segunda-feira, 25 de maio de 2026

Jon Schaffer lança videoclipe de “Full Spectrum Dominance” do projeto Sons Of Liberty

 

Depois de todos os acontecimentos que envolveram Jon Schaffer nos últimos anos, o líder do Iced Earth começa, enfim, a dar sinais de que um retorno mais consistente à música pode acontecer antes do que muitos imaginavam. Em entrevista recente, o guitarrista inclusive confirmou que segue escrevendo material inédito e trabalhando em novas composições. Embora tenha deixado claro que essas músicas serão gravadas e lançadas apenas “no momento apropriado”, podemos considerar um ponto de partida.

Enquanto esse novo capítulo não chega, Schaffer concentra seus esforços na divulgação de “Sons Of Liberty – Thought Crimes (Volumes 1 & 2)”, relançamento que reapresenta o álbum “Brush-fires Of The Mind” (2009) e o EP “Spirit Of The Times” (2011) em versões completamente atualizadas.

Nova edição traz remixagem, bateria inédita e formatos especiais

A nova coletânea já está disponível nas plataformas de streaming e reúne material remasterizado do projeto Sons Of Liberty, iniciativa criada por Jon Schaffer paralelamente às atividades de bandas como Iced Earth, Demons & Wizards, Jon Schaffer’s Purgatory e Schaffer/Barlow.

O lançamento físico acontecerá em 4 de julho de 2026 através da gravadora The Circle Music, data escolhida por coincidir com o aniversário de 250 anos da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos. Assim, a edição contará com vinil duplo gatefold em cinco cores diferentes — incluindo uma tiragem limitada de apenas 100 cópias exclusivas da loja oficial de Iced Earth — além de CD em caixa de couro de luxo, edição digipak e fita cassete.

Originalmente, os registros de “Brush-fires Of The Mind” e “Spirit Of The Times” utilizaram bateria programada como forma de reduzir custos de produção. Segundo o próprio músico, o objetivo nunca foi transformar o projeto em um produto comercial tradicional, mas sim disponibilizar as canções livremente para compartilhamento e disseminação de suas ideias.

A proposta conceitual de Sons Of Liberty

Desde o início, o Sons Of Liberty surgiu como um projeto centrado em temas políticos, sociais e filosóficos primordialmente ligados à liberdade individual, críticas ao autoritarismo e questionamentos sobre sistemas financeiros e governamentais. As letras exploram conceitos relacionados à soberania individual, vigilância estatal, manipulação midiática e direitos civis.

A nova divulgação do projeto enfatiza que a proposta não busca alinhamento partidário específico, mas sim provocar reflexão sobre liberdade, autonomia e responsabilidade individual. Dentro desse contexto, Schaffer descreve o trabalho como uma defesa de princípios pró-liberdade e anti-autoritarismo.

Além da nova mixagem assinada por Jim Morris, o material recebeu baterias inéditas gravadas por Mark Prator, músico certamente conhecido por suas colaborações clássicas com Iced Earth em discos como “The Dark Saga” e “Something Wicked This Way Comes”, além do debut de Demons & Wizards.

“Full Spectrum Dominance” ganha videoclipe oficial

Como parte dessa nova fase, Jon Schaffer lançou o videoclipe oficial de “Full Spectrum Dominance”, produzido pela DazVideos. A faixa integra “Sons Of Liberty – Thought Crimes (Volumes 1 & 2)” e, dessa forma, aparece como uma das músicas centrais do repertório atualizado.

Na edição em CD, “Full Spectrum Dominance” ocupa a segunda posição do tracklist:

  1. Jekyll Island
  2. Full Spectrum Dominance
  3. False Flag
  4. Our Dying Republic
  5. Molon Labe
  6. Indentured Servitude
  7. Feeling Helpless?
  8. Don’t Tread On Me
  9. The Cleansing Wind
  10. Mind Control
  11. Alive
  12. Tree Of Liberty
  13. Spirit Of The Times
  14. We The People
  15. Jekyll Island (Full Version)

Já na edição em vinil, a música aparece na terceira face do álbum, acompanhada de “Alive”, “Molon Labe”, “Mind Control” e “Spirit Of The Times”.


Jon Schaffer declarou:

“Sons Of Liberty sempre foi pensado para ser mais do que música; era um chamado ao despertar e uma tentativa de acender fagulhas de liberdade nas mentes daqueles que têm ouvidos para ouvir.

Aqueles que me conhecem sabem que não estou aqui para agradar a todos — nem com minha música, nem com meus ideais e princípios. Respeito o direito dos outros de discordarem e de se expressarem livremente. Defenderei os direitos deles, especialmente quando eu discordar fortemente do que pensam. Essa é a pedra fundamental da liberdade. Não é tão impressionante defender pessoas que compartilham das suas crenças e concordam com você. Você valoriza a liberdade a ponto de permitir que os outros vivam como escolherem, desde que não agridam ninguém? Essa é uma pergunta legítima sobre a qual todos deveríamos refletir.

Meu desejo com o primeiro álbum do Sons Of Liberty, em 2009, era inspirar as pessoas a se informarem. Quando essas músicas foram lançadas pela primeira vez, eu queria expor os sistemas financeiros e políticos que prosperam através da agressão e subjugam nossa liberdade pessoal. Dezessete anos depois, a mensagem se tornou ainda mais relevante, e a situação ainda mais urgente.

A adição da bateria de Mark Prator e a nova mixagem de Jim Morris finalmente deram a essas faixas a força sonora que elas merecem. Ambos detonaram completamente. Não soa mais como uma demo. A arte também representa um enorme avanço em relação às originais. Lá em 2009, eu não tinha nenhuma visão de como seria a capa de ‘Brush-fires’. Foi a primeira e única vez na minha carreira em que isso aconteceu. Desta vez, porém, a ideia veio claramente para mim, e acredito que seja uma das melhores capas de todo o meu catálogo. Roy Young e David Newman Stump fizeram um trabalho fantástico.

O sistema tentou silenciar e cancelar essa música porque ela fala verdades desconfortáveis, mas não se pode cancelar o espírito da liberdade. Ainda não. Os agressores estão trabalhando duro para destruir nossa capacidade de discernimento, nos distrair, nos dividir e, no fim, nos conquistar. Esta coleção de músicas é para todos aqueles que se recusam a ser meros espectadores na luta pela própria soberania.

Estou sempre aprendendo, e sempre disposto a ser convencido de que outro ponto de vista é um caminho melhor a seguir. Traga um argumento razoável, e estarei disposto a ouvir. Ao longo dos anos, amadureci e mudei minhas opiniões à medida que aprendo, mas meus princípios permanecem. Não consigo enxergar outro caminho viável para a paz além da liberdade. Penso muito sobre essas questões e as discuto profundamente com meus amigos. É minha convicção firme que o coletivismo, quando imposto pelo Estado, em qualquer forma, é mais perigoso para nossas liberdades do que um exército invasor. Trocar nossa liberdade por ‘segurança’ nunca terminou bem. Nunca.

No futuro, minha intenção é escrever um novo capítulo da música do Sons focado no que acredito ser a solução. Até lá, como um grande amigo e mentor costuma dizer… Não agrida. Seja um excelente ser humano. Viva e deixe viver.

Paz. Jon”



Fonte: Mundometalbr.com 

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