terça-feira, 12 de maio de 2026

Resenha: Venom – “Into Oblivion” (2026)

 

Seria Conrad Thomas Lant, mais conhecido pelo pseudônimo Cronos, o elemento-chave para dizer qual versão do Venom é a principal? Muitos dizem que sim, porém outros falam sobre a importância de Jeff “Mantas” Dunn e Anthony “Abaddon” Bray com relação a um dos grandes nomes da NWOBHM – do Speed Metal e do despertar do Black Metal, idem. A dupla realizou uma apresentação comemorativa aos 45 anos do clássico “Welcome to Hell”. O evento ocorreu no Keep It True Festival 2026, na cidade alemã de Lauda-Königshofenm.

O Venom Inc. é liderado pelo baixista e vocalista Tony “Demolition Man” Dolan. Ou seja, há um emaranhado da clássica banda, com muitas situações pessimamente resolvidas e resultando de subdivisões de um mesmo nome. Dolan iniciou bem essa jornada com o ótimo “Avé” (2017). Lembro desse disco e dos comentários super positivos com relação a ele. Em comparação, esse disco supera com folga vários álbuns do Venom. Principalmente, se comparado com discos lançados nos anos 2000 em diante.

Os trabalhos recentes do Venom

Cronos retorna após dez anos ausente, para o lançamento de “Cast in Stone”. Aqui, estarei fazendo uma linha do tempo apenas com relação aos álbuns de estúdio para facilitar o andamento do trâmite. No exato ano 2000, foi lançado o álbum “Resurrection”, e seis anos à frente, “Metal Black” – uma sequência a qual considero muito boa. “Hell” veio em 2008 e “Fallen Angels” em 2011.

Dentre os quatro discos citados, “Resurrection” seguiu como o preferido da maioria dos adeptos, inclusive o dono do nanquim virtual macabro também pensa assim desde aquela época.

Além disso, tivemos os lançamentos de “From the Very Depths” (2015) e “Storm the Gates”, ambos considerados medianos e esquecíveis. Assim como o próprio “Hell”. Embora “Fallen Angels” também não seja muito requisitado, também considero um bom álbum. Mas aqui não vejo nada de espetacular e de suma importância para ter na coleção. Você até pode ter ou querer adquirir, mas não é algo que se possa considerar um insulto em não ter as peças em mãos.

Homenagem a si próprio

Oito anos se passaram até a chegada de mais um lançamento do Venom. Todavia, esse novo trabalho tinha um propósito em específico – recuperar o prestígio de sua discografia e ascender para novos horizontes. No entanto, a banda tratou de inserir um caminho adicional para essa nova saga. A banda resolveu homenagear o seu importante passado e o seu legado dentro do Heavy Metal como um todo. Afinal, todos sabem que o Venom foi e sempre será peça fundamental para renovação de bandas extremas – a partilha vem desde o Speed Metal afiado e enferrujado até o Black Metal mais vulgar e carniceiro.

Além de tudo isso, “Into Oblivion” vem mostrar aos desavisados de plantão que a sonoridade do Venom nunca foi voltada ao Black Metal propriamente dito. A temática é que ajudou a desenvolver o estilo que conhecemos hoje. O Speed Metal venoso está de volta e revigorado. Porém, basta saber se esses novos ares deram uma inspiração maior ao Cronos e cia. limitada ou se a banda simplesmente resolveu jogar pro gasto novamente e garantir apenas um empate.

O primeiro single chamado “Lay Down Your Soul” veio com indícios de possível autoplágio, mas a audição do single fez muita gente fechar o bico e confirmar que se tratava de um belo cartão de visita. A homenagem funcionou bem, agradando até aquele tipo de fã que só ouve dois discos de cada banda e finge conhecer tudo. Entretanto, o Venom é o tipo de banda que, se você ouviu os três primeiros álbuns, já ouviu todos (risos).

Veio mais um single, “Kicked Outta Hell”, e ninguém reclamou. Ou pelo menos ninguém ficou com chateação para cima da música. Cronos, finalmente, estava resgatando parte daquilo que o colocou como um grande frontman e baixista de uma das bandas mais importantes do Metal. Porém, faltava conferir o conteúdo completo e ver se o disco realmente iria se sustentar com tranquilidade.

Informações sobre “Into Oblivion”

Acompanhado pelo guitarrista John Stuart Dixon, vulgo Rage, e pelo baterista Daniel Jon Needham, que atende por Danté, Cronos têm a seu dispor dois ótimos músicos e que se dispõem a executar um som que remete ao passado da banda, mas sem se perder diante do presente.

A missão em questão nem é tanto quanto a se aproximar dos grandes clássicos, mas recuperar o prestígio com relação aos lançamentos mais recentes e dando um fôlego para os principais trabalhos. Afinal, estamos falando sobre o agora décimo sexto álbum de estúdio da banda inglesa. De fato, existem fãs dos trabalhos mais recentes e até mesmo de todos os discos. Mas é fato também que, o Venom vive bastante do seu passado – isso para não dizer somente.

“Into Oblivion” foi lançado no dia 1º de maio via Noise Records. O power trio britânico disponibilizou os vídeos para os singles “Lay Down Your Soul” e “Kicked Outta Hell”. Ambos os singles trouxeram bastante expectativa aos adeptos e isso ajudou a elevar a importância do novo lançamento.

Venom


Caminhos bem escolhidos e outros nem tanto

A nova joia do submundo foi lapidada com a intenção de recuperar parte do brilho do nome repleto de história e importância que a banda de Speed Metal carrega. O som veloz, ríspido, sujo e moribundo do Venom é a alma do negócio. Quando o Venom trata com carinho a sua verdadeira estirpe, esse caminho acaba sendo facilitado pela real identidade da banda. Porém, o lado experimental e flertes com outros subgêneros acaba gerando dúvida e torna o percurso mais tortuoso.

Nesse papiro submundano, as faixas serão divididas com relação ao brilhantismo, qualidade e intensidade de cada uma.

Experimentações e pouca sombra

O Venom faz esse tipo de experimentação desde muito tempo, quebrando o ritmo de sua sonoridade habitual. Talvez até para não parecer “mais do mesmo”, mas fica evidente aquele freio de mão puxado com direito a atolar as rodas do off-road na lama.

Todavia, existe luz até nos planos mais profundos quando o assunto é música. O disco não apresenta pontos fracos para sair xingando por aí. O que acontece é que existem músicas com bastante e outras que acabam ficando em segundo ou até terceiro plano – o terceiro plano começa aqui.

Uma das faixas que já destoa de outras realmente sensacionais é a “Man & Beast”, com o seu nome sendo dito através dos backing vocals e soando muito baixos e repetitivos demais. A base principal da música é cadenciada, com palhetadas contínuas e sem se arriscar em um riff mais ousado. É simples de propósito e não leva a lugar algum. O seu contraponto é a parte dos solos, estes sim esplendorosos e acompanhados por bases ríspidas e velozes – o Rock veloz invade o cenário e torna a faixa meio chata e meio ótima, portanto.

“Dogs of War” é uma faixa cadenciada e distorcida, tanto nos riffs quanto aos vocais. Isso traz uma sensação de espiral girando e esticando lentamente, além de incluir muitas notas harmônicas e soando como se fosse uma vinheta. Ultrapassa os dois minutos de duração e não possui nenhuma ligação estrutural com a faixa seguinte. Ou seja, acaba não se fazendo por necessária. Ou tão necessária quanto a maioria das faixas do disco.

Bons compassos e equilíbrio sonoro considerável

De volta ao início do álbum, temos a faixa-título como sendo a abertura do novo trabalho. “Into Oblivion” não é uma música tão chamativa assim, a ponto de empolgar logo de cara. Porém, a mesma possui um andamento que funciona como um preparativo para a sequência da jornada. Os primeiros riffs, somado à linha de bateria e o baixo tradicional do Cronos, já dão uma ideia do que está para acontecer. A sonoridade vem num crescendo forte e equilibrado, mostrando uma impulsão a partir do refrão. Quando a velocidade toma conta do cenário, você se sente em segurança até a chegada da próxima faixa e, portanto, entendendo a mesma como uma boa abertura para o disco.

A terceira faixa do álbum também marca boa presença. “Nevermore” joga na segurança, mas também usa de seu experimentalismo para alcançar uma personalidade maior e única dentro do tracklist. Os riffs cavalgados e um retorno mais cadenciado trazem mais força aos refrãos, dos quais são muito bons e sem qualquer firula. A partir da metade, a música ganha mais ímpeto e fica ainda mais interessante. Esse aumento de velocidade funciona como um estender de tapete vermelho para os solos. Entretanto, surge adiante um momento mais surrado e fechando o som de forma direta e sem qualquer enrolação.

As primeiras audições de “Legend” me deram a impressão de que se tratava de mais uma faixa sem peso na arquitetura do álbum. Todavia, mais audições me fizeram ter outra sensação sobre a mesma. Então, ela acabou melhorando no meu conceito e fazendo parte das faixas que possui um brilho bastante considerável. É um som que começa somente com a bateria e o baixo ditando o ritmo principal, enquanto a guitarra aparece como um aperitivo inicial. Após isso, ela ganha uma roupagem mais interessante, embora retome esse início. A alternância através de um refrão bem construído faz a música ganhar mais energia, isso sem contar os breves solos bastante funcionais.

Apoteose e seus bons momentos

As duas últimas faixas se comunicam muito bem, mesmo não fazendo parte do seleto grupo de melhores canções do disco. Depois de uma antepenúltima música sem tanto brilho, o que vem depois acaba por cumprir bem o seu papel. Estou falando de “Deathwitch” e “Unholy Mother”.

A primeira apresenta em seu prontuário riffs mais pujantes e robustos, aliados ao baixo sempre bastante presente. Não é uma música rápida, mas a sua estrutura casa bem com o momento. O refrão é bem simples, um tanto baixo por utilizar backing vocals, mas sem desagregar toda a aura maligna envolvida.

A faixa ganha mais embalo a partir de sua metade e mais uma vez funciona como trampolim para solos invocados e até mesmo melódicos.

A segunda enfrenta o nobre desafio de fechar “Into Oblivion” com responsabilidade e também trazer aquela vontade de ouvir novamente o disco. Um pano de fundo é formado a partir da junção de seu som, assim provocando uma neblina densa e convidativa ao ouvinte. A bateria avança e velocidade média através dos pedais, enquanto os riffs formam um caminho favorável a melodias densas e condizentes com a trama. O “mochila de criança” está presente na brincadeira e invoca os seus poderes junto aos solos rápidos, melódicos, distorcidos e intensos, enquanto a música decola como o avançar das criaturas do submundo. A chuva torrencial começa e fecha o álbum com o olhar para o horizonte.

O puro suco do Rock veloz venoso com assinatura intacta

Seis representa um dos números da besta e seis é o número de músicas que considero excelentes dentro do novo artefato sonoro do Venom.

Entregue a sua alma logo de uma vez!

Logo de cara, temos que falar sobre a homenagem que a banda faz a si mesma e também aos seus fãs. “Lay Down Your Soul” chega com o pé na porta, mostrando do que a banda ainda é capaz. É hora de entregar a sua alma de uma vez por todas ao deus do Rock n’ Roll!

O inferno está em chamas e aparece diante dos seus olhos e ouvidos. Um ritmo alucinante comanda as hordas para a celebração antidivina. O refrão é cativante e força a sua alma a cantar junto antes de ser levada ao senhor de tudo. Os riffs “navalhantes” estão mais do que presente e há espaço para ter algo de Metallica, especialmente na parte em que as palhetadas mantém um ritmo – um belo preparativo para o início dos solos tortuosos e afiados como arame farpado. Viradas rápidas de bateria ocorrem de maneira coesa, fazendo desta um dos pontos bem altos do disco.

“Antecipação, a noite se aproxima
O medo se intensifica, não falta muito para chegar
Trepiedade, corações batendo com sinceridade
Satanás anuncia o Black Metal”


 

Contemple a dona do equilíbrio da vida

Para ela, indefere questões sobre posição ou ocupação de cada ser, se vale mais ou se vale menos. Se possui cargo de elite ou se é um simples moribundo. Um rei, um presidente, um nômade, um qualquer. Todos a abraçarão cedo ou tarde. Não importa qual seja a sua exigência ou rejeição, ela não dará ouvidos a sua opinião. Ela somente escutará o seu silêncio. “Death the Leveller” começa naquela famosa ameaça de pancadaria sonora e é isso o que ocorre em poucos segundos de audição.

Para o dono do nanquim maligno virtual esse é um dos pontos mais altos do disco, se não for o maior. Speed Metal até os ossos e muita nostalgia aos fãs mais antigos, além da soma com uma bateria repleta de grandes nuances. O diferencial de maior destaque é quando a música tira a velocidade e aponta para um groove bem feito, apoiado por breves solos, condizentes com toda a trama.

Após o assobio de Cronos, a pancadaria retoma o seu lugar de direito e joga mais gasolina no local já incendiado. O final é marcado pelo tradicional “fim de som ao vivo”.

“Reis e rainhas, todos se curvam diante de sua visão
Com mãos ossudas, conduz você para a noite
Frio como a escuridão do espaço
Abraço eterno e sem idade
Foice afiada na mão esquerda
Guiando almas audaciosas e grandiosas”

Um demônio é um deus invertido

Um som mais denso e misterioso entra em cena e começa a evoluir para um dedilhado carregado de trevas. A bateria executa o plano inicial de forma breve, abrindo caminho para o baixo dar os últimos retoques até que…

A cavalaria de “As Above So Below” chega com ódio e peso o suficiente para arrancar os trilhos do trem através de um refrão poderoso e pegajoso. Estamos diante de outro brilho forte em forma de música. O ímpeto dessa criatura em forma de música a coloca em pé de igualdade com outras faixas excelentes. O seu ritmo não é o mais veloz, mas a trepidação percussiva ataca impiedosamente e ganha ainda mais força no refrão. Suas variações trazem um ar ainda maior de maldade e caos, servindo de banquete para um trecho mais sujo e violento – os solos lacrimejam sangue de anjos.

Reconheça que um demônio é um deus invertido e que a verdadeira onisciência pertence ao outro plano.

“Salve, Rei Lúcifer, anjos de fogo, incendeiem-se
A palavra de Deus morreu, não mais exaltada
Com espadas de guerra em punho, bravos se envolvem na luta
Através dos vales da morte, a arte do mal é infinita

Daemon est deus inversus
Daemon est deus inversus
Daemon est deus inversus
Daemon est deus inversus
Satanás, o anjo caído, está despertando agora”

Sentindo o ódio por toda parte

“Kicked Outta Hell” é um dos principais singles, mas que não me chamou atenção de primeira. Notei o poderio da faixa, mas ainda não havia compreendido ela muito bem. É uma faixa que flerta com o Thrash e também com o Heavy, de certa forma. Os riffs iniciais e bastante invocados – além do baixo cantando nota, adicionando peso e intimidação – soam como um Judas Priest endiabrado. A levada seguinte mostra uma aproximação ao Metallica, principalmente por conta das palhetadas potentes e com intervalos específicos. O pré-refrão possui versos rápidos e a sua estrutura traz à mente Anthrax e o conterrâneo Raven. Ou seja, um cardápio bastante apetitoso e promissor. Não acha?

Os solos possuem uma inclinação voltada ao Oriente Médio e permite que a banda possa trazer alguns diferenciais antes de partirem para mais um refrão e sequência normal da jornada. Lembrando que, ao ser expulso do inferno e dominar toda a situação, muitas criaturas ambiciosas irão te seguir e tentar te parar, mas você está mais ágil e tem o apoio desta canção, em meio à escuridão.

“Acordei na escuridão
Em meio a um mar de gritos
Mãos frias em volta do meu pescoço
Reagi violentamente
Fora de controle, gritando meu nome
Enquanto o ceifador desviava o olhar, eu ri enquanto arrancava sua cabeça”

Turn the fucker up!

O subtítulo em questão é o primeiro verso de “Live Loud” e carrega consigo o anseio de tocar alto, ouvir um som a todo vapor e sentir livre para tal. Em meio a uma letra mais descompromissada, homenageando a própria arte, o Venom apresenta um riff arrastando que remete ao Slayer. Isso fica ainda mais evidente quando a bateria passa a utilizar os pedais duplos em velocidade condizente com o riff principal.

Entretanto o formato Venom de tocar Metal vem em seguida e te joga em um redemoinho de Speed Metal venoso e impiedoso. Os efeitos de guitarra soam como um atrito causado pela elevação sonora. Os solos são excelentes e variam entre a correria dedilhada e ares mais melódicos, porém, sempre priorizando o bom, velho e sujo Rock veloz. Musicaço!

“Live loud (Yeah motherfuckers)”

Homenagem indireta ao Black Sabbath?

De fato, a lembrança e semelhança fica totalmente notória logo de cara. “Metal Bloody Metal” sempre irá lembrar o grande clássico do Black Sabbath, “Sabbath Bloody Sabbath”. E se forçar mais um pouco, poderá lembrar de “Roots Bloody Roots”, clássico do Sepultura. Mas e o som? Será que lembra algo dessas bandas?

Sim, lembra! Porém, apenas a banda brasileira.

O início é marcado por uma bateria pesada, explorando a percussão e sendo aliada de riffs secos e sem mudanças. Ou seja, Sepultura total. O mais interessante é que essa estrutura coloca à tona o Sepultura de outrora e o de agora, mas sem causar nenhum tipo de estranheza. O refrão tem a primeira parte meio que surrada, voz baixa, e a sequência é esticada pelo próprio Cronos.

Os pedais e o baixo somam forças e garante um exímio desempenho da trama. Isso reforça a explosão causada pelos solos e o que vem em seguida só aumenta os pontos positivos da música.

“Lutadores indignados
De carne e osso
Gloriosos e justos      
Metal gravado em pedra”

Considerações e curiosidades infernais

Primeiramente, destaco a harmonia entre os músicos e a sensação de que o ambiente durante a gravação de “Into Oblivion” esteve bastante leve, o que é bastante importante. Facilita a obtenção de grandes resultados.

Cronos se mostra muito bem ao longo do disco, tanto no baixo quanto aos seus vocais. Rage se mostra bastante versátil, experimentando quando há espaço e sendo tradicional e respeitoso com o passado. E o último e não menos importante, o baterista Danté se mostra bastante capaz e confiante de seus atos como baterista de altíssimo nível.

Sobre o som em si, em resumo, o Venom sabe jogar no modelo tradicional e de acordo com suas origens. Entretanto, as experimentações e grooves podem causar a perda de qualidade das músicas específicas ao longo das audições.

A lenda do gigante Corr

Os versos de “Legend” se entrelaçam entre a lenda do gigante Corr, que vivia na região do rio Tyne, localizado no nordeste da Inglaterra. Ele atravessa o condado de Tyne and Wear, passando por cidades importantes como Newcastle upon Tyne (na margem norte) e Gateshead (na margem sul), antes de desaguar no Mar do Norte.

“Lay down your soul
Lay down your soul to the god rock n’ roll”

Fonte: Mundometalbr.com 

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