segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Sepultura: 30 anos do álbum “Roots”

 

Como definir um clássico? Um álbum que mudou a música? Que transformou um estilo inteiro? Que rompeu fronteiras culturais, atravessou décadas sem perder relevância e criou algo que parecia impossível antes de existir? Talvez um verdadeiro clássico seja justamente a soma de tudo isso. E poucos discos na história do heavy metal se encaixam de forma tão precisa nessa definição quanto Roots, lançado em 20 de fevereiro de 1996 pelo Sepultura.

Trinta anos depois, o álbum não é apenas lembrado — é reverenciado como um divisor de águas. Não apenas na trajetória da banda brasileira, mas na própria evolução do metal como linguagem artística global. Um disco que redefiniu identidades, ampliou possibilidades sonoras e mostrou que a música pesada podia dialogar com tradição, cultura e espiritualidade sem perder um grama de sua brutalidade.

Quando Roots chegou ao mundo pela gravadora Roadrunner Records, o Sepultura já era uma potência internacional. A trajetória iniciada em Belo Horizonte havia se transformado em um fenômeno global com álbuns como Beneath the Remains (1989), Arise (1991) e Chaos A.D. (1993), trabalhos que consolidaram o grupo como um dos nomes mais respeitados do metal pesado. Muitos fãs ainda os consideram os pontos mais altos da discografia — mas não se pode ignorar os embriões de tudo: Bestial Devastation (1985), Morbid Visions (1986) e o salto para o início ao estrelato em Schizophrenia (1987).

Mas Roots não foi apenas uma continuação dessa ascensão — foi uma ruptura total de linguagem. Foi o momento em que a banda deixou de expandir seu som para reinventá-lo completamente.

O impacto foi imediato. O álbum elevou o grupo formado por Max Cavalera (vocal/guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Igor Cavalera (bateria) ao auge comercial e simbólico, transformando o Sepultura em uma das maiores bandas de metal do planeta e, ao mesmo tempo, no maior nome da música brasileira no exterior naquele momento. O trabalho conquistou disco de ouro nos Estados Unidos — um feito raríssimo para uma banda brasileira de metal — e consolidou uma presença global que nenhuma outra banda do hemisfério sul havia alcançado.

Mas o verdadeiro impacto do disco não pode ser medido apenas em vendas ou turnês. Ele nasce da ideia que o sustenta.


…::: A VOLTA ÀS ORIGENS QUE MUDOU O FUTURO DO METAL :::…

A criação do álbum Roots nasceu de um momento de transformação profunda — musical, cultural e pessoal — dentro da banda. Mais do que um novo capítulo em sua discografia, o trabalho representou uma ruptura consciente com o passado e redefiniu não apenas a identidade do grupo, mas também o rumo do metal mundial na década de 1990.

Após o sucesso internacional de Chaos A.D., o grupo — especialmente Max Cavalera — passou a refletir com maior intensidade sobre suas origens brasileiras. A proposta era clara: não bastava soar como uma banda brasileira tocando metal; era preciso criar um som que carregasse, de forma autêntica, a essência cultural do país. Essa busca levou o Sepultura a mergulhar profundamente em ritmos tribais, percussões tradicionais e referências históricas e espirituais do Brasil.

A banda decidiu que não bastava usar esses elementos como inspiração estética — era necessário vivê-los. Antes mesmo das gravações, os músicos passaram dias imersos na cultura da tribo indígena Xavante, no Mato Grosso. Durante três dias de convivência intensa, participaram de rituais, cantos e experiências coletivas profundamente ligadas à ancestralidade dos povos originários. Não se tratava de uma simples pesquisa musical, mas de uma vivência transformadora que redefiniu completamente a forma como o álbum seria concebido.

A música passou a ser entendida como energia coletiva, pulsação física e manifestação espiritual. Essa percepção alterou não apenas a sonoridade, mas a própria filosofia criativa do projeto. Quando as gravações começaram entre outubro e dezembro de 1995, no Indigo Ranch Studios, na Califórnia, a banda já não buscava apenas registrar músicas — buscava canalizar uma experiência ritualística.

A escolha do produtor Ross Robinson foi decisiva nesse processo. Conhecido por trabalhos com bandas que ajudavam a moldar o som pesado e visceral da época, como Korn, Robinson incentivou performances emocionais, intensas e quase físicas em estúdio. Sua abordagem priorizava sentimento acima da precisão técnica, encorajando a banda a tocar como se participasse de um ritual, não apenas de uma sessão de gravação. O resultado foi um som orgânico, brutal e tribal, distante da precisão thrash que marcava os discos anteriores.

Paralelamente, o Sepultura absorvia o clima musical dos anos 90. Amizades e turnês com bandas como Fear FactoryKorn e Pantera ampliaram seu horizonte sonoro, contribuindo para riffs mais diretos e pesados, maior foco no ritmo e na percussão, vocais mais primais e uma atmosfera densa e ritualística — elementos que dialogavam com o groove metal e com o nascente nu metal.

Outro fator determinante foi a participação de Carlinhos Brown, cuja presença ampliou drasticamente a dimensão rítmica do álbum. Suas contribuições introduziram percussões afro-brasileiras, texturas orgânicas e estruturas tribais que transformaram o groove metal em algo quase visceral — decisão que, embora tenha causado estranhamento entre fãs mais conservadores, foi essencial para a identidade única do disco.

Musicalmente experimental, o álbum também assumiu um forte caráter político e social. Suas letras abordam colonização e opressão cultural, identidade indígena, destruição ambiental, espiritualidade e ancestralidade. Mais do que um lançamento musical, tornou-se um manifesto artístico e cultural.

O resultado final foi uma obra paradoxal e revolucionária: ao mesmo tempo primitiva e futurista, brutal e espiritual, moderna e ancestral — um retorno às origens que, paradoxalmente, redefiniu o futuro do metal.



::: ESTRUTURA MUSICAL: UM RITUAL EM FORMA DE ÁLBUM :::…

Com 16 faixas e mais de 70 minutos de duração, Roots é o trabalho mais expansivo e conceitualmente ambicioso do Sepultura. O disco incorpora gravações ambientais, percussões coletivas, experimentações acústicas, participações indígenas diretas, instrumentais atmosféricos e até uma longa faixa oculta final — “Canyon Jam” — baseada em improvisação percussiva em ambiente natural. Trata-se de um álbum totalmente concebido para ser uma experiência sonora imersiva. O impacto cultural do trabalho se materializa em faixas que se tornaram marcos definitivos do metal moderno.

No coração do disco, cada faixa cumpre um papel específico na construção de uma experiência sonora que alterna agressividade, ritual, introspecção e experimentação — e foi justamente essa diversidade que levou a crítica internacional a tratar a obra como um lançamento revolucionário dentro do metal.

A jornada começa com “Roots Bloody Roots”, construída sobre um dos riffs mais icônicos do metal moderno. A faixa impressiona por sua força hipnótica e simplicidade devastadora, sendo frequentemente apontada como exemplo perfeito de como peso e identidade cultural podem coexistir com impacto imediato. Com toda certeza, é considerada por muitos uma das melhores faixas de abertura da história do gênero — e presença obrigatória nos shows da banda desde então. Não por acaso, tornou-se um hino absoluto do metal: alcançou o topo das paradas de rock e metal no Reino Unido e ajudou a impulsionar o álbum ao Top 5 britânico.

Na sequência, “Attitude” traz intensidade física e um groove esmagador. A energia quase corporal da faixa pode ser comparada a uma pulsação rítmica que se aproxima mais de uma experiência sensorial do que puramente musical. Trata-se de uma das composições mais diretas e eficazes do álbum, exibindo a força física e agressiva do disco em estado bruto. A música também ganhou um videoclipe ambientado em combate de vale-tudo, com participação do ator Danny Trejo e de toda família Gracie, criadora do Jiu-Jitsu brasileiro e fundadora do UFC: Royce, Hélio, Rorion, etc.

“Cut-Throat”, com seu caráter explosivo e urbano, apresenta tensão constante e uma forte sensação de urgência, funcionando como um retrato do lado mais agressivo, pesado e confrontador da banda naquele período. Com o tempo, consolidou-se como uma das favoritas entre os fãs mais antigos.

Com “Ratamahatta”, a recepção na época entrou em território de fascínio absoluto — embora também tenha provocado reações completamente antagônicas em parte do público. Ainda assim, trata-se de uma das faixas experimentais mais ousadas já registradas no metal mainstream, combinando percussão tribal, caos rítmico e atmosfera surreal. O videoclipe tornou-se um verdadeiro fenômeno audiovisual graças à animação em stop-motion, exibido exaustivamente na MTV dos anos 90 e amplamente considerado um dos mais criativos já produzidos no Brasil.

“Breed Apart” chama atenção pelo clima sombrio e pela construção lenta de tensão. Sua atmosfera inquietante, aliada à forma como a banda manipula peso e espaço sonoro para criar desconforto emocional, produz um efeito quase catártico.

Já “Straighthate” é um dos momentos mais violentos do disco — brutal até mesmo para os padrões do Sepultura, com intensidade vocal extrema e agressividade implacável na execução. Vale destacar que sua letra funciona praticamente como uma continuação temática de “Innerself”, de Beneath the Remains.

O minimalismo opressivo de “Spit” surge como um exercício de repetição hipnótica que amplifica a sensação de peso psicológico, enquanto “Lookaway”, com participações de Mike Patton (Faith No More), Jonathan Davis (Korn) e DJ Lethal (House Of Pain), apresenta uma densidade emocional intensa e atmosfera quase claustrofóbica, sendo frequentemente considerada uma das faixas mais perturbadoras do álbum.

A brutalidade direta e o groove sem ornamentos de “Dusted” representam uma das expressões mais puras da agressividade do disco. Já “Born Stubborn”, com sua construção rítmica tribal marcante, figura como uma das fusões mais bem-sucedidas entre percussão tradicional e metal pesado.

A instrumental “Jasco” oferece uma sensibilidade singular e promove uma quebra deliberada de expectativa. Com seu violão dedilhado e clima intimista, funciona como um momento de respiração contemplativa dentro de um álbum dominado por intensidade extrema.

Um dos pontos mais celebrados do disco é “Itsári”, que significa “raízes” na língua Xavante e representa o núcleo espiritual do projeto. Sua autenticidade cultural e sua força simbólica quase palpável fazem dela um dos exemplos mais respeitosos e impactantes de integração entre música indígena e metal. Talvez seja também o momento mais simbólico do álbum, trazendo a participação direta da própria tribo Xavante — uma fusão literal entre tradição indígena e metal extremo raramente vista em um lançamento de alcance global.

A agressividade retorna em “Ambush”, que mantém a energia combativa que percorre todo o álbum, enquanto “Endangered Species” amplia o alcance temático com um tom épico que reforça a crítica social e ambiental.

A curtíssima e arrasadora “Dictatorshit” surge como uma descarga concentrada e deliberada de fúria hardcore, admirada por sua intensidade crua e imediata.

Encerrando a jornada, a faixa oculta “Canyon Jam” apresenta um final ousado e quase antropológico. Não se trata de música no sentido convencional, mas de um registro ritualístico coletivo — uma experiência sonora que dissolve as fronteiras entre performance, ambiente e espiritualidade, transportando o ouvinte, de forma sensorial, para um cenário que evoca a imersão em um ambiente de selva nativa.


: ALÉM DAS RAÍZES: OS B-SIDES QUE EXPANDIRAM O UNIVERSO SONORO DE ‘ROOTS’ :::…

O sucesso internacional do Sepultura não se limitou apenas ao conteúdo do álbum em si. O ciclo promocional foi acompanhado por uma série de singles que trouxeram faixas extras — os chamados b-sides — que ampliaram ainda mais o alcance estético do projeto e revelaram facetas complementares da banda naquele momento criativo particularmente ousado.

Entre os registros mais celebrados está “Procreation of the Wicked”, cover da cultuada banda suíça Celtic Frost. A escolha não foi casual: o grupo sempre reconheceu a influência do metal extremo europeu em sua formação musical, e a interpretação reforça essa ligação histórica com o underground dos anos 80, executada com produção moderna e peso ainda mais massivo.

Outro destaque é “Symptom of the Universe”, das sessões de Chaos A.D., homenagem direta aos pioneiros do heavy metal, o Black Sabbath. A versão do Sepultura enfatiza a agressividade rítmica e o groove, aproximando o clássico setentista da linguagem sonora densa que caracterizou a fase Roots. Para muitos fãs e críticos, trata-se de uma das releituras mais intensas já feitas de uma composição da banda britânica.

A ousadia estética aparece ainda mais evidente em “Mine”. Aqui, o Sepultura mergulha no universo do trip hop e da música eletrônica atmosférica, incorporando texturas sombrias e minimalistas, junto a um peso caótico. A gravação contou com a participação também de Mike Patton, ampliando o caráter experimental da faixa e reforçando o diálogo da banda com sonoridades fora do metal tradicional.

Outro registro marcante é “War”, composição de Bob Marley, onde banda preserva a mensagem política e humanista da versão original, mas a reveste de uma atmosfera mais densa e tensa, demonstrando como o discurso do reggae político pode ganhar nova dimensão dentro de uma abordagem metálica.

Além dessas releituras, alguns singles também trouxeram versões alternativas, demos (inclusive faixas que não foram usadas no álbum), remixes e registros ao vivo de faixas do próprio repertório da banda gravados na turnê de Chaos A.D., — documentos sonoros que ajudam a compreender a energia do grupo naquele período e a forma como o material era reinterpretado no palco ou em experimentações de estúdio.

Em conjunto, os b-sides da era Roots funcionam como um complemento essencial para entender o momento artístico do Sepultura na segunda metade dos anos 1990. Eles revelam uma banda em plena expansão estética, transitando entre metal extremo, música eletrônica, reggae, punk e rock brasileiro com a mesma naturalidade com que explorava percussões tribais e texturas experimentais no trabalho principal. Esses registros ajudam a mapear a amplitude de referências e a coragem criativa que transformaram aquele período em um dos mais influentes de toda a história do metal.


…::: A CRÍTICA MUNDIAL: O ÁLBUM QUE REINVENTOU O METAL :::…

Desde o lançamento, a imprensa internacional e os fãs de metal reconheceram que algo extraordinário havia acontecido, mesmo que muitos insistissem que não por puro preconceito.

Los Angeles Times descreveu a fusão entre metal e música brasileira como “intoxicante”. A Rolling Stone apontou que o disco representava uma descarga sonora brutal capaz de revitalizar um gênero que precisava de novos caminhos.

Com o tempo, o reconhecimento tornou-se institucional. A Kerrang! colocou o álbum entre os discos essenciais do rock pesado. A Q Magazine listou-o entre os mais pesados de todos os tempos e a Decibel Magazine o introduziu em seu Hall da Fama.

O historiador do heavy metal Martin Popoff classificou o trabalho entre os maiores álbuns do gênero em todos os tempos, destacando sua ambição artística e caráter visionário.

Na imprensa brasileira, o álbum foi recebido de forma amplamente positiva, ainda que tenha provocado debates entre setores mais conservadores do público e da crítica especializada. De modo geral, o trabalho foi visto como um marco artístico ousado, inovador e culturalmente relevante, não apenas para a trajetória do Sepultura, mas para a projeção internacional do metal produzido no Brasil.

A revista Bizz destacou o caráter revolucionário da obra e sua forte identidade cultural, valorizando a fusão entre o peso do metal e elementos musicais brasileiros em uma proposta inédita em escala global. Já a tradicional Rock Brigade ressaltou a intensidade sonora, a originalidade e a coragem criativa do grupo, reconhecendo o disco como um passo arriscado — porém fundamental — na evolução da banda.

ShowBizz enfatizou o aspecto conceitual e cultural do trabalho, tratando-o como uma obra que ampliava os limites do metal ao incorporar a identidade brasileira de forma profunda e estrutural. A repercussão também ganhou força na programação e na cobertura editorial da MTV Brasil, que tratou o lançamento como um evento de relevância internacional, reforçando seu impacto artístico e simbólico.

Rolling Stone Brasil o reconheceu como um dos álbuns mais importantes já produzidos no país. Com o passar do tempo, a importância do álbum foi reafirmada em análises e retrospectivas publicadas pela Roadie Crew, que passou a reconhecê-lo como um divisor de águas do metal brasileiro e mundial. Assim, mesmo diante de algumas reações inicialmente divididas, o consenso crítico no país consolidou o disco como uma obra histórica e transformadora.

O consenso crítico atravessou décadas: o Sepultura não apenas inovou — reinventou, remoldou e levou os limites do metal às alturas.


…::: O AUGE… E O FIM DE UMA ERA :::…

O sucesso global foi imediato. O álbum alcançou posições expressivas nas paradas internacionais, consolidou o Sepultura como gigante mundial do metal e gerou uma turnê intensa e extensa.

Reino Unido (UK Albums Chart) — #5
Austrália (ARIA Charts) — #4
Estados Unidos (Billboard 200) — #27
Alemanha (Offizielle Top 100) — #6
Suécia (Sverigetopplistan) — #6
Holanda (Album Top 100) — #8
Suíça (Schweizer Hitparade) — #8
Áustria (Ö3 Austria Top 40) — #13
França (SNEP Albums Chart) — #13
Nova Zelândia (Recorded Music NZ) — #5

Certificações importantes: Estados Unidos — Disco de Ouro (RIAA)
Mais de 500 mil cópias vendidas.

O álbum recebeu certificação de Disco de Ouro no Brasil, concedida pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), comprovando o forte desempenho comercial no mercado doméstico.

Mas poucos meses depois do lançamento, o vocalista e fundador Max Cavalera deixaria a banda por razões até hoje questionáveis por ambas as partes, encerrando a formação clássica responsável pela ascensão meteórica do grupo. Para muitos fãs, Roots tornou-se o canto do cisne de uma fase criativa que nunca mais se repetiria.

Por trás do sucesso meteórico de Roots, tensões internas vinham se acumulando. Parte dos conflitos girava em torno da gestão da banda, então conduzida por Gloria Cavalera, esposa de Max e empresária do grupo. Divergências sobre decisões administrativas e profissionais passaram a gerar atritos entre os integrantes.

O ponto de ruptura aconteceu durante a turnê de Roots, mais precisamente antes da banda se apresentar no festival Donington, em Londres, após a morte trágica de Dana Wells, enteado de Max e filho de Gloria, em um acidente de carro nos Estados Unidos. Max e Glória precisaram voar de volta aos Estados Unidos, num jatinho emprestado por Ozzy Osbourne, e a banda como um trio se apresentou aos trancos e barrancos, cheio de convidados escolhidos às pressas e com Andreas acumulando a posição também de vocalista. A perda de Dana abalou profundamente o vocalista, que se afastou temporariamente das atividades da banda.

Segundo relatos da época, durante esse período de luto, os demais integrantes decidiram que Gloria deveria deixar de exercer a função de empresária do grupo. Para Max, a decisão foi interpretada como falta de apoio em um momento extremamente delicado, além de uma quebra de confiança.

Em dezembro de 1996, após reuniões tensas e sem acordo entre as partes, Max Cavalera deixou oficialmente o Sepultura. A separação foi imediata e definitiva. Um verdadeiro abalo sísmico no mundo do metal.

A banda seguiu em frente com nova formação e novo vocalista, enquanto Max iniciou uma nova trajetória artística ao fundar o Soulfly em 1997, projeto que lhe permitiu continuar explorando a fusão entre metal, elementos tribais e influências culturais diversas — uma das marcas de sua fase final no Sepultura.

O episódio permanece como um dos rompimentos mais emblemáticos da história do gênero — não apenas pelo peso artístico envolvido, mas também pelo impacto emocional, humano e cultural que cercou a separação.

Três décadas depois, a ruptura continua sendo um dos momentos mais debatidos entre fãs e historiadores do metal, simbolizando o fim de uma era e o início de novos caminhos que, de formas distintas, continuam moldando o legado de todos os envolvidos.


::: O LEGADO PERMANENTE :::…

O impacto de Roots foi profundo e duradouro. Mais do que um sucesso artístico ou comercial, o disco ajudou a redefinir parâmetros dentro da música pesada, abrindo caminho para o nu metal, legitimando a fusão entre metal e identidades culturais locais, ampliando o uso de percussão orgânica no gênero e demonstrando que o peso extremo podia coexistir com dimensões ritualísticas, políticas e profundamente humanas.

Três décadas depois, o álbum continua sendo estudado, celebrado e debatido como um dos momentos mais ousados da história do metal. Sua relevância não se limita ao contexto de sua época: permanece como referência de experimentação, autenticidade cultural e transformação estética.

Poucos discos conseguem, ao mesmo tempo, mudar os rumos de um gênero, representar uma identidade cultural, marcar uma geração inteira e permanecer vivos no imaginário coletivo décadas após o lançamento. Este é um dos raros casos em que tudo isso aconteceu simultaneamente.

Não foi apenas o auge comercial de uma banda. Foi o encontro entre tradição e modernidade, entre identidade e ruptura, entre música e experiência humana. Talvez seja exatamente isso que define um clássico. E é por isso que, 30 anos depois, o álbum continua não apenas sendo ouvido — mas sentido.

Só fico pensando: o que esses caras poderia ter feito se estivessem juntos até hoje?



Fonte: Metalnalata.com.br

Angela Gossow enche Lauren Hart de elogios: “Gloriosa, intensa e supera minhas habilidades”

 

Pelas redes sociais a ex-vocalista e empresária Angela Gossow encheu Lauren Hart de elogios. A norte-americana foi anunciada como substituta de Alissa White-Gluz no Arch Enemy, após doze anos de parceria com o grupo sueco.

“É minha irmã do coração. Uma pessoa muito calorosa e genuína. Nós compartilhamos o mesmo gosto musical, a mesma técnica vocal e a mesma dedicação à música, às pessoas e ao fitness. Nos conhecemos pessoalmente há muitos anos.

Acompanhei a trajetória dela com o Once Human, torcendo pelo seu sucesso. Depois, cruzei os dedos para que ela entrasse em outra banda de metal famosa. Não deu certo. Mas ela nunca desistiu”.

Angela continuou: “Eu estava pensando em montar uma nova banda para ela – algo como uma mistura de Dimmu Borgir, Arch Enemy, In Flames, Machine Head e Once Human. Eu pedi que ela enviasse várias covers para ter uma ideia completa de suas habilidades vocais, e ela arrasou.

Comecei a procurar músicos que se encaixassem no seu talento. E então as coisas aconteceram no universo do Arch Enemy. Pensei muito em voltar para a banda. Analisei minha vida, minha idade, meus filhos ainda pequenos e a minha carga de trabalho como empresária do Arch Enemy.

E a resposta foi não. Tanto emocional quanto racionalmente. Nós recebemos muitas inscrições de vocalistas incríveis do mundo todo. Apresentei a Lauren aos caras. Michael [Amott, guitarrista fundador do Arch Enemy] entrou em contato”.

“Ela gravou os vocais em dezembro de 2025. Ela renasceu como uma fênix. Muito intensa e muito gloriosa. Ela é a reencarnação de Angela. Superando as minhas habilidades. Ela está pronta para durar décadas. Eu me sinto honrada e grata por trabalhar com ela. Finalmente”, finalizou.


Fonte: Rockbizz.com.br

Rush anuncia datas na América do Sul e Europa em 2027. Veja as datas no Brasil

 


Nesta segunda, 23 de fevereiro, o Rush revelou as datas da América do Sul e Europa em 2027 como parte da turnê de retorno aos palcos chamada “Fifty Something”. A banda não se apresenta no continente europeu desde 2013, e os sul-americanos não veem o grupo por aqui há 17 anos; já dá pra imaginar o tamanho da ansiedade.

A banda começará a vender os ingressos na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 10h (horário local), por meio do site oficial que divulgou.

Eles farão 24 apresentações espalhadas por 13 países, todas no formato “uma noite com”. Na prática, isso significa que o trio tocará dois sets completos a cada show. O repertório mudará de cidade para cidade, já que o trio pretende escolher as músicas a partir de um cardápio com mais de 40 faixas — misturando clássicos obrigatórios e outras músicas queridinhas dos fãs.

Para essa nova fase, Geddy Lee Alex Lifeson dividirão o palco com a baterista alemã Anika Nilles, conhecida pelo trabalho ao lado de Jeff Beck (com quem fez mais de 60 shows) e por seus quatro discos solo. Outra presença confirmada é o tecladista Loren Gold, que já tocou com o The Who e com Roger Daltrey.

Alex Lifeson Geddy Lee compartilharam a seguinte mensagem com os fãs, ao lado de Anika, em vídeo que publicaram nas redes sociais do Rush:

“Estamos ansiosos para voltar a todas essas cidades onde não tocamos há tanto tempo, além de conhecer alguns lugares novos onde ainda não tocamos. Tanto eu quanto Alex estamos adorando as horas de ensaio que estamos passando com Anika e agora com Loren , aprendendo cerca de 40 músicas, o que nos permitirá manter os shows em constante evolução, tocando músicas diferentes em cada noite. Estamos muito felizes que muitos dos nossos membros de longa data da equipe tenham voltado para nos ajudar a criar o tipo de show do RUSH que os fãs já se acostumaram a esperar de nós. Esperamos sinceramente que vocês venham e nos ajudem a celebrar 50 anos de música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem mais do que merecida.”

Em seguida, assista ao vídeo completo e, logo após, confira todas as datas dos shows na América do Sul e Europa:


  • 15/01 – Buenos Aires, AR – Movistar Arena
  • 22/01 – Curitiba, BR – Arena da Baixada
  • 24/01 – São Paulo, BR – Allianz Parque
  • 30/01 – Rio de Janeiro, BR – Estádio Olímpico Nilton Santos (Engenhão)
  • 01/02 – Belo Horizonte, BR – Estádio Mineirão
  • 04/02 – Brasília, BR – Arena BRB Mané Garrincha
  • 19/02- Paris, FR – La Défense Arena
  • 21/02 – Berlin, DE – Uber Arena
  • 23/02 – Amsterdam, NL – Ziggo Dome
  • 25/02 – Munich, DE – Olympiahalle
  • 28/02 – Cologne, DE – LANXESS Arena
  • 02/03 – Hamburg, DE – Barclays Arena
  • 04/03 – Stuttgart, DE – Hanns-Martin-Schleyer-Halle
  • 08/03 – Glasgow, UK – OVO Hydro
  • 12/03 – Manchester, UK – Co-op Live
  • 16/03 – London, UK – O2 Arena
  • 18/03 – London, UK – O2 Arena
  • 27/03 – Kraków, PL – TAURON Arena Kraków
  • 30/03 – Milan, IT – Unipol Dome
  • 01/04 – Basel, CH – St. Jakobshalle
  • 04/04 – Copenhagen, DK – Royal Arena
  • 06/04 – Oslo, NO – Unity Arena
  • 08/04- Stockholm, SE – Avicii Arena
  • 10/04 – Helsinki, FI – Veikkaus Arena



  • Fonte: Mundometalbr.com

Guitarrista do Lamb of God buscou influências na cena sueca para o novo disco

 O guitarrista Mark Morton falou ao The Downbeat Podcast sobre a inspiração para as composições de "Into Oblivion", álbum que o Lamb of God lança no próximo dia 13 de março. O instrumentista fez referência à cena sueca da última década do século passado e a primeira do atual.

"A ideia foi revisitar as influências dos primeiros discos. Então, voltei a ouvir The Haunted, At The Gates, o início do Meshuggah e todo aquele material sueco que me empolgava tanto na época. O álbum 'Made Me Do It', do The Haunted, eu ouvia sem parar. É incrível. E 'Slaughter Of The Soul' do At the Gates é um clássico absoluto. Então, meio que voltei a ouvir essas obras e me reconectei com a minha empolgação por elas, deixando que isso me inspirasse quando peguei a guitarra."

Ao falar especificamente sobre o Meshuggah, o músico fez questão de exaltar o segundo álbum do grupo, de 1995. "'Destroy Erase Improve' é, sem dúvida, um dos meus álbuns de metal favoritos. Algumas das músicas ficam tão abstratas que eu... provavelmente sou impaciente como ouvinte para algumas das coisas em que eles evoluíram. E isso não é uma crítica. Significa apenas que, para mim, a essência do groove básico que 'Destroy Erase Improve' tem, aquele groove peculiar com um ângulo extra, mas que ainda assim funciona, foi uma grande influência."

Décimo álbum de estúdio do Lamb of God, "Into Oblivion" foi gravado por Randy Blythe (vocal), Mark Morton (guitarra), Willie Adler (guitarra), John Campbell (baixo) e Art Cruz (bateria). 


Fonte: Whiplash.net


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Metal Church – “Masterpeace” (1999) (Relançamento 2026)

 

Dando sequência ao trabalho de relançamentos, a Shinigami Records trouxe desta vez um verdadeiro resgate histórico: o sexto disco de estúdio da instituição metálica norte-americana Metal Church, Masterpeace (1999). O álbum marcou a trajetória da banda, que retornava de um breve hiato ainda durante os anos noventa, e contou com a volta de praticamente toda a formação que concebeu os dois primeiros álbuns, Metal Church (1984) e The Dark (1986).

O destaque vai principalmente para o eterno vocalista David Wayne, que deixaria a banda pouco tempo depois — sendo este seu último registro com o grupo — e que viria a falecer em 2005, além do guitarrista Kurdt Vanderhoof, que mantém a banda na ativa até hoje como único membro original remanescente.

“Sleeps With Thunder”, que abre o disco, traz uma veia Heavy/Thrash pulsante, marca registrada da banda, em uma abordagem mais simples e direta. Logo de cara, o vocal de Wayne soa bem diferente do que marcou sua fase inicial nos anos oitenta: com menos agudos estridentes e uma interpretação mais madura, o que causa certa estranheza em um primeiro momento para quem estava acostumado ao seu estilo clássico. Eu mesmo sou fascinado pelos discos com ele, mas aqui confesso que soa um tanto fora da curva — ainda assim, funciona bem.

“Falldown”, com andamento mais tradicional de Speed Metal, é extremamente repetitiva e esquecível. Já “Into Dust” resgata um pouco dos vocais mais agudos de Wayne, porém com um timbre mais envelhecido; é uma das faixas mais diferenciadas do disco — e também a menos “metal” do álbum — com batidas quase acústicas, mas que ganham força no meio da execução, tornando-se um ponto interessante do trabalho.

“Kiss For The Dead”, com seu início mais melódico, remete ao que o Metal Church fez nos anos 80 e é soberba. Com excelente trabalho de guitarras, é uma das melhores músicas não só do disco, como de toda a carreira da banda. “Lb. of Cure” retorna com um Heavy/Thrash mais convencional, assim como “Faster Than Life”: duas ótimas faixas que trazem todo o peso característico do Metal Church e funcionam muito bem dentro do conjunto da obra.

Após uma introdução acústica que leva o título do álbum — e que soa um pouco deslocada — o disco segue com a pedrada “All Your Sorrows”, perfeita para o headbanging e mais um ótimo exemplo de como a banda, em seu retorno, buscou resgatar a pegada que a consagrou nos anos 80.

“They Signed in Blood”, assim como “Kiss For The Dead”, apresenta uma construção apoiada em trechos acústicos bem elaborados, aliando riffs pesados a uma ótima performance vocal de Wayne, que, quanto mais o ouvinte se acostuma com o que ele apresenta aqui, melhor soa ao longo da audição.

Caminhando para o final do álbum, “Toys in The Attic” é outro momento esquecível, mas a faixa de encerramento, “Sand Kings”, é muito — mas muito — boa, fechando o trabalho com energia e pegada. Talvez funcionasse ainda melhor posicionada mais ao meio do disco, mas reforça mais uma vez o excelente trabalho de guitarras, com Kurdt resgatando tudo aquilo que ajudou a moldar o som da banda em seus primórdios.

Masterpeace é um ótimo disco. Considerando que foi lançado em 1999, período em que o metal mais tradicional enfrentava forte turbulência diante de novas tendências, trata-se de um registro extremamente digno de sua época. Além disso, demonstrou como a formação praticamente original do Metal Church ainda tinha potencial para entregar um som muito próprio.

Mesmo com alguns momentos de menor brilho, o álbum vale a audição completa — ainda mais pelo peso histórico que representa na trajetória da banda.


Metal Church – “Masterpeace” (1999)
(Relançamento 2026)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal #HeavyMetal

Para fãs de: Sanctuary, Annihilator, Overkill

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 9,0


Fonte: Metalnalata.com.br

At the Gates lança música inédita e anuncia novo álbum de estúdio

 A banda sueca de melodic death metal At the Gates anunciou nesta sexta-feira (20) seu oitavo disco de estúdio. Intitulado "The Ghost of a Future Dead", o álbum dá sequência a "The Nightmare of Being" (2021) e tem lançamento programado para 24 de abril.

O próximo trabalho do At the Gates será lançado meses após a morte de seu vocalista original, Tomas Lindberg. O cantor e compositor faleceu no dia 16 de setembro de 2025, aos 52 anos, vítima de câncer diagnosticado em 2023

Segundo nota oficial, "The Ghost of a Future Dead" foi concluído há mais de dois anos. A nota traz ainda uma declaração dos membros remanescentes - os guitarristas Anders Björler e Martin Larsson, o baixista Jonas Björler e o baterista Adrian Erlandsson - sobre o álbum, reproduzida abaixo.

"Nos últimos anos, trabalhamos em estreita colaboração com Tomas, discutindo e refinando cada detalhe para garantir que nada fosse deixado ao acaso.

De acordo com os desejos do Tomas, incluindo o título do álbum, a mixagem de som, a ordem das faixas, a arte e a apresentação geral, 'The Ghost of Future Dead' permanece fiel ao seu estilo. Combina a energia feroz e as melodias poderosas e contundentes que são a essência do At The Gates. Este álbum é o legado do Tomas."

O primeiro single do novo registro do At the Gates é "The Fever Mask". De acordo com os integrantes, trata-se de uma composição que reúne os elementos que consagraram o grupo.

"Foi uma das últimas músicas escritas para o álbum e rapidamente se destacou como a escolha natural tanto para a faixa de abertura quanto para o primeiro single de 'The Ghost of a Future Dead'. Captura perfeitamente a essência do At The Gates, misturando energia bruta, melodia forte e belas letras de Tomas."

O clipe da nova música traz imagens de Tomas Lindberg e, ao final, uma homenagem ao artista. Disponibilizado pela Century Media Records, o vídeo pode ser assistido no player a seguir.

                                       



Fonte: Whiplash.net

Primal Fear lança single “One” e mostra que ainda possui boas surpresas após “Domination”

 


Primal Fear segue firme como uma das forças mais consistentes do Heavy Metal mundial e, agora, reforça essa posição com o lançamento de “One”. A faixa, gravada durante as sessões de “Domination”, chega menos de um ano após o aclamado álbum e funciona como um poderoso aquecimento para a nova etapa da turnê europeia da banda, que começa em Londres no dia 11 de março.

Desde os primeiros segundos, “One” deixa claro que não se trata de um simples material descartado. Ao contrário, a música carrega todas as marcas registradas que moldaram a trajetória do Primal Fear: riffs massivos, groove pulsante, solos marcantes e um refrão altamente pegajoso. É, na prática, uma sobra que não tem cara e nem jeito de sobra — poderia facilmente integrar o tracklist de “Domination” sem perder força ou identidade.

Além do peso característico, o single traz uma mensagem direta e necessária. A letra convoca a humanidade à união em tempos turbulentos, reforçando o espírito combativo que sempre acompanhou o grupo. Musicalmente, a faixa equilibra agressividade e melodia com precisão cirúrgica, reafirmando o domínio da banda dentro do Power Metal contemporâneo.



Uma Extensão Natural Da Era “Domination”

O baixista e produtor Mat Sinner define “One” como uma continuação natural da atmosfera de “Domination”. Segundo ele, a música apresenta um riff gigantesco, melodias típicas do Primal Fear, groove intenso e os vocais inconfundíveis de Ralf Scheepers. Além disso, o lançamento serve como aperitivo tanto para a segunda perna da turnê europeia quanto para a aguardada passagem pela América do Sul.

Enquanto isso, a Death.Milk.Designs, responsável pela identidade visual de “Domination”, criou um videoclipe impactante para acompanhar o single, reunindo cenas marcantes que ampliam a experiência da música. A produção audiovisual fortalece ainda mais o peso simbólico de “One” e amplia seu alcance junto aos fãs.

Vale lembrar que “Domination”, lançado em 5 de setembro de 2025 pela Reigning Phoenix Music, consolidou o status do Primal Fear no topo do cenário. O álbum alcançou o quarto Top 10 consecutivo na Alemanha e registrou números expressivos em diversos países da Europa, além dos Estados Unidos e Japão. Ao vivo, faixas como “I Am The Primal Fear”, “Far Away” e “Destroyer” rapidamente conquistaram o público. Agora, com “One”, a banda prova mais uma vez que sua máquina segue a todo vapor — e que o Heavy Metal continua muito bem representado.





Ouça qui Album completo


Fonte: Munfometalbr.com.br