quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Egiptologia convertida em death metal técnico: NILE retorna a São Paulo em março

 O gigante do death metal mundial Nile retorna a São Paulo/SP em 22 de março de 2026 para uma apresentação no Burning House, agora com Adam Roethlisberger como novo baixista e vocalista e trazendo na bagagem seu trabalho mais recente, The Underworld Awaits Us All (2024), décimo álbum de estúdio da banda. A produção é da Vênus Concerts junto à Caveira Velha.

A tour completa, que no Brasil também passa por Brasília (20/03, no Toinha) e Fortaleza (21/03, como atração principal do Fortaleza Extreme III), é da LBN Agency.

Formado em 1993, nos Estados Unidos, o Nile construiu uma trajetória singular ao combinar brutalidade técnica, velocidade extrema e rigor composicional com referências históricas ligadas ao Antigo Egito e a culturas do Oriente Médio e da África. A banda usa o rótulo “Ithyphallic Metal” para se autodefinir.

A entrada de Roethlisberger, que substitui Dan Vadim Von, trouxe novo fôlego à dinâmica ao vivo, segundo o fundador e guitarrista Karl Sanders.

A boa recepção às primeiras apresentações da nova formação, incluindo um registro completo da performance no Rock Hard Festival 2025, na Alemanha, confirma esse momento.

No setlist desse show, que deve ser reproduzido na nova vinda ao Brasil, estiveram músicas clássicas como “Stelae Of Vultures”, “To Strike With Secret Fang”, “Sacrifice Unto Sebek”, “Defiling The Gates Of Ishtar”, entre outras.

A discografia do Nile reúne títulos amplamente reconhecidos pela crítica, como Black Seeds of Vengeance (2000), In Their Darkened Shrines (2002), Annihilation of the Wicked (2005) e Those Whom the Gods Detest (2009), obras que consolidaram sua reputação dentro do death metal técnico.

O lançamento mais recente, The Underworld Awaits Us All, repercute bem na crítica mundial. Alicerçado na fórmula habitual, o álbum demonstra o domínio absoluto da banda com o que faz com maestria: riffs avassaladores, ritmo frenético, e atmosfera épica e brutal. O site Loudersound afirma que o disco “reafirma que ninguém soa como o Nile”. Já a revista britânica Kerrang! afirma que o álbum “captura o Nile no seu melhor”.

Além de São Paulo, o Nile se apresentará em março de 2026 em outros países da América Latina. A turnê completa é uma realização da LBN Agency.


Ereboros, banda de abertura

Formada em 2022 no Rio de Janeiro, a Ereboros tem como proposta musical a mistura de black metal atmosférico com death metal clássico/violento, descrita como blackened death metal. A banda declara buscar arte obscura, misturar agressividade e atmosferas densas.

O nome da banda traz uma referência simbólica ao “Erebos”, da mitologia grega, que é a personificação da escuridão primordial, e também ao “Ouroboros”, que representa o símbolo ancestral da serpente devorando a própria cauda, evocando ideias de renovação, ciclo, morte e renascimento.

Nile em São Paulo em 2026

Data: 22 de março de 2026

Local: Burning House (Av. Santa Marina, 247 – Água Branca, SP/SP)



Fonte: RoadieCrew.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026

 O ano de 2026 promete ser um verdadeiro teste de resistência - tanto para o pescoço quanto para o cartão de crédito - dos headbangers brasileiros. Além das turnês de gigantes como AC/DC e Iron Maiden, e da histórica despedida do Megadeth dos palcos, o calendário está recheado com opções para todos os gostos e grandes festivais como Monsters of Rock, Bangers Open Air, Rock In Rio, Lollapalooza e Liberation Festival.


Para ajudar você a se planejar nessa maratona, o Whiplash.Net compilou abaixo uma lista, organizada mês a mês, com cerca de 200 shows e festivais já confirmados.


Janeiro

16 - Cynic, Imperial Triumphant - São Paulo (SP)

17 - Corrosion Of Conformity - São Paulo (SP)

18 - Dark Tranquility - São Paulo (SP)

20 - Death To All - Porto Alegre (RS)

21 - Death To All - Curitiba (PR)

22 - The Vintage Caravan - Rio de Janeiro (RJ)

23 - Death To All - Limeira (SP)

23 - The Vintage Caravan - Goiânia (GO)

24 - Terror - Curitiba (PR)

24 - Death To All - São Paulo (SP)

24 - The Vintage Caravan - Brasília (DF)

25 - Death To All - Belo Horizonte (MG)

25 - Terror - São Paulo (SP)

25 - The Vintage Caravan - Cuiabá (MT)

26 - Mr. Bungle - São Paulo (SP)

28 - Avenged Sevenfold - Curitiba (PR)

28 - She Past Away - São Paulo (SP)

28 - The Vintage Caravan - Porto Alegre (RS)

29 - The Vintage Caravan - Florianópolis (SC)

30 - The Vintage Caravan - Curitiba (PR)

31 - The Vintage Caravan - São Paulo (SP)

31 - Avenged Sevenfold - São Paulo (SP)


Fevereiro

01 - The Vintage Caravan - Belo Horizonte (MG)

05 - My Chemical Romance - São Paulo (SP)

06 - My Chemical Romance - São Paulo (SP)

07 - Rivers Of Nihil - São Paulo (SP)

07 - Enforcer - São Paulo (SP)

07 - Gackt - São Paulo (SP)

08 - Weather Systems - São Paulo (SP)

08 - Enforcer - Curitiba (PR)

08 - Forbidden, Vio-Lence, Venom Inc - São Paulo (SP)

12 - Azaghal - Curitiba (PR)

13 - Azaghal - São Paulo (SP)

13 - Psychonaut 4 - São Paulo (SP)

14 - Azaghal - Belo Horizonte (MG)

14 - Tribulation - São Paulo (SP)

20 - Obituary - Belo Horizonte (MG)

21 - Overload Beer Fest (Obituary) - São Paulo (SP)

22 - Obituary - Curitiba (PR)

24 - AC/DC - São Paulo (SP)

24 - Obituary - Rio de Janeiro (RJ)

25 - Obituary - Brasília (DF)

26 - Living Colour - Porto Alegre (RS)

27 - Living Colour - São Paulo (SP)

27 - Fabio Lione

28 - Living Colour - Rio de Janeiro (RJ)

28 - AC/DC - São Paulo (SP)

28 - Booze & Glory - São Paulo (SP)


Julho

02 - Fabio Lione - Salvador (BA)

03 - Fabio Lione - Aracaju (SE)

04 - Fabio Lione - Arapiraca (AL)

05 - Fabio Lione - Maceió (AL)

09 - Fabio Lione - João Pessoa (PB)

10 - Fabio Lione - Natal (RN)

11 - Fabio Lione - Local a definir

11 - Riot V - Curitiba (PR)

12 - Fabio Lione - Recife (PE)

12 - Riot V - São Paulo (SP)

16 - Fabio Lione - Belém (PA)

17 - Fabio Lione - São Luís (MA)

18 - Fabio Lione - Teresina (PI)

19 - Fabio Lione - Fortaleza (CE)

21 - Nazareth - São Paulo (SP)

23 - Fabio Lione - Goiânia (GO)

23 - Nazareth - Brasília (DF)

24 - Fabio Lione - Brasília (DF)

24 - Nazareth - Belo Horizonte (MG)

25 - Fabio Lione - Belo Horizonte (MG)

25 - Nazareth - Curitiba (PR)

26 - Fabio Lione - Limeira (SP)

26 - Nazareth - Porto Alegre (RS)

30 - Fabio Lione - Londrina (PR)

31 - Fabio Lione - Curitiba (PR)


Agosto

01 - Fabio Lione - Florianópolis (SC)

02 - Fabio Lione - Porto Alegre (RS)

06 - Fabio Lione - Local a definir

07 - Fabio Lione - Rio de Janeiro (RJ)

08 - Fabio Lione - São José dos Campos (SP)

09 - Fabio Lione - Local a definir

16 - Fabio Lione - São Paulo (SP)


Setembro

04-07 & 11-13 - Rock In Rio - Rio de Janeiro (RJ)

08 - Bloodbath - São Paulo (SP)

12 - Touché Amoré - São Paulo (SP)

12 - Nocturnal Bloodlust - São Paulo (SP)

19 - Helloween - São Paulo (SP)

19 - Lifelover - São Paulo (SP)

24 - Anette Olzon - Belo Horizonte (MG)

26 - Anette Olzon - São Paulo (SP)

29 - Anette Olzon - Rio de Janeiro (RJ)


Outubro

15 - The Gathering - São Paulo (SP)

17 - Gruesome - São Paulo (SP)

25 - Glamscure - São Paulo (SP)

25 - Iron Maiden, Alter Bridge - São Paulo (SP)

27 - Iron Maiden, Alter Bridge - São Paulo (SP)

31 - Benediction - São Paulo (SP


Dezembro

12-13 - Liberation Festival - São Paulo (SP)


Fonte: Whiplash.net

Frédéric Leclercq, do Kreator, se empolga com novo álbum: ‘Maravilhoso!’

 

                                             

Em uma nova entrevista para o Devil’s Horns da Austrália, o baixista Frédéric Leclercq dos veteranos do thrash metal germânico, finlandês e francês Kreator falou sobre o próximo e décimo sexto álbum de estúdio da banda, “Krushers Of The World”, que chegará em 16 de janeiro de 2026 via Nuclear Blast Records. O LP foi gravado no Fascination Street Studios em Örebro, Suécia, com o produtor Jens Bogren. Bogren anteriormente comandou os LPs “Phantom Antichrist” (2012) e “Gods Of Violence” (2017) do Kreator. A arte da capa de “Krushers Of The World” foi criada pelo gênio polonês Zbigniew Bielak (Ghost).

Leclercq disse sobre a criação de “Krushers Of The World”: “Eu acho que o que é ótimo com a banda é que ainda estamos em ascensão, e o sucesso que temos agora, nós sempre construímos, o que é ótimo. E já está tipo bem estabelecido. Então, na Europa, somos a atração principal na maioria dos festivais, mas ainda há territórios para conquistar e destruir. Mas não estamos apenas lançando um álbum — não acho que ninguém faça isso. Às vezes você tem a sensação de que algumas pessoas lançam um álbum apenas como uma desculpa para excursionar novamente, ou é o que parece porque é tipo menos inspirado ou algo assim. Quero dizer, o que eu sei? Não estou na cabeça das pessoas. Mas, no que me diz respeito, acho que este é muito forte.”

Frédéric continuou: “Obviamente, [estamos agora] fazendo entrevistas para [um novo álbum] — você nunca ouvirá uma banda fazendo entrevistas [e dizendo coisas] tipo, ‘Bem, este álbum é péssimo. O anterior era melhor, mas isso foi tudo o que conseguimos criar.’ Porque é nisso que você genuinamente acredita no momento. Então o melhor seria falar sobre isso em retrospecto. Como, por exemplo, [o álbum anterior do Kreator, de 2022] Hate Über Alles. Eu acho que é um ótimo álbum. Agora que estamos prestes a lançar o novo, Hate Über Alles é muito forte, mas deveríamos ter feito as coisas de forma diferente, talvez. E também o tempo foi complicado porque fizemos isso durante o tempo de COVID. Eu perdi meu pai também. Houve apenas algumas interrupções no meio. Então começamos a trabalhar na pré-produção [para Hate Über Alles] em julho de 2020. Nós o gravamos em outubro de 2021 e o lançamos em junho [de 2022]. Então tudo foi um pouco arrastado. E eu acho que perdemos aquele elemento de — não sei — aquele tipo de energia, tipo bam, bam, bam. E é isso que temos para este aqui.”

Retornando ao assunto de como “Krushers Of The World” foi feito, Leclercq disse: “Mille [Petrozza, guitarrista e vocalista do Kreator] começou a trabalhar nas músicas em 23, mas estávamos excursionando tanto que ele apenas fez isso em pedaços, gravando demos no estúdio. Então ele nos apresentou as músicas muito tarde no processo, de modo que ainda estávamos as absorvendo e apresentando ideias para modificá-las. Então isso se tornou um processo muito orgânico e entusiasmado, não apenas arrastado, tipo, ‘Oh, Deus.’ Porque foi isso o que foi para Hate Über Alles. Tipo, novamente, não me entenda mal — [aquele álbum tinha] músicas muito fortes. E quando tocamos Hate Über Alles e Strongest Of The Strong ao vivo, você percebe que as pessoas realmente curtem. Então isso é incrível. Mas para este, sim, como eu disse, recebemos as músicas e eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo e já fazendo modificações. Isso foi ótimo porque você sente que as músicas são ainda mais suas. E então fizemos um mês disso, pré-produção, e depois fomos direto para o estúdio. Então tudo estava fresco, e [tivemos] muitas ideias e sem tempo para descansar ou algo assim. Então eu acho que tem isso. E nos beneficiamos da produção de Jens Bogren novamente. Ele trabalhou com a banda em Phantom Antichrist e Gods Of Violence. E eu trabalhei com ele em dois álbuns com o Dragonforce, um com o Sinsaenum e um com o Amahiru, então ele é um grande amigo meu. E todo mundo estava super motivado, indo na mesma direção. E eu acho que, sim, o álbum é incrível. O som é ótimo — você consegue ouvir o baixo, o que é um tanto incomum para o Kreator ou para o thrash em geral. Geralmente é mais orientado para a guitarra. O thrash nos anos 80 [tinha] muito de guitarra e o baixo [ficava] em segundo plano. Este é encorpado. E eu acho que é uma primeira vez para o Kreator nesse sentido, ouvir o baixo tanto assim. E estou feliz com isso.”


Fonte: Rockbrigade.com.br

Ciência explica por que os fãs de metal e punk se derretem de amor pelos mosh pits

 

Em shows de metal e punk, principalmente, é muito comum vermos os fãs se acotovelando nos mosh pits, ou rodas, como chamamos aqui no Brasil. Mas a ciência tem uma explicação para que isso aconteça, e a razão é bastante interessante.

Um expectador do podcast britânico The Rest Is Science fez uma pergunta aos apresentadores Hannah Fry e Michael Stevens sobre os mosh pits e a dinâmica de troca de fluídos em shows. Os apresentadores foram atrás de uma resposta para o internauta.

Fry buscou informações em um artigo acadêmico publicado pela Universidade Cornell em 2013, que leva o nome de “Movimento Coletivo de Humanos em Rodas Punk e Círculos de Roda em Shows de Heavy Metal”.

O artigo, de autoria de Jesse L. Silverberg, Matthew Bierbaum, James P. Sethna e Itai Cohen, do Departamento de Física e do Laboratório de Física Atômica e do Estado Sólido da universidade de Nova York, traçou paralelos entre os participantes de rodas punk e o comportamento de partículas.

Hannah explicou: “O que eles fizeram foi assistir a vários shows de heavy metal e também ver vídeos do estilo na internet, e o resultado saiu como um artigo acadêmico formal. Para fazer o artigo, o grupo de pesquisadores estudou grandes multidões – entre 102 a 105 pessoas – sob as condições extremas tipicamente encontradas em shows de heavy metal.

Frequentemente resultando em ferimentos, o humor coletivo sofreu influência pela combinação de música alta (130 dB), rápida (blast beats acima de 300 batidas por minuto), sincronização com luzes piscantes brilhantes e embriaguez”.

Fry continuou: “Portanto, se você parar de pensar nas pessoas como pessoas e começar a pensar nelas como partículas, o que você vê nos mosh pits é um comportamento comum a diversos sistemas de fluidos.

Cada pessoa é como uma partícula, estão constantemente colidindo e reagem ao que acontece ao seu redor localmente, não em todo o sistema global. Elas não seguem uma série de regras, apenas reagem ao que acontece ao seu redor.

Com isso, existem duas tendências diferentes que as pessoas têm quando estão nesse tipo de situação de multidão. Tendemos a copiar o que os indivíduos ao nosso redor estão fazendo, o comportamento de bando, que é o que vemos quando grandes bandos de pássaros copiam a velocidade e a direção médias de seus parceiros. A outra opção é termos movimentos aleatórios e imprevisíveis quando agimos individualmente.

Nas rodas se dão os mesmos padrões com as pessoas se organizando de forma semelhante a um vórtice, um tipo de movimento circular, que você vê exatamente como em fluidos, no qual os participantes giram juntos”.

“Dessa forma, os mosh pits acontecem quando você para de se comportar como pessoa e começa a se comportar como partícula”, concluiu a comunicadora.



Fonte: Rockbizz.com.br

Kreator: “Às vezes, você tem a sensação de que algumas pessoas lançam um álbum apenas como desculpa para fazer turnê”

 

O baixista Frédéric Leclercq, do Kreator, conversou sobre o novo álbum dos titãs do Thrash Metal, intitulado “Krushers of the World” que já conta com três singles disponíveis: “Seven Serpents”“Tränenpalast” feat. Britta Görtz e “Satanic Anarchy“. O renomado produtor Jens Bogren é o responsável pela produção do disco, assim como dos discos “Phantom Antichrist” (2012) e “Gods Of Violence” (2017).

Enquanto falava sobre o novo disco em uma recente entrevista ao site australiano Devil’s HornsFrédéric Leclercq declarou:

“Acho que o que é ótimo na banda é que ainda estamos em ascensão, e o sucesso que temos agora é fruto de uma construção gradual, o que é fantástico. E já está bem consolidado. Na Europa, somos a atração principal da maioria dos festivais, mas ainda há territórios a conquistar e dominar. Mas não estamos apenas lançando um álbum — acho que ninguém faz isso. Às vezes, você tem a sensação de que algumas pessoas lançam um álbum apenas como desculpa para fazer turnê novamente, ou é essa a impressão que passa porque parece menos inspirado ou algo assim. Quer dizer, o que eu sei? Não sei o que se passa na cabeça das pessoas. Mas, no que me diz respeito, acho que este álbum é muito forte.”

Ele acrescentou:

“Obviamente, estamos agora dando entrevistas para um novo álbum — você nunca ouvirá uma banda dando entrevistas e dizendo coisas do tipo: ‘Bem, este álbum é uma droga. O anterior era melhor, mas foi tudo o que conseguimos dizer.’ Porque é nisso que você realmente acredita naquele momento. Então, o melhor seria falar sobre isso em retrospectiva. Como, por exemplo, ‘Hate Über Alles’. Acho que é um ótimo álbum. Agora que estamos prestes a lançar o novo, ‘Hate Über Alles’ é muito forte, mas talvez devêssemos ter feito as coisas de forma diferente. E o momento também foi complicado porque fizemos isso durante a pandemia de COVID. Eu também perdi meu pai. Houve algumas pausas no meio do caminho. Então, começamos a trabalhar na pré-produção de ‘Hate Über Alles’ em julho de 2020. Gravamos em outubro de 2021 e lançamos em junho de 2022. Então, tudo foi um pouco arrastado. E acho que perdemos aquele elemento de — não sei — aquele tipo de energia, tipo bam, bam, bam. E é isso que temos neste.”

Refletindo sobre o processo de criação do novo disco, Leclercq contou:

” Mille começou a trabalhar nas músicas em 2023, mas estávamos em turnê com tanta frequência que ele foi fazendo aos poucos, gravando demos no estúdio. Então, ele nos apresentou as músicas bem tarde no processo, para que ainda estivéssemos absorvendo-as e criando ideias para modificá-las. Isso tornou o processo muito orgânico e entusiasmado, sem ser arrastado ou algo do tipo ‘Meu Deus!’ Porque foi assim com ‘Hate Über Alles’ . Tipo, de novo, não me entendam mal — aquele álbum tinha músicas muito fortes. E quando tocamos ‘Hate Über Alles’ e ‘Strongest Of The Strong’ ao vivo, dá para perceber que as pessoas realmente curtem. Então isso é incrível. Mas para este, sim, como eu disse, recebemos as músicas e eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo e já fazendo modificações. Isso foi ótimo porque você sente que as músicas são ainda mais suas. E então fizemos um mês disso, pré-produção, e depois fomos direto para o estúdio. Então tudo estava fresco, e tínhamos muitas ideias e nenhum tempo para descansar ou algo assim. Então acho que tem isso. E nos beneficiamos da produção de Jens Bogren novamente. Ele trabalhou com a banda em ‘Phantom Antichrist’ e ‘Gods Of Violence’. E eu trabalhei com ele em dois álbuns com o Dragonforce, um com Sinsaenum e um com Amahiru, então ele é um grande amigo meu. E todos estavam super motivados, indo na mesma direção. E eu acho que, sim, o álbum é incrível. O som é ótimo — você consegue ouvir o baixo, o que é bem incomum para o Kreator ou para o thrash em geral. Normalmente é mais voltado para a guitarra. O thrash dos anos 80 tinha muita guitarra e o baixo ficava em segundo plano. Aqui o som é encorpado. E eu acho que é uma novidade para o Kreator nesse sentido, ouvir tanto o baixo. E estou feliz com isso.”


 



Fonte: Mundometalbr.com

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Baixista do Cannibal Corpse cita Slayer como grande influência para o death metal

 Fundado no início dos anos 1980, o Slayer é amplamente reconhecido como um dos nomes mais influentes da história do thrash metal. Por meio de uma sonoridade agressiva e letras extremas, o grupo ajudou a estabelecer as bases do estilo e lançou álbuns marcantes, a exemplo de "Reign in Blood" (1986), "South of Heaven" (1988) e "Seasons in the Abyss" (1990), obras que atravessaram gerações e seguem como referência.

A importância do Slayer, no entanto, não se restringe ao thrash metal. A abordagem mais violenta, veloz e sombria adotada pela banda também exerceu impacto direto sobre gêneros ainda mais extremos, caso do death metal.


                                                

Quem reforça essa leitura é Alex Webster, baixista do Cannibal Corpse e um dos músicos mais respeitados da história do death metal. Durante participação no podcast "100 Songs That Define Heavy Metal" (via Blabbermouth), o músico falou sobre suas influências e destacou o papel decisivo do Slayer na formação do estilo.

Os metaleiros estão sempre procurando algo mais pesado, ou o próximo passo adiante, e todo mundo contribui para isso. Então, eu diria que, entre as bandas de thrash, o death metal deve muito ao Slayer (...). Sinto que, se você olhar para uma árvore genealógica, grande parte do death metal vem do ramo do Slayer, de certa forma. E há outras bandas também, com certeza - Venom, coisas assim. Mas, para nós, o Slayer é provavelmente a maior influência das bandas de thrash, com certeza."

Veterano do death metal, o Cannibal Corpse segue firme e forte. O trabalho mais recente do quinteto é "Chaos Horrific", de 2023.


Fonte: Whiplash.net


Assista ao vídeo oficial do Obituary ao vivo no festival Dynamo da Holanda

 O vídeo filmado profissionalmente da apresentação completa do OBITUARY em 16 de agosto de 2025 no Dynamo Metalfest em Eindhoven, Holanda, pode ser visto abaixo.

                                        

O baixista do OBITUARY, Terry Butler, foi questionado por RichardMetalFan sobre a possibilidade de um novo álbum de estúdio dos veteranos do death metal da Flórida. Ele respondeu: “Estamos apenas conversando sobre talvez em 26 ou 27 termos outro álbum lançado, possivelmente. Não definimos nenhum tipo de data de lançamento. Na verdade, não há nenhuma música gravada ainda ou algo do tipo. Estamos apenas trocando ideias entre nós mesmos. É isso.”

O OBITUARY celebrou recentemente o 35º aniversário de seu segundo álbum, “Cause Of Death”, em uma turnê norte-americana. O apoio na jornada veio de NAILS, TERROR, SPIRITWORLD e PEST CONTROL.

O álbum de estúdio mais recente do OBITUARY, “Dying Of Everything”, foi lançado em janeiro de 2023 pela Relapse Records.

Em 2022, a Decibel Books lançou “Turned Inside Out: The Official Story Of Obituary”, a biografia totalmente autorizada do OBITUARY. O livro foi escrito por David E. Gehlke, autor de “Damn The Machine: The Story Of Noise Records” e “No Celebration: The Official Story Of Paradise Lost”.


Fonte: Rockbrigade.com.br

Asinhell, projeto death metal de vocal do Volbeat, prepara 2º álbum

 


ASINHELL, a banda de death metal que conta com Michael Poulsen do VOLBEAT na guitarra, Marc Grewe (INSIDIOUS DISEASE, ex-MORGOTH) nos vocais e Morten Toft Hansen (RAUNCHY) na bateria, iniciou os trabalhos em materiais para seu segundo álbum.

De acordo com uma nova postagem nas redes sociais de Grewe, o plano provisório é que o ASINHELL grave a sequência de 2023, “Impii Hora”, em algum momento em 2026.

“Impii Hora” (latim para Hora Ímpia) chegou em setembro de 2023 via Metal Blade.

Por mais de 20 anos, Poulsen tem liderado a máquina dinamarquesa de rock and roll VOLBEAT, lançando nove álbuns completos, vendendo milhões de discos e lotando estádios em todo o mundo. Antes de liderar o VOLBEAT, no entanto, Poulsen formou a banda de death metal DOMINUS, que gravou quatro álbuns rápidos e brutais em meados da década de 1990.

Ouça Aqui o Album completo:


Quando Poulsen estava compondo músicas para o álbum de 2021 do VOLBEAT, “Servant Of The Mind”, ele escreveu vários riffs de death metal e os salvou em seu telefone. Então, quando terminou o disco do VOLBEAT, ele reabriu os portões enferrujados para o Armageddon e começou a montar músicas para sua nova banda de death metal ASINHELL, cujo LP “Impii Hora” é um tributo aos grupos de old-school favoritos de Poulsen.

Poulsen reacendeu o fogo do death metal que alimentou sua primeira banda DOMINUS. Ele começou a fazer jams de riffs com o amigo de longa data e vizinho, Toft Hansen. Os dois começaram a tocar na pequena garagem de Morten: sem microfones, sem P.A. — apenas uma bateria e um amplificador combo no volume máximo, como faziam quando eram adolescentes. Logo, a dupla completava uma música nova toda vez que se reunia. Quando chegou a hora de adicionar vocais, Poulsen recorreu ao seu bom amigo, que também por acaso era um de seus cantores de death metal favoritos de todos os tempos: Grewe, anteriormente do MORGOTH e atualmente no INSIDIOUS DISEASE.

“Eu conhecia Michael há bastante tempo e ele sempre mencionava que deveríamos fazer um projeto de death metal um dia, mas eu nunca o levei muito a sério porque ele estava tão ocupado com o VOLBEAT”, disse Grewe. “Então ele ligou de verdade e disse, ‘Sim, eu quero fazer isso agora. Você está a fim?’. Imediatamente, eu respondi, ‘Sim, claro!'”.

Com o ASINHELL totalmente formado, os três se reuniram com o produtor do VOLBEAT, Jacob Hansen, para produzir, mixar e tocar baixo em seu álbum de estreia. Quando chegou a hora de adicionar a guitarra solo ao álbum, Michael não procurou além do amigo, guitarrista de turnê do VOLBEAT e músico do THE ARCANE ORDER, Flemming C. Lund.

O ASINHELL fez sua estreia ao vivo em 30 de maio de 2024 no Pumphuset em Copenhagen, Dinamarca.

Juntando-se ao ASINHELL na estrada estavam Hansen no baixo, bem como Lund na guitarra solo, fazendo da primeira encarnação ao vivo da banda a mesma formação que tocou em “Impii Hora”.


Fonte: Rockbrigade.com.br

RoadieCrew. Edição 289

 
                                                       

ROADIE CREW 289 traz como destaque de capa os 50 anos do Motörhead

 

Caso estivesse em atividades, o Motörhead estaria completando 50 anos de atividades em 2025. Caso estivesse vivo, Lemmy Kilmister faria 80 anos neste mês de dezembro. Por sua enorme relevância, esses dois acontecimentos são os temas principais da nova edição da ROADIE CREW. Um artigo relatando as principais passagens da trajetória da banda e relacionando-os aos momentos históricos em que ocorreram, além de um resumo das declarações sempre marcantes de Lemmy, sua importância como o ícone cultural que foi e uma discografia selecionada estão entre as principais matérias relacionadas à banda e seu líder.

 

Entrevistas:

Amorphis

Primal Fear

Katatonia

Lorna Shore

Heathen

Feuerschwanz

Mantar

Twilight Aura

Lothlöryen

Lord Belial

 

Seções:

 

Cenário: Trovão, Räge, Wagner Gracciano, Peter118, Sugar Coated, Professor Doidão e os Aloprados, Lutemkrat

Blind Ear: Antonio Araujo (Matanza Ritual)

Eternal Idols: Ace Frehley

Front Cover (Marcelo Vasco): Killswitch Engage – Atonement

Collection: New Model Army

Playlist: Mike D (Killswitch Engage)

Background: Led Zeppelin (parte 1)

Hidden Tracks: Casa das Máquinas

ClassiCrew: Bad Company (Straight Shooter, 1975), Primus (Tales from the Punchbowl, 1995), Opeth (Ghost Reveries, 2005), Blind Guardian (Beyond the Red Mirror, 2015)

Profile: Rafael Agostino

Pôsteres: calendário 2026 e In Flames

 


Fonte: RoadieCrew.com