Do encontro entreKenny HickeyeJohnny Kelly(Type O Negative),Kirk Windstein(Crowbar, Down) eTodd Strange(ex-Crowbar) nasceu oEye Am, banda que acaba de lançar seu primeiro single, intitulado“Dreams Always Die With The Sun”, viaCorpse Painted Records.
Escrito por Kenny Hickey e Kirk Windstein, o single conta com a produção de Roger Lima (Less Than Jake) em parceria com a banda, além da mixagem e masterização a cargo de Jay Ruston, conhecido por trabalhos ao lado de grupos como Stone Sour e Anthrax.
O grupo promete material inédito para o futuro, o que provavelmente venha a ser seu primeiro full lenght.
Confira a canção de estreia, “Dreams Aways Die In the Sun”:
O livro “Portraits Of Rainbow – The Dio Years” é uma celebração fotográfica do supergrupo de Ritchie Blackmore, formado em 1975 pelo guitarrista ao sair do Deep Purple e recrutar quatro membros da banda ELF, incluindo o cantor Ronnie James Dio. No entanto, a banda realmente decolou quando Blackmore recrutou Cozy Powell, Jimmy Bain e Tony Carey e gravou o álbum seminal “Rising”, em 1976.
O Rainbow estava em ascensão e, embora essa variante menos comercial da banda que acabou conquistando o mundo do rock nos anos 1980 tenha sido relativamente breve, ela permanece, para a maioria dos fãs, o som e a imagem definitivos do Rainbow, com a combinação de Blackmore, Dio e Powell criando uma banda de rock poderosa. Tudo chegou ao fim em 1979, quando Ritchie decidiu levar a banda a uma nova direção, mais comercial.
O livro apresenta centenas de imagens clássicas e inéditas, cuidadosamente restauradas, em preto e branco, do Rainbow se divertindo e tocando ao vivo em uma série de shows impressionantes e inesquecíveis. Wendy Dio, esposa do mestre, também forneceu uma série de fotos pessoais dessa época.
O lendário escritor e jornalista Geoff Barton escreveu um texto introdutório com base em sua experiência profissional com Ritchie e a banda nos anos 1970.
O livro tem 230 mm quadrados, capa dura, 240 páginas, impresso em papel luxuoso de 170gsm com revestimento fosco. O livro vem com um pôster dobrável e é apresentado em uma capa protetora preta com um logotipo em ouro. A edição principal tem 666 cópias numeradas e é vendida por £55 (cerca de R$ 334,00), mais o custo de envio.
A musicista alemã Doro Pesch divulgou nesta sexta-feira (30 de junho) a inédita "Time For Justice". A música é uma das faixas de "Conqueress - Forever Strong And Proud", próximo disco de estúdio da cantora e compositora germânica, que tem lançamento previsto para o dia 27 de outubro.
Segundo release publicado pelo site Blabbermouth, o novo álbum de Doro é "o resultado de um trabalho intenso e árduo que levou a incomparável cantora e compositora de volta aos estúdios de Miami, Nova York e Hamburgo, entre outros. O álbum apresenta Doro no auge de sua criatividade".
O vídeo de "Time For Justice" foi disponibilizado pela Nuclear Blast em seu canal do Youtube e pode ser assistido no player a seguir.
A banda U.D.O. lançou nesta sexta-feira (23 de junho) a inédita "Forever Free". A música é uma das faixas de "Touchdown", próximo trabalho da banda liderada pelo vocalista alemão Udo Dirkschneider (ex-Accept), que tem lançamento previsto para o dia 25 de agosto. "Forever Free" foi disponibilizada nas plataformas digitais e pode ser conferida via Youtube no player a seguir.
"Touchdown" é o décimo oitavo disco de estúdio da banda U.D.O. e o sucessor de "Game Over", lançado em 2021. O álbum marca a estreia de Peter Baltes, outro ex-membro do Accept, como integrante do grupo.
A banda inglesa de heavy metal Iron Maiden está na capa da edição número 376 da revista Metal Hammer, que entrou em circulação nesta quinta-feira (22 de junho). A nova edição também traz matérias com as bandas Slipknot, System Of A Down, Godflesh, Electric Callboy, Empire State Bastard, Amon Amarth, Foo Fighters e Cradle Of Filth.
A matéria de capa aborda os bastidores da "The Future Past Tour", nova turnê do sexteto liderado por Steve Harris, focada nos álbuns "Somewhere In Time" e "Senjutsu". A "The Future Past Tour" começou em maio deste ano e surpreendeu os fãs do Maiden, principalmente pela inclusão da inédita "Alexander The Great" no setlist.
A lendária banda estadunidense de death metal Cannibal Corpse lançou nesta quinta-feira (22 de junho) a inédita "Blood Blind". A música é uma das faixas de "Chaos Horrific", próximo disco de estúdio do grupo, que tem lançamento previsto para o dia 22 de setembro.
Desde 1988, o Cannibal Corpse está na vanguarda do death metal, moldando e definindo o gênero. Em 2021, eles aumentaram as apostas novamente com "Violence Unimagined". E em 2023, trigésimo quinto aniversário da banda, eles retornam com seu sucessor, o igualmente monstruoso "Chaos Horrific", iniciando um novo capítulo em seu legado histórico.
Escrito logo após a conclusão das sessões de "Violence Unimagined", ecos desse álbum existem em "Chaos Horrific".
"Para mim, este álbum parece uma espécie de continuação de ‘Violence Unimagined’", declarou o baixista Alex Webster, em release publicado pela Nuclear Blast Records.
O vídeo oficial de "Blood Blind" foi disponibilizado no Youtube e pode ser assistido no player a seguir.
A lendária banda californiana de thrash metal Exodus, que está na ativa há mais de 40 anos anunciou que faz parte do selo australiano Napalm Records. A notícia foi publicada nesta terça-feira (20 de junho), pelo site Blabbermouth.
"O Exodus está extremamente animado em anunciar que estamos nos juntando à família da Napalm Records!
É hora de um novo capítulo para a banda, estamos muito felizes por ingressar na gravadora e começar a colocar o pé no acelerador e nos preparar para o próximo álbum! Eles nos convenceram com sua paixão e amor pela banda, e para onde iremos no futuro, não poderíamos dizer não.
É hora de avançar ainda mais e não apenas continuar atropelando as pessoas com nossa marca de thrash, é hora de aumentar a contagem de corpos! Um brinde aos novos começos com a Napalm Records!", afirmou o guitarrista Gary Holt.
"Temos o orgulho de anunciar a assinatura de uma das bandas de metal mais influentes do mundo - uma que provou sempre oferecer a mais alta qualidade ao longo das décadas de sua carreira. Mal podemos esperar para começar o trabalho e seguir em frente juntos! Bem-vindo à família Napalm", disse Thomas Caser, CEO da Napalm.
O trabalho mais recente do Exodus é "Persona Non Grata", lançado em novembro de 2021 pela Nuclear Blast
Um dos mais importantes nomes do power metal nacional lançou o primeiro single do aguardado quinto álbum de estúdio. Trata-se da faixa "Dragonheart’s Tale", que celebra mais de 25 anos de carreira com o retorno de um dos gigantes do estilo no Brasil. O álbum completo será disponibilizado mundialmente em agosto, pela Rockshot Records, e no Brasil pela Hellion.
Em fase inspirada da carreira, o Dragonheart está prestes a lançar o disco The Dragonheart’s Tale, que marcará o retorno do vocalista e guitarrista Eduardo Marques, a voz dos clássicos Underdark (2000) e Throne of the Alliance (2002). The Dragonheart’s Tale expande o universo dos álbuns clássicos. O trabalho do grupo é indicado para fãs do verdadeiro heavy metal, além de trazer referências de música medieval, renascentista e celta, em uma roupagem arrojada e com muita personalidade. O material também agradará fãs de RPG, games e trilhas sonoras épicas.
O álbum, com 15 faixas (entre músicas, intro e interlúdios) e cerca de 52 minutos de duração, é uma obra de power metal dividida em três atos, que conta uma história cativante que mescla, batalhas, fogo, mágica e piratas. Sobre o single "Dragonheart’s Tale", a banda comenta: "Essa música foi composta assim que Eduardo Marques voltou para a banda, 19 anos depois. É como um hino e sua letra é uma metáfora. Só quando o grupo está unido é que a banda tem força com seus fãs. Dragonheart é um herói do álbum e é como se ele tivesse renascido e se tornado forte novamente para contar seus feitos. Por isso é a faixa-título. Seria como bardos reunidos em volta de uma fogueira, relembrando o passado e planejando batalhas futuras. Essa música tem pontes perfeitas e refrões para os fãs cantarem junto. Nas partes instrumentais, há muita influência da música clássica. É a música mais melódica do álbum".
The Dragonheart’s Tale – O álbum
Mixado e masterizado por Fredrik Nordström (Dream Evil, Hammerfall, Opeth, Evergrey, Powerwolf, entre outros), The Dragonheart’s Tale teve a capa criada pelo lendário Andreas Marschall (Blind Guardian, Grave Digger, Running Wild). Entre as participações especiais, há grandes nomes como Henning Basse (ex-Metalium) e Vanessa Rafaelly.
O conceito geral do trabalho é continuar uma narrativa fantástica criada pelo grupo e celebrar o legado musical do Dragonheart, com – além do peso e melodia do heavy metal em sua mais pura forma – interlúdios, passagens acústicas de taverna, dublagens e efeitos sonoros, que levarão os ouvintes a um verdadeiro mundo de fantasia.
O vocalista e guitarrista Eduardo Marques, que retornou a formação recentemente, explica sobre o trabalho: "Com ‘The Dragonheart’s Tale’ queríamos voltar às nossas raízes originais. Este é um disco épico de power metal com influências medievais, que permite aos nossos fãs desfrutar de histórias de fantasia. São canções que antigos bardos tocavam contando lendas nas tabernas de antigamente". A atual formação do Dragonheart conta, além de Eduardo Marques, com Marco Caporasso, membro original, nas guitarras e vocais; John Oliver nas guitarras; Thiago Mussi na bateria ; e Marcos Prince no contrabaixo.
Em uma entrevista com Shawn Ratches, do Laughing Monkey Music, o guitarrista do Hammerfall, Oscar Dronjak, falou sobre os planos da banda para os próximos meses.
“Os festivais de verão, é isso que estamos fazendo. Este fim de semana estamos de folga. Vai ser mais ou menos duas semanas entre os shows. Então a temporada de festivais recomeça para nós. Faremos muitos festivais ao ar livre na Europa neste verão. E depois nós ainda temos quatro shows com o Helloween restantes da turnê europeia. E essas são as últimas coisas que faremos. Depois disso, vamos fazer uma pausa e gravar o novo álbum, no fim do ano.”
Em dezembro passado, o Hammerfall, que iniciou sua carreira em 1997 na Nuclear Blast com seu álbum de estreia “Glory To The Brave”, retornou à gravadora alemã de longa data.
Todo o catálogo da Nuclear Blast do Hammerfall, desde “Glory To The Brave” até o álbum de 2014 “(r)Evolution”, foi recentemente certificado com um prêmio de diamante por mais de 1,5 milhão de vendas em todo o mundo.
E ainda há mais motivos para comemorar: seguindo os passos de “Renegade” (2000), “Crimson Thunder” (2002) e “No Sacrifice, No Victory” (2009), o quinto álbum de estúdio do Hammerfall, “Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken” de 2005, agora é o quarto álbum da banda a receber certificação de ouro na Suécia, enquanto “Crimson Thunder” até alcançou a marca de platina, superando 60 mil vendas no país de origem do grupo.
Em abril passado, o Hammerfall lançou uma edição especial de platina de “Crimson Thunder” com muito material extra. O mais recente álbum de estúdio do Hammerfall, “Hammer Of Dawn”, foi lançado em fevereiro de 2022 pela Napalm Records.
A banda brasileira de rock Malvada anunciou nesta segunda-feira (19 de junho) através de suas redes sociais a saída da vocalista Angel Sberse. Leia abaixo o comunicado completo, assinado por Bruna Tsuruda (guitarra), Marina Langer (baixo) e Juliana Salgado (bateria), demais integrantes do grupo.
Nós, da banda Malvada, anunciamos hoje a saída da nossa anja Angel Sberse do projeto por decisão dela. Foram mais de três anos de muita dedicação, muito trabalho e muito rock’n’roll juntas! Mas todo ciclo tem seu final e o dela, na banda, se encerra hoje.
O que não acaba é a amizade e admiração por essa voz potente e incrível, que tanto contribuiu para que nosso projeto chegasse até onde estamos hoje!
A banda Malvada continua e segue seu caminho, com novidades e agenda de shows pra vocês pela frente!
Valeu demais, Angel Sberse por tudo! Desejamos que seus novos caminhos sejam lindos sempre! Obrigada! Rock on!"
Enquanto foi integrante da banda Malvada, Angel gravou o álbum "A Noite Vai Ferver", primeiro disco do grupo, lançado em agosto de 2021.
O novo show doIron Maidentem causado ótima repercussão não apenas entre os fãs da banda, mas boa parte da mídia especializada também tem elogiado as performances.
A “The Future Past Tour” viajará o mundo nos próximos meses, mas no último domingo (11 de junho) a performance ocorreu no Quarterback Immobilien Arena, em Leipzig, Alemanha.
NOVO SHOW DO IRON MAIDEN MESCLA NOVAS E VELHAS CANÇÕES!
A “The Future Past Tour” apresenta músicas inéditas do álbum mais recente, “Senjutsu”, mas não esquece o foco no passado, especificamente, no clássico “Somewhere In Time”de 1986.
O novo formato de show do Iron Maiden, contudo, ainda conta com outros clássicos obrigatórios do repertório da lendária banda britânica. Ainda que diversas canções emblemáticas tenham ficado de fora, o atual setlist tem empolgado.
Ao mesmo tempo em que os fãs podem ouvir canções novas como “The Time Machine”, “Death Of The Celts” e “Hell On Earth”, também foram resgatados clássicos como “The Prisioner” e “Can I Play With Madness”.
Uma ótima novidades do atual setlist, em suma, são as execuções de hinos do álbum lançado em 1986. Músicas como “Caught Somewhere In Time” e “Stranger In A Strange Land”, há muito tempo não eram tocadas, mas agora ganharam presença garantida.
“Alexander The Great” é uma das favoritas dos fãs e jamais tinha sido tocada, mas agora é parte integrante da nova turnê.
PALCO NOVO E DIVERSAS APARIÇÕES DE EDDIE!
Quer um motivo a mais para assistir ao novo show do Iron Maiden? Decerto este motivo é o aparato tecnológico de palco. O investimento foi mais uma vez tremendo e surpreende pela beleza e engenhosidade.
Neste momento, você deve estar se perguntando sobre as aparições do mascote Eddie, embora a resposta seja óbvia.
Sim! Em diversos momentos do show ele está lá, até por que ser esquecido não é uma opção neste caso. Seja vestido de samurai ou em seu conhecido traje futurista, não importa, os fãs o amam, afinal, Eddie continua sendo uma das marcas registradas do Iron Maiden e sempre será assim.
Os vídeos abaixo possuem qualidade HD e foram publicado no canal de um fã:
O cenário da música extrema ganha um novo nome para chamar de seu. O Dieth une forças de três músicos consagrados do metal em uma banda com sonoridade pesada, que une death e thrash metal, e que representa um recomeço para seu mais renomado integrante.
O baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o vocalista e guitarrista Guilherme Miranda (ex-Entombed A.D.) e o baterista Michał Łysejko (ex-Decapitated) lançaram no último dia 2 de junho seu primeiro álbum, “To Hell and Back”, pela Napalm Records, distribuído no Brasil pela Shinigami Records.
A ROCK BRIGADE esteve em conferência de imprensa realizada com Ellefson e Miranda, que falaram a respeito das maiores influências durante a produção do primeiro álbum do grupo, além da estreia do baixista numa seara metálica mais extrema.
Rock Brigade: O álbum é uma mistura entre death e thrash metal. Durante a gravação, o que vocês mais estavam ouvindo e quais foram as suas principais influências durante o processo?
David Ellefson: Quando eu estou gravando, eu bloqueio todo o resto, sabe? Eu sento nessa mesma cadeira, nesse mesmo estúdio, onde venho gravando muitas coisas ao longo dos anos. Particularmente, volto mais uma vez a “In the Hall of the Hanging Serpents”, porque esse foi meio que o “down B”, sabe? Foi ali que tudo começou. Então, pra mim, esse foi o single número um; “To Hell and Back” foi o dois; “Don’t Get Mad… Get Even” foi o três etc. Então, voltando a essas músicas, sentado bem aqui, trabalhando em riffs, a primeira coisa que me chamou atenção foi que o Guilherme move as mãos para partes estranhas do braço [da guitarra], e sem notar, sabe? E isso é empolgante pra mim como um músico porque, na banda antiga, nós quase completávamos as frases uns dos outros. Tipo como num casamento ou numa amizade de longa data, entende? Você quase sabe o que o outro vai falar. Mas aqui, de repente, novos amigos, não nos conhecíamos, era a primeira música que estávamos tocando e escrevendo juntos… pra mim, eu meio que só absorvi, sabe? Eu ficava tipo: “deixa eu…”. Obviamente você traz consigo todos os anos de experiência, mas falava “ok, isso precisa de uma parte de baixo bem sólida e simples”, então eu abordava desse jeito, saca? Como um músico que grava. Quando a gente ia desenvolvendo as músicas… eu acho que o metal é muito parecido com o jazz, é quase mais complexo por conta do quão alto é, tem muito volume, tem muito poder; então, como um baixista, fazer essas partes se conectarem e você ainda poder ouvi-las… Eu sempre toco bem limpo, e o Guilherme constantemente me mandava vídeos das partes que ele estava tocando e eu falava “que porra é essa? O que você está tocando?”; e eu, sentado com meu amigo e produtor John, me perguntava: “estou tocando a parte certa?”. Então, novamente, pra mim era mais sobre ser um aluno de um estilo novo de música, mesmo sendo um dos cocriadores, com Guilherme e Michał. E eu sou o mais velho da banda. Mas eu também sou o cara novo, sabe? Sou o mais novo no gênero, mal tinha tocado death metal antes, exceto um pouco com Max e Andreas. Eu sou o cara novo, meio que sendo aluno em uma sala de aula, sabe? Aumentando a velocidade nesse tipo de música e… Guilherme e Michał provavelmente tiveram a vantagem de, talvez, terem crescido com alguns dos meus álbuns. Eles têm os dois lados cobertos, e estou tentando descobrir esse lado do qual eles vêm, então essa tem sido realmente uma das partes mais legais dessa jornada; criar uma voz diferente e um som diferente, a complexidade das músicas é muito intensa, então, para tocar bem e tornar crível… tem sido um desafio divertido e uma montanha para se escalar. Isso não foi tão fácil como “ah, isso não vai ser um problema”. Tipo, isso tem sido um desafio, saca, e acho que essas coisas são sempre as mais recompensadoras no final.
Guilherme Miranda: Algumas das músicas que estão no disco eu já tinha trabalhado. Já tinha trabalhado muita coisa que eu queria usar assim, pra escrever pra uma banda, mas que não cabia nos setups que eu tinha antes que já tinham um estilo definido, né? E eu tinha muita coisa escrita, que eu queria trabalhar, mas ao mesmo tempo não queria ficar me repetindo. Então, quando eu fui escrever esse disco, escutei muita coisa, assim, diferente, muita coisa progressiva, escutei muita coisa brutal, escutei muito thrash também… Ano passado, eu fui fazer umas coisas em Gdansk e saí pra tocar guitarra com o Fred do Opeth. O Fred é um grande amigo e, pra mim, é um dos melhores guitarristas do mundo. E a gente fez uma jam o dia inteiro, então eu fiquei com muitas, muitas ideias na cabeça; eu estava estudando uns acordes diferentes, então acho que foi muita coisa ao mesmo tempo que me influenciou, não tem como eu te falar que foi uma banda, ou um disco, né? Foi muita coisa ao mesmo tempo. E, ao mesmo tempo, eu queria criar algo que não me repetisse e que também soasse original, sabe? Eu acho que aí foi a ideia de botar o David cantando; quando vocês escutarem o disco, vocês vão ver que tem muito… tem muitas músicas que o vocal do David abre assim, nos refrões e tal. A gente abre o vocal do David em estéreo e o meu fica no meio. E, não sei como, a minha voz e a do David, sendo extremamente diferentes uma da outra, elas se encaixaram muito, então achei que ficou original o som, sabe? Então, quando você escutar, você vai falar “é death metal? É”, mas tem muita coisa que não é também e que dá um estilo um pouco mais do Dieth, e eu acho que isso é o grande objetivo quando se cria música, né? Você conseguir achar um norte ali e falar “isso aqui soa como Dieth, isso aqui soa como Opeth, como Krisiun”, soar um pouco mais original. Isso aí me deixou bem satisfeito, cara, porque muitas dessas músicas eu já tinha até feito uns baixos assim, já tinha gravado algumas coisas e estava procurando umas pessoas pra fazer; mas quando o David gravou os baixos, por exemplo, ele botou tanta personalidade na música, cara, que ela adquiriu um outro nível, né? E a mesma coisa com o Michał. Eu acho que essa interação entre nós três criou uma coisa mais original, então eu foquei mais nisso: em não me repetir e tentar criar algumas coisas mais originais dentro do som. O estilo tem os clichês que a gente sempre vai usar, né? No thrash, no death, no heavy. Metal tem disso. Mas eu acho que a gente buscou não se repetir e se reinventar musicalmente, então a gente se fechou muito na gente mesmo pra fazer o disco, sabe?
Rock Brigade : David, como tem sido pra você se conectar e, de certa forma, “libertar” esse lado musical mais pesado?
David Ellefeson : Tem sido bem legal. Eu tive a chance de tocar música bem pesada ao longo dos anos e, quando estávamos iniciando com o Megadeth em 1983, isso foi o mais pesado que conseguimos. Até o nome era mais pesado que Black Sabbath, que é o mais pesado possível. Então eu tive sorte o suficiente de ter estado com ótimos compositores e tocando coisas pesadas, então, quando chegou a isso… Sabe, eu não gosto de música que não tenha melodia. Pra mim, eu sempre falo: o que as mulheres vão cantar no refrão? Obviamente os caras também. É fácil tocar mais pesado e mais pesado e mais pesado, mas, pra trazer todo mundo pra dentro, é importante que seja audível, até mesmo para quem não é fã de metal, sabe? Então eu uso isso como uma “linha-guia”, tipo, “será que alguém que não é fã de metal ia gostar disso?”, e o que eu tenho visto até agora é que… Em primeiro lugar, tem um grande e poderoso groove e, como um baixista, eu toco… eu sou um baixista chegado num groove, sabe? Aprendi isso com o AC/DC, com o Judas Priest, alguns dos meus heróis de quando eu crescia. Mas, até mesmo essas bandas, todos podem ouvir e, pra mim, é muito mais divertido quando você é inclusivo em vez de ser exclusivo, trazendo todo mundo pra perto em vez de “não, isso não é pra você”. Eu gosto de fazer uma música que todos, quando estão num cômodo, revela, quando suas cabeças… qual é sua linguagem corporal? Sabe? A linguagem corporal está adequada? Isso pra mim é o primeiro sinal. E, se eles começam a cantar… é claro, eu toquei ao redor do mundo todo, para nacionalidades que nem falam inglês, mas, mesmo assim, eles estão cantando todas as palavras das músicas que estou tocando, e aí você encontra alguns deles depois do show e eles não falam nada de inglês e, tipo, como diabos esse cara sabe todas as palavras? Descobri que muita gente ao redor do mundo, até mesmo na América do Sul, ao longo dos anos, aprendeu a falar inglês com os álbuns do Megadeth, Guns N’ Roses, e essa foi sua primeira entrada para aprender inglês como jovens fãs de rock. Então, pra mim, provavelmente o que eu mais ame a respeito do Dieth, até mais do que a música, seja essa união internacional, multicultural, não apenas de nós três da banda, mas também com os gêneros, o death metal, o thrash metal, o metal melódico, o power metal, tipo, reunindo todas essas coisas; isso é tipo “nós somos o mundo do metal”, sabe? Estamos trazendo todos juntos para cantarem a mesma música, juntos.
Não, vocês não leram errado. Sim, escolhi escrever sobre este disco pois como não sou um daqueles fãs mais puritanos, eu consigo facilmente entender a musicalidade do mesmo. É fato que “Diabolus InMusica” não é um clássico como “Hell Awaits” ou “Seasons In The Abyss”, ele não tem a brutalidade de “Reign In Blood” e tampouco, a rifferama de “South Of Heaven”, mas o disco não é ruim como muitos alegam. Lançado em 1998, a empreitada dos mestres do Thrash foi bem ousada e essa ousadia fez com que muitos fãs não entendessem o trabalho. Devemos começar pela época de lançamento, onde o movimento do Nu Metal começava a tomar de assalto a mídia mainstream, o Industrial tinha alguns nomes proeminentes e o Groove Metal estava há muito tempo consolidado.
Foi neste cenário que Hanneman disse que estava tentando se inspirar para escrever um disco pesado, porém, nada o inspirava, então ele teve que “inventar as próprias merdas”, visão esta que antagoniza com a do baterista Paul Bostaph. Este segundo já considera esse o seu álbum favorito da banda por se tratar de um disco “experimental”. O título do trabalho faz referência ao termo “O Diabo na Música”, que é conhecido como trítono (uma dissonância musical proibida), que segundo sua mitologia era um intervalo musical sexual e que revelaria a face do capiroto em pessoa
Musicalmente, “Diabulus In Musica” é direcionado para a efervescência daquele momento, onde o Slayer não lançava nada inédito desde 1994 e, por mais que fossem a banda mais “bad-ass” da cena mainstream norte americana, acabaram absorvendo muito da sonoridade daqueles tempos. O Nu Metal contagiou muito pouco o processo de composição do disco, até por que as principais bandas do gênero ainda não haviam estourado completamente na cena, já o Groove com suas guitarras afinadas em tons mais baixos e o Metal Industrial com efeitos metalizados nos vocais de Tom Araya em algumas faixas, estes sim, registraram presença de maneira bem mais marcante e, até mesmo, abundante.
Tudo isso faz do registro algo desprezível? É claro que não, todos estes fatores são muito aceitáveis se o álbum for contextualizado na época em que foi lançado. Em 1998, praticamente não tínhamos bandas lançando álbuns de Thrash Metal, o estilo estava praticamente sepultado, não existia cena Thrash no final dos anos 90, esta é a realidade. É claro que o fãzete desvairado que começou a ouvir o Slayer depois de 2010, queria que os caras tivessem lançado “Reign In Blood Part II”, mas isso não ia rolar e todo mundo sabia disso. O Slayer precisava primeiro conseguir passar vivo artisticamente pelos anos 90 e, bem ou mal, eles fizeram isso conseguindo ser, inclusive, relevantes.
Obviamente, não dá para se enganar, “Diabolus In Musica” não traz aquele Thrash raiz dos primórdios, na verdade, não passa nem perto disso. Ele é um disco de Thrash, mas é totalmente experimental e carrega diversas influências de Industrial, além de muito Groove em todas as faixas. Se você não gosta, vá ouvir outro álbum dos caras, só faça o favor de não sair por aí dizendo que o Slayer gravou um disco de Nu Metal, pois neste caso serei obrigado a esfregar “Bitter Piece”, “Point”, “Scrum” e “In The Name Of God” na sua fuça!
Como já foi dito, a faixa introdutória é “Bitter Peace” e, nela, temos um Thrash vigoroso. Apesar da introdução pesadona e cheia de grooves, o andamento da composição é trabalhado em riffs rápidos e vocais odiosos. Uma música que facilmente poderia fazer parte de outros discos da banda. Seguindo um som matador, de longe temos o pior momento do álbum e a única faixa que realmente descamba para o famigerado Nu Metal, “Death’s Head” é uma sequência de equívocos e soa como se o Korn tivesse tomado uns esteroides e ficado boladão. “Stain Of Mind” é a próxima e aqui falamos de uma boa composição, tanto que foi escolhida como “música de trabalho” do disco e foi tocada ao vivo não apenas nesta turnê, mas em diversas outras posteriores.
Ouvindo “Overt Enemy”, você se pergunta quem em sã consciência introduziria algo assim em um de seus lançamentos, mas aí você se lembra que se trata de um disco experimental do Slayer. Aqui temos uma veia industrial bastante explícita, mas o instrumental denso e obscuro não faz feio, os vocais de Tom aparecem com alguns efeitos metalizados, mas ainda assim, do meio para o final, quando o peso característico aparece e o Thrash dá as caras a música cresce bastante. “Perversions of Pain” emerge na audição e, sim, esta é realmente uma boa composição. O riff principal possui muita força e velocidade e lembra bastante a fase clássica da banda.
Em “Love To Hate” temos novamente uma faixa de gosto bastante duvidoso e, apesar de não ser tão descarada quanto “Death’s Head”, nos faz sentir calafrios. Bisonha e esquecível, próxima! “Desire” inicia com alguns dedilhados, depois toma forma e se apresenta como uma das mais experimentais do álbum. Traz diversos ritmos, diversos tipos de vocais e, mesmo com toda sua excentricidade, acaba agradando. “In The Name Of God” possui uma atmosfera mais Groove em seu início, cadenciada e pesada, ficaria ainda melhor com uma mãozinha do saudoso Dimebag Darrell. A faixa se transforma do meio pro final e vai acelerando aos poucos pra explodir em fúria no final com os famigerados versos de “Antichrist is the name of God, Antichrist is the name of God…”. Facilmente uma das melhores músicas do disco.
“Scrum”, apesar de possuir um início meio caótico e, até mesmo, perdidão, assume um andamento rápido e visceral trazendo o velho Slayer a tona mais uma vez. “Screaming From The Sky” antagoniza com a composição anterior e aqui temos o Groove Metal em sua essência, cadenciada e com diversas caídas e retomadas rítmicas, não chega a incomodar de verdade, mas se não estivesse no tracklist não faria falta. Para finalizar o compacto, ouvimos a excelente “Point”, que assim como a canção de abertura, após uma introdução mais cadenciada, parte para o Thrash violento e agressivo.
Como já foi mencionado, é preciso levar em consideração o momento em que este álbum foi lançado e todas as circunstâncias que fizeram o Thrash Metal praticamente deixar de existir nos anos 90. O Slayer realmente fugiu de algumas características importantes que sempre marcaram sua musicalidade, porém, era o que tinha para aquela época. É inegável que os fãs prefeririam um álbum mais rápido, com menos groove e menos experimentalismo, mas naquele momento, se tivessem feito isso, provavelmente teriam sido ignorados como o Sodom foi. O disco em si é muito longe de ser ruim e, se fosse tratado como um projeto paralelo, seria até aclamado.
Lançar sob o nome Slayer pesou para a má fama do registro e, querendo ou não, marcou negativamente a discografia quase impecável da banda. O fato sumário aqui é, os caras sempre foram muito bem sucedidos tocando Thrash Metal e quando resolveram experimentar e flutuar por outros estilos, por mais que a derrapada não tenha sido tão grave e apenas duas músicas tenham pendido para o lado do famigerado Nu Metal, grande parte dos fãs ignoram o conteúdo que diz respeito as outras nove composições e “Diabolus In Musica”, injustamente, ficou maculado como o “álbum de Nu Metal do Slayer“.
Por fim, levando em consideração a musicalidade do disco e os envolvidos, posso concluir que trata-se de um trabalho bastante aceitável e, até mesmo, muito razoável para a época em que foi concebido. Não é empolgante ou inspirado quanto os demais clássicos da discografia, porém, está muito longe de ser a lata de lixo que muitos pregam.
Depois da prévia com o vídeo de I Got Mine (confira abaixo), o “instituto” Motörhead finalmente lançou nesta sexta-feira (16), via BMG, o álbum ao vivo Live at Montreaux Jazz Festival ’07. E para comemorar o lançamento da performance seminal do power trio Lemmy Kilmister, Phil Campbell e Mikkey Dee na edição de 2007, os organizadores do Festival de Jazz de Montreaux promoverão uma reprodução exclusiva e gratuita de álbuns e também de perguntas e respostas como parte de sua programação de eventos de 2023. O evento dedicado ao Motörhead será realizado no domingo, 2 de julho, às 8h30 (horário local), na La Bibliotèque@Lake House, em Montreaux, Suíça, e será apresentado por Pierre-Phillipe Cadert (RTS) com os convidados Steffan Chirazi (Singerman Entertainment), Ute Kromrey (promotor) e o histórico fotógrafo Joseph Carlucci.
Gravado durante a turnê Kiss of Death no lendário Auditorium Stravinski, no dia 7 de julho de 2007 no mundialmente famoso Montreux Jazz Festival, este show é uma tremenda declaração de quão potente o power trio Lemmy Kilmister, Phil Campbell e Mikkey Dee era, não apenas com um dos setlists mais diversos de suas décadas juntos, mas também pelas performances individuais que provam o quão no auge de suas habilidades cada integrante se encontrava. O set também inclui o primeiro lançamento oficial de seu cover de Rosalie, do lendário grupo irlandês Thin Lizzy.
Live at The Montreux Jazz Festival ’07 está disponível em LP duplo, CD duplo e formato Digital.
Veja abaixo todos os detalhes dos lançamentos de Live at The Montreux Jazz Festival ’07 e não deixe de visitarwww.iMotorhead.compara novidades e atualizações.