Os veteranos do death metal SIX FEET UNDER se separaram do baterista Marco Pitruzzella e o substituíram por Ruston Grosse (MASTER, SKELETAL REMAINS).
No dia 28 de maio, o SIX FEET UNDER divulgou o seguinte comunicado por meio das redes sociais: “Apenas queríamos que todos os nossos fãs, no mundo inteiro, saibam que estamos mais do que empolgados para começar nossa turnê europeia na próxima semana, e dando o pontapé inicial em nossa intensa agenda de turnês de verão que vai durar até o outono e terminar na América do Sul em outubro/novembro. Nós também gostaríamos que vocês nos ajudassem a dar as boas-vindas ao nosso novo baterista!! Ruston Grosse, que já trabalhou anteriormente com o MASTER e outros! Nós estamos trabalhando junto com Ruston há alguns meses nos preparando, e formalmente desde o início de maio, após nos separarmos de Marco Pitruzzella.”
“Todos na banda estão muito empolgados com este novo capítulo do SIX FEET UNDER e com o groove pesado que Ruston está trazendo para a seção rítmica!! Ele é um destruidor! E um ótimo sujeito.”
Ruston acrescentou em uma publicação separada: “Estou absolutamente empolgado pra caramba para golpear as massas com os caras nestes próximos ataques!!! É uma honra compartilhar o palco com Chris, Jack, Ray e Jeff, bem como substituir o Lord Marco.”
“Levem suas bundas para o show ou festival e preparem-se para ser esmagados porque deixem-me dizer uma coisa… A GUERRA ESTÁ CHEGANDO!!!”
Grosse é um baterista versátil conhecido por sua precisão e adaptabilidade que desafia gêneros. Baseado no sul da Flórida, ele se apresentou e gravou com atrações como MASTER, BRUTALITY, WOE, INHUMAN CONDITION, KULT OV AZAZEL, e notavelmente substituiu ao vivo no INCANTATION. Um multi-instrumentista e compositor, Ruston também lidera o projeto experimental AMESA SPENTAS e traz anos de experiência de estúdio, turnê e criatividade em estilos como metal, jazz, world music e fusion.
O SIX FEET UNDER está em turnê em apoio ao seu álbum “Next To Die”. As produtoras Venus Concerts e Caveira Velha apresentam no Brasil, entre outubro e novembro de 2026, a inédita turnê da clássica banda norte-americana Six Feet Under. A turnê passará por quatro capitais: Belo Horizonte (MG), no dia 30 de outubro, no Mister Rock; Recife (PE), no dia 31 de outubro, no Lounge Music; São Paulo (SP), no dia 1º de novembro, no Hangar 110; e Curitiba (PR), no dia 2 de novembro, no Tork N’ Roll.
A passagem pelo país, como parte de uma extensa turnê pela América Latina, acontece em uma fase de retomada criativa e atividade internacional do Six Feet Under, que acaba de lançar o álbum Next to Die, que sai no Brasil pela Rock Brigade Records em parceria com a Heavy Metal Rock.
Vale lembrar: “Killing For Revenge” foi lançado em maio de 2024 pela Metal Blade Records e teve lançamento simultâneo no Brasil via Rock Brigade Records, Voice Music e Rapture Records. O LP marcou o segundo trabalho que Barnes e Owen (ex-CANNIBAL CORPSE) criaram juntos desde que se reuniram para “Nightmares Of The Decomposed”, de 2020. Owen também produziu “Killing For Revenge”.
Após mais de três décadas de carreira e 14 álbuns de estúdio lançados, oKamelotretornará no dia 28 de agosto com um novo trabalho de inéditas. IntituladoDark Asylum, o disco será lançado pelaNapalm Recordse promete expandir ainda mais a faceta cinematográfica e conceitual que marcou os trabalhos recentes da banda.
O novo álbum apresenta uma narrativa ambientada em um universo de inspiração neovitoriana, tendo como cenário central o RavenHill Asylum, uma instituição originalmente construída como uma grandiosa catedral e posteriormente transformada em um local onde ciência, fé e loucura coexistem de maneira inquietante.
Segundo o guitarrista e fundador da banda, Thomas Youngblood, a história acompanha uma alma aprisionada em um mundo de máscaras, memórias fragmentadas e sofrimento psicológico. Ao percorrer os corredores do asilo em busca de identidade, verdade e redenção, o protagonista embarca em uma jornada que parte da escuridão em direção à possibilidade de cura e esperança.
O vocalista Tommy Karevikexplicou que o álbum mergulha nos aspectos mais profundos da mente humana, explorando o conflito constante entre medo e esperança, destruição e recuperação. De acordo com o cantor, o conceito permitiu que o grupo experimentasse uma sonoridade mais sombria, atmosférica e cinematográfica, sem abandonar os elementos melódicos que caracterizam sua identidade.
A produção ficou novamente a cargo de Sascha Paeth, colaborador de longa data do grupo, enquanto a mixagem e a masterização foram conduzidas por Jacob Hansen.
Além do conceito elaborado, Dark Asylum contará com uma série de participações especiais. Entre os convidados estãoTobias Sammet, Clémentine Delauney, Lea-Sophie Fischer, Ignacia Fernández, além de Rannveig Sif Sigurðardóttir, Sólveig Sara Leupold e Billy King.
Musicalmente, o trabalho promete equilibrar passagens orquestrais grandiosas, melodias sombrias e narrativa teatral. Faixas como Ashen World, Ivy, My Dear e Sanctuary são apontadas pela banda como peças centrais da trama, que aborda temas como identidade, sanidade, manipulação e transformação pessoal
Faixas de “Dark Asylum”
Sanctorium
Ashen World (feat. Ignacia Fernández)
Dark Asylum
Sanctuary (feat. Clémentine Delauney e Ignacia Fernández)
Nocte Veritas
One Last Masquerade (feat. Tobias Sammet)
Ivy, My Dear
Godlike Alchemy
The Sleeping Mind (Orphic Paradigm)
Kaleidoscope
Enigma (Think of Me)
Cassandra’s Disease
Beneath the Moon (Tunglið) (feat. Rannveig Sif Sigurðardóttir, Sólveig Sara Leupold e Lea-Sophie Fischer)
The Puppet King
Sanctum Requiem
O lançamento estará disponível em diversos formatos, incluindo CD digipak, edição earbook com dois discos e versão instrumental, fita cassete, vinis coloridos e variantes de colecionador, incluindo uma edição especial preenchida com líquido vermelho simulando sangue.
Atualmente, o Kamelot é formado por Tommy Karevik (vocais), Thomas Youngblood (guitarras), Oliver Palotai (teclados), Sean Tibbetts (baixo) e Alex Landenburg (bateria).
A história do Rock e do Heavy Metal está repleta de obras que precisaram enfrentar a resistência dos próprios fãs antes de conquistarem o reconhecimento que mereciam. Em alguns casos, a rejeição aconteceu por mudanças radicais de sonoridade. Em outros, por trocas de integrantes, vendas abaixo das expectativas ou simplesmente porque aqueles discos chegaram ao mercado na época errada.
O curioso é que muitos desses trabalhos acabaram envelhecendo melhor do que os álbuns que os ofuscaram em seus respectivos períodos. Décadas depois, o que antes era visto como uma decepção passou a ser tratado como ousadia, criatividade e até mesmo genialidade. Nesta lista, relembramos dez álbuns que enfrentaram resistência quando foram lançados e que hoje ocupam um lugar de destaque entre os clássicos do Rock e doHeavy Metal.
10 — Savatage — Dead Winter Dead (1995)
Quando Dead Winter Dead chegou às lojas, o cenário era extremamente desfavorável para bandas tradicionais de Heavy Metal. O Grunge ainda dominava boa parte da indústria musical, enquanto o Metal extremo atraía a atenção das novas gerações. Além disso, o Savatage ainda tentava se recuperar da perda de Criss Oliva, falecido em 1993, uma tragédia que abalou profundamente a banda e seus fãs.
O álbum também representava mais um passo na transformação artística do grupo. Os elementos progressivos, as passagens orquestrais e a abordagem conceitual afastavam cada vez mais o Savatage de suas raízes mais pesadas. Como consequência, o disco passou quase despercebido fora do círculo dos admiradores mais fiéis.
O tempo, porém, foi extremamente generoso com a obra. Hoje, muitos consideram Dead Winter Dead um dos trabalhos mais importantes da carreira da banda, principalmente por conter “Christmas Eve (Sarajevo 12/24)”, composição que serviria de embrião para o surgimento da Trans-Siberian Orchestra, um dos maiores fenômenos da música sinfônica contemporânea.
9 — King Diamond — The Eye (1990)
Lançado no início de uma década que transformaria completamente o mercado musical, The Eye acabou chegando ao público em um momento pouco favorável para o Heavy Metal tradicional. Apesar de receber avaliações positivas da imprensa especializada, o álbum não alcançou o mesmo impacto comercial de trabalhos anteriores como Abigail, Them e Conspiracy.
A situação foi agravada pelas constantes mudanças de formação e pela dificuldade de manter o impulso conquistado nos anos 80. O disco não gerou a repercussão esperada e acabou encerrando a primeira fase clássica da carreira solo de King Diamond de maneira surpreendentemente discreta. Importante mencionar que “The Eye” sequer teve uma turnê de divulgação.
Com o passar dos anos, entretanto, a percepção mudou radicalmente. Músicas como “Eye Of The Witch” e “Burn” passaram a figurar com frequência nos shows do vocalista, ajudando uma nova geração de fãs a redescobrir o álbum. Atualmente, muitos admiradores o colocam entre os melhores trabalhos de toda a sua discografia.
8 — Rush — Caress Of Steel (1975)
Poucos discos chegaram tão perto de comprometer o futuro de uma banda quantoCaress Of Steel. Após o sucesso moderado deFly By Night, a gravadora esperava um álbum mais acessível e comercial. ORush, no entanto, seguiu exatamente na direção oposta, apostando em composições mais longas, complexas e ambiciosas.
O resultado foi uma recepção fria tanto por parte da crítica quanto do público. As vendas ficaram abaixo das expectativas e a turnê subsequente acabou ganhando o apelido de “Down The Tubes Tour”, numa referência bem-humorada ao aparente fracasso do projeto.
Décadas depois, a história seria reescrita. O álbum passou a ser visto como o ponto de partida para a identidade progressiva que transformaria o Rush em uma das bandas mais respeitadas da história do Rock.
7 — Black Sabbath — Born Again (1983)
A simples ideia de ver Ian Gillan substituindo Ozzy Osbourne ou Ronnie James Dio já parecia estranha para muitos fãs do Black Sabbath. Quando Born Again finalmente foi lançado, a reação foi ainda mais polarizada. Embora as composições fossem fortes, a produção extremamente carregada de graves tornou-se alvo de críticas constantes.
Durante anos, o disco foi tratado como uma excentricidade dentro da discografia da banda. Muitos admiradores não conseguiam aceitar totalmente a combinação entre a voz de Gillan e o peso característico do Sabbath.
Com o passar do tempo, entretanto, faixas como “Trashed”, “Disturbing The Priest” e “Zero The Hero” ganharam enorme reconhecimento. Hoje, Born Again é frequentemente lembrado como um dos álbuns mais injustiçados da carreira do grupo e uma importante influência para diversas bandas da geração seguinte.
6 — Iron Maiden — Somewhere In Time (1986)
Após o sucesso monumental de Powerslave e da gigantesca “World Slavery Tour”, muitos esperavam que o Iron Maiden simplesmente repetisse a fórmula vencedora. Em vez disso, a banda decidiu experimentar. O uso de guitarras sintetizadas causou estranhamento imediato em parte dos fãs mais conservadores.
Embora o álbum tenha vendido muito bem, a discussão sobre sua sonoridade acompanhou o disco durante anos. Muitos admiradores acreditavam que o grupo estava se afastando das características que o haviam transformado em uma referência do Heavy Metal.
Hoje, essa visão mudou completamente. Músicas como “Wasted Years”, “Sea Of Madness” e “Caught Somewhere In Time” ajudaram a consolidar o álbum como um dos trabalhos mais criativos e sofisticados da carreira do Iron Maiden.
5 — Judas Priest — Turbo (1986)
Se existe um álbum capaz de dividir opiniões até hoje na discografia do Judas Priest, esse álbum é Turbo. Lançado após os consagrados Screaming For Vengeance e Defenders Of The Faith, o disco apresentou sintetizadores, refrões mais acessíveis e uma estética muito mais próxima do Hard Rock oitentista.
A reação foi imediata. Muitos fãs acusaram a banda de abandonar suas raízes em busca de sucesso comercial. O visual adotado pelos músicos também contribuiu para aumentar a controvérsia.
Entretanto, aquilo que parecia um desvio de rota acabou sendo reavaliado ao longo dos anos. Hoje, músicas como “Turbo Lover” e “Out In The Cold” são consideradas clássicos do repertório do grupo, enquanto o álbum passou a ser visto como uma experiência ousada e extremamente bem executada.
4 — Motörhead — Another Perfect Day (1983)
Poucos álbuns na história do Motörhead provocaram uma reação tão controversa quanto Another Perfect Day. O disco marcou a chegada do guitarrista Brian Robertson, ex-Thin Lizzy, contratado para substituir “Fast” Eddie Clarke. A simples troca já causou desconfiança entre os fãs, mas o verdadeiro choque veio quando o álbum foi lançado.
Diferentemente da sujeira sonora e da agressividade quase punk que caracterizavam os trabalhos anteriores da banda, Another Perfect Day apresentava uma produção mais limpa, guitarras mais elaboradas e uma abordagem consideravelmente mais melódica. Muitos admiradores enxergaram essa mudança como uma descaracterização do grupo. A situação ficou ainda mais delicada porque Robertson possuía uma imagem muito diferente da estética tradicional do Motörhead, o que contribuiu para aumentar a rejeição.
Durante anos, o disco foi tratado como uma espécie de “ovelha negra” da discografia da banda. Entretanto, o tempo revelou qualidades que passaram despercebidas em 1983. Faixas como “Shine”, “Dancing On Your Grave”, “Back At The Funny Farm” e “I Got Mine” demonstraram que o álbum possuía personalidade própria e um nível de composição acima da média. Atualmente, muitos fãs o consideram um dos trabalhos mais injustiçados da carreira de Lemmy Kilmister.
3 — Metallica — Load (1996)
Nenhum outro álbum desta lista gerou uma reação tão explosiva quanto Load. Quando o Metallica surgiu promovendo o disco com cabelos curtos, roupas inspiradas no universo alternativo dos anos 90 e uma sonoridade distante do Thrash Metal que o consagrou, boa parte dos fãs simplesmente entrou em estado de choque.
A polêmica foi muito além da música. As fotografias promocionais, o visual adotado pelos integrantes, assim como diversas declarações concedidas à imprensa alimentaram a percepção de que a banda estava abandonando suas raízes. O fato de o álbum suceder uma sequência formada por Ride The Lightning, Master Of Puppets, …And Justice For All e o chamado “Black Album” apenas aumentou a resistência.
Curiosamente, as críticas direcionadas ao disco raramente se concentravam nas músicas. Com o passar dos anos, canções como “Ain’t My Bitch”, “Until It Sleeps”, “Hero Of The Day” e “King Nothing” recebem análises mais objetivas, sem o peso das expectativas que cercavam o lançamento. Hoje, inclusive entre fãs que continuam preferindo a fase clássica da banda, existe um reconhecimento muito maior da qualidade artística de Load.
2 — Kiss — Creatures Of The Night (1982)
Atualmente tratado por muitos admiradores como o melhor álbum do Kiss nos anos 80, Creatures Of The Night nasceu em circunstâncias extremamente desfavoráveis. A banda atravessava um período de queda de popularidade após trabalhos que dividiram opiniões, como Dynasty, Unmasked e Music From “The Elder”. Decerto, o público parecia cada vez menos interessado no grupo.
Musicalmente, o álbum representava um retorno ao peso e à agressividade. Em tese, era exatamente o tipo de disco que os fãs pediam. O problema é que, quando ele finalmente chegou às lojas, a marca Kiss já havia perdido grande parte do prestígio conquistado durante os anos 70. As vendas ficaram muito abaixo do esperado e a repercussão inicial foi inegavelmente decepcionante para os padrões da banda.
Com o passar do tempo, entretanto, o álbum foi redescoberto. Músicas como “Creatures Of The Night”, “I Love It Loud”, “War Machine” e “Rock And Roll Hell” ajudaram a transformar o disco em um dos registros mais respeitados de toda a carreira do grupo. Hoje, muitos fãs consideram o álbum um clássico absoluto e um exemplo de como qualidade artística nem sempre é suficiente para garantir sucesso imediato.
1 — Guns N’ Roses — Appetite For Destruction (1987)
Pode parecer impossível imaginar isso hoje, mas Appetite For Destruction esteve longe de ser um sucesso instantâneo. Quando foi lançado em julho de 1987, o álbum teve vendas modestas e enfrentou dificuldades para conquistar espaço na mídia. A gravadora acreditava no potencial da banda, mas o mercado ainda não sabia exatamente como reagir à combinação explosiva de Hard Rock, atitude punk e excesso que caracterizava o Guns N’ Roses.
A situação não mudou nem mesmo quando a MTV passou a exibir “Welcome To The Jungle”. Aos poucos, o videoclipe despertou certa curiosidade do público e impulsionou levemente as vendas, mas nada muito promissor. O processo foi lento. Diferentemente de muitos sucessos da época, Appetite For Destruction não explodiu da noite para o dia. Seu crescimento ocorreu gradualmente ao longo de meses.
Quando “Sweet Child O’ Mine” chegou às rádios, a transformação foi definitiva. O álbum alcançou o topo da Billboard, vendeu milhões de cópias e mudou para sempre a história do Rock. Assim, o que começou como um lançamento comercialmente discreto acabou se transformando em um dos discos mais vendidos, influentes e celebrados de todos os tempos. Poucos exemplos representam tão bem a ideia de uma obra que precisou de tempo para ser compreendida quanto Appetite For Destruction.
Conclusão
A história desses dez álbuns mostra que a primeira impressão nem sempre conta toda a história. Alguns foram prejudicados por mudanças de formação, outros por transformações de sonoridade, expectativas irreais dos fãs ou simplesmente pelo contexto do mercado musical. Em comum, todos carregam uma característica rara: sobreviveram ao teste do tempo.
Décadas depois de seus lançamentos, esses discos deixaram para trás as críticas, as desconfianças e até mesmo os fracassos comerciais. O que permaneceu foram as músicas. E, no fim das contas, é justamente isso que transforma um álbum rejeitado em um clássico.
Esta não é a primeira vez que o Metallica entra para a história durante a atual etapa da turnê M72. Logo no início da passagem europeia, a banda já havia estabelecido um novo recorde de público na Grécia, ao reunir mais de 90 mil pessoas no Estádio Olímpico de Atenas. Agora, o quarteto norte-americano alcançou outro feito impressionante ao registrar o maior público já visto em um show realizado em estádio na Alemanha.
No último dia 30 de maio, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo se apresentaram no lendário Olympiastadion, em Berlim, diante de 94 mil fãs. Segundo o jornal The Berliner, trata-se do maior público já registrado em um espetáculo realizado em estádio no país. O recorde anterior pertencia ao U2, que reuniu pouco mais de 90 mil pessoas no mesmo local em 2009.
O feito chama ainda mais atenção porque a capacidade habitual do Olympiastadion para apresentações musicais gira em torno de 72 mil espectadores. A marca só foi possível graças ao conceito inovador da turnê M72, que utiliza uma estrutura de palco circular posicionada no centro da arena.
O palco da turnê M72 ajudou a ampliar a capacidade do estádio
Desde seu lançamento em 2023, a excursão promove uma experiência diferenciada ao público. O tradicional Snake Pit, área reservada aos fãs mais próximos da banda, foi deslocado para o centro do palco, permitindo inclusive melhor aproveitamento do espaço interno dos estádios.
Além disso, a estrutura possui um enorme palco em formato de anel, sustentado por oito torres equipadas com telões e sistemas de som. Cada uma dessas torres conta ainda com plataformas elevadas que funcionam como áreas VIP exclusivas. Dessa forma, como o palco é vazado em sua região central, os promotores conseguem disponibilizar uma quantidade significativamente maior de ingressos em comparação com produções convencionais.
Após a apresentação, o próprio Metallica celebrou a conquista nas redes sociais
“Noite após noite, cidade após cidade, a família Metallica está entregando tudo! Ontem, mais de 94 mil de vocês ajudaram a quebrar o recorde do maior show da história do Olympiastadion. Obrigado!”
Setlist trouxe clássicos e homenagem ao Rammstein
O repertório executado em Berlim mesclou faixas de alguns dos maiores clássicos da carreira do grupo. Um dos momentos mais comentados aconteceu durante o tradicional segmento improvisado de Kirk Hammett e Robert Trujillo, que prestaram homenagem à banda alemã Rammstein executando trechos de “Sonne”.
O setlist completo foi o seguinte:
01 — Creeping Death
02 — For Whom the Bell Tolls
03 — Of Wolf and Man
04 — The Memory Remains
05 — 72 Seasons
06 — The Unforgiven
07 — Fuel
08 — Kirk and Rob Doodle (“Sonne” — Rammstein)
09 — The Day That Never Comes
10 — Wherever I May Roam
11 — Nothing Else Matters
12 — Sad but True
13 — One
14 — Seek & Destroy
15 — Master of Puppets
16 — Enter Sandman
Turnê já ultrapassou a marca de US$ 600 milhões
Os números da M72 continuam impressionantes. De acordo com dados divulgados pela Hits Daily Double, a turnê havia arrecadado US$ 476 milhões até agosto de 2025, considerando 64 apresentações realizadas desde a estreia em Amsterdã, em 27 de abril de 2023.
Naquele período, aproximadamente 3,9 milhões de pessoas haviam assistido aos shows. Com a inclusão das 16 apresentações programadas para a atual etapa europeia, a arrecadação total ultrapassa a marca de US$ 600 milhões, enquanto o público acumulado já supera 4,9 milhões de espectadores.
Outro recorde recente ocorreu em maio deste ano, quando o Metallica reuniu mais de 90 mil fãs no Estádio Olímpico de Atenas. Antes disso, em agosto de 2023, a banda também superou os números alcançados por Taylor Swift no SoFi Stadium, em Los Angeles, ao atrair cerca de 78 mil pessoas em cada uma de duas apresentações realizadas no local.
Comentando o momento vivido pelo grupo, o empresário Cliff Burnstein, da Q Prime, destacou o nível de popularidade alcançado pelos músicos:
“Eles estão absolutamente no ponto mais alto possível em termos de popularidade mundial. Quando começamos a trabalhar com o Metallica há mais de quatro décadas, jamais imaginávamos que uma banda pudesse alcançar esse nível de sucesso aos 60 anos. É algo muito além do que poderíamos ter sonhado.”
All Within My Hands segue transformando ingressos em ações sociais
Paralelamente aos resultados expressivos da excursão, o Metallica mantém seu compromisso com causas sociais através da fundação All Within My Hands. Sendo assim, parte da renda obtida com a venda de ingressos de cada apresentação é destinada a instituições beneficentes locais nas cidades visitadas pela turnê.
Criada em 2017, a organização já arrecadou mais de US$ 20 milhões. Os recursos financiam programas de educação técnica e profissionalizante, iniciativas de combate à insegurança alimentar, bem como ações emergenciais voltadas para comunidades afetadas por desastres naturais.
Enquanto a M72 continua percorrendo a Europa, os números seguem crescendo. E, ao que tudo indica, novos recordes ocasionalmente ainda podem surgir antes do encerramento desta etapa da turnê.
O Accept segue
em clima de comemoração pelos seus 50 anos de carreira e anunciou
um dos projetos mais ambiciosos de sua trajetória. A lendária banda
germano-americana lançará no próximo dia 4 de setembro, através
da Napalm
Records,
o álbum duplo “Teutonic
Titans 1976-2026”,
reunindo regravações de clássicos de diferentes fases da carreira
com a participação de algumas das maiores personalidades do Rock e
do Heavy
Metal.
Liderado
pelo guitarrista Wolf
Hoffmann,
o trabalho contará com nada menos que 50 convidados distribuídos ao
longo de 19 faixas. Assim, o conceito percorre cronologicamente a
discografia clássica do grupo, revisitando músicas originalmente
lançadas entre “I’m
A Rebel” (1980)
e “Eat
The Heat” (1989).
Ao lado da voz de Mark
Tornillo e
dos riffs característicos de Hoffmann,
cada composição recebeu uma combinação diferente de músicos,
criando releituras certamente únicas para canções que ajudaram a
moldar a história do gênero.
Entre
os participantes confirmados estão nomes como Rob
Halford (Judas
Priest), Tobias
Forge (Ghost), K.K.
Downing (Judas
Priest), Bobby
“Blitz” Ellsworth (Overkill), Hansi
Kürsch (Blind
Guardian), Chris
Jericho (Fozzy), Ralf
Scheepers (Primal
Fear), Billy
Sheehan (Mr.
Big), Jeff
Loomis (Nevermore), Ola
Englund (The
Haunted),
assim como muitos outros.
Alguns
destaques incluem Tobias
Forge assumindo
os vocais de “Save Us”, enquanto Rob
Halford participa
de uma nova versão de “Balls To The Wall” ao lado do
guitarrista Matthias
Jabs,
do Scorpions.
Já “Love Child” ganhou as contribuições de Billy
Corgan (Smashing
Pumpkins)
e David
Ellefson (Megadeth).