O guitarrista Gary Holt, do Exodus, abriu o jogo sobre o futuro da veterana banda de Thrash Metal durante entrevista à revista Fistful Of Metal. Além de comentar a possibilidade de um eventual encerramento das atividades do grupo, o músico também relembrou momentos emocionantes ao lado do Slayer. Ainda assim, falou sobre sua visão atual da vida e da carreira.
Durante a conversa com Oran O’Beirne, Holt comentou sobre a chance de o Exodus seguir um caminho semelhante ao do Megadeth. Esta que, recentemente, anunciou sua turnê de despedida. O guitarrista respondeu de forma sincera e bem-humorada, além de ter refletido sobre a própria mortalidade:
“Bem, eu não quero morrer no palco (risos). Passei muito tempo pensando sobre minha própria mortalidade, mas preciso de pelo menos mais vinte e cinco anos ao lado dos meus filhos e netos. Estou fazendo tudo o que posso para chegar a esse ponto, já que estou sóbrio há cinco anos. E, se o Exodus chegar naquele momento em que soubermos que é hora, talvez sigamos o caminho que nossos amigos tomaram ou estão tomando, ou talvez simplesmente encerremos tudo. Quem sabe?”
Gary Holt sobre passagem no Slayer e peso emocional da música em sua carreira
Além disso, Gary Holt relembrou sua longa trajetória com o Slayer, banda com a qual toca desde 2011, inicialmente substituindo Jeff Hanneman nos shows e assumindo oficialmente a posição de guitarrista em 2013. O músico revelou o impacto emocional do último show da banda, realizado em novembro de 2019, em Los Angeles.
“Com o Slayer, eu vi homens adultos desabarem em lágrimas no show final. Eu também comecei a chorar enquanto tocava os momentos finais do meu solo em ‘Angel Of Death’ naquele último grande show em Los Angeles.”
Por fim, Holt destacou o peso emocional que a música carrega em sua vida e deixou claro que ainda não pensa em parar tão cedo.
“Isso é uma parte enorme das nossas vidas. Quando chegar o dia em que eu não puder mais fazer isso, terei muitas grandes memórias. Tenho certeza de que vamos celebrar da maneira certa quando esse dia chegar, a menos que aconteça algo drástico, como eu perder os dois braços em algum acidente agrícola absurdo. Mas, por enquanto, o Exodus está mais forte do que nunca, e este álbum prova que ainda temos muito combustível no tanque.”
Enquanto a banda desfruta de seu novo álbum “Goliath“, com direito a resenha na nave-mãe AQUI, o Exodus continua como um dos nomes mais respeitados da história do Thrash Metal. Especialmente a sua grande influência direta sobre a cena da Bay Area e por clássicos que ajudaram a moldar a agressividade e velocidade do gênero desde os anos 1980.
Fonte: Mundometalbr.com
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