei para o céu. O público ainda gritava. Me sentia nas nuvens. Não tinha bebido e também não tinha droga alguma no meu corpo: estava completamente careta, mas ainda assim viajando. Pensei: “Está é a maior onda de todas, nenhum tipo de droga poderia provocar o efeito que estou sentindo agora. Esta provavelmente é a melhor sensação que vou ter na vida”. Era como se estivesse atingindo uma espécie de ápice.
Foi um momnto e tanto. Pensei: “É pra isso que vivo. Vou viver por isso e morrer por isso”. Tudo o que tínhamos feito, todo o trabalho que tivemos, todas as noties dorimindo debaixo do palco, todas as coisas pelas quais passamos, tudo tinha valido a pena por aquele único instante. O vazio dentro de mim tinha sido preenchido. Não dá para comprar uma sensação dessas.”
Max também contou sobre o encontro que teve após o show com o cantor Lobão, que havia sido execrado pelos headbangers no dia do metal no Rock in Rio:
“O mais engraçado foi que naquela noite acabei indo a uma festa na casa do Lobão. Pedi desculpas pelo meu público e ele respondeu: “Ah, fica tranquilo! Foi divertido! Tem uns arruaceiros do caralho na galera de vocês. São seus soldados: estão ali por vocês, cara. Eu não tenho isso. Tenho todos esses álbuns de ouro e sou um astro pop gigantesco, mas não tenho todo esse respeito. O dinheiro não compra esse respeito”.
Orgasmatron: o tributo ao Motörhead
Entre as faixas que complementam o universo de Arise, uma das mais lembradas é a versão de Orgasmatron, originalmente gravada pelo Motörhead no álbum homônimo de 1986.
O Sepultura incorporou a música como lado B e também em edições posteriores do disco, apresentando uma releitura mais pesada e sombria em relação ao original. Mantendo a essência crítica da composição de Lemmy Kilmister, a banda brasileira intensificou a atmosfera densa da faixa, com guitarras mais encorpadas e uma abordagem vocal mais agressiva.
A escolha por Orgasmatron não foi por acaso. O Motörhead sempre foi uma das principais influências do Sepultura, especialmente na forma direta e crua de fazer metal. O próprio nome da banda foi extraído de uma música do Motörhead, Dancing On Your Grave (Dançando sobre sua sepultura). Ao revisitar a música, o grupo não apenas prestou homenagem, mas também reforçou a conexão entre o thrash metal e suas raízes mais tradicionais.
A versão acabou se tornando presença frequente no repertório ao vivo da banda nos anos seguintes e foi bastente executada na MTV e, no Brasil, em rádios de rock — algo surpreendente para a época, uma banda tão pesada tocando na programação regular das FMs da época —, ajudando a aproximar ainda mais o público do Sepultura de uma de suas maiores referências.
Henrique Portugal e os sintetizadores em Arise
Um detalhe menos lembrado, mas significativo em Arise, é a participação de Henrique Portugal, responsável por adicionar camadas de sintetizadores e efeitos em trechos específicos do álbum.
Conhecido por seu trabalho com o Skank, o músico contribuiu de forma pontual, inserindo texturas e ambientações discretas que ajudam a ampliar a atmosfera de algumas faixas. Em vez de assumir protagonismo, os sintetizadores aparecem de maneira sutil, quase imperceptível em uma audição desatenta, mas fundamentais para enriquecer o clima mais sombrio e denso do disco.
Essa colaboração mostra que, mesmo em uma fase marcada pela agressividade e pela precisão do thrash metal, o Sepultura já demonstrava abertura para experimentar elementos além do formato tradicional de guitarra, baixo e bateria. É um indicativo precoce da busca por novas sonoridades que a banda desenvolveria de forma mais evidente nos trabalhos seguintes.
A presença de Henrique Portugal também reforça a conexão da banda com músicos brasileiros de diferentes vertentes, ainda que de forma discreta neste momento da carreira.
(Under Siege) Live in Barcelona: o primeiro home video da banda
Lançado em 1991, (Under Siege) Live in Barcelona marcou o primeiro registro oficial em vídeo do Sepultura, capturando a banda em plena ascensão internacional durante a turnê de Arise. Gravado na cidade espanhola, o material apresenta o grupo em um momento decisivo, já com maior projeção fora do Brasil e diante de plateias cada vez mais expressivas na Europa.
O repertório mescla faixas de Arise e Beneath the Remains, refletindo a transição entre duas fases importantes da carreira. Músicas como Arise, Dead Embryonic Cells, Inner Self e Mass Hypnosis ajudam a traduzir a intensidade do quarteto ao vivo, com execuções rápidas e uma entrega energética que se tornaria marca registrada.
Mais do que um simples registro de show, o vídeo também tem valor histórico por documentar a consolidação do Sepultura fora do circuito underground. A performance evidencia o entrosamento entre Max Cavalera, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Igor Cavalera, além de destacar a força da banda diante de um público europeu já bastante receptivo.
Com estética crua e direta — típica dos registros ao vivo da época —, (Under Siege) Live in Barcelona funciona como um retrato fiel do impacto do Sepultura no início dos anos 1990, ajudando a pavimentar o caminho para a expansão global que viria nos anos seguintes.
Third World Posse: o EP que ampliou o alcance de Arise
Lançado em 1992, Third World Posse é um EP que ajudou a expandir o impacto de Arise fora do Brasil, especialmente no mercado europeu. Mais do que um simples complemento, o material reuniu versões ao vivo, remixes e faixas adicionais que reforçavam a presença do Sepultura naquele momento de ascensão internacional.
O EP traz Dead Embryonic Cells além de registros ao vivo gravados no show de Barcelona, evidenciando a intensidade da banda no palco e sua rápida conexão com o público europeu. Essas gravações mostram como músicas de Arise ganhavam ainda mais agressividade fora do estúdio, consolidando o grupo como uma força também ao vivo.
Outro destaque é a presença de Drug Me, cover do Dead Kennedys. O título do EP dialoga diretamente com o discurso de identidade e pertencimento que o Sepultura começava a explorar com mais clareza.
Embora nem sempre lembrado entre os principais lançamentos da banda, Third World Posse cumpre um papel importante na consolidação do Sepultura no início dos anos 1990, funcionando como uma extensão promocional de Arise.
Impacto e legado de Arise
Com Arise, o Sepultura atingiu um novo patamar. O álbum foi responsável por expandir a base de fãs da banda fora do Brasil e pavimentou o caminho para o sucesso ainda mais amplo que viria com Chaos A.D. (1993) e principalmente com Roots (1996).
A combinação de agressividade, técnica, premissas da música brasileira, e senso de composição fez do disco uma referência não apenas para o thrash metal, mas também para vertentes mais extremas. Bandas ao redor do mundo passaram a enxergar no Sepultura um exemplo de como unir peso e identidade própria.
Trinta e cinco anos depois, Arise permanece como um retrato fiel de uma banda em ascensão, capturando o momento em que o Sepultura deixou de ser promessa para se tornar protagonista no cenário global do metal.
Curiosidades
O álbum alcançou a posição #119 na Billboard 200.
A imagem da capa é Yog-Sothoth, criação de H. P. Lovecraft, ilustrada por Michael Whelan.
A música Dead Embryonic Cells aparece no jogo Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned, na rádio Liberty City Hardcore (L.C.H.C.), onde Max Cavalera atua como DJ.
Paulo Xisto é creditado como baixista no álbum, mas não gravou as linhas de baixo. As partes foram registradas por Andreas Kisser e Max Cavalera.
Scott Burns fez a mixagem original do álbum, mas Monte Conner (vice-presidente da Roadrunner Records na época) não ficou satisfeito com o resultado e solicitou uma nova mixagem a Andy Wallace — tudo isso sem o conhecimento da banda.