O Rammstein lançou o videoclipe oficial de seu novo single, “Dicke Titten”, dirigido porJoern Heitmann. A faixa é retirada do último álbum da banda, “Zeit”, que chegou em 29 de abril. Confira nossa resenha clicandi aqui.
Till Lindemann (vocal), Paul Landers (guitarra), Richard Z. Kruspe (guitarra), Flake (teclados), Oliver Riedel (baixo) e Christoph Schneider (bateria) passaram dois anos trabalhando nas onze músicas do novo álbum. Eles foram mais uma vez assistidos pelo produtor berlinense Olsen Involtini. “Zeit” foi gravado no La Fabrique Studios em St. Rémy de Provence, França.
Bryan Adams conseguiu um furo especial para a capa do novo álbum. O músico e fotógrafo canadense tirou a foto do Rammstein nos degraus do Trudelturm em Berlin Adlershof, um imponente monumento à pesquisa aérea no Parque Aerodinâmico da cidade.
O Rammstein deu início à etapa europeia da turnê de 2022 da banda em 15 de maio em Praga, República Tcheca. Uma corrida nos estádios norte-americanos começará em 21 de agosto em Montreal e terminará em 4 de outubro na Cidade do México.
Track listing:
01. Armee der Tristen 02. Zeit 03. Schwarz 04. Giftig 05. Zick Zack 06. OK 07. Meine Tränen 08. Angst 09. Dicke Titten 10. Lügen 11. Adieu
A banda estadunidense de thrash metal Overkill cancelou a mini tour que faria na Europa entre os dias 27 de maio e 1 de junho. A série de quatro shows, que começaria em Northampton (Inglaterra), também passaria por Irlanda e Alemanha.
O curto anúncio, que não forneceu grandes detalhes, foi feito na manhã desta terça-feira (24 de maio), através das redes sociais da banda. "Devido a circunstâncias imprevistas, lamentamos anunciar que estamos tendo que cancelar nossas datas no Reino Unido/Irlanda e Essen [Alemanha]. Esperamos poder compensar esses shows em 2023", diz a postagem.
O disco de estúdio mais recente do Overkill é "The Wings Of War", lançado em 2019. A atual formação da banda conta Bobby "Blitz" Ellsworth (vocal), Dave Links (guitarra), Derek Tailer (guitarra), DD Verni (baixo) e Jason Bittner (bateria).
No último dia 13 de maio, sexta-feira, bruxas, demônios e espíritos imundos estavam soltos na Terra. Nessa atmosfera sombria é que o décimo primeiro álbum do Jungle Rot, “A Call To Arms”, chegou novamente para atormentar o sossego dos posers sensíveis. O atual livro sonoro da maldade musical está sendo espalhado pela Unique Leader Records.
“A Call To Arms”, faixa-título, entra no cenário de pura distopia, espalhando vísceras por todos os cantos. Dave Matrise, que é vocalista e guitarrista, impõe através de seu conhecido gutural, deixando tudo ainda mais assustador. Os riffs conjuram por espíritos atormentados por seus carmas. A introdução mais calma de “Beyond The Grave”, que parecia ser um sinal de misericórdia, não é mais do que o prenúncio da legião de Satã que estava para chegar a qualquer momento. As guitarras bem trabalhadas formam a trilha sonora de todo esse espetáculo de morbidez espiritual.
O Sabbat é iniciado ao som de “Genocidal Imperium”.Bruxas e demônios guerreiam entre si para provar que ser do mal é o mais poderoso. Todo esse fluído negativo faz com que o planeta Terra fique mais ardente que o inferno, chegando próximo do calor solar. “Asymmetric Warfare”joga vinagre e sal nas queimaduras provocadas por esse fogo diabólico. O ritmo, desde o início, mescla Death Metal old school com uma pitada providencial de Thrash Metal. Em “Vengeance & Bloodlust”, a pegada Thrashfica um pouco mais evidente, espancando todos os que sobreviveram ao incêndio causado pela má fluidez.
Assim que os primeiros acordes de “Maggot Infested” são executados, os espíritos das recentes vítimas desse genocídio se juntam as bruxas e demônios. Unidos, eles entoam cantos de louvor ao seu único rei, Satanás. Os riffs de “Death Squad” soam como um aviso que tudo ainda vai piorar. O fundo do poço espiritual ainda não foi atingido. Spenser Syphers participa da festa esmagando os posers através de seus repiques insanos. As guitarras de Matrise, Geff Bub e o baixo de James Genenz são os principais elementos musicais dessa celebração fúnebre coletiva.
O título “Haunting Future” se refere a um futuro assombrado, porém, a realidade presente já está assombrada o suficiente por toda essa invasão dos exércitos profanos. Solos de guitarra estridentes causam gritos de desespero na multidão de almas condenadas ao sofrimento eterno. O single “Total Extinction”, canção mais poderosa e acelerada desse disco, escurece a estratosfera, deixando todos em absoluta escuridão.
O apocalipse se concretiza com “Population Suicide”,pois, todos aqueles resistentes que sobreviveram as chamas cometeram suicídio coletivo. Nosso planeta tornou-se local dos espíritos zombeteiros e condenados, além de agora ser um mundo no qual não há ninguém vivo para reproduzir todos esses acontecimentos para a posteridade.
Está marcado para essa Quinta-feira (26/05), a apresentação das bandas Belphegor, Krisiun, Nervochaos e Crypta em Belo Horizonte/MG.
Já a algum tempo sem ter eventos desse porte a galera aguarda anciosa por esse dia, que a pesar de ser durante a semana, promete ser memorável.
A ultima vez que o Belphegor se apresentou em Belo Horizonte foi em uma apresentação histórica no Setembro Negro Festival em 2011, que nessa ocasião contou também com a participação do Sarcasmo, Morbid Angel e Ragnarok.
A tour atual com Belphegor, Krisiun, Nervochaos e Crypta faz parte da Bréa Extreme Tour, que iniciou dia 19/05 em Belém e também já passou por São Luiz, Fortaleza e Recife. Amanhã (24/05) será a vez de Vila Velha e na quinta Belo Horizonte. Os ingressos para a apresentação de BH ainda estão a venda antecipadamente no Club Do Ingresso.
Confira abaixo as datas de todas as apresentações no Brasil e América Latina.
As lendas do Thrash Metal
britânico, Onslaught, serão introduzidos no Hall da Fama do Metal de 2022 durante
sua apresentação no palco do Maryland
Deathfest, que acontecerá em 28 de maio de 2022. O
presidente e CEO do Metal Hall Of Fame, Pat Gesualdo, comentou:
“ESTAMOS EMPOLGADOS EM INTRODUZIR OS PIONEIROS DO THRASH METAL BRITÂNICO
ONSLAUGHT NO HALL DA FAMA DO METAL DE 2022 DURANTE SUA APRESENTAÇÃO NO PALCO DO
DEATHFEST MARYLAND. O THRASH METAL É UMA PARTE CRUCIAL DE TODO O ESPECTRO DO
HEAVY METAL, E TAMBÉM UMA GRANDE BASE PARA O METAL HALL OF FAME. ESTAMOS MUITO
ORGULHOSOS DE TER ONSLAUGHT REPRESENTANDO ESSE GÊNERO QUE TODOS NÓS AMAMOS
TANTO.”
Já o guitarrista do
Onslaught e membro fundador do Onslaught, Nige
Rockett, comentou:
“UAU, O QUE PODEMOS DIZER, ISSO VEIO COMPLETAMENTE DO NADA…! ESTAMOS
REALMENTE HONRADOS EM RECEBER ESTE RECONHECIMENTO EXTREMAMENTE PRESTIGIOSO E
NOS JUNTARMOS A UMA LISTA DE TANTOS NOMES INCRÍVEIS E RESPEITADOS DO MUNDO DO
METAL. ISSO TEM QUE ESTAR LÁ EM CIMA COM OS MELHORES ELOGIOS QUE ESSA BANDA JÁ
RECEBEU EM NOSSA LONGA E ILUSTRE CARREIRA, É UM GRANDE DIA PARA O ‘THRASH METAL’
E UM GRANDE DIA PARA A ‘CENA DO METAL DO REINO UNIDO’. ESTE PRÊMIO NÃO PODERIA
TER CHEGADO EM UM MOMENTO MAIS PERFEITO, POIS COMEMORAMOS ’40 SACUDINDO O
INFERNO’, É REALMENTE UMA VERDADEIRA VALIDAÇÃO DO PASSADO E DO PRESENTE
‘ONSLAUGHT’.. ESTE É PARA OS FÃS..! OBRIGADO A TODOS.!”
O último álbum do Onslaught, “Generation “Antichrist“, foi lançado em agosto de 2020.
A banda de Death Metal, Nile, lançou um videoclipe ao vivo de sua faixa “Vile Nilotic Rites“, através da Nuclear Blast. A música faz parte do álbum de mesmo nome lançado em novembro de 2019.
O vídeo de Joshua Ward foi filmado na turnê ‘The Age Of Vile Divinities US 2022‘. Assista a seguir:
Faixas:
1. Long Shadows of Dread
2. The Oxford Handbook of Savage Genocidal Warfare
O Iron Maiden, que fará shows ainda este ano no Brasil, voltou aos palcos neste domingo, 22 de maio, em sua turnê "Legacy of the Beast World Tour". Sua primeira apresentação foi em Zagreb, Croácia, país onde o grupo estava ensaiando desde o final de abril.
A banda postou em seu canal oficial no YouTube um vídeo promocional apresentando a versão samurai do Eddie, que acompanhará a banda nos shows da turnê. Clique no player abaixo para ver o querido mascote da donzela de ferro ao vivo no retorno da banda aos palcos após 31 meses de espera.
Conforme o site SetLists.fm, as músicas tocadas foram as seguintes:
01. Senjutsu (estreia ao vivo)
02. Stratego (estreia ao vivo)
03. The Writing On The Wall (estreia ao vivo)
04. Revelations
05. Blood Brothers (primeira apresentação desde julho de 2017)
A banda Evanescence anunciou neste sábado (21 de maio) a saída da guitarrista Jen Majura. A musicista e compositora alemã ingressou no grupo em agosto de 2015, como substituta de Terry Balsamo.
A saída de Jen foi anunciada nas redes sociais da banda e aparentemente, foi amigável. "Foi um capítulo muito especial na banda estar com nossa querida amiga Jen Majura, mas decidimos que é hora de seguirmos caminhos separados. Nós sempre a amaremos e a apoiaremos, e mal podemos esperar para ver o que ela fará a seguir! Somos muito gratos pelos bons momentos e ótimas músicas que fizemos ao redor do mundo juntos.
Estamos trabalhando duro para ensaiar para nossa próxima turnê e teremos algumas notícias empolgantes sobre a nova formação nos próximos dias, então fiquem ligados", diz o comunicado, que em cerca de 3 horas, contabilizada mais de 700 comentários e 11 mil curtidas.
Enquanto foi integrante do Evanescence, Jen gravou dois álbuns de estúdio: "Synthesis" (2017) e "The Bitter Truth" (2021).
Em 29 de julho, os mestres do metal extremo doArch Enemylançarão seu 11º álbum de estúdio, “Deceivers”, pelaCentury Media Records. Para os fãs que mal podem esperar pelo lançamento do disco, a banda agora está oferecendo um novo single de sete polegadas, “Sunset Over The Empire” que também está presente no vindouro álbum. O videoclipe oficial da faixa, dirigido pela equipe doGrupa13estreia hoje no youtube.
O fundador e principal compositor do Arch Enemy, Michael Amott, comenta:
“Eis a ‘Sunset Over The Empire’, o quarto single do nosso próximo álbum ‘Deceivers’! ‘hit in the pit’! Liricamente, é uma daquelas que, infelizmente, parece soar mais verdadeira a cada dia que passa hoje em dia… ‘Palavras transformadas em guerra, irmão lutando contra irmão, outra falsa trégua, enquanto as pessoas morrem…’ O vídeo que acompanha foi filmado na Polônia com a equipe do Grupa13 e não segue as letras servilmente, mas tem uma ótima mensagem e vibração por si só. Ah, e estou feliz que estamos lançando ‘Sunset Over The Empire’ como um single físico de edição limitada em vinil de 7 polegadas.”
Tracklist do single de “Sunset Over The Empire”:
01. Sunset Over The Empire 02. The Judging Eyes
Fonte: Roadie-Metal.com
O Grave Digger disponibilizou nesta sexta-feira, 20 de maio, o primeiro single de seu próximo álbum intitulado “Symbol of Eternity” que será lançado em 26 de agosto, via Rock of Angels Records. A faixa “Hell Is My Purgatory” foi liberada em formato de videoclipe, que pode ser assistido a seguir:
O novo disco mais uma vez lida com a história dos cruzados e templários, assim como “Knights Of The Cross”. O novo disco foi produzido por Chris Boltendahl e Axel Ritt. A mixagem e masterização foi feita por Chris Boltendahl no Graveyard Studios entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.
Conforme noticiamos anteriormente, o sétimo álbum do Municipal Waste, “Electrified Brain“, será lançado no dia 1° de julho, via Nuclear Blast.
A banda já havia disponibilizado o primeiro single “Grave Dive” em 31 de março e, nesta quinta-feira, 19 de maio, o segundo single “High Speed Steel” também foi liberado em formato de lyric video.
O guitarrista Ryan Waste, comentou:
“‘HIGH SPEED STEEL’ É NOSSA ODE
A UMA ERA EM QUE O HEAVY METAL EVOLUIU PARA UMA FORMA MAIS RÁPIDA. TRATA-SE DE
SUPERAR A PRESSÃO E ENCONTRAR SUA SORTE COMO TESTE QUANDO TUDO PARECE ESTAR
CONTRA VOCÊ.”
“Electrified Brain” foi gravado na Filadélfia com o produtor Arthur Rizk.
O vocalista Tony Foresta comentou:
“NÓS NÃO ESCREVEMOS BALADAS DE AMOR
PARA VENDER DISCOS. FAZEMOS O QUE SEMPRE FIZEMOS DESDE QUE ESTA BANDA FOI
FORMADA – E ISSO SIGNIFICA QUE TENTAMOS FAZER UM HARDCORE PUNK METAL ALTO,
RÁPIDO E RASGANTE. VOCÊ COM AS ORELHAS SANGRANDO, ALTO-FALANTES EXPLODINDO,
PAIS IRRITADOS, UM OLHO ROXO E UMA DESCONFIANÇA SAUDÁVEL DA AUTORIDADE.”
As lendas do Thrash alemão,Tankard, anunciaram o lançamento de seu próximo álbum intitulado “Pavlov’s Dawgs” em 30 de setembro de 2022, pela Reaper Entertainment.
O disco foi novamente gravado no Gernhard Studio em Troisdorf em cooperação com o produtor Martin Buchwalter. A arte da capa foi novamente criada por Patrick Strogulski. O vocalista Gerre comentou:
“NOSSO ÚLTIMO LANÇAMENTO “ONE FOOT IN THE GRAVE” JÁ TEM CINCO ANOS, MAS É
BEM VERDADE: QUANTO MAIS VELHO VOCÊ FICA, MAIS RÁPIDO O TEMPO VOA… TENDO BATIDO
NOSSO NOVO TRABALHO “PAVLOV’S DAWGS”, QUE SERÁ LANÇADO EM 30 DE SETEMBRO DE
2022. ASSIM COMO “ONE FOOT IN THE GRAVE”, MARTIN BUCHWALTER FOI O RESPONSÁVEL
PELA GRAVAÇÃO E PELA MIXAGEM, QUE SEM DÚVIDA COMBINA MAIS DO QUE BEM COM A
BANDA. NÓS REALMENTE DEMOS TUDO DE NÓS NOS ÚLTIMOS MESES E ESPERAMOS QUE VOCÊS
GOSTEM DO RESULTADO TANTO QUANTO NÓS!!! COM NOSSA NOVA GRAVADORA REAPER
ENTERTAINMENT POR TRÁS DE NÓS, NÓS REALMENTE PISAREMOS NO ACELERADOR
NOVAMENTE!!! NESSE SENTIDO: FIQUE SAUDÁVEL E OUÇA MUITO METAL.”
O projeto Avantasia lançou nesta semana o single The Wicked Rule The Night, que conta com a participação especial de Ralf Scheepers, do Primal Fear. O single integra o novo álbum A Paranormal Evening With The Moonflower Society, que será lançado em setembro pela Nuclear Blast.
Além de Tobias Sammet e Scheepers, a música também conta com o guitarrista Sascha Paeth e com o baterista Felix Bohnke.
“Estou tão feliz com o novo álbum que qualquer música poderia ter sido um single”, disse o frontman Tobias Sammet, que também lidera o Edguy. “Sinto que esse novo álbum é imprevisível, excitante, fresco ― mas com todas minhas marcas registradas, que todos conhecem do Edguy e do próprio Avantasia.
A edição #268 da revista ROADIE CREW traz como destaques de capa entrevistas com Scorpions e Shaman. O vocalista Klaus Meine fala sobre Rock Believer, o 19º disco de estúdio do Scorpions. “Queríamos provar para nós mesmos que não somos apenas ‘os reis da balada’, mas que também ainda somos os reis do heavy rock e do hard rock”, declarou Meine. Já na entrevista do Shaman, Luis Mariutti e Alirio Netto falam sobre perda de Andre Matos, a decisão pela volta do grupo e, claro, tudo sobre o novo álbum, “Rescue”.
Entrevistas:
Scorpions Shaman Saxon Jethro Tull Dark Funeral The Hellacopters Enslaved Hammerfall Aborted Rhapsody Of Fire Swallow The Sun Incite Aeon Mystic Circle Cadaver
Seções: Cenário: American Blvd, Eve Desire, Inorbito, The Giant Void, Little Black Bird, Ricky de Camargo, Janaina Melo, Tropa de Shock e Crucifixion BR Blind Ear: Claudio David (Overdose) Eternal Idols: Taylor Hawkins Front Cover (Marcelo Vasco): Kreator – Pleasure to Kill Rock Average: Mötley Crüe – Shout at the Devil Background: Golpe de Estado (Parte 2) Hidden Tracks: Cold Sweat ClassiCrew: Wishbone Ash (1972), Riot (1982), Triumph (1992) e Bloodbath (2002) Collection: Flotsam And Jetsam Playlist: Alan Wallace (Eminence) Headphones In Fury: Rodrigo Flausino (RF Force) Profile: Armandö Macedö (Flageladör) Pôsteres: Behemoth | Ozzy Osbourne (No Rest for the Wicked) Colunas: Brotherhood (Luiz Cesar Pimentel) e It’s Only Rock’n’Roll (Antonio Carlos Monteiro)
Desde que saiu do gigante Immortal, Olve Eikemo, mais conhecido como Abbath, seguiu seu caminho e se mostrou mais livre para compor o que realmente desejava. Essa é a sensação quando temos alguém que saiu de uma banda e resolveu montar outra, incluindo o seu codinome como parte principal, ou seja, tornando-o também nome do projeto. E um projeto que acaba de chegar ao seu terceiro disco de inéditas não pode ser chamado assim. É a nova banda do “Abbacathinho da massa” (leia com som de “T”) e ponto final. Exclamação!
Seus discos anteriores, “Abbath” (2016) e “Outstrider” (2019) surpreenderam muitos adeptos, enquanto alguns mentecáptos torceram o nariz e as pregas para tais trabalhos, muito por conta do humor do músico e também por considerarem de valor apenas os álbuns gravados com o Immortal. Abbath parece não se importar muito com isso e segue tão empenhado que acabou de fechar seu primeiro tridente de artefatos circulares do submundo.
Para um dos guardiões mais conhecidos e destemidos do Metal negro era necessário o fechamento das três pontas de seu tridente musical. Logo, o norueguês não poupou esforços e, mesmo com o mundo em completo caos e paralisia por conta da pandemia, seguiu em frente. Agora, cá estamos diante de seu mais recente trabalho a ponto de iniciarmos mais uma jornada em busca de conhecimento para saber esta nova ponta de lâmina circular está bastante afiada ou se pode ser comparável a uma faca enganosa vendida numa feira. Via Season Of Mist, “Dread Reaver” foi lançado no dia 25 de março. Produzido por Endre Kirkesola, Abbath e Dag Erik Nygaard no Dub Studio em Kristiansand, e no Bergen Lydstudio em Bergen. A arte da capa assinada por Bjørn Stian Bjoarvik, e as fotos tiradas por Francisco Munoz. A mixagem ficou por conta da dupla Abbath e Kirkesola, e Maor Appelbaum (Faith No More, Halford) fez a masterização do disco na Maor Appelbaum Mastering, Los Angeles.
Ao iniciar a jornada pelo universo sem luz e repleto de almas torturadas por toda a eternidade, entraremos em um formato diferente ao retratar logo de cara os principais pontos desta nova obra antidivina de Abbath e seus gárgulas do submundo. Um deles é o fato de que os singles lançados possuem muita força dentro do álbum, ofuscando ao menos o início do disco. O outro fato destacável é que a parte final do álbum ganha sobrevida e torna o passeio bastante agradável para o cavaleiro galopar pelos pântanos sombrios sem medo de ouvir algo ruim. Não existem músicas ruins em “Dread Reaver”, apenas a sensação citada, apesar disso ser bastante normal ao analisar um trabalho por completo. Existem fórmulas usadas a exaustão em determinados momentos e em outros a criatividade toma conta do certame. E antes de abrir o leque, vale ressaltar que “Dream Cull” poderia muito bem abrir o tracklist. A seguir saberemos o motivo disso.
“Acid Haze” é o nome da escolhida de Abbath para iniciar a jornada sonora… Sabe quando você está escutando algo e ao mesmo tempo tem a sensação de que esse algo já se passa a algum tempo? Uma breve introdução que simula a abertura de um vórtice, entrega a este plano a banda “in action”, já tocando a pleno vapor. Com o comboio em andamento, a sonoridade cresce até ficar diante de seus ouvidos em seu formato original e com direito a breves solos de guitarra. Em determinado momento da faixa, acontece um líder recitar versos em voz grave, deixando sua guitarra base em silêncio por este período, e retornando ao seu posto logo em seguida, ao mesmo tempo em que dedilhados cadenciados e graves enfeitam a plumagem sonora, até que o modo tradicional linear toma a canção de encontro novamente. “Na ‘ruína lítica de Hattusa / Nos túmulos abaixo de Lagash / Nas entranhas dos zigurates afundados / Mundos perdidos me esculpem como um chicote” – um paliativo para entrar no universo de Abbath e entender um pouco sobre o que recitado pelo assecla da desolação. Após esse momento temos o ímpeto sonoro invadindo o cenário e despejando a névoa ácida com mais força. A fórmula se repete “Scarred Core”, mas dessa vez não temos o crescente volume da música, e sim a mesma indo direto ao ponto sem nenhum tipo de introdução ou diferencial em seu início. Em determinado momento, as guitarras silenciam e abrem espaço para a bateria entrar em primeiro plano. Ambos os formatos seguem os moldes mais retilíneos, embora a segunda possua um solo bastante técnico e que passa o clima gélido dos alpes. Abbath utiliza a técnica de vocal conhecida como canto gutural mongol e se sai bem, dando um toque de novidade ao som em formato mais linear e acobertado pelo baixo potente de Mia Wallace, apesar dos solos de guitarra, que tanto na primeira quanto nesta faixa, demonstram boa qualidade. Só não se sobressaem tanto devido ao formato sem muitas viradas de bateria, que por sua vez, permanece com suas marteladas contínuas, mostrando que o vigor de Ukri Suvilehto está em alta. Os versos contam sobre algo/alguém/criatura de outro plano se sobressair perante todas as circunstância e a melhor parte disso é quando é dito que…
“TOO ROCK ‘N’ ROLL TO DIE”
Eis que aquela que poderia estar como faixa de abertura do disco chega para tomar o local de assalto. “Dream Cull” é um dos singles lançados pelo Abbath e que merece devido destaque. A novidade acontece logo em seu princípio com violões tempestuosos ditando o ritmo ao abrir as cortinas para o caos sonoro. Por esse começo ela ganha cara de faixa de abertura, conforme fora mencionado. Provavelmente se você ouvir novamente essa faixa, esquecerá das duas anteriores facilmente. A criatividade a serviço do mal se alojou nesta canção, livrando-a do formato reto e simplório, e oferecendo uma gama de ritmos dentro da trama e coniventes com o Black Metal gélido e afiado como estalactite. Sendo assim, é na véspera de inverno onde tempestades incessantes invadirão as paredes rangentes por conta de fendas causadas pela ventania dos riffs e solos de guitarra. As correntes que ancoram os oprimidos se apertam durante a passagem do contrabaixo por toda a canção, destacando os salões monolíticos.
“Myrmidon” chega com um breve ímpeto Hard, mas que descamba para o seu tradicional Black Metal sujo, maquiavélico, porém com o mesmo modelo de som das suas primeiras canções. Você percebe as duas guitarras se encontrando através das bases e dos diferenciais oferecidos por uma delas, ou seja, a guitarra solo de Ole André Farstad. “Leve-me em cima do meu escudo / Em solo manchado de vermelho de sangue coagulado / Caia em nossas espadas antes de nos rendermos / Enterre meu cadáver no campo de batalha – a honra não pode ser derrotada. Jamais. “The Deep Unbound” utiliza e abusa dos moldes já gastos no álbum e mesmo com lances até diferentes das demais, não consegue sair do plano utilizado em canções já citadas. O mar envolto está repleto de marinheiros açoitados durante a batalha naval, e que resultou em velas sendo feitas com pele de corsários, bastardos encalhados e naufragados, cadáveres enforcados com suas próprias entranhas. O caos das guitarras reina nas sombras mudando com as marés do contrabaixo, entre a sucção e a onda, rochas irregulares estão acenando aos atos percussivos da bateria, enquanto na crista do mergulho das ondas, as ondas sonoras forçarão um acerto de contas. “Septentrion” possui uma pequena intro e logo mergulha no lado extremo da coisa, mas com breves variações que acabam por elevar a canção a patamares mais amplos, porém sem tanta ênfase ao citar sobre os ventos do norte, enquanto o oceano impiedoso levanta para se vingar de toda a infestação mundana.
AQUI ESTÁ A TRÍADE MAIS PODEROSA DO ÁLBUM!
O primeiro dos três mísseis do fim do mundo carnal atende por“Trapped Under Ice”. Nome família para vossa honrosa persona? Está certíssimo, pois se trata de um cover para a canção original do Metallica, faixa pertencente ao magnífico álbum“Ride The Lightning”de 1984. A versãoBlack Metalao melhor estiloAbbathcaiu como uma luva de couro de primeira linha tanto com relação à música escolhida como também em questão do próprio álbum. Melhor que a original ela ficou? Creio que as criaturas dos sete reinos perdidos ficaram surpresas e muito contentes com o resultado! Na sequência, apresento-lhe“The Book Of Breath”, faixa esta que após poucos segundos de mistério, entra com os oito pés no portão principal da capela da santíssima trindade, rachando as estruturas do pai, filho e espírito insano. Com disposição para construir diversas variações rítmicas, a canção se eleva ao apresentar também um pano de fundo coberto de chamas espalhadas por foles. Ao inalar o livro da respiração: “Derreta a fissura do núcleo / Na pilha de escória de ferro / O vapor cobre a forja / O rosto do demônio olha de volta / Eles ouvirão o rugido do Inferno! / No resplendor da brasa / Cauterize nossos cortes chorosos / Lave nossa sujeira com cinzas.”
Finalizando a centrífuga musical do projeto solo de Abbath que deu mais do que certo, temos o outro single que foi lançado primeiro. Trata-se de“Dread Reaver”, faixa esta que deverá e merece muito fazer parte do setlist dos shows da banda de agora em diante. O prenúncio do general do inferno após os breves estalares de percussão serve como cartão postal para mostrar o que está por vir. Já bem diferente dos modelos simples de levada agressiva, a canção aposta em variações dentro do montante extremo do som. Mais cadenciada em seus versos, destacando o baixo da competentíssimaMia Wallace, e acelerando a carroça fantasmagórica nas pontes e refrãos, o demônio se destaca ao incorporar emAbbatho ser malígno. Em uma estrada de cadáveres alinhada com andaimes improvisados, está uma esteira letal de kobolds famintos.
Uma coisa a ser dita sobre o álbum “Dread Reaver”, complementando o comentário inicial sobre o seu formato é que de fato poderia soar melhor se optassem por outra faixa de abertura. Além disso, os sons mais retos ficaram ofuscados em relação aos sonetos mais trabalhados e variados por estarem muito juntos. Não existem canções negativas e todas possuem potencial para serem tocadas ao vivo. Basta Abbath estudar uma forma bacana de introduzir seus novos sons em um setlist de show para que dê realmente certo como o dono do nanquim virtual presume. Após a saída definitiva do Immortal, sua banda do coração, Abbath seguiu sua vida e acaba de alcançar um grande êxito, ou seja, lançar a sua primeira trinca de discos com seu novo projeto que já é mais do que realidade no cenário da “múzga” extrema. Se Olve Eikemo trabalhar as sonoridades mais espessas e com mais nuances, poderemos estar diante de um futuro quarto disco com ótimas e gratas novidades. Além do mais, o pano de fundo montado através da magia das notas de órgão tocadas por Endre Kirkesola foram de grande valia para a obra como um todo. Sendo assim, vale curtir o bom e honesto “Dread Reaver”!
GLOSSÁRIO:
Kobolds: Um kobold é um sprite. Se espalhou por toda a Europa, ganhando várias formas, incluindo diferentes escritas como goblin e hobgoblin, na qual mais tarde acabou por se enraizar no folclore, derivando da mitologia germânica. Isso fez com que o ser mitológico pudesse sobreviver até os tempos modernos no folclore alemão.
“ICON OF THE AGES MAKE MY WAY WITH WILL FAVORED BY THE SAGES TEMPERED IN THE FURNACE FLAMES FANNED BY BELLOWS OF A BREATH INFERNAL. HAMMER AND ANVIL BEAT IMPURITIES FROM ORE”