terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Destruction: “Heavy Metal é para ser tocado com duas guitarras”, diz Schmier

 


O vocalista/baixista do DestructionSchmier, refletiu sobre o que o motiva a seguir fazendo música após quatro décadas e meia levando o Thrash Metal alemão aos quatro cantos do mundo. De acordo com Schmier, a música é o que de fato o faz feliz, e ele pretende continuar fazendo o que mais ama enquanto ainda estiver bem para fazer isso. Em uma nova entrevista com Stefan Nilsson do Roppongi Rocks, ele declarou:

“Acho que a música é mais do que apenas… Música, é um estilo de vida. É um sentimento. E me faz feliz. Faz muitas pessoas felizes também.

Durante todos esses anos, tentei fazer algo além da música — tive meu restaurante —, mas sempre acabo voltando ao fato de que sou músico e o que me faz feliz é viajar, ver os fãs, tocar ao vivo, compor músicas. E as pessoas me perguntam, há 20 anos: ‘O que você vai fazer depois da música?’ E eu disse isso ontem em outra entrevista: acho que depois da música eu vou morrer, porque música é algo que você faz até o fim. É uma paixão, e não é apenas um trabalho. Então, fico feliz por ainda poder fazer isso, enquanto os fãs quiserem nos ver. E, sim, vamos ver por quanto tempo conseguiremos tocar thrash metal — até as costas e o pescoço doerem —, mas no momento estamos em boa forma. Então, espero que tenhamos mais alguns bons anos pela frente.”

Sobre a entrada do guitarrista Damir Eskić em 2019, e do guitarrista Martin Furia em 2021, e o que mudou após a passagem de trio para quarteto, ele disse:

“Somos um quarteto há bastante tempo — desde 2019, eu acho. Já são sete anos.

Eu adorava a ideia do trio. Cresci ouvindo Motörhead, Rush, Venom, Triumph e todos os trios daquela época. Mas você sempre tem limitações, e com duas guitarras, muitas portas se abrem. Além disso, compor músicas fica muito mais fácil porque você tem mais opções. E ao vivo, claro, é mais potência bruta, mais solos duplos, mais harmonias vocais.

 Heavy metal é para ser tocado com duas guitarras. Embora eu ame os power trios e ame nossa fase como um trio, porque cada membro individual tem mais responsabilidades e, consequentemente, mais pressão. Mas a criatividade e tudo mais são muito melhores. E a potência, claro, se você é um quarteto.”

Sobre a entrada de FuriaSchmier acrescentou:

“Ele meio que se tornou o segundo guitarrista do Destruction aos poucos. Ele era nosso gerente de turnê e técnico de som, e agora é nosso guitarrista.

Quando procurávamos um guitarrista, buscávamos alguém que não fosse apenas um ótimo músico. Ele precisava se encaixar na banda. Ele precisava conhecer a banda e sua história. E ele foi, na verdade, o primeiro cara que testamos, e dissemos: ‘Vamos ver se ele é bom o suficiente’. Mas quando ele chegou, estava tão bem preparado, e dissemos: ‘Cara, adoramos o cara’. Lembro-me de quando ele veio para o teste, dissemos: ‘Vamos torcer para que ele tenha ensaiado’. Sabíamos que ele era um músico sólido, mas as músicas do Destruction são complexas e têm muita técnica de shredding. E ele é produtor. Ele é engenheiro de som e um bom compositor. Então, ele é uma ótima adição à equipe.”

Fonte: Mundometalbr.com 

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