A banda inglesa de doom/gothic metal Paradise Lost divulgou nesta sexta-feira (19 de setembro) seu novo trabalho de estúdio, "Ascension". Sucessor de "Obsidian" (2020), o álbum é um testemunho da longevidade e relevância do grupo ao longo de seus mais de 35 anos de carreira.
A capa de "Ascension" apresenta apropriadamente a pintura "The Court of Death", do renomado artista britânico George Frederic Watts, que está exposta na Tate Gallery, em Londres. A pintura retrata a Morte como um anjo entronizado, ladeado por figuras alegóricas do Silêncio e Mistério guardando o nascer do sol e a estrela da esperança, enquanto um guerreiro entrega sua espada e um duque sua coroa, mostrando que o status mundano não oferece proteção. A visão sombria e profética da pintura incorpora as paisagens sonoras escuras e atormentadas do álbum, onde versos melancólicos colidem com riffs sinistros e premonitórios.
Sobre o disco, o vocalista Nick Holmes comenta o seguinte: "'Ascension' é uma cavalgada de miséria derretida, um passeio vigoroso cheio de tristeza por um mundo perverso de glorioso triunfo e lamentável tragédia".
"Ascension" encerra a curta passagem do baterista Guido Zima pelo Paradise Lost. Segundo o guitarrista Greg Mackintosh, a gravação do álbum, principalmente no que se refere à bateria, não foi fácil.
"Gravamos o álbum, e foi um pesadelo. Em todos os álbuns que fizemos recentemente, levava três dias para gravar a bateria. Ele levou duas semanas. Então, eu e ele entramos em conflito", relatou Greg, durante entrevista concedida ao site Blabbermouth.
O novo disco do Paradise Lost tem 12 faixas e aproximadamente 61 minutos de duração.
A veterana banda estadunidense de hardcore Biohazard divulgou nesta quarta-feira (17 de setembro) a música "Death of Me", quarto single de seu próximo disco de estúdio (os três primeiros são "Forsaken", "F**k the System" e "Eyes On Six'). Intitulado "Divided We Fall", o álbum tem lançamento programado para o dia 17 de outubro.
"'Death Of Me'. Uma das minhas favoritas! Para mim, essa música personifica a frustração, a falta de comunicação e a intolerância com as quais às vezes lidamos em nossas vidas. É um som de andamento médio, para quem sente que a vida é uma batalha sem fim contra tudo e todos. Nunca desista!!!", comentou Danny Schuler, baterista do Biohazard.
O novo single do Biohazard pode ser conferida via YouTube no player abaixo. "Death of Me" também encontra-se disponível nas outras plataformas de streaming musical.
Primeiro disco do Biohazard em mais de uma década, "Divided By Fall" é o sucessor de "Reborn in Defiance" (2012)
SABATON, uma das mais bem-sucedidas bandas da Suécia, lançou em 12 de setembro o novo single “Crossing The Rubicon”, com participação do vocalista Jonny Hawkins e do guitarrista Mark Vollelunga, ambos do NOTHING MORE. Esta versão especial colaborativa da faixa chega às rádios, enquanto a versão original estará disponível como parte do lançamento do álbum LEGENDS.
Misturando rock e história para fãs de todas as idades, LEGENDS chega em 17 de outubro pela Better Noise Music e marca a estreia da banda no selo.
“Trabalhar com nossos irmãos americanos do NOTHING MORE em nosso novo single ‘Crossing The Rubicon’ foi um prazer absoluto”, diz o vocalista Joakim Brodén. “Quando compartilhamos a música com eles, eles realmente gostaram e ficaram genuinamente empolgados com a colaboração, o que nos deixou ainda mais animados. Há algo poderoso em unir dois mundos através da música.”
“Estou muito feliz que tivemos a chance de nos juntar aos nossos novos colegas de gravadora do NOTHING MORE para esta faixa”, continua o baixista Pär Sundström. “Colaborar com eles adicionou um toque especial. Essa é uma surpresa bacana tanto para os fãs deles quanto para os nossos!”
O vocalista do NOTHING MORE, Jonny Hawkins, afirma: “Essa música desperta aquele velho espírito de guerra em mim e me faz querer cavalgar direto pelos portões do inferno. Tenho orgulho de fazer parte dela com uma banda incrível como o Sabaton.”
O guitarrista do NOTHING MORE, Mark Vollelunga, acrescenta: “Estamos muito honrados e empolgados em lançar esta colaboração com nossos novos colegas suecos de gravadora, o Sabaton. Foi divertido fazer algo um pouco diferente do que estamos acostumados, e estamos felizes que eles quiseram que colocássemos o nosso tempero especial do NOTHING MORE no metal escandinavo deles.”
Ao longo do apropriadamente intitulado LEGENDS, o SABATON – Joakim Brodén (vocais), Pär Sundström (baixo), Chris Rörland (guitarra), Thobbe Englund (guitarra), Hannes Van Dahl (bateria) – mergulha em algumas das figuras históricas mais grandiosas e admiradas, como Joana D’Arc, Napoleão Bonaparte, Júlio César e o lendário mestre espadachim Miyamoto Musashi.
Para “Crossing The Rubicon”, o foco recai sobre Júlio César, que ascendeu na República Romana como cônsul. Ele promoveu reformas para reduzir a corrupção e aliviar a tributação, enquanto liderava suas legiões em vitórias na Gália, derrotando tribos como os Arvernos, Helvécios e Belgas, expandindo o território romano até os rios Reno e Danúbio. À medida que sua influência crescia, rivais políticos tornaram-se cada vez mais hostis. Em resposta, ele atravessou o lendário rio Rubicão, deflagrando uma guerra civil. Após derrotar seus inimigos na Itália, Grécia e Egito, retornou a Roma com poderes ditatoriais, implementando o calendário juliano e modernizando obras públicas. Porém, nos Idos de março de 44 a.C., foi assassinado por conspiradores do Senado, encerrando seu governo, mas deixando um legado imenso como estrategista e líder ambicioso que remodelou o futuro de Roma.
“Todo mundo conhece a frase ‘Veni, vidi, vici’,” diz o baixista Pär Sundström. “É icônica, assim como o próprio César. Ele foi uma força da natureza que transformou todo um império. E sua história… bem, é puro material Sabaton. Quando fizemos alguns testes internos com as novas músicas e mostramos para nossos amigos mais próximos e colegas, percebemos rapidamente que essa era uma das – senão a – principais faixas do novo álbum. Vamos ver se os fãs concordam.”
“Júlio César é uma figura incrivelmente fascinante,” continua o vocalista Joakim Brodén, “e sejamos honestos, ele é conhecido no mundo todo por um motivo! Sua história é lendária. Ele foi um general brilhante, um líder ousado e um pioneiro da história antiga. Sua trajetória tem guerra, ambição, traição… tudo o que se encaixa perfeitamente no universo do Sabaton. Ele não apenas lutou batalhas; ele mudou o curso da história. Essa mistura de estratégia, drama e poder bruto fez dele uma escolha natural para LEGENDS.”
LEGENDS estará disponível em vários formatos físicos e edições exclusivas, incluindo CD, 2 CD digibook, 2 CD earbook (ambos incluindo a exclusiva Storyteller Edition), 11 edições únicas em vinil (cada uma com cor especial e arte exclusiva), além de cores adicionais exclusivas em vinil e uma caixa limitada (com mais uma cor exclusiva de vinil, o 2 CD earbook e uma fita cassete colorida como formato exclusivo).
Entre as 11 edições únicas em vinil, cada uma retratando uma figura lendária, LEGENDS será disponibilizado também como a Julius Caesar Edition.
OArch Enemyanunciou o lançamento de uma versão digital estendida de seu mais novo álbum de estúdio,“Blood Dynasty”. O disco chegou às lojas e plataformas de streaming no último dia 28 de março de 2025 e agora ganhará uma nova versão com três faixas bônus, sendo uma delas inédita.
Fizemos uma análise detalhada do álbum e você pode ler clicando AQUI.
A primeira faixa apresentada se chama “Break The Spell”. A canção chegou acompanhada de um lyric vídeo produzido por David Provan, da 12Inch Media. Sobre a música, a banda postou a seguinte nota em suas redes sociais:
“‘Break The Spell’ é uma jornada crua e introspectiva através do desespero e da resiliência. Ela confronta a mortalidade, o medo e o colapso emocional — mas se recusa a se render. Assustadora e desafiadora, ela transforma dor em empoderamento, oferecendo força a qualquer um que esteja lutando em tempos difíceis.”
O álbum “Blood Dynasty (Deluxe Edition)” chegará às plataformas digitais no próximo dia 10 de outubro e a canção inédita se chama “Lachrymatory”.
O Powerwolf mostrou o poder de sua música ao vivo com a performance de Stossgebet. O material estará presente no álbum Wildlive (Live At Olympiahalle), que sairá no dia 27 de fevereiro de 2026 pelo selo Napalm Records. Veja:
Sobre o disco ao vivo, a banda se manifestou assim: “Sempre soubemos que nenhuma palavra ou vídeo curto de recapitulação poderia capturar verdadeiramente o que vivenciamos juntos durante a turnê Wolfsnächte 2024. Cada noite era mágica!
Então, queríamos encontrar uma maneira de guardar essas memórias e compartilhá-las da maneira mais poderosa possível. É por isso que decidimos gravar o show completo no Olympiahalle em Munique para preservar apenas um momento do que todos nós sentimos nesta turnê. Wildlive (Live At Olympiahalle) é mais do que um lançamento ao vivo. É uma homenagem e uma manifestação aos momentos que criamos juntos
O Rage divulgou o novo single Innovation, acompanhado de um videoclipe oficial já disponível (veja abaixo). A faixa antecipa o próximo álbum da banda, A New World Rising, que será lançado no próximo dia 26 de setembro de 2025 pela Steamhammer/SPV— no Brasil, através da parceria SPV/Sound City/Valhall.
O vocalista e baixista Peavy Wagner comentou sobre a música: “Essa canção não entrega apenas velocidade e peso — ela também combina melodia e thrash (metal) na dose certa, sendo uma vitrine para o nosso novo álbum. Sua mensagem positiva de esperança e novos começos fecha tudo de forma perfeita.”
Durante a passagem recente doManowar por Londres, onde a banda se apresentou no último dia 19 de julho naO2 Academy Brixton, com a turnêThe Blood Of Our Enemies Tour 2025, o líder da banda, Joey DeMaio, concedeu uma entrevista aometaltalk.nete, quando questionado sobre o que fãs londrinos podiam esperar do show,DeMaio respondeu:
“É uma celebração de tudo o que defendemos. Esperem ouvir Hail To England na íntegra, além de todos os hinos que nos fizeram quem somos.”
Joey DeMaio se orgulha pelo fato de que o Manowar não precisa recorrer a truques para melhorar suas apresentações nos palcos ou recorrer ao uso de playbacks em seus shows:
“Não precisamos de truques nem de playback. Entregamos potência bruta e excelência técnica todas as noites. É isso que separa os guerreiros dos aspirantes.”
Questionado sobre tocar na íntegra dois discos tão importantes como “Hail To England” e “Sign of the Hammer” durante a atual turnê, DeMaio disse:
“Quando planejamos essa turnê, o aniversário desses dois álbuns de 1984 estava chegando e ouvimos os fãs que adoraram as turnês completas dos álbuns que fizemos no passado.
Esses álbuns têm um significado especial. Eles representam batalhas que travamos e vencemos, e os fãs as mantêm vivas há mais de 40 anos. A resposta que recebemos nesta turnê até agora, desde a turnê de inverno até os shows recentes de verão, tem sido extremamente positiva. Nossos fãs sabem o que querem, e nós entregamos.”
O entrevistador observou que os fãs do Manowar estão entre os mais devotados do mundo, e Joey DeMaio o corrigiu:
“Deixa eu te corrigir. Eles SÃO os fãs mais dedicados do mundo, sem exceção! Há tantos exemplos que me impressionam. Na Estônia, tivemos Manowarriors vindos de dezenas de países. Alguns vieram da Austrália e da Índia.
Há a história lendária de uns caras que pegaram um táxi da Suécia para a Alemanha para ver um show – imagine a conta! Temos fãs que nos acompanharam em mais de 20 shows em apenas uma etapa da turnê. Vemos tatuagens incríveis do MANOWAR que são obras de arte e demonstram uma dedicação de uma vida inteira… os exemplos poderiam ser infinitos. Isso não é apenas fandom – é irmandade.”
Sobre os custos elevados e as dificuldades que envolvem fazer uma turnê hoje em dia, além da questão logística, DeMaio disse que não abre mão da qualidade, apesar disso:
“Fazer turnês em grande escala como as que fazemos nunca foi fácil, mas os preços pós-COVID realmente dispararam e não parece que vão voltar. Mas não podemos e não vamos sacrificar a qualidade por causa disso.
O que trazemos, reinvestimos na próxima turnê, em ótimas artes, em equipamentos. Acreditamos fortemente que os fãs apreciam isso e permanecem leais a nós por isso.
Estamos aqui por eles, e eles nos apoiam. Esse é o jeito MANOWAR: sem concessões.”
Ele continuou:
“A questão econômica que acabamos de discutir certamente desempenha um papel importante. Uma turnê precisa ser economicamente viável, o que é fortemente influenciado pelas despesas e possíveis rotas. Nem sempre é possível encontrar a rota mais barata – às vezes é preciso ziguezaguear, muitas vezes cruzando fronteiras, e também não estamos dispostos a esgotar a banda e a equipe, o que poderia comprometer a qualidade das apresentações.
Então, há muito planejamento envolvido. Para os fãs decepcionados por não ter um show por perto, eu digo o seguinte: venham para um lugar acessível e transformem isso em um evento, umas mini férias! Vocês não só verão um show incrível, como também passarão tempo com as melhores pessoas e farão amigos para a vida toda.
Além disso, ainda não terminamos a turnê, então tenham paciência. Nossos Manowarriors na Islândia esperaram, e quando finalmente tocamos lá algumas semanas atrás, eles se divertiram muito.”
Perguntado sobre a parceria com o vocalista Eric Adams que já dura 45 anos, ele disse:
“Essa amizade e parceria se baseiam no respeito mútuo e no amor e na devoção compartilhados pelo que fazemos. Quando os fãs compartilham conosco o que nossa música e mensagem significam para eles, como isso os ajuda a superar os desafios da vida, isso é significado, isso é responsabilidade, é uma honra trabalhar para isso.
Eric e eu compartilhamos esse entendimento. Passamos por tudo juntos, e esse vínculo só fica mais forte.”
Com relação à adição do guitarrista Michael Angelo Batio que se juntou à banda em 2022, Joey DeMaio comentou:
“Mike se encaixou perfeitamente como sempre foi para ser. Ele é um maníaco com seu instrumento. Ele vive e respira Metal como nós. Nos incentivamos mutuamente a sempre alcançar um novo recorde pessoal. É muito divertido para nós e, principalmente, para os fãs. A energia entre nós quatro é eletrizante, e você pode senti-la todas as noites no palco.”
Em agosto deste ano, o At The Gates informou que Tomas estava lutando contra um câncer raro. Por meio de postagem compartilhada nas redes sociais, a banda informou que o vocalista estava hospitalizado desde maio. A publicação também traz uma mensagem do frontman.
"Olá a todos. Acho que alguns de vocês devem estar se perguntando por que o At The Gates tem estado tão silencioso ultimamente. Bem, em dezembro de 2023, fui diagnosticado com Carcinoma Adenóide Cístico (um câncer na boca e no céu da boca) e, desde então, passei por muita coisa, tem sido um ano muito difícil.
Primeiro, houve uma grande cirurgia, na qual removeram uma grande parte do céu da boca. Isso foi seguido por radioterapia por dois meses, e desde então tem sido um longo e árduo caminho para a recuperação.
Agora, no início de 2025, encontraram alguns restos do câncer, e ele é inacessível por cirurgia ou radioterapia. Então, veremos qual será o próximo passo, provavelmente alguma forma de quimioterapia, para manter o câncer sob controle."
O Limp Bizkit lançou em setembro de 2025 sua primeira música inédita desde o álbum "Still Sucks" (2021). O novo single, intitulado "Making Love to Morgan Wallen", chamou atenção logo nos primeiros versos, com Fred Durst mandando um "Damn, I miss you, Chester" ("Droga, sinto sua falta, Chester").
Durst e Bennington eram próximos desde os anos 2000, quando suas bandas despontaram como expoentes do nu metal. Após a morte do cantor, Fred chegou a divulgar uma mensagem emocionada, agradecendo pelo impacto de Chester no gênero e lembrando a última conversa que tiveram.
Apesar do tom nostálgico da abertura, o restante da música segue o estilo caótico e debochado característico do Limp Bizkit, misturando rimas aleatórias e imagens sem sentido, relata a Metal Injection. É nesse clima que surge a menção a Morgan Wallen, no trecho final. Embora não muito conhecido no Brasil, Wallen é um dos maiores astros do country atual nos Estados Unidos - e também um dos mais polêmicos, tendo se envolvido em episódios de comportamento agressivo e uso de linguagem considerada racista, sem que isso afetasse sua popularidade comercial.
O single marca também a retomada criativa da banda, que nos últimos anos vinha aparecendo mais em turnês nostálgicas do que com material novo. Para os fãs, ouvir novamente o grupo trazendo elementos inesperados - ainda mais misturados com o humor nonsense típico de Durst - reforça a ideia de que o Limp Bizkit continua disposto a brincar com sua própria imagem e provocar reações, trazendo como resultado uma faixa que combina uma homenagem inesperada a Chester Bennington com referências absurdas e nonsense, algo que muitos fãs consideram parte do charme do Limp Bizkit.
Os ícones americanos do death metal NILE recrutaram Adam Roethlisberger como seu novo baixista/vocalista. Roethlisberger fez sua estreia ao vivo com o NILE na noite de 12 de setembro no show de abertura da turnê da banda pelos EUA, com os metalheads extremos canadenses CRYPTOPSY em Raleigh, Carolina do Norte. O apoio na jornada de 25 datas pela Costa Leste, Centro-Oeste e Noroeste do Pacífico virá de THE LAST TEN SECONDS OF LIFE e COGNITIVE.
O guitarrista/vocalista do NILE, Karl Sanders, compartilhou a seguinte declaração nas redes sociais: “Hora do anúncio! Estamos muito felizes em dar as boas-vindas a Adam Roethlisberger no NILE no baixo e nos vocais. Adam já fez uma quantidade incrível de trabalho, provando ser não apenas um músico feroz, mas também um ótimo companheiro de equipe totalmente à altura do desafio. Estamos soando mais poderosos e pesados do que nunca, e mal podemos esperar para lançá-lo para vocês na turnê.”
A arte de ‘The Underworld Awaits Us All’ foi mais uma vez idealizada e criada por Michał “Xaay” Loranc, com referência ao ciclo da vida e ao julgamento no seu fim.
Em uma nova entrevista com Ruben Mosqueda do We Go To 11, o baterista Gene Hoglan dos pioneiros do thrash metal californiano DARK ANGEL falou sobre o primeiro álbum novo da banda em 34 anos, ‘Extinction Level Event’, que foi disponibilizado digitalmente em 5 de setembro através da Reversed Records. Sobre por que ele e seus companheiros de banda do DARK ANGEL escolheram manter o LP fora de serviços de streaming como o Spotify, Gene disse: “É apenas porque, no momento, o estado atual do streaming… Houve vários artistas que estão retirando seu material do Spotify, e é uma espécie de faca de dois gumes. Você quer que todos tenham acesso à sua música? Claro que sim,” ele continuou. “Esta é apenas a melhor opção para nós e para os fãs poderem ouvir nossa música imediatamente. Eu sei que estamos desistindo de algo – porque não o colocamos no Spotify…”
“Se você começar a dar uma olhada nos termos de uso do Spotify, eles estão fazendo algumas mudanças massivas agora, e elas são meio desconfortáveis,” Hoglan explicou. “Há muitas coisas acontecendo que eles estão… Agora, o novo material deles está acontecendo, e eu não sou um especialista nisso, mas eu apenas li os termos de algumas dessas mudanças. Eu pensei, cara, não posso ficar confortável com isso neste momento. Se algo mudar no futuro, sim, claro. Mas agora, é… Assim como a indústria da música não está aqui para proteger aqueles que estão criando a música dentro da indústria, esta é outra situação em que é, tipo, ‘Uau.’ “Neste exato momento, é melhor para nós fazermos isso,” Gene acrescentou. “Eu sempre vou dizer às pessoas, confiram reversedrecords.com. Cara, essa é a melhor maneira de ouvir DARK ANGEL agora. E eu quero que todos ouçam a música, então definitivamente, vão lá conferir.”
Em junho passado, o DARK ANGEL lançou ‘Circular Firing Squad’, o segundo single de ‘Extinction Level Event’. O primeiro single do LP, a faixa-título ‘Extinction Level Event’, foi escrita pelo guitarrista do DARK ANGEL, Jim Durkin, há uma década, muito antes de ele sofrer de uma grave doença hepática e, para a surpresa de todos, falecer em 2023. Foi gravada e mixada no Armoury Studios em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, com produção executiva do baterista do DARK ANGEL, Gene Hoglan, produzida e engenheirada por Rob Shallcross e mixada por Mike Fraser.
Durkin morreu em 8 de março de 2023 aos 58 anos. Membro original do DARK ANGEL, Durkin tocou nos três primeiros álbuns da banda – ‘We Have Arrived’ de 1985, ‘Darkness Descends’ e ‘Leave Scars’ de 1989 – antes de deixar o grupo em 1989. Ele fez parte da formação do DARK ANGEL quando a banda se reformou em 2013, e vinha tocando com eles, de forma intermitente, desde então.
Antes de sua morte, Durkin estava ausente de alguns shows do DARK ANGEL. Ele foi substituído nos shows pela esposa de Hoglan, Laura Christine, que desde então se juntou ao DARK ANGEL como membro permanente.
Cemetary Skyline, um supergrupo formado por integrantes do Dark Tranquility, Sentenced, Amorphis, Dimmu Borgir, entre outras bandas do primeiro escalão da música pesada mundial, fará sua estreia no Brasil na próxima terça-feira, dia 16 de setembro. O único show no país acontece em São Paulo, no Hangar 110, às 20h30.
Cemetary Skyline é cruzamento perfeito entre Type O Negative, Tiamat e Sister Of Mercy, vide o disco de estreia North Gothic, lançado em 2024 pela Century Media e com distribuição mundial via Sony Music.
O time é formado por Mikael Stanne (vocal, Dark Tranquillity, The Halo Effect, Grand Cadaver), Markus Vanhala (guitarra, Insomnium, Omnium Gatherum, I Am The Night), Santeri Kallio (teclado, Amorphis), Victor Brandt (baixo, Dimmu Borgir, Witchery, ex-Entombed/Entombed A.D., ex-Firespawn e muitos mais) e Vesa Ranta (bateria, Sentenced, The Abbey).
“Quem gostaria que a gente montasse uma nova banda de extreme metal? Bem, talvez alguém sim, mas não é esse o caso desta vez, porque há algo um pouco diferente na mesa…”. A frase contemplativa pertence ao guitarrista Markus Vanhala.
“No passado, minhas bandas muitas vezes fizeram turnê com o Amorphis e o Dark Tranquillity, então acabei conhecendo bem o Santeri e o Mikael – e claro, o contrário também. E se você vai começar uma banda com influência gótica, não é um grande salto chegar ao Vesa ou ao Victor – e eles também são amigos de longa data”, diz Vanhala.
Como nasceu a trilha sombria do Cemetery Skyline? “Talvez quatro ou cinco anos atrás, um dos músicos começou a me ‘estrangular’ – só de leve, claro – e insistiu: ‘Está na hora… de uma nova banda!’ A situação surgiu meio do nada, mas assim que percebi aonde esse caminho melancólico estava levando, balancei a cabeça em concordância.”
“Com o Cemetary Skyline, estamos trilhando direções musicais antes inexploradas – aqueles becos mais escuros que guardamos com carinho no coração, mas que nunca tínhamos realmente percorrido. E estamos todos muito empolgados!”
Uma das palavras-chave – goth – já foi mencionada. “Todos nós compartilhamos um amor profundo pelo goth rock dos anos 80 e 90 – seja o mais puxado para sintetizadores ou aquele mais pesado e dominado por guitarras. Você conhece bem a pegada das melhores bandas, de The Sisters of Mercy a Type O Negative”, descreve Santeri Kallio, que divide as composições com Vanhala.
“Mas o Cemetary Skyline é uma banda gótica? Talvez em certa medida, mas certamente essa não é toda a história. Se você tiver que descrever de alguma forma a música diversa do Cemetary Skyline, faça-nos um favor e nos chame de embaixadores do rock melódico, melancólico e sombrio. Obrigado.”
“Pense em uma banda como o Faith No More… o Cemetary Skyline não soa nada como eles, mas também não dava para categorizá-los exatamente. Eu gostaria de pensar o mesmo sobre nós”, acrescenta Vanhala.
Não há necessidade de discutir um ponto: o conteúdo das letras da banda é escavado profundamente na atmosfera gótica sombria. O conceito lírico escrito por Stanne – pela primeira vez em sua distinta carreira, Mikael usa um estilo de canto limpo e elegante em todo o álbum – mergulha irresistivelmente no mundo paradoxal da “solidão nórdica”.
“As letras estão profundamente enraizadas na vida solitária autoescolhida dos povos nórdicos, em seu comportamento antissocial e no senso de humor sombrio… Ao escrever as letras, aproveitei essa característica nossa, que você poderia chamar de estilo de vida gótico escandinavo”, diz Stanne.
SERVIÇO:
Cemetery Skyline em São Paulo Data: 16 de setembro de 2025 Horário: 19h (abertura da casa) | Show: 20h30 Local: Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro – São Paulo, SP) Ingressos: www.clubedoingresso.com/evento/cemeteryskyline
Assista o lyric video de Hell (Feat. Edu Lane) abaixo:
Essa música fará parte do álbum Shadows Loom, que terá 9 faixas e traz um time de peso da música extrema brasileira: Andreas Kisser (Sepultura), Jão (Ratos de Porão), Moyses Kolesne (Krisiun), Edu Lane (NervoChaos) e Pietro Benedan (Naimaculada).
As letras de Shadows Loom mergulham no abismo da natureza humana – onde os instintos mais vis e destrutivos parecem sempre vencer.
João Gordo têm definido o disco como “um apocalipse sonoro para almas angustiadas”, enquanto Babylons P reflete dizendo que “a humanidade se perdeu, e com isso, o som do inferno reflete neste projeto…”
Como bônus, o disco ainda trará um remix inédito de Ali, faixa do álbum Quadra (Sepultura), com participação anterior de Babylons P.
Shadows Loom será lançado em vinil e CD pela Neves Records.