terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Jéssica Falchi divulga seu terceiro single Sweetchasm, Pt. 2

 

A guitarrista brasileira Jéssica Falchi, desde o nascimento da banda Falchi, já mostrou versatilidade e criatividade no instrumento com músicas que destacam do groove ao progressivo e, no terceiro single, Sweetchasm, Pt. 2, ela traz o peso do thrash metal, sempre com a pegada moderna de suas composições.

O novo single também ganhou videoclipe, gravado no Sonastério. Assista abaixo:


Sweetchasm, Pt. 2 é a terceira de uma série de quatro músicas que Jéssica lança até janeiro de 2026, quando enfim lança o EP de estreia com uma música que tem um convidado internacional na outra guitarra.

O single atual é uma continuação natural da música inédita que será apresentada em janeiro/2026, conta a guitarrista.

“Enquanto eu e o João Pedro (baixo) estávamos compondo a Sweetchasm, o refrão foi pra um lado muito pesado que depois achamos que ficou muito deslocado do restante da música, mas ao invés de ‘jogar fora’, acabamos guardando”, ela explicou.

Assim como todas as faixas da Falchi, Sweetchasm, Pt. 2 foi gravada no estúdio do Jean Patton (ex-Project46). É a faixa mais pesada desta nova fase da guitarrista, cheia de riffs precisos e com a exata assinatura que consagrou Jéssica mundo afora como uma das mais vibrantes profissionais deste instrumento.

Todas as artes são assinadas por Lauren Zatsvar. “Cada animal foi escolhido de acordo com a sonoridade que fazia mais sentido para a música na minha cabeça”, completa Jéssica.

Além do EP, 2026 também será o ano da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda será a atração de abertura para os suecos do Katatonia em São Paulo, no Cine Joia. Ingressos em fastix.com.br.


Fonte: Rockbrizz.com.br

Lições de um fracasso alheio: Olhando para o Van Halen, o Helloween blindou sua reunião contra o ego

 

Andi Deris revela que o exemplo negativo do Van Halen foi decisivo para manter foco, respeito e longevidade na fase atual da banda alemã

O vocalista Andi Deris voltou a comentar a bem-sucedida reunião do Helloween com Kai Hansen e Michael Kiske, destacando que o processo exigiu mais do que boa vontade ou entusiasmo dos fãs. Em entrevista ao Wanted Record, o cantor explicou que a banda sempre teve clareza sobre os riscos envolvidos ao unir diferentes fases e personalidades sob o mesmo projeto.

De acordo com Andi Deris, a principal referência veio de fora do universo do heavy metal. O músico citou o Van Halen como um exemplo claro de como uma reunião muito aguardada pode naufragar quando egos falam mais alto. Mesmo com dois vocalistas lendários e uma história incontestável, o grupo americano não conseguiu sustentar a experiência.

Para o frontman do Helloween, aquela tentativa frustrada certamente serviu como um alerta. O Van Halen tinha tudo para dar certo: uma base gigantesca de fãs, inúmeros clássicos e Eddie Van Halen, um dos guitarristas mais influentes da história do rock. Ainda assim, conflitos internos impediram qualquer continuidade e, anos depois, nem mesmo um simples show tributo ao músico foi feito.

Foi justamente esse cenário que moldou a postura do Helloween desde as primeiras conversas sobre a reunião. Deris explicou que a banda deixou claro, desde o início, que não poderia repetir erros alheios. Em vez de disputas internas, o grupo apostou em diálogo, respeito mútuo, bem como em um objetivo comum bem definido.


Foco coletivo acima de vaidades

Essa mentalidade se refletiu diretamente na turnê Pumpkins United, que marcou o retorno de Michael Kiske aos palcos com a banda após décadas. A resposta do público foi imediata e avassaladora, com shows lotados e uma atmosfera de celebração que rapidamente mostrou que aquela união tinha algo especial.

O sucesso da turnê não ficou restrito ao aspecto nostálgico. Animado com a química entre os integrantes, o Helloween decidiu seguir em frente como septeto e entrou em estúdio. O resultado foram dois álbuns que consolidaram essa nova fase, mostrando que a reunião também funcionava criativamente

Nos últimos anos, a banda alemã manteve um ritmo consistente de atividades, equilibrando clássicos do passado com material inédito e reafirmando sua relevância dentro do metal. A maturidade dos músicos e a ausência de disputas internas se tornaram marcas evidentes dessa fase.

Para Andi Deris, a comparação com o Van Halen segue inclusive como uma lição permanente. Talento e história não garantem harmonia, e forçar convivências pode destruir até os maiores sonhos dos fãs. O Helloween, ao aprender com esse fracasso, escolheu um caminho mais consciente.

Hoje, ao celebrar quatro décadas de carreira, o Helloween colhe os frutos dessa postura. A banda não apenas preservou seu legado, como também conseguiu ampliá-lo, provando que foco coletivo e respeito são tão importantes quanto grandes músicas.


Fonte: Mundometalbr.com

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Max Cavalera questiona limites da inteligência artificial na música: “A alma da pessoa, isso é algo único”

 

O uso da inteligência artificial na música segue como um dos temas mais controversos da indústria atual. Enquanto parte do público enxerga a tecnologia como uma ferramenta promissora, muitos artistas levantam alertas importantes sobre ética, autoria e compensação. Nos últimos meses, casos como o da música “Walk My Walk”, do projeto virtual Breaking Rust, que chegou ao topo da Billboard Country Digital Song Sales antes de ser identificada como uma criação artificial, reforçaram o debate e ampliaram o desconforto entre músicos profissionais.

Nesse contexto, cresce a preocupação porque essas faixas são geradas a partir de enormes bancos de dados compostos por obras criadas por artistas humanos. Esses catálogos alimentam algoritmos de forma aleatória, sem qualquer tipo de autorização ou retorno financeiro para os criadores originais. Por isso, cada vez mais vozes defendem a necessidade de regulamentação e de limites claros para o uso da tecnologia. Ainda mais quando ela começa a competir diretamente com músicos reais.

Foi nesse cenário que Max Cavalera, músico conhecido por sua trajetória marcante no heavy metal, comentou o tema durante sua participação no podcast RRBG. Ao longo da entrevista, o vocalista e guitarrista destacou que, apesar do avanço tecnológico, a inteligência artificial não consegue replicar a química criativa que nasce da interação humana, especialmente nas colaborações que marcaram sua carreira.


A alma da música não se programa

Segundo Max Cavalera, a inteligência artificial falha justamente onde a música se torna mais verdadeira: na troca emocional entre artistas. Ele citou parcerias com nomes como Dino CazaresChino Moreno e Tom Araya para ilustrar como a criatividade surge de vivências, personalidade e conexão, algo que nenhum algoritmo consegue simular de forma genuína. Para o músico, o que a tecnologia entrega não passa de uma cópia sem profundidade, distante da intensidade que define uma criação real.

Mesmo assim, Max evita uma postura totalmente contrária à tecnologia. Ele reconhece que a inteligência artificial pode ter aplicações positivas se for usada de maneira responsável e complementar, sem substituir o papel central do artista. Na visão do músico, o futuro pode apontar para uma convivência entre humanos e máquinas, desde que a essência criativa permaneça intacta.

Paralelamente a essas reflexões, Max Cavalera segue ativo à frente do Soulfly, banda que fundou após sua saída do Sepultura. Desde o final dos anos 1990, o grupo consolidou uma identidade própria ao misturar metal extremo, influências tribais e elementos do groove metal, tornando-se uma das forças mais consistentes do gênero ao longo das décadas.

O momento atual da banda reflete essa longevidade criativa. O álbum Chama, décimo terceiro trabalho do Soulfly, reafirma a conexão familiar e artística de Max, contando com a produção de seu filho Zyon Cavalera e participações de músicos próximos ao seu círculo criativo. Ao mesmo tempo, turnês recentes mostram que a energia humana no palco segue insubstituível, mesmo em tempos de avanços tecnológicos acelerados.


Tecnologia avança, mas a paixão continua humana

Ao comentar sobre o futuro, Max Cavalera deixa claro que a discussão sobre inteligência artificial está longe de terminar. Para ele, enquanto algoritmos evoluem, sentimentos, paixão e identidade continuam sendo atributos exclusivamente humanos — e são justamente esses elementos que mantêm a música viva, relevante e transformadora.

“Esse é um dos meus debates com as pessoas sobre toda essa coisa de inteligência artificial. Para mim, isso é exatamente o que a IA não consegue fazer. Você não pode simplesmente pegar pessoas como eu e o Dino Cazares, ou eu e o Chino Moreno, ou eu e o Tom Araya, e achar que vai sair uma música legal disso. A inteligência artificial nunca vai conseguir fazer isso. E nunca vai conseguir. Ela vai criar uma cópia falsa, uma espécie de xerox, mas não é a mesma coisa. Eu não me importo com o que as pessoas dizem. Não é igual, cara, e nunca será.

Minha esperança é que a gente consiga coexistir com isso; esse é o meu desejo. Porque eu acho que algumas coisas podem ser boas, se forem feitas da maneira certa. Acredito que vamos aprender a coexistir com essa tecnologia de inteligência artificial e ver para onde isso vai nos levar. Mas a alma da pessoa, isso é algo único. O seu coração, a sua paixão, isso é humano, cara.” (Max Cavalera)


Fonte: Munfometalbr.com

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Gary Holt, do Exodus: realidade financeira das turnês é o maior desafio



 Em uma nova entrevista com Nick Bowcott da Sweetwater, o guitarrista do EXODUS, Gary Holt, foi questionado sobre o comentário em seu livro de memórias “A Fabulous Disaster: From The Garage To Madison Square Garden, The Hard Way” onde ele se referiu a si mesmo como “um vendedor de roupas viajante”.

“É tudo o que qualquer um de nós é agora. Quero dizer, algumas bandas — METALLICA, tenho certeza, poderia se sair bem sem vender uma única camiseta — mas para bandas como o EXODUS, somos uma loja pop-up itinerante. Nós tocamos música para que você entre e visite nossa loja. Quero dizer, temos sorte — eu ainda recebo alguns royalties e coisas do tipo. Se as suas garantias cobrem todo o custo da turnê, você está muito à frente no jogo, porque então a mercadoria é sua. Então você pode ir para casa com algum dinheiro.”

Holt continuou dizendo que se alguém encomendar mercadorias de sua loja online Holt Awaits, ele provavelmente montará pessoalmente o pacote antes de enviá-lo ao comprador.

“São minhas próprias camisetas com todo o meu merchandising de mau gosto de assassinos em série e palhetas de guitarra de celebridades e tirando sarro de tudo”, disse ele. “Se você pedir isso, se eu estiver em casa, eu sou o cara colocando isso na embalagem. Não estou contratando alguém para fazer isso. Não há armazém. Estou sentado no meu escritório, e sou eu enfiando aquela camiseta naquele envelope plástico. Mas estas são as coisas que temos que fazer para seguir em frente e manter as contas pagas.”

Gary falou anteriormente sobre sua loja de mercadorias online em julho passado, em uma entrevista para o site alemão Metal.de. Ele disse na época: “As pessoas pensam, ‘Oh, você é uma estrela do rock rica’. Não. Eu vendo camisetas, e as vendo do meu maldito armário. Tudo bem. Embale esta, rotule-a, envie-a. Mas não, isso apenas ajuda. Não paga as contas. Ajuda a manter as contas pagas. Ajudou muito mesmo na pandemia. Mas não sei. Se eu honestamente me aposentasse, provavelmente faria mais produção. Eu ficaria na música. Mas às vezes eu sonho acordado em não sair de casa. Porque eu odeio sair — odeio entrar no avião para partir — mas assim que chego, eu me divirto.”

Holt também foi questionado sobre o comentário recente do baixista do EXODUS, Jack Gibson, de que ele e seus companheiros de banda são “vendedores de camisetas viajantes”. Gary disse: “Vender camisetas é onde ganhamos nosso dinheiro. Temos sorte… Se você está em uma banda onde o dinheiro que você recebe para tocar cobre suas despesas e o dinheiro das camisetas é seu, você está indo muito bem. Porque tudo, especialmente desde a pandemia — os ônibus de turnê custam muito mais dinheiro. Tudo custa mais. As passagens aéreas custam mais. É difícil pra caramba. Nós nos saímos bem, vamos muito bem. Mas então, quando você volta para casa e não trabalha por dois meses, aquele dinheiro que você ganhou tem que cobrir, esticar por tudo isso. Então não é o que as pessoas pensam.”

Holt continuou dizendo que se alguém encomendar mercadorias de sua loja online Holt Awaits, ele provavelmente montará pessoalmente o pacote antes de enviá-lo ao comprador.

“São minhas próprias camisetas com todo o meu merchandising de mau gosto de assassinos em série e palhetas de guitarra de celebridades e tirando sarro de tudo”, disse ele. “Se você pedir isso, se eu estiver em casa, eu sou o cara colocando isso na embalagem. Não estou contratando alguém para fazer isso. Não há armazém. Estou sentado no meu escritório, e sou eu enfiando aquela camiseta naquele envelope plástico. Mas estas são as coisas que temos que fazer para seguir em frente e manter as contas pagas.”

Gary falou anteriormente sobre sua loja de mercadorias online em julho passado, em uma entrevista para o site alemão Metal.de. Ele disse na época: “As pessoas pensam, ‘Oh, você é uma estrela do rock rica’. Não. Eu vendo camisetas, e as vendo do meu maldito armário. Tudo bem. Embale esta, rotule-a, envie-a. Mas não, isso apenas ajuda. Não paga as contas. Ajuda a manter as contas pagas. Ajudou muito mesmo na pandemia. Mas não sei. Se eu honestamente me aposentasse, provavelmente faria mais produção. Eu ficaria na música. Mas às vezes eu sonho acordado em não sair de casa. Porque eu odeio sair — odeio entrar no avião para partir — mas assim que chego, eu me divirto.”

Holt também foi questionado sobre o comentário recente do baixista do EXODUS, Jack Gibson, de que ele e seus companheiros de banda são “vendedores de camisetas viajantes”. Gary disse: “Vender camisetas é onde ganhamos nosso dinheiro. Temos sorte… Se você está em uma banda onde o dinheiro que você recebe para tocar cobre suas despesas e o dinheiro das camisetas é seu, você está indo muito bem. Porque tudo, especialmente desde a pandemia — os ônibus de turnê custam muito mais dinheiro. Tudo custa mais. As passagens aéreas custam mais. É difícil pra caramba. Nós nos saímos bem, vamos muito bem. Mas então, quando você volta para casa e não trabalha por dois meses, aquele dinheiro que você ganhou tem que cobrir, esticar por tudo isso. Então não é o que as pessoas pensam.”

 

Fonte: Rockbrigade.com.br

Anthrax filma o vídeo de ‘A Great Day For All Of Us’, 1º single de novo disco

 

ANTHRAX filmou um videoclipe para o primeiro single do aguardado novo álbum de estúdio da banda, provisoriamente previsto para o início de 2026 na América do Norte via Megaforce e na Europa através da Nuclear Blast. As sessões de mixagem, bem como algumas das sessões de gravação para o LP, ocorreram no Studio 606 de Dave Grohl em Northridge, Califórnia. ANTHRAX trabalhou mais uma vez com o produtor Jay Ruston, que anteriormente comandou os álbuns “For All Kings” de 2016 e “Worship Music” de 2011.

O guitarrista do ANTHRAX, Scott Ian, recorreu às suas redes sociais para escrever: “Álbum está pronto. Primeiro vídeo está filmado. Obrigado a todos por enfrentarem o frio conosco para fazer algo matador! Um grande dia para todos nós!”

Ele acrescentou: “Muito mais ANTHRAX vindo em 2026! Até lá, tenham ótimas festas!”

No início deste mês, o baterista do ANTHRAX, Charlie Benante, contou ao podcast “100 Songs That Define Heavy Metal” sobre o status do aguardado sucessor de “For All Kings”: “Temos um novo disco do ANTHRAX saindo no início do próximo ano… E não porque é o nosso disco, mas meu Deus, este disco é tão bom. E eu sei que levou muito tempo para ser feito, mas acho que as pessoas ficarão realmente surpresas e elas realmente compreenderão isso e ficarão tipo, ‘Meu Deus. Valeu a espera.’ Pelo menos é o que eu acho.”

Sobre a relação de trabalho do ANTHRAX com Ruston, Benante disse: “Eu te digo, cara, Jay fez os últimos discos do ANTHRAX, e ele se tornou… Nós falamos sobre o George Martin antes, e Jay se tornou isso para nós. E ele e eu temos trabalhado de forma muito próxima neste disco.”

Charlie continuou: “Eu sei que outras bandas entenderão quando eu disser isso — é tipo, você pode ter três ou quatro músicas e é tipo, ‘Ok, elas são boas.’ Então você tem sete, depois tem 10, então o disco começa a ganhar forma.”

“Alguns meses atrás, comecei a ouvir todas as músicas do novo álbum do ANTHRAX na ordem que eu acho que vamos colocar no disco, e é tipo, ‘Uau, isso é realmente bom'”, acrescentou Benante. “É a melhor coisa quando você consegue colocar todas juntas e elas simplesmente fluem. Então estou muito animado com isso… Nós fomos além dos limites neste disco também, então estou feliz com isso.”


Fonte: Rockbrigade.com.br

Frank Blackfire questiona hiato do Sodom e lamenta álbum novo sem turnê

 


O guitarrista Frank Blackfire, atualmente integrante do Sodom, voltou a comentar publicamente o período de hiato anunciado pela banda e deixou claro seu desconforto com a decisão. Nos últimos meses, o líder Tom Angelripper explicou que precisa de um tempo de descanso, o que levou o grupo alemão a interromper temporariamente as atividades ao vivo. No entanto, para Frank, a situação gera frustração, sobretudo diante do excelente momento criativo vivido pela banda.

Nos últimos anos, o Sodom lançou trabalhos muito bem recebidos pela crítica e pelos fãs de Thrash Metal. Álbuns como Genesis XIX e o recente The Arsonist alcançaram grande destaque e figuraram no topo de listas especializadas. E isso inclui o primeiro lugar entre os melhores do ano em seus respectivos lançamentos no site Mundo Metal. Por isso, o guitarrista entende que o grupo vive uma fase que naturalmente pediria maior presença nos palcos.

Para Frank Blackfire, lançar um disco forte e não sair em turnê para divulgá-lo soa como um desperdício de energia criativa. Segundo ele, o contato com o público e a execução das músicas ao vivo fazem parte essencial do ciclo de um álbum. E especialmente quando o material apresenta alto nível artístico e boa aceitação entre os fãs, como é o caso.


Entre a frustração com o Sodom e a necessidade de seguir ativo

Mesmo respeitando a decisão de Tom AngelripperFrank não esconde o desapontamento. Em suas declarações mais recentes ao canal RapidMetalFire, o guitarrista reforça que sempre acreditou que um novo álbum deve ser acompanhado de shows, festivais e, se possível, uma turnê completa. Para ele, o palco representa a principal vitrine da música pesada e um espaço insubstituível de troca com o público.

Diante desse cenário, Frank Blackfire decidiu manter-se ativo de outras formas. Atualmente, ele dedica o seu tempo ao seu projeto solo, Frank Blackfire, com o qual vem buscando shows em clubes e presença em festivais menores. Embora reconheça que o alcance seja menor do que o do Sodom, o músico se mostra satisfeito com a resposta do público e com o interesse crescente por seu trabalho autoral.

Além disso, o guitarrista segue compondo material novo e já trabalha em músicas para um próximo álbum solo. Para Frank, manter-se criativo e em atividade não é apenas uma escolha artística, mas também uma necessidade prática, já que ele vive exclusivamente de música e prefere evitar qualquer afastamento prolongado dos palcos.

Veja a fala completa de Frank Blackfire:

“Com o Sodom, lançamos recentemente o ‘The Arsonist’, foi em — julho, acho. Então, lançamos um álbum novo e nada acontece com o Sodom. E isso é uma pena. Eu não sei… Se você lança um álbum novo, acho que quer sair para tocar ao vivo, fazer uma turnê ou pelo menos tocar em algum lugar — festivais, pelo menos, ou algo assim. Mas eu não sei. Por que lançar um álbum novo e não tocar ao vivo? Acho que isso é um tipo de desperdício do álbum. Então, sim, é realmente uma pena, mas o que dá para fazer? Por isso, continuo ativo. Estou trabalhando duro agora, tentando conseguir shows, festivais, escrevendo material novo para um novo álbum, um novo álbum do Frank Blackfire. Espero conseguir lançá-lo no ano que vem. E estamos de muito bom humor na banda. Também fico surpreso que as pessoas estejam interessadas nos shows do Frank Blackfire. Claro que tudo é um pouco menor do que com o Sodom — tocamos em clubes pequenos e festivais menores —, mas estou muito feliz. E preciso continuar, porque isso é o meu sustento. Preciso ganhar dinheiro para sobreviver, porque vivo de música. Preciso tirar meu sustento disso. Ainda estou aqui. Não quero arrumar um emprego comum ou algo assim. Ninguém vai me contratar com quase 60 anos de idade. Eles não vão me contratar. E, de qualquer forma, o que eu deveria fazer? A única coisa é dar aulas de guitarra, aulas de música, qualquer coisa desse tipo — é isso que vou fazer. Ou qualquer coisa que tenha a ver com guitarras ou música em geral. Até ajudar outras bandas, eu faria isso também, se fosse algo interessante. E é assim que estou sobrevivendo agora.”


Uma carreira marcada por clássicos do Thrash Metal

A trajetória de Frank Blackfire no Thrash Metal é extensa e respeitada. Ainda jovem, ele entrou para o Sodom e participou de registros fundamentais do gênero, como Persecution Mania e Agent Orange, este último responsável por levar a banda às paradas alemãs e consolidar seu nome internacionalmente. Esses trabalhos ajudaram a definir a sonoridade agressiva e direta do grupo no fim dos anos 1980.

Após deixar o SodomFrank integrou o Kreator, outra instituição do metal extremo alemão. Com a banda, gravou álbuns importantes como Coma of SoulsRenewal e Cause for Conflict, ampliando ainda mais sua influência e consolidando seu estilo de guitarra rápido, cortante e reconhecível.

Hoje, ao se aproximar dos 60 anos, Frank Blackfire segue demonstrando disposição e paixão pela música. Mesmo diante do hiato do Sodom, ele prefere olhar para frente, investir em novos projetos e continuar presente nos palcos. Para o guitarrista, parar simplesmente não é uma opção, especialmente quando ainda existe muito a ser dito — e tocado — dentro do Thrash Metal.


Fonte: Mundometalbr.com

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Sepultura se despede da Europa com turnê histórica em 2026

 

Sepultura, um dos maiores ícones do metal brasileiro e mundial, anunciou oficialmente sua turnê final pela Europa, marcando o encerramento definitivo de uma trajetória que ajudou a moldar gêneros como death metalthrash metal e black metal ao redor do mundo. A banda já havia confirmado o fim de suas atividades após a conclusão da turnê mundial comemorativa de 40 anos de fundação, além de ter revelado que o último show europeu aconteceria em Dublin, na Irlanda, em 2026. No entanto, novas informações trouxeram ainda mais emoção para os fãs do continente.

No dia 16 de dezembro, a banda utilizou suas redes sociais para anunciar uma extensa turnê de despedida pela Europa, prevista para o verão europeu de 2026. Com mais de 20 datas confirmadas, o grupo deixou um recado direto e emocionante para os fãs:

“No próximo verão, vamos cruzar a Europa pela última vez.
Sepulnation — juntem-se a nós para a última celebração de quatro décadas de Sepultura.
Vamos erguer os chifres, honrar o legado e fazer isso soar mais alto do que nunca.
Onde vamos ver vocês?”

As vendas de ingressos começaram no dia 18 de dezembro e já estão disponíveis no site oficial da banda. Além disso, o anúncio confirma a participação da Sepultura em alguns dos maiores festivais de metal do mundo, reforçando a grandiosidade dessa despedida.

Despedida em grande estilo pelos maiores festivais do continente

A turnê final passará por países importantes da cena europeia e incluirá apresentações em eventos consagrados como HellfestGraspop Metal Meeting e Wacken Open Air, garantindo que o adeus seja celebrado à altura do legado construído ao longo de quatro décadas. A expectativa é de uma turnê memorável, marcada por casas lotadas, celebração intensa e respeito absoluto à história da banda.

Confira abaixo todas as datas confirmadas da turnê europeia de despedida da Sepultura:

  • 06 de junho – South of Heaven Festival, Países Baixos
  • 07 de junho – Metalfest, República Tcheca
  • 08 de junho – ZagrebCroácia
  • 09 de junho – MilãoItália
  • 10 de junho – RomaItália
  • 12 de junho – Greenfield Festival, Suíça
  • 13 de junho – Nova Rock Festival, Áustria
  • 14 de junho – WürzburgAlemanha
  • 17 de junho – SaarbrückenAlemanha
  • 19 de junho – HellfestFrança
  • 20 de junho – Graspop Metal MeetingBélgica
  • 21 de junho – Rock in Rio LisboaPortugal
  • 23 de junho – OberhausenAlemanha
  • 24 de junho – PotsdamAlemanha
  • 25 de junho – CopenhellDinamarca
  • 26 de junho – HuskvarnaSuécia
  • 27 de junho – Tons of RockNoruega
  • 31 de julho – Wacken Open AirAlemanha
  • 01 de agosto – HelsinqueFinlândia
  • 02 de agosto – Tallinn Rock Festival, Estônia
  • 05 de agosto – Leyendas del RockEspanha
  • 07 de agosto – BloodstockGrã-Bretanha
  • 09 de agosto – DublinIrlanda
Fonte: Mundometalbr.com

Veteranos do Gutted Souls finalmente lançaram seu segundo álbum de inéditas

 

Em 26 de setembro de 2025, a veterana banda carioca Gutted Souls lançou seu segundo álbum de inéditas, “Portals To Chaosium”, pelo selo Via Nocturna.

Contando com 10 faixas em pouco mais de 35 minutos de audição, o trabalho se apresenta como uma mescla de Death Metal tradicional com altas doses de brutalidade e técnica.

No aspecto lírico, a banda explora temas lovecraftianos e atmosferas caóticas evidenciadas em faixas como “Cosmic Ungod” e “Biotechnological Transhumanist Engineers”“Chaosium” remete ao cenário de RPG Call Of Cthulhu, inspirado no autor H.P. Lovecraft., explorando narrativas de loucura e vazio cósmico.


Destaque para o sempre marcante vocal de Iron juntamente com o bom trabalho da dupla de guitarras e a bateria avassaladora e precisa, fazendo desta obra uma audição indispensável para os amantes do estilo.

Mais um forte candidato a figurar entre os melhores lançamentos nacionais de 2025. Confira.



Fonte: Mundometalbr.com

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

John Bush faz show centrado em seus tempos de Anthrax: assista

 No sábado, 13 de dezembro, o lendário vocalista John Bush realizou o primeiro de três shows ao vivo apresentando a música que ele ajudou a criar durante sua década cantando com o ANTHRAX. No Whisky A Go Go em West Hollywood, Califórnia, Bush tocou músicas que abrangem todos os quatro álbuns que ele gravou com a banda: “Sound Of White Noise”, “Stomp 442”, “Volume 8: The Threat Is Real” e “We’ve Come For You All”.



Juntaram-se a Bush no palco seus colegas de banda do CATEGORY 7, Phil Demmel (guitarra), Mike Orlando (guitarra) e Jason Bittner (bateria), junto com seu parceiro de longa data do ARMORED SAINT e melhor amigo Joey Vera no baixo (o baixista do CATEGORY 7, Jack Gibson, teve um conflito de agenda e não pôde comparecer ao show). O CATEGORY 7 também abriu o show antes de retornar como banda de apoio de John para o material do ANTHRAX.



O setlist do ANTHRAX de Bush incluiu não apenas os hinos bem conhecidos, mas também algumas faixas menos populares que não eram tocadas ao vivo há anos.



Fonte: Rockbrigade.com.br

Battle Beast vai apimentar sua música com presença da brasileira Marina La Torraca no posto de vocalista

 

A Battle Beast anunciou que a vocalista de longa data Noora Louhimo não faz mais parte da banda após treze anos de trabalho e seis álbuns completos. A notícia saiu em todos os canais oficiais do grupo finlandês.

E o Battle Beast vai apimentar sua música com presença da brasileira Marina La Torraca no posto de vocalista. O grupo declarou: “Uma história termina, outra começa. Estamos animados para iniciar este novo capítulo e apresentar a vocês a nova voz da Battle Beast, Marina”.

Carreira

Marina La Torraca é uma vocalista brasileira de São Paulo, mais conhecida como a poderosa frontwoman da banda de metal moderno Phantom Elite e como integrante do projeto de metal sinfônico Exit Eden.

Ela começou a se apresentar na adolescência em bandas cover locais antes de partir para o treinamento formal, incluindo estudos de teatro musical em Nova York.

Com versatilidade e alcance vocal impressionante, Marina transita sem esforço entre passagens dramáticas e melódicas até gritos intensos e agressivos. Paralelamente à sua carreira no metal, ela estrelou produções profissionais de teatro musical em países de língua alemã.

Além dos palcos, ela também é uma designer gráfica talentosa, professora de canto, produtora e compositora.

Marina La Torraca comentou: “Quando vi pela primeira vez um e-mail do Battle Beast e meu nome no assunto, honestamente pensei que tinha que ser um engano. Mas assim que o abri, eu não poderia estar mais feliz. Sinto-me incrivelmente honrada em fazer parte deste novo capítulo e profundamente grata pela confiança e apoio da banda”.

“É um pouco assustador seguir os passos de uma lenda vocal como a Noora? Com certeza! Mas também é muito empolgante? Absolutamente! Battle Beast é uma das bandas mais trabalhadoras e genuinamente talentosas que existem. Tenho orgulho de estar aqui para ajudá-los a continuar crescendo e espalhando alegria. Apertem os cintos, isso vai ser divertido”.

O conjunto voltará aos palcos em março do ano que vem, com uma turnê pelo Japão e pela Austrália.


Fonte: Rockbizz.com.br

Com muito death metal old school, Open The Coffin lança “Once Alive Always Dead”

 


Open The Coffin, quinteto de Natal/RN, lançou Once Alive Always Dead” (2025), seu segundo disco lançado via Black Hole Productions.

Praticante de um death metal old school bem na linha que as bandas suecas dos anos 90 faziam, o quinteto Open The Coffin gravou seu segundo disco contando com Cláudio Slayer (vocais, baixo e guitarra, Expose Your Hate, Deuszebul, ex-Insane Death) e Flávio Neves (bateria). A arte da capa foi desenvolvida por Marcos Miller (Amen Corner, Decimator, Mental Horror).

Sobre o título, o próprio Cláudio explica:

“Desde que respiramos pela primeira vez nós começamos a morrer. A vida é incerta, mas a morte não. A vida é breve, mas a morte é para sempre.”

“Once Alive Always Dead” (2025) foi lançado em CD acrílico e já está com pré-venda aberta no site da Black Hole Productions.

Faixas: