segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Arch Enemy: “Foi definitivamente difícil, mas a mudança é sempre uma mistura intensa de medo e empolgação”, diz Alissa White-Gluz

 


Enquanto os fãs sonham com o retorno de Angela Gossow aos microfones do Arch Enemy), Alissa White-Gluz, ex-vocalista que deixou o Arch Enemy após 11 anos de um trabalho primoroso à frente de uma das bandas modernas mais bem-sucedidas da atualidade, concedeu uma nova entrevista à Metal Hammer e revelou como se sentiu ao anunciar a sua saída do grupo:

“Foi definitivamente difícil, mas a mudança é sempre uma mistura intensa de medo e empolgação. Quando você passa tantos anos com algo, isso se torna uma parte enorme da sua vida e identidade. Então, fazer esse anúncio não foi algo que eu encarei de forma leviana. Eu dediquei uma enorme quantidade da minha energia criativa ao projeto por mais da metade da minha carreira.

Eu realmente amo música e arte, não consigo encarar isso como um dia qualquer no escritório. É por isso que dedico tanto cuidado e intenção a cada letra, performance, gravação e visual que faço. Senti uma grande responsabilidade em lidar com o anúncio com respeito aos fãs, à música e a mim mesma. Ir direto ao ponto me pareceu a única maneira de honrar meu passado e, ao mesmo tempo, seguir em frente com confiança rumo ao que está por vir.”

Sobre como os fãs e os colegas da indústria reagiram ao anúncio de sua saída, Alissa White-Gluz comentou:

“As respostas dos fãs e dos colegas da indústria me impressionaram muito. Houve muito amor, incentivo e apoio genuíno, mais do que nunca, e isso me energizou bastante. O que realmente me chamou a atenção foi a forte conexão que as pessoas sentiram com a ideia do meu crescimento e evolução. Isso me fez sentir profundamente grata e também muito motivada. Reforçou a ideia de que a conexão que construímos é forte e que naturalmente continua. Isso é algo em que sempre me concentrei na minha carreira: sair da minha zona de conforto e pensar fora da caixa para ter liberdade artística sem ser rotulada. Esse apoio me deu muita confiança e entusiasmo para o futuro, porque realmente acredito que a arte e os artistas devem evoluir.”

Com relação ao seu primeiro single “The Room Where She Died”, que ela lançou imediatamente após sua saída da banda — música esta composta por Oliver Palotai, tecladista do KamelotAlissa disse:

“A intenção sempre esteve lá, mas eu nunca quis apressar algo tão pessoal ou forçar o lançamento no momento errado. Eu sabia que este projeto precisava do espaço mental, foco e liberdade criativa certos para realmente ganhar vida. Agora parece certo porque há um impulso real. Tenho clareza, entusiasmo e espaço para me dedicar totalmente a ele, e tudo está se alinhando criativamente. Sei o que quero expressar, sei como quero que soe e seja sentido, e estou genuinamente energizada pelo processo. Este álbum parece uma evolução natural, algo que venho construindo há muito tempo, e isso faz com que este momento pareça emocionante e perfeito.”



Fonte: Mundometalbr.com

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