Nem sempre o músico mais famoso acaba sendo a escolha definitiva. O Testament descobriu isso durante o processo de gravação de seu novo álbum, Para Bellum. Embora Dave Lombardo tenha sido inicialmente recrutado para assumir a bateria da banda, foi Chris Dovas quem acabou registrando o trabalho — e, segundo Chuck Billy, sua participação foi tão determinante que o resultado final provavelmente seria diferente com o lendário ex-integrante do Slayer.
Durante a conversa com o repórter Valtemir Amler, publicada na nova edição da ROADIE CREW, #292, Chuck Billy falou sobre a chegada de Dovas.
“Quando estávamos fazendo audições porque Gene (Hoglan) não estaria disponível, vimos o vídeo do Chris e gostamos do jeito que ele tocava. Mas, no último minuto, Lombardo ligou dizendo: ‘Ei, soube que estão procurando um baterista’. Como já tínhamos trabalhado com ele antes, dissemos: ‘OK, paramos de procurar, você está dentro’”, contou o vocalista.
A chegada de Lombardo encerrou imediatamente as buscas. O plano era que o ex-Slayer acompanhasse o grupo tanto na estrada quanto em estúdio. No entanto, a situação mudou durante a turnê.
“Fizemos uma turnê com ele e deveríamos gravar o disco com ele, mas Dave não conseguiu se comprometer com o álbum. Durante a primeira turnê americana, não pôde fazer os primeiros cinco ou seis shows, então chamamos Chris para cobrir”, explicou.
Foi justamente nesse momento que Chris Dovas começou a impressionar seus futuros companheiros de banda. Segundo Chuck, o jovem músico chegou aos ensaios demonstrando uma preparação que surpreendeu até mesmo os integrantes veteranos do Testament.
“Quando ele apareceu para os ensaios, ele sabia mais músicas do que nós! Ele tocou tudo sem erros. Ficamos tipo: ‘Caramba, esse garoto sabe tocar e está pronto!’ Ficamos tão confiantes que nem precisamos praticar mais”, relembrou
A apresentação foi tão convincente que a banda não teve dúvidas sobre quem deveria assumir a vaga quando Lombardo confirmou que não conseguiria participar das gravações.
“Quando chegou a hora de gravar e Dave não pôde assumir o compromisso, chamamos Chris. Ele estava ansioso, pronto e faminto. Ele e Eric começaram a trabalhar imediatamente”, afirmou o cantor.
O resultado, na visão de Chuck Billy, acabou justificando completamente a escolha. Embora reconheça toda a importância de Dave Lombardo para a história do metal, o vocalista acredita que a participação de Chris Dovas ajudou a moldar a identidade do álbum de uma maneira única.
“Não acho que seria o mesmo disco se Lombardo estivesse nele. Não acho que Dave faria o que Chris fez neste álbum. Sem desmerecê-lo, mas são estilos diferentes”, concluiu.
Fonte: RoadieCrew.com.br
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