O Judas Priest já trabalha oficialmente em seu próximo álbum de estúdio, sucessor do aclamado “Invincible Shield” (2024). A primeira confirmação pública surgiu através do guitarrista Richie Faulkner, mas agora o baixista e membro fundador Ian Hill trouxe novas atualizações sobre o andamento das gravações em entrevista ao Metal Journal.
Segundo Hill, a banda praticamente concluiu toda a base instrumental do trabalho e atualmente concentra esforços na gravação dos vocais de Rob Halford. O músico revelou:
“Nós já fizemos a maior parte da música, ou pelo menos todas as bases; já gravamos isso. Talvez ainda tenha mais uma [música] para fazer. Mas a grande maioria já está pronta, as bases foram concluídas. Os caras estiveram em Phoenix trabalhando nos vocais com Rob [Halford, vocalista do Priest] nas últimas semanas, acredito eu. Então ele está no processo de gravar os vocais.”
Um Priest mais tradicional, mas ainda próximo de “Invincible Shield”
Ao comentar sobre a sonoridade do novo material, Ian Hill explicou que o álbum seguirá um caminho um pouco diferente do antecessor, embora sem abandonar completamente a linha recente adotada pela banda.
“O estilo é um pouco diferente do último álbum. É — não sei — um pouco mais tradicional, talvez um pouco mais peculiar em algumas coisas. E, sim, deve ficar bom. Como eu disse, eu só ouvi em uma forma bem crua até agora — basicamente guitarra, baixo e bateria. Isso é tudo que ouvi até o momento. Mas, sim, está se moldando para ser um grande álbum clássico do Priest. Deve sair em algum momento do ano que vem. Provavelmente em março, abril, algo assim, imagino eu. Isso depende da gravadora.”
Naturalmente, muitos fãs associaram imediatamente o termo “tradicional” aos clássicos absolutos da banda, como “British Steel”, “Screaming For Vengeance” e “Defenders Of The Faith”. No entanto, Hill tratou de conter um pouco a empolgação:
“Não, não tão tradicional assim. [Risos] Está mais na linha de ‘Invincible Shield’, mas muito mais direto, digamos assim.”
A declaração indica que o grupo deve continuar explorando a fórmula pesada e moderna apresentada nos últimos anos, porém com composições talvez mais objetivas e menos trabalhadas estruturalmente.
Richie Faulkner também confirmou avanço das gravações
As falas de Ian Hill reforçam informações divulgadas recentemente por Richie Faulkner. O guitarrista revelou que o grupo se reuniu próximo de Nashville para gravar bateria, baixo e guitarras, repetindo um método semelhante ao utilizado em “Firepower”.
Faulkner ainda comentou que registrou diversos solos em seu próprio estúdio caseiro e afirmou que o disco “está soando muito legal”. Tudo indica que o processo de produção ocorre de forma bastante adiantada, algo impressionante considerando a intensa agenda de shows do grupo.
Enquanto trabalha no novo álbum, o Judas Priest também segue celebrando sua trajetória histórica. A coletânea “The Best Of Judas Priest” chegará ao mercado em junho, enquanto o documentário “The Ballad Of Judas Priest”, dirigido por Tom Morello e Sam Dunn, também deve estrear oficialmente ainda este ano.
As declarações do Judas Priest nem sempre refletem o resultado final
Vale lembrar que o Judas Priest costuma comentar bastante sobre a musicalidade de seus futuros lançamentos, mas nem sempre as descrições feitas pelos músicos acabam refletindo exatamente a percepção dos fãs e da crítica especializada.
Antes do lançamento de “Invincible Shield”, por exemplo, Richie Faulkner afirmou que o álbum teria uma abordagem “mais progressiva”. Já Rob Halford chegou a citar “Turbo” ao comentar o direcionamento do disco, sugerindo uma obra mais ousada e diferente dentro da discografia da banda.
No fim das contas, quando “Invincible Shield” chegou às lojas e plataformas digitais, ficou claro que o trabalho possuía muito pouco — ou praticamente nada — da atmosfera de “Turbo”. Talvez a única conexão realmente forte esteja na introdução de “Panic Attack”. Da mesma forma, o álbum também não era exatamente progressivo; apenas apresentava arranjos um pouco mais elaborados do que aqueles encontrados em “Firepower”.
Portanto, talvez seja melhor manter as expectativas na temperatura certa e evitar imaginar mudanças radicais. Dificilmente o Judas Priest irá conceber algo extremamente diferente daquilo que vem apresentando nos últimos anos. Neste estágio da carreira, parece muito mais provável que os músicos estejam concentrados em encerrar sua trajetória em altíssimo nível do que em assumir riscos realmente revolucionários
Fonte: Mundometalbr.com
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