quinta-feira, 4 de setembro de 2025

AÇÃO DIRETA anuncia NADER EL KAK como novo baixista



 A tradicional banda de hardcore do ABC Paulista, Ação Direta, em atividade desde 1987, anunciou a entrada de Nader El Kak como seu novo baixista. Nader, que é natural de São Paulo, é integrante das bandas Dischavizer e Sistema Sangria, além de idealizador do tradicional festival “Masters of Noise”, que, com várias edições realizadas, reúne bandas de hardcore, grindcore, punk e metal. Nader vem para substituir o lendário baixista, Galo, que, após décadas de serviços prestados a banda, partiu para novos projetos e desafios pessoais.

“Um belo dia eu acordei, fui conferir meu celular e vi uma mensagem do Gepeto. Quando escutei o áudio eu nem acreditei, pois ele me fez o convite pra substituir o Galo no Ação Direta. Na hora eu dei um pulo da cama, e a adrenalina já foi na lua” (risos) “Me senti honrado com o convite, primeiro porque é uma banda que amo; segundo porque o Ação Direta é uma das principais bandas do hardcore mundial. Eu nunca fui de aceitar convites pra tocar em outras bandas, mas esse era irrecusável e aceitei de cara. Já aproveitei pra assistir aos últimos ensaios com o Galo para captar o feeling da banda, e comecei a tirar o setlist. Estou muito feliz por fazer parte da banda e darei o meu melhor pra contribuir com essa instituição que é o Ação Direta“ comentou Nader.

“O Galo é um grande amigo desde os anos 80, entrou no Ação Direta nos anos 90, participou de praticamente todas as fases da banda, e deixou seu legado ao longo das últimas décadas. Desejamos a ele todo sucesso na sua nova empreitada. Por sua vez, o Nader é um cara super engajado na cena underground, sempre organizando, promovendo, e tocando em eventos DIY (Do it yourself – faça você mesmo). Veio para a banda com “sangue nos olhos” e pronto para somar e ajudar-nos nessa nova fase”, disse o baterista Edu Nicolini.

Atualmente, a banda — completada pelo vocalista Gepeto (único integrante da formação original) e o guitarrista Denis Okuma — está em processo de gravação de seis músicas inéditas (ainda com linhas de baixo gravadas por Galo) para um split LP com a banda alemã Japanische Kampfhörspiele, com previsão de lançamento para 2026, no Brasil e na Alemanha.

Após retornar de uma bem sucedida quinta turnê europeia realizada em 2024 (que será retratada em documentário no próximo dia 10 de setembro, às 21h, na Music Box Brasil, em São Paulo), neste segundo semestre de 2025 a banda segue com sua turnê brasileira comemorando 38 anos ininterruptos de estrada:

16/08 – Xeque Mate Rock Bar – Marília / SP
30/08 – Edenground – Sorocaba / SP
31/08 – Teatro Elis Regina – São Bernardo do Campo / SP
13/09 – Red Star Studios – São Paulo / SP
20/09 – Fest Punk 11: Estação Cultura – Bebedouro / SP
03/10 – Lado B – Curitiba / PR
04/10 – Tribos Bar – Maringá / PR
05/10 – Cativeiro Bar – Londrina / PR
11/10 – Magos Bar – Rio Negrinho / SC
12/10 – Célula Showcase – Florianópolis / SC
18/10 – Instituto Helena Greco: Underground pela Liberdade – Belo Horizonte / MG
19/10 – Bar Palco & Balcão – Divininópolis / MG
25/10 – Punktober fest: Cervejaria Tarantino – São Paulo / SP
15/11 – Shimbal House – Jundiaí / SP
22/11 – Pista De Skate – Varginha / MG
05/12 – La Iglesia Borratxeria – São Paulo / SP
13/12 – Galeria do Rock – São Paulo / SP *
14/12 – Pista de Skate – São Bernardo do Campo / SP *

Instagram: @acaodiretaoficial
facebook.com/acaodiretaoficial
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“Angel of Midnight” é o novo single do BATTLE BEAST; assista o videoclipe




 
A banda finlandesa de power metal Battle Beast apresenta o quarto single, Angel Of Midnight, que fará parte do álbum Steelbound, previsto para 17 de outubro de 2025. O lançamento vem acompanhado de um videoclipe com forte apelo visual.

A faixa traz um riff de hard rock, sintetizadores e os vocais intensos de Noora Louhimo, unindo refrão melódico a elementos pesados do metal, em uma sonoridade que transita entre energia e movimento.

Com Steelbound, o Battle Beast dá sequência ao desenvolvimento de sua identidade, reunindo composições que equilibram peso, melodia e influências variadas.

O baixista e compositor Eero Sipilä explica:

“Foi uma verdadeira batalha interna escrever essa canção. Nós somos uma banda de heavy metal. Será que seremos crucificados por criar uma música de hard rock com toques românticos? Então me veio à mente: somos o Battle Beast — podemos fazer o que quisermos. Angel of Midnight é uma homenagem explícita a Bon Jovi, Def Leppard, Whitesnake — os grandes nomes —, sem esconder isso em nenhum momento. Então deixe o sentimento te levar e aumente o volume como se fosse 1987.”

Assista ao videoclipe de Angel of Midnight:

                                       


Fonte. RoadieCrew.com

A fusão entre Blades of Steel e Nervosa resulta no calor da estrada em "Riders of the Night"

Na era contemporânea a qual estamos inseridos, a maneira como nós enquanto indivíduos consumimos música mudou drasticamente desde o advento da internet na humanidade. Na data do lançamento de um álbum, EP ou single, agora virou uma necessidade de os musicistas ficarem de olho em seus celulares: necessidade esta tão natural quanto as funções do corpo humano, já que as notificações dos aplicativos moldaram um imediatismo dos feedbacks de seus novos sons, sendo bombardeados na velocidade de uma batida cardíaca



Definitivamente deve ter sido o caso da BLADES OF STEEL assim que "Riders of the Night" foi concebido ao mundo, no dia 25 de julho de 2025. No exato momento em que escrevo o que está diante de você, pode ser argumentado que ainda estamos na janela de lançamento da música em questão


Para não pularmos as formalidades: a BLADES OF STEEL (doravante conhecida como "BoS", exceto no encerramento) é a filha de Yara Haag, uma banda de Heavy Metal tradicional e um dos seus maiores desejos em vida, formada em 2022 em solo paulistano, com um trabalho realizado que remete à época da NWOBHM do final dos anos 70/começo dos anos 80, tendo aquele toque brasileiro para deixar a fórmula mais peculiar.

Em meados do ano passado até o início do corrente ano, a BoS lançou seus primeiros trabalhos na forma de singles (notadamente: a faixa-título "Blades of Steel", "Ruler of the Waves" e "Vengeance Is Mine", todas em 2024) na plataforma YouTube, assim como os principais serviços digitais de streaming. Tais trabalhos culminaram com o lançamento do álbum homônimo no final do último fevereiro, e a sua versão em mídia física recebeu uma festa dedicada na famosa casa de shows Hangar 110, localizada no epicentro da capital paulista, em 29 de março (nota do redator: a qual eu felizmente estive presente, representando o portal Road to Metal).

LIBERDADE COMO EXTENSÃO DO ESTADO EM MOVIMENTO

Tendo nascido em um período em que as redes sociais praticamente monopolizaram a maneira como as informações deste ramo são divulgadas, além do fantasma do algoritmo estar sempre à espreita como possível elemento de influência nas novas composições, foi causa para surpresa e êxtase ver que, além de não dever nada para bandas estrangeiras, o álbum é um passeio audível por alguns dos principais expoentes do gênero, como DIO, DORO e principalmente JUDAS PRIEST.

Não apenas isto, mas observando a estética artística que envolve a banda, os pormenores do visual são profundamente enraizados na veia da Alta Fantasia (que também é condição sine qua non no famoso gênero de videogame RPG), tendo a participação de Rafael Romanelli (quem realiza as tarefas de guitarra aqui também).

Avançando no tempo ao agora, isso nos leva a "Riders of the Night".

Com o envolvimento de Val Santos (VIPER, TOYSHOP, BRUTAL BREGA), o nível de produção recebeu uma melhora notável quando comparamos com o álbum autointitulado, reforçando o fato consumado de que possuímos profissionais que "trocam socos" no departamento da qualidade com profissionais de outros países (mesmo com quem tem mais tempo de estrada!).

Emergindo como uma imposição graciosa, seu nascimento é bem recente, e seu lançamento isolado faz com que um julgamento preciso seja considerado, no mínimo, equivocado. Como uma das regras não escritas do universo, o tempo é o senhor da razão: ele e somente ele julgará o impacto total de "Riders of the Night", e antes de tudo, a sua posição dentro do protocolo do próximo material da BoS, onde "Riders of the Night" encontrará o seu devido lugar.

O que fora apresentado acima me previne de entrar em tecnicalidades ou uma decisão definitiva. Isto, no entanto, não elimina a possibilidade de elaborar uma observação desta faixa na forma encontrada atualmente (ou ao menos uma tentativa disto), ciente de que alguma alteração poderá acontecer no futuro previsível.

O PERIGO PODE SER A MINHA KRYPTONITA, MAS SEM ELE, NÃO HÁ GRAÇA EM VIVER

Passada a etapa as formalidades e sem mais delongas: a maioria da formação vista no álbum se encontra aqui. O quinteto com o DNA do estado de São Paulo é formado por Yara Haag (vocalista, líder), Rafael Romanelli e Jonas Soares sendo o dueto das guitarras, Filipe Tonini nas obrigações do baixo e Bruno Carbonato (bateria). Só que há um "kinder ovo", por assim dizer: a participação mais do que especial de alguém que já fez por merecer em cravar o seu nome entre os principais do Metal nacional. Este alguém é Prika Amaral (conhecida pela poderosa NERVOSA). A aparição da convidada deixa o entendimento implícito de que "Riders of the Night" tem influências do gênero ao qual faz parte, e este palpite está tão correto quanto o fato de que o Sol nasce e se põe no mesmo dia.

Na longa vastidão que é a paisagem do Metal e as suas n variantes, um entusiasta poderia questionar que essa mescla de gêneros seria, talvez, um tanto quanto alienígena. Em uma reviravolta distorcida dos eventos, no entanto, elas encontraram abrigo neste ecossistema.

A experiência sônica é feita por um arranjo pesado na dupla de guitarras entregue por Rafael e Jonas. Um pouco atípico no começo, dada a composição ser diferente do padrão apresentado no álbum anterior. Dada que a essência estrutural das músicas favorece elementos mais medievais e heroicos, vemos a escrita dar boas-vindas a um sinal de agressão marcando presença. O ápice acontece após as guturais de Prika cortarem impiedosamente os canais auditivos com um solo inspirado onde o dueto aumenta o ritmo e bota pressão no ouvinte, levando a um estado de felicidade elevada com a redução imprevisível no ritmo, bem quando o refrão está para chutar os seus ouvidos uma vez mais.

Complementando a atmosfera, temos Filipe Tonini entregando linhas sólidas de baixo e desafiando uma prática comum que é ter o seu som sobrescrito por edições de pós-produção para dar mais valor ao timbre da guitarra. Felizmente, aqui não é o caso (o que é um parabéns à competência de Val Santos), em que o seu grave entra em união com o todo até quando um dos solos é executado.


Do outro lado do front, Bruno Cambonato se prontifica a ficar por trás do instrumento que dita o ritmo das canções: a bateria. Focado em uma pegada acima do "mid-tempo" comum, a batida mais Thrash fica bem óbvia, extraindo do ouvinte um headbanging mais constante do que do material prévio. É possível escutar cada componente do seu kit com uma precisão clara como o cristal, uma tendência seguida por todos os instrumentos em exibição, guiando os segmentos de maior "tranquilidade" (ou o mais próximo disto) e os que pedem uma abordagem mais brutal.



fonte.Whiplash.net

Agnostic Front anuncia novo álbum de estúdio, "Echoes in Eternity"

 O Agnostic Front confirmou o lançamento do seu novo álbum de estúdio para o próximo dia 7 de novembro, via Reigning Phoenix Music. "Echoes in Eternity" é o 13º trabalho de inéditas da banda no formato, contando com 15 faixas. O tracklist pode ser conferido ao final da matéria.



Em material promocional, o vocalista Roger Miret destacou: "Estou animado com o nosso novo lançamento, 'Echoes In Eternity'. Sempre corremos riscos, nunca seguimos a maré e estamos muito orgulhosos do resultado. As músicas são originais, as letras são atuais e pessoais. É um testemunho da nossa longevidade, dedicação e liderança em nosso gênero. O que fazemos na vida agora ecoa na eternidade, isso fica evidente! As músicas são impactantes e o som vale um GRANDE elogio ao nosso produtor Mike Dijan e a mixagem eletrizante do Zeuss, do Planet Z!! Você vai adorar aumentar o volume!"

Fundado em 1980, o Agnostic Front foi uma das primeiras bandas a transitar pelos caminhos do crossover, mesclando influências de punk rock com metal. O grupo chegou a interromper atividades em 1992, regressando 5 anos mais tarde e não parando desde então.


01. Way Of War

02. You Say

03. Matter Of Life & Death

04. Tears For Everyone

05. Divided

06. Sunday Matinee

07. I Can't Win

08. Turn Up The Volume

09. Art Of Silence

10. Shots Fired

11. Hell To Pay

12. Evolution Of Madness

13. Skip The Trial

14. Obey

15. Eyes Open Wide


Fonte.Whiplash.net

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Resenha: Helloween – “Giants & Monsters” (2025)

 


Quatro anos após a chegada do bem recebido álbum autointitulado em 2021, o Helloween ataca novamente com “Giants & Monsters”, décimo sétimo disco de estúdio e segundo com a formação estendida que apresenta os dois membros clássicos, Kai Hansen (guitarra/vocal) e Michael Kiske (vocal), somando forças com Andi Deris (vocal), Michael Weikath (guitarra), Sascha Gerstner (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria).

O álbum foi lançado no último dia 27 de agosto (no Japão) e 29 de agosto (no resto do mundo), através do selo Reigning Phoenix Music. Se você andou vendo por aí afirmações sobre não se tratar de um disco de Power Metal melódico, esqueça completamente esse tipo de análise tresloucada. “Giants & Monsters” é majoritariamente Power Metal. E nem poderia ser diferente, já que a época de experimentações se resumiu a um único registro polêmico lançado há mais de 30 anos atrás. O famigerado “Chamaleon” (1993) gerou críticas negativas, brigas internas, demissões e, além do mais, a própria banda o renega veementemente. Não teria o menor cabimento se arriscar novamente neste ponto da carreira, e a banda não fez isso, fique tranquilo!


Um álbum de Power Metal com o padrão Helloween de qualidade

Devemos nos lembrar que as mudanças mais ousadas que os alemães fizeram — tirando “Chamaleon” da equação, obviamente — foi compor um disco um pouco perdido depois da saída de Kai Hansen — “Pink Bubbles Go Ape” (1991) — e depois adicionar camadas maiores de peso em “The Dark Ride” (2000). E foi apenas isso. Dos 17 trabalhos de estúdio apenas 1 muda o foco do Power melódico e 2 possuem nuances um pouco diferentes, mas com as principais características musicais intactas. “Giants & Monsters” é um disco padrão do agora septeto, com todos aqueles elementos e padrões amplamente explorados no passado. Está tudo presente e absolutamente nada é capaz de causar estranhamento aos fãs que acompanham os lançamentos do grupo há mais tempo.

O novo álbum do Helloween é mais simples e menos elaborado que o anterior, mas isso não significa que é pior ou melhor. Se compararmos os dois trabalhos, chegaremos a conclusão que são diferentes, mas carregam o mesmo tipo de sonoridade. De alguma forma, a banda conseguiu se destacar desta vez fazendo músicas mais simples, e isso podemos colocar na conta dos ótimos compositores que integram a atual formação. Há faixas de Michael Weikath, de Andi Deris, de Sascha Gerstner e, a cereja do bolo, há mais participações de Kai Hansen. Se em “Helloween” (2021), apenas uma canção foi creditada a Kai, em “Giants & Monsters” temos três músicas do todo poderoso papai do Power Metal. E sim, isto fez a diferença.

Respeitando a própria história

Para quem se incomoda com faixas mais alegres, comerciais ou voltadas ao Hard, precisamos lembrar que esta é uma das principais características da banda. Desde os primórdios, ao mesmo tempo que podíamos encontrar composições complexas, também estavam lá as faixas despojadas. A mesma banda que gravou “How Many Tears”, “Halloween”, “Keeper Of The Seven Keys”, “Mission Motherland”, “Revelation”, “The King For A 1000 Years” e outras, também é dona de músicas como “I Want Out”, “Dr. Stein”, “Why?”, “Perfect Gentleman”, “I Can”, “Hey Lord”, “Mrs. God” e “Waiting For The Thunder”.

Esperar um disco novo do Helloween sem esse tipo de composição é pedir para se decepcionar. E diga-se de passagem, a chance dos caras abordarem somente um tipo de musicalidade é quase nula. Este não é o habitual e, sendo assim, prepare-se, pois “Giants & Monsters” tem de tudo um pouco. O Power Metal veloz com bumbos duplos na velocidade da luz, especialidade de Weikath, o Power Metal épico trabalhado e técnico, especialidade de Kai Hansen, a balada clichezuda e o Hard farofa, especialidades de Andi Deris, e ainda houve espaço para que Sascha Gerstner se aventurasse pelo reino dos “Keepers Of The Seven Keys” e outras surpresas que vamos comentar de maneira mais detalhada à seguir.

O “Happy Happy Helloween” está de volta!

O tracklist inicia com uma grande surpresa, “Giants On The Run”, a primeira criação que reúne Andi Deris e Kai Hansen como dupla de compositores. Talvez cause estranhamento por ser a faixa de abertura e não se encaixar naquele padrão de música veloz e frenética, mas alguns pontos precisam ser destacados. O primeiro é que Andi é ótimo em refrões de Power Metal, e temos um realmente bom aqui, mas não podemos esquecer das partes com os vocais de Kai Hansen. E são várias essas partes.

O homem dá as caras de verdade em “Giants & Monsters” e aparece cantando em trechos de várias músicas. Devemos dizer que sempre com algum destaque especial ou proporcionando aquela parte diferente que só ele sabe fazer. Apesar de ser um Power padrão, é daquelas que mudam de ritmo várias vezes e você fica na expectativa do que vai acontecer à seguir. Como eu desconfiava, é uma faixa que cresce demais nas audições posteriores e quanto mais você ouve, mais você gosta.

“Savior Of The World” chega em seguida e, agora sim, é a hora da porrada Power. Weikath é especialista neste tipo de música e, obviamente, ele não nos decepcionaria. Música bem clichê, mas que ainda funciona uma barbaridade. Todos os vocais principais são de Michael Kiske e, só por isso, a musicalidade já remete à fase “Keepers”.

Subindo e descendo a montanha russa de emoções

“A Little Is A Little Too Much” é aquele Hard padrão Deris, mas com um dueto mais do que bem vindo entre ele e Michael Kiske. Possui um refrão chiclete de excepcional inspiração, além de linhas de teclado muito boas. Apesar das músicas serem muito diferentes, não pude deixar de me lembrar de “If I Could Fly”, por causa de ter quase um riff de teclado guiando as bases de guitarra. O clipe compartilhado no dia do lançamento é daqueles vídeos brincalhões que o Helloween sempre usou e abusou. A conotação da música é meio sacana/sexual e remete as primeiras experiências de Deris na adolescência, quando ele ainda apenas sonhava em fazer sexo, mas não sabia como seria de verdade.



De um universo a outro, saímos de uma faixa festeira para nos lembramos que não é só Michael Weikath que sabe compor aquele Power Metal veloz que tanto amamos. Kai Hansen é outro expert na matéria e “We Can Be Gods” é outra porrada neste modelo de música que o próprio Helloween ajudou a inventar. Nela temos logo no início um riff característico de Kai Hansen, além de um grito visceral — também de Kai. Logo depois, é Michael Kiske quem assume como cantor principal, mas em diversos trechos, ouvimos Kai cantando e, mais uma vez, acertaram em cheio nessa. O refrão é muito bom e os solos chamam a atenção, lembrando um pouco dos ótimos momentos do Gamma Ray.

Especialidades da casa

Mais uma vez, somos direcionados de um ponto a outro dentro das muitas especialidades dos alemães. Chegamos na baladinha “Into The Sun” e, agora sim, podemos dizer, finalmente temos uma bela balada com esta formação estendida! É verdade que “Into The Sun” já era para ter sido lançada no álbum anterior, mas Andi Deris não gostou do resultado final naquela época e achou que era necessário trabalhar um pouco mais na canção. Quatro anos depois, aqui está ela, retrabalhada, rearranjada e pronta para abalar corações dos baladeiros de plantão.

Segundo Michael Kiske, existe pelo menos mais duas outras versões gravadas desta música, uma somente com Deris nos vocais e outra apenas com a voz de Michael Kiske. Em algum momento estas variações devem receber lançamento adequado pela banda, mas que fique registrado, esta presente no álbum é simplesmente ótima.

“This Is Tokyo” é a próxima e, apesar de várias pessoas terem reclamado de seu direcionamento Hard quando a mesma foi apresentada como single, é aquela típica música de Andi Deris com refrão pegajoso e solo sensacional de Kai Hansen. Nada que nunca tenhamos visto em algum álbum do Helloween. O detalhe é que seu posicionamento no tracklist fez com que ela crescesse muito e, com isso, ganhou um brilho extra na audição do álbum completo.


Sascha em foco

Chegamos em “Universe (Gravity For Hearts)”, uma música padrão “Keeper Of The Seven Keys”, portanto, outro Power Metal melódico para a conta. O adendo é que esta foi escrita por um integrante que sequer sonhava em estar na banda na época em que os álbuns foram lançados. Esta é surpreendentemente uma canção de Sascha Gerstner e, sem dúvida, trata-se de uma das melhores contidas em “Giants & Monsters”. Aliás, é uma das melhores que o Helloween gravou nos últimos tempos.

Detentora de vários elementos clássicos da banda, entre eles o riff inicial e as linhas vocais soberbas de Michael Kiske. O refrão é um absurdo de bom e aquele trecho com ritmos diferentes e vocais meio malucos de Kai Hansen são um deleite que remetem diretamente àquelas brincadeiras musicais feitas nos primórdios.


“Hand Of God” é outra música de Sascha, mas desta vez o guitarrista propôs algo bem diferente. Podemos dizer que trata-se da composição mais fora dos padrões do Helloween em todo o álbum. É cadenciada, mas não chega perto de ser um Hardão festeiro e, além disso, possui uma abordagem mais séria.

Apesar de não se parecerem musicalmente, me lembrou “Handful Of Pain” do álbum “Better Than Raw”, não pela criação em si e nem sequer pelas melodias, mas por ser o momento diferentão daquele disco. Precisa de mais audições para que se possa absorver a proposta, mas vale a pena investir.

Do despojo ao Power épico

Perto do fim temos o velho “happy happy Helloween” dando as caras com “Under The Moonlight”. Esta é a faixa mais descompromissada, festeira, engraçada e cheia de levadas alto astral. É onde o grupo aperta o “botão do foda-se” e você percebe que eles fizeram isto simplesmente para se divertir como nos velhos tempos.

E se a proposta aqui é diversão, dá para afirmar que acertaram em cheio. Música muito bacana e que remete a coisas como “Livin Ain’t No Crime”, algumas faixas de “Pink Bubbles Go Ape”, além de “A Little Time”, “I Want Out” e outras com este mesmo tipo de sonoridade.

Ainda me impressiona ver que muitos ouvem os discos do Helloween e esperam uma banda séria. E olha que desde sempre os caras possuem este lado irreverente aflorado. Música que representa a alma da banda e, portanto, necessária no track.

Para encerrar, “Majestic”, a “canção Kai Hansen” do álbum. O que isto significa? Bem, é simples. Significa que trata-se de longe da criação mais trabalhada, apresenta diversas viradas, mudanças rítmicas, trechos épicos, muitas camadas vocais, solos mega elaborados… enfim, papai Hansen nos presenteando com aquele tipo de som que ouvimos e na mesma hora percebemos a influência do músico pesando na composição.

Um Power Metal épico com pouco mais de 8 minutos de duração, um refrão classudo e participação com destaque de todos os 7 integrantes da banda (uau!). É aquela faixa que você vai dar vários repeats e, possivelmente, vai ficar se pensando se “podia ter mais umas duas neste mesmo molde no track”, exatamente como vimos em “Skyfall” no registro passado.

O mais do mesmo que dá certo

Em “Giants & Monsters”, o Helloween nos concede mais uma porção caprichada daquele mais do mesmo saboroso que nunca enjoa. A fórmula está há anos por aí, e foram eles mesmos que a inventaram. Reza a lenda que o segredo está em não abusar na dose e diversificar os velhos elementos com sabedoria. Parece que esses caras são experts nisso.

Disco de fácil absorção e com diversas faixas com potencial para se tornarem presenças garantidas nos shows. Ao que tudo indica, esta formação realmente conseguiu se alinhar e, contrariando muitas previsões, deve se manter em atividade por muitos anos ainda. Tudo parece estar funcionando bem e, é claro, sentimos o reflexo disto na música.

Álbum para ouvir de cabo a rabo e um dos candidatos a melhor do ano na categoria Power Metal. Se bem que… dependendo de onde você estiver buscando informações é capaz de tentarem te vender a ideia que o Helloween abandonou o gênero e agora está investindo no AOR. MUITO CUIDADO!

Nota: 9



Fonte. Mundometalbr.com

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Six Feet Under: segundo Chris Barnes, novo disco irá impressionar os fãs, e ele não está exagerando

 


O vocalista do Six Feet Under, Chris Barnes (ex-Cannibal Corpse), compartilhou uma nova atualização sobre o andamento das sessões de composição do sucessor de “Killing for Revenge”, lançado em maio de 2024 pela Metal Blade Records. Através de uma mensagem em vídeo divulgada nas redes sociais da banda, Barnes revelou que o novo álbum deve sair entre o início do verão americano e final da primavera:

“Estamos no meio da gravação de um novo álbum, então lançaremos um novo álbum no ano que vem — no início do verão, no final da primavera. E as guitarras e a bateria já foram gravadas. Jack [Owen, guitarrista do SIX FEET UNDER] foi ao AudioHammer com Jason Suecof novamente e gravou as faixas de guitarra. E Jeff Hughell estará gravando… Bem, ele está gravando o baixo agora, em agosto. E Ray [Suhy] estará gravando suas partes de guitarra principal no início de setembro, provavelmente terminando um pouco antes do início da turnê em 20 de setembro.”



Barnes prosseguiu falando sobre o que os fãs podem esperar do novo disco:

“A turnê começa em 20 de setembro, ‘Midnight In Hell’ [com EXHORDER, WRETCHED e INCITE], vai até outubro, termina em New Kensington, Pensilvânia, em 25 de outubro, e imediatamente após o último show em 26 de outubro, na manhã do dia 26, voarei diretamente para Miami, Flórida, para o meu estúdio favorito, onde gravei 90% dos vocais do SIX FEET UNDER, o Criteria Studios em Miami com meu bom amigo Chris Carroll mais uma vez.

Vou te dizer uma coisa, cara — vocês vão ficar impressionados com este álbum. E não estou exagerando nem um pouco. Só estou avisando. É um álbum tão diverso e dinâmico, com várias músicas que eu e o Jack compusemos juntos. É literalmente SIX FEET UNDER, todos os elementos que abordamos em nossa longa discografia. Muito do que as pessoas chamam de groove e heavy, estilo e som pesados ​​do SIX FEET UNDER dos anos anteriores, e também novos sabores, detalhes e coisas realmente brutas e pesadas. Vou te dizer uma coisa, vocês vão ficar muito felizes com este álbum.”




fonte.Mundometalbr.com 

Sabaton prepara grande surpresa para os fãs na próxima turnê intitulada “The Legendary Tour”


 “Uma grande celebração da música, da narrativa e do incrível vínculo que o Sabaton tem com seus fãs”

Foi com estas palavras que o quinteto sueco anunciou sua mais nova turnê intitulada “The Legendary Tour”. A sequência de mais de 20 datas pela Europa iniciará em novembro de 2025 e contará com a The Legendary Orchestra como banda de abertura. Esta é apenas uma entre muitas surpresas que deverão acontecer.

Ao que tudo indica, veremos mais uma superprodução vinda dos suecos — que vivem franca ascensão na região. E, se pararmos para pensar, isto não chega a ser algo surpreendente. O Sabaton tem apostado em produções cada vez maiores, projetos mega ousados e, com a chegada de seu mais novo álbum de estúdio, deverão investir com tudo em performances cada vez mais arrojadas.


O décimo primeiro trabalho de estúdio intitulado “Legends”, chegará às lojas e plataformas de streaming no próximo dia 17 de outubro. A gravadora responsável pelo lançamento será a Better Noise Music, selo que promoverá a banda pela primeira vez. O que se sabe sobre esta nova parceria é que a BNM promete investir muito dinheiro para alçar de vez o grupo ao mainstream.

Em uma nova entrevista ao “Coffee With Ola”, programa de Ola Englund, guitarrista do The Haunted, o baixista e empresário do Sabaton, Pär Sundström, disse o seguinte sobre a nova turnê que se avizinha:

“Temos coisas maiores planejadas para a próxima turnê do que as que já fizemos. E é algo muito especial, então temos que construí-la em torno do álbum ‘Legends’. Mas não quero estragar muito a surpresa. Acho que será emocionante ver isso ao vivo. E também estamos construindo um show que é um pouco mais do que apenas um show de Rock, por assim dizer. Então, temos dois palcos e algo que os conecta.

Na turnê anterior, ‘The Tour To End All Tours’, usamos algumas pequenas atuações, e houve um pouco mais de teatro do que antes. Muitos fãs gostaram e isso fortaleceu ainda mais os temas do espetáculo. E pensamos: ‘Ok, vamos continuar com isso’. Então é um pouco mais voltado para o teatro. E então temos essa pequena reviravolta, que é a banda de abertura, a ‘The Legendary Orchestra’, que criamos especificamente em torno de nós mesmos — esta é a época, este é o álbum, esta é a turnê. Não é como Sabaton e orquestra.

Haverá um show completo com Sabaton, mas antes disso é um show completo da The Legendary Orchestra, que é basicamente — você pode vê-los como uma banda cover do Sabaton, tocando músicas de Sabaton que não tocaremos durante nosso set na próxima turnê, mas com arranjos orquestrais, com instrumentistas principais, vocalistas principais, coros, e é muito poderoso, muito emocional, e soa, claro, completamente diferente — sem guitarras elétricas, sem bateria, sem percussões…

Então, um fã de Sabaton receberá muitas músicas do Sabaton. E é só por que não podemos tocar todas essas músicas nós mesmos, porque, sim, isso seria uma noite muito longa para nós e não seríamos capazes de fazer isso muitas vezes.”


fonte.Mundometalbr.com

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Helloween lança vídeo de "A Little Is A Little Too Much", inspirado na MTV dos anos 90



 


A banda alemã de power metal Helloween divulgou nesta sexta-feira (29 de agosto) seu novo álbum de estúdio. Intitulado "Giants & Monsters", o trabalho sucede o disco autointitulado do grupo e é o segundo registro da formação atual, que se consolidou como septeto desde 2017, com o retorno do cantor Michael Kiske e do guitarrista/vocalista Kai Hansen.

No mesmo dia do lançamento do álbum, o Helloween divulgou o clipe da faixa "A Little Is A Little Too Much". Segundo nota publicada no site oficial da banda, o vídeo foi concebido com inspiração no "estilo MTV dos anos 90".

"Sob total exclusão do uso de Inteligência Artificial, o vídeo transporta o espectador para uma casa de bonecas em miniatura, fazendo com que os artistas não pareçam monstros, mas sim verdadeiros gigantes. Brincando com ilusões de ótica, o clipe cativa olhos, ouvidos e todos os outros sentidos com o característico senso de humor do Helloween e mostra a diversão dentro da banda."

Andi Deris, um dos vocalistas do Helloween, falou sobre o conceito da música. "Eu queria escrever algo sobre a última gota que causa uma enorme inundação – um pouco já é um pouco demais. A história em si é um tanto erótica. Fala sobre minhas primeiras experiências quando eu era adolescente. Você sempre sonha em fazer sexo e, finalmente, quando isso acontece, percebe: ok, bastou um segundo para acontecer algo que você não queria naquele momento. E é isso: um pouco já é um pouco demais, melhor não se mexer ou não tocar. Mas, no fim, trata-se de todas as pequenas coisas que saem do controle com esse pouquinho a mais, e então se torna um pouco demais", afirmou o cantor.

"O Helloween é conhecido por ir contra a maré dos clichês do heavy metal desde os anos 80. Pense em videoclipes como ‘I Want Out’ ou ‘Where the Rain Grows’ – sempre se tratou de não se levar muito a sério. Com o videoclipe de ‘A Little Is A Little Too Much’, queríamos dar continuidade a esse espírito e conectar os velhos tempos com a nova era", comentou o guitarrista Sascha Gerstner, responsável pela ideia.

O vídeo oficial de "A Little Is A Little Too Much" foi disponibilizado pela Reigning Phoenix Music em seu canal do YouTube. Clique no player abaixo e confira.



fonte.Whiplash.net